Pessoas que gostam deste blog

Lição 12 - O processo de formação do discípulo II

Lição 12 – 17 de Setembro de 2017 – Editora BETEL

O processo de formação do discípulo II

SLIDES VISUALIZAR / BAIXAR


HINOS SUGERIDOS
Hino 127


Hino 432


Hino 545


VÍDEO 1


VÍDEO 2


VÍDEO 3


VÍDEO 4

Comentarista: Bispo Oídes José do Carmo

TEXTO ÁUREO
“E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a cada dia a sua cruz, e siga-me.” Lc 9.23

VERDADE APLICADA
O Senhor Jesus Cristo continua chamando e estabelecendo condições para ser Seu discípulo.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Identificar o significado de ser um discípulo de Jesus;
Demonstrar a necessidade da coerência na vida do discípulo de Jesus Cristo;
Compreender as atitudes indispensáveis do discípulo de Jesus Cristo.

GLOSSÁRIO
Coerência: Ligação, harmonia; nexo;
Compungir: Arrepender-se;
Sincretismo: Fusão de diferentes cultos ou doutrinas religiosas, com reinterpretação de seus elementos.

LEITURAS COMPLEMENTARES
Segunda:                 Terça:                       Quarta:
Lc 9.24                       Lc 9.25                     Lc 9.26
Quinta:                      Sexta:                      Sábado:
Lc 14.28                     Lc 14.29                   Lc 14.30-32

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Lc 14.25 - Ora, ia com ele uma grande multidão; e, voltando-se, disse-lhe:
Lc 14.26 - Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.
Lc 14.27 - E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo.
Lc 14.33 - Assim, pois, qualquer de vós que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo.
Lc 14.34 - Bom é o sal, mas, se o sal degenerar, com que se adubará?
Lc 14.35 - Nem presta para a terra, nem para o monturo; lançam-no para fora. Quem tem ouvidos para ouvir; ouça.

MOTIVOS DE ORAÇÃO
Clame pela salvação dos seus vizinhos.

Introdução
Tornar-se um discípulo de Jesus Cristo não está limitado a um culto, uma experiência espiritual isoladamente. Como disse Paul Bendor-Samuel: “Ser discípulo é um estado ativo de aprendizado e crescimento”.

Salvação e regeneração
A grande mensagem da doutrina da regeneração é que a vida do crente não é uma simples filosofia, mas, é uma vida de poder. Mesmo assim, durante mais de dois mil anos os crentes têm tido a tendência de perder de vista este poder, preferindo reduzir sua fé a um sistema de ritos e regras. Os crentes da Galácia tornaram-se vítimas desta mesma tendência. Embora tivessem começado suas vidas em Cristo, conscientes do Seu poder sobrenatural que os conduziria à novidade de vida, aos poucos a sua fé “espiritual” foi substituída por um sistema de obras, sem real poder (Gl 3.2-3).
Os crentes da Galácia precisavam recordar que sua nova vida dependia exclusivamente do poder de Cristo, que pode ser desfrutado mediante um relacionamento vivo n’Ele. Essa comunhão com Cristo deveria ter sido a prioridade máxima em suas vidas.
“Estou crucificado em Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.” (Gl 2.19-20).
O conceito de Cristo vivendo no crente é um pouco difícil de compreender. Fisicamente, o crente não é diferente do que era antes. Há, porém, um poder invisível habitando nele depois da conversão, que o fará amar a justiça e odiar o pecado. Através dele, os homens serão atraídos a Cristo.
Uma ilustração simples que demonstra este relacionamento é vista entre um ímã e um prego de ferro. O prego não tem nenhum poder magnético próprio. Está realmente “morto”. Quando ele é colocado nas proximidades de um ímã, no entanto, passa a ter “vida”, ao ser atraído por este, por uma força invisível, a ponto de ficar preso ao mesmo. Quando alguém ergue o ímã, o prego permanece firmemente preso, por causa da força magnética. Ainda mais incrível: a força magnética passa pelo prego, e, destarte, para a fonte magnética original.
Quando outro ímã é colocado na mesa, ocorre algo singular. Uma ponta (polo) do segundo ímã é atraída em direção ao prego (por causa da força do ímã original), ao passo que a outra ponta é repelida pela força invisível que flui através dele.
Apesar do admirável poder que flui pelo prego quando está perto do ímã, tal poder diminuirá aos poucos, até desaparecer por completo, se o prego for lentamente afastado do ímã.
Cristo empregou uma ilustração muito semelhante quando falou da vida do crente comparando-a à vida da videira e dos seus ramos. Enquanto o ramo estiver ligado à videira, uma fonte invisível de vida estará passando por aquele ramo produzindo vida, saúde e frutos. Mas, se for desligado da videira – sua fonte de vida – o ramo morrerá. O ramo não pode viver ou produzir frutos à parte da videira.
Por que, então, alguns crentes têm muito mais vitória, bem como mais operação do Espírito em sua vida, do que outros? A resposta, temos nas ilustrações do ímã e da videira. A quantidade de poder e de vida que o crente utiliza é, indiscutivelmente, proporcional à sua união com Cristo – a fonte desse poder. Se esse crente andar unido a Cristo, permanecendo em real comunhão com Ele, poder abundante haverá em sua vida. Se, por outro lado, ele limitar sua comunhão com Cristo, terá vitórias muito limitadas em sua vida.
Uma interessante observação: Deus não impôs à Igreja limitação alguma no emprego dos recursos divinos. Todas as limitações nesse sentido são da parte do homem.
A regeneração é um milagre invisível e, por esta razão, origina duas dificuldades sérias. Uma delas tem a ver com os crentes professos que não são crentes verdadeiros. Eles afirmam que são “nascidos de novo”, porém, continuam vivendo no pecado e trazendo má fama sobre a Igreja. A segunda dificuldade tem a ver com os crentes verdadeiros, que chegam a duvidar da sua experiência de salvação. Suspeitam constantemente que suas lutas nas tentações e sua falta de perfeição parecem indicar que nunca receberam uma nova natureza. Vivem espiritualmente frustrados e com dúvidas desnecessárias.
Como uma pessoa pode saber se ela, ou qualquer outra, está verdadeiramente regenerada? A resposta acha-se no fato de que, embora o milagre da salvação seja invisível, ele é manifesto na vida da pessoa através de vitórias e frutos espirituais.
Muitos crentes sabem o que é uma vida vitoriosa, mas quando estão em luta contra as tentações e o pecado, começam a duvidar da sua experiência de salvação. Estes crentes precisam reconhecer que a sua muita luta contra o pecado é prova da presença da natureza divina no seu interior, que teve início com a regeneração. O crente fiel tem paz com Deus, mas ao mesmo tempo luta contra as tentações.
Jesus Cristo é o exemplo, mais que perfeito, de luta constante contra o pecado e as potestades. Enquanto esteve entre nós, foi tentado, foi hostilizado, foi maltratado e vilipendiado, tanto pelos homens como pelo inimigo de Deus. Mas, como exemplo mais que perfeito, venceu todas as tentações, todos os obstáculos, toda a incredulidade, toda a maldade humana e alcançou vitória sobre tudo e todos. Deixou-nos exemplo mais que perfeito, um guia de conduta verdadeiramente fabuloso e precioso para todo o crente que realmente deseja seguir os passos do Mestre Querido. Quer ser discípulo de Cristo? Pegue sua cruz e siga-o!
Que os irmãos desfrutem de uma semana abençoada, na Paz do Senhor Jesus!
Márcio Celso - Colaborador

1.         A identidade do discípulo
            Continuando nosso estudo sobre o processo de formação do discípulo, é relevante uma profunda e sincera reflexão sobre o que significa ser um discípulo de Jesus Cristo. Como afirmou John Stott: “A razão de quase todas as nossas falhas é a facilidade que temos de esquecer nossa identidade como discípulos”.

1.1.        O significado do termo discípulo
Vários sentidos são encontrados nas palavras “ensinai” (Mt 28.19) e “ensinando” (Mt 28.20) na língua grega: “fazei discípulos”; “ instruir”; “tornar-se um discípulo”; “ser um discípulo”; “aprendiz”; “seguidor”. É importante saber que na época do Novo Testamento este termo era comum, como vemos em Mateus 22.16 e Mateus 9.14. Os fariseus tinham discípulos; João Batista também. Os filósofos, antes de Cristo, tinham discípulos. Assim, quando o Senhor Jesus ordenou que a Igreja fizesse discípulos de todas as nações, os apóstolos entenderam o que isso significava.
Este termo foi tão bem compreendido pelos apóstolos que, após o início da Igreja, a palavra discípulo era usada para designar todos os que creram e receberam a Palavra de Deus proclamada pela Igreja (At 1.15; 6.1-2, 7; 9.1, 10, 19, 36). Somente mais tarde é que os discípulos de Jesus foram chamados de cristãos (At 11.26). Não foi um termo usado, inicialmente, pela Igreja em relação aos seus membros, mas pelos gentios, como indicação de desprezo. Tanto que a palavra não é encontrada nos escritos do Novo Testamento como usada pelos discípulos sobre si mesmos. Em Atos 26.28, o termo é usado pelo rei Agripa. Em 1 Pedro 4.16, o apóstolo Pedro está se expressando como se fosse do ponto de vista de quem está causando o sofrimento. Somente a partir do século II a designação passou a ser aceita pelos membros da Igreja como título de honra.

1.2.     Resgatando nossa identidade como discípulo
Tendo em vista a forte tradição religiosa católica romana no Brasil, o grande crescimento da quantidade de pessoas em nosso país que afirmam professar a fé evangélica, a multiplicação das denominações evangélicas, o forte sincretismo religioso observado, também, entre muitas igrejas evangélicas, talvez esteja na hora de resgatarmos o sentido da palavra “discípulo”, principalmente quando estivermos na prática do evangelismo e instruindo os novos convertidos.
Assim, vamos pensar e estudar à luz da Palavra de Deus o que realmente significa ser um discípulo de Jesus Cristo e como se dá o processo de formação.

1.3.     O significado de ser um discípulo de Jesus Cristo
Considerando o exposto anteriormente, quando Jesus chama os primeiros discípulos (Mt 4.18-22), é possível que eles não vislumbrassem, num primeiro momento, para onde Ele os conduziria e nem o tremendo impacto que causaria em suas vidas, porém sabiam bem o significado de “vinde após mim” (Mt 4.19) ou “ segue-me” (Mt 9.9; Jo 1.43).
Por entenderem o significado de “segui-lo”, deixaram as redes, a alfândega e passaram a ir para todo lugar aonde ia Jesus, a querer conhecer o que Jesus pensava sobre vários aspectos e áreas da vida, a desejar aprender sobre vários pontos das Escrituras e a fazer tudo o que Ele mandava.

2.         O que significa seguir a Jesus?
O discípulo acaba sendo identificado com a pessoa que ele está seguindo. E é preciso seguir bem de perto. Assim expressou o rabino Yose Bem Yoezer: “Deixe-se cobrir pela poeira dos pés do seu rabino”. Foi o que o próprio Jesus disse: “O discípulo não é superior a seu mestre, mas todo o que for perfeito será como seu mestre” (Lc 6.40).

2.1.     A resposta humana ao chamado de Cristo
Ser um discípulo de Jesus Cristo é uma resposta do ser humano à manifestação da graça salvadora. Por que uma resposta? Porque a iniciativa é de Deus. Deus amou o mundo e enviou Seu Filho Unigênito (Jo 3.16): “Cristo morreu por nós, sendo nós ainda, pecadores” (Rm 5.8). No caminho de Damasco, Saulo de Tarso perguntou: “Senhor, que queres que eu faça?” (At 9.6). O carcereiro de Filipos perguntou: “... que é necessário que eu faça para me salvar?” (At 16.30). Após o apóstolo Pedro terminar o primeiro anúncio da Palavra de Deus, depois da descida do Espírito Santo, aqueles que “compungiram-se em seu coração” (At 2.37), perguntaram: “Que faremos, varões irmãos?”. São exemplos do ser humano respondendo positivamente ao chamado de Deus, ao Evangelho de Jesus Cristo.
Em Mateus 11.28-30 está registrado o chamado de Jesus Cristo: “Vinde a mim, todos...”. Importante ressaltar que vários aspectos que envolvem a vida de um discípulo podem ser considerados a partir deste chamado, como por exemplo: ouvir, atender, renunciar, obedecer, tomar a cruz. Notar que o chamado não é somente para ser aliviado. O texto continua: tomar o jugo e aprender. Os judeus empregavam o termo “o jugo” para “entrar em submissão”. Jesus indica o jugo dos bois, que era feito de madeira, normalmente usado por dois animais, um ao lado do outro, ligados ao arado ou carro a ser puxado. Uma outra versão diz: “Tomai vosso lugar em minha canga” (BKJ). Um dos sentidos da palavra “suave” (Mt 11.30) é “adequado”. A vida que nos dá (sermos Seus discípulos) é “adequada” para cada um de nós. Ele nos conhece individualmente. Ocupemos nosso lugar ao lado de Jesus e partilhemos Seu jugo, canga. Tomai e aprendei. Submissão e disposição para aprender são atitudes indispensáveis para ser um discípulo de Jesus Cristo.

2.2.     A necessidade de coerência na vida do discípulo de Cristo
            Como pode uma pessoa dizer que tem Jesus, está em Jesus, segue Jesus e não ser como Ele? Como pode ser um discípulo de Jesus e não segui-Lo? É contraditório, incoerente, engano. Não basta crer, pois os demônios também creem (Tg 2.19). Não basta profetizar, expulsar demônios e fazer maravilhas em nome de Jesus (Mt 7.22). Não basta saber quem é Jesus (Mc 5.7; Lc 4.41). Não basta apenas fazer parte de um grupo de discípulos - Judas Iscariotes também estava lá (Mt 10.1).
Acima foram relacionados vários aspectos que num primeiro momento identificamos como fazendo parte de uma vida que agrada a Deus. Temos a tendência de reduzir ou automatizar a vida cristã.

2.3.     Identificando a verdadeira fé do discípulo de Cristo
É preciso cuidado. É preciso pensar biblicamente. É importante refletir à luz do texto bíblico como um todo. E aí vamos entender que todo discípulo de Jesus crê. Mas nem todo que declara que crê é um discípulo (Jo 2.23-24). Uma fé que não conduz à submissão, entrega e obediência não torna uma pessoa discípulo de Jesus. Outro exemplo encontramos em João 12.42-43: “...muitos creram nele; mas não o confessavam por causa dos fariseus, para não serem expulsos da sinagoga. Porque amavam mais a glória dos homens do que a glória de Deus”. Uma fé que não conduz à renúncia e à confissão pública não torna a pessoa um discípulo de Jesus.
A verdadeira fé se manifesta na atenção do seguidor para tudo o que Seu Mestre ensina e faz. Conduz á dedicação, ao aprendizado e preparo, visando “ser como o seu mestre” (Lc 6.40). Trata-se de um chamado radical: imitar Jesus Cristo. Então, quando o Senhor Jesus iniciou Seu ministério na terra chamando pessoas para que O seguissem e, antes da Sua ascensão, ordenou que a Igreja fizesse com que pessoas de todas as nações fossem Seus discípulos, o Seu propósito era: pessoas que O imitem, aprendam d’Ele, que estejam comprometidas em dar prosseguimento à Sua obra na terra e, assim, sejam como Ele.

3.         Atitudes do discípulo de Jesus Cristo
Como encontramos na Bíblia, a resposta humana ao chamado de Cristo se expressa não apenas em palavras, emoções, concordância ou admiração, mas em decisão e atitudes.

3.1.     Amar a Cristo acima de tudo e de todos
Ir com Jesus e acompanhá-lo é uma coisa. Ser discípulo de Jesus Cristo vai além. Para ser discípulo, é preciso amar a Jesus Cristo mais do que a família e a si próprio (Lc 14.26; Mt 10.37). A palavra “aborrecer” tem o sentido de “amar menos”. O Senhor Jesus alertou sobre o conflito que pode surgir dentro da família caso um de seus membros decida segui-Lo. De forma alguma, o discípulo de Jesus deixará de honrar pai e mãe; cumprir seus compromissos com a família. Deve ser um pacificador, mas sem comprometer seu dever para com o Senhor Jesus Cristo. Nenhum amor que temos nesta vida pode ser comparado ao que devemos ter por Ele.
Encontramos em Lucas 14.25-26 que “ia com ele uma grande multidão”. Milhares o acompanhavam. Contextualizando, é como se Jesus Cristo fosse seguido por multidões nas redes sociais. Multidões estariam atentas à Sua agenda e O acompanhariam em Seus compromissos. É possível que a multidão imaginasse que Jesus estivesse se preparando para libertar Israel do jugo romano e restabelecer o reino. Então, Ele começa a lhes falar sobre a necessidade de ter consciência acerca do custo de ser Seu discípulo.

3.2.     Levar a sua cruz
Quando Jesus falou sobre “levar a sua cruz” (Lc 14.27), a multidão sabia que se tratava de um instrumento de pena de morte, comumente utilizado entre os romanos, para os escravos e criminosos. Num sentido figurado, significa enfrentar sofrimento, provação, reprovação por parte da sociedade, vergonha e expor- se à morte. Um homem condenado carregava a cruz até o local onde seria executado. Ou seja, levar a cruz é crucificar o eu. Em outro texto diz: “tome cada dia a sua cruz” (Lc 9.23).
Diariamente, o discípulo de Jesus renova a sua entrega incondicional a Ele. É uma marca do discipulado de Jesus: “E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências” (Gl 5.24). Não podemos confundir cruz com fraqueza física ou alguma angústia, pois são situações inerentes a todos os seres humanos. Mas trata-se de escolha. Como escreveu C. A. Coates: “É um caminho que segundo o curso deste mundo, é alvo de desonra e crítica”.

3.3.     Renunciar a tudo quanto tem
Renúncia é parte do custo de viver como discípulo de Jesus Cristo na terra (Lc 14.33). Alguns sentidos desta palavra no grego: “dar adeus a”; “despedir”; “abandonar”. É preciso que Jesus Cristo esteja acima de interesses e projetos pessoais. É necessário prontidão para deixar qualquer relação que não seja compatível com o caminho de Jesus Cristo. A título de exemplo, citamos a história da esposa de Ló, que, após sair da cidade de Sodoma, mesmo recebendo a ordem para não olhar para trás (Gn 19.17), não resistiu e “ficou convertida numa estátua de sal” (Gn 19.26). Ela e sua família receberam os anjos em casa, prepararam-lhes um banquete e ouviram sobre o juízo de Deus sobre aquele lugar. Contudo, ela não deu adeus “à vida em Sodoma”! Não “abandonou” o que ficou em Sodoma!
Enfatizar que os anjos chegaram ao ponto de pegar pela mão Ló e toda a sua família, sugerindo ideia de insistência divina, por misericórdia. O texto diz: “sendo-lhe o Senhor misericordioso” (Gn 19.16). Contudo, faltaram as atitudes de resposta humana ao favor de Deus, indispensáveis para a concretização do propósito divino. Tal falta foi demonstrada na atitude da mulher de Ló ao olhar para trás. Por isso, Jesus Cristo disse: “qualquer de vós que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo” (Lc 14.33)

Conclusão
Em Romanos 8.2 9, encontramos que Deus chama pessoas “para serem conformes à imagem de Seu Filho”, parecidas com Ele. Enquanto caminhamos, observamos e ouvimos. E um processo. Temos muito a aprender, “até que todos cheguemos à medida da estatura completa de Cristo” (Ef 4.13).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Editora Betel 3º Trimestre de 2017, ano 27 nº 104 – Revista da Escola Bíblica Dominical - Jovens e Adultos – Professor – Evangelismo, Missões e Discipulado – A tarefa primordial da Igreja – Bispo Oídes José do Carmo.
Sociedade Bíblica do Brasil – 2009 – Bíblia Sagrada – João Ferreira de Almeida – Revista e Corrigida.
Sociedade Bíblica do Brasil – 2007 – Bíblia do Obreiro – João Ferreira de Almeida – Revista e Atualizada.
Editora Vida – 2014 - Bíblia Judaica Completa – David H. Stern, Rogério Portella, Celso Eronildes Fernandes.
Editora Vida – 2014 – Bíblia de Estudo Arqueológica – Nova Versão Internacional.
Editora Central Gospel – 2010 - O Novo Comentário Bíblico – Antigo Testamento – Earl D. Radmarcher, Ronald B. Allen e H. Wayne House – Rio de Janeiro.
Editora Central Gospel – 2010 - O Novo Comentário Bíblico – Novo Testamento – Earl D. Radmarcher, Ronald B. Allen e H. Wayne House – Rio de Janeiro.
Editora Vida – 2004 – Comentário Bíblico do Professor – Lawrence Richards.
Editora Central Gospel – 2005 – Manual Bíblico Ryken – Um guia para o entendimento da Bíblia – Leland Ryken, Philip Ryken e James Wilhoit. 

Online