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Lição 1 - Os milagres do Novo Testamento

LIÇÃO 1 – 05 de julho de 2015 – Editora BETEL

Os milagres do Novo Testamento



LIÇÃO 1 – 05 de julho de 2015 – Editora BETEL

Os milagres do Novo Testamento

A palavra “milagre”. vem do latim, mirari, “admirar-se”. Mirus é um adjetivo latino que significa “maravilhoso”, “admirável”. Miraculum é alguma “maravilha”, um “prodígio”, um “milagre”.
Se os eventos miraculosos são aqueles que ultrapassam daquilo que se poderia esperar de circunstâncias naturais e usuais, então esses acontecimentos são chamados milagres.
Os estudiosos têm discutido se pode ocorrer alguma coisa que não esteja dentro dos limites do natural, pelo menos do ponto de vista de Deus.
Agostinho argumentava fortemente em prol da naturalidade dos milagres, do ponto de vista de Deus, apesar de parecerem sobrenaturais ou contrários à natureza, do nosso ponto de vista.
Para Deus isso bem natural...
Existe alguma coisa impossível para o Senhor? Na primavera voltarei a você, e Sara terá um filho". Gênesis 18:14
Pois nada é impossível para Deus" Lucas 1:37

TEXTO AUREO

“E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé.” ICo 15.14
Vã: Vazio, oco
Comentarista: Pastor Dr. Abner de Cássio Ferreira

VERDADE APLICADA

A obra redentora de Cristo repousa sobre Sua ressurreição, pois se Cristo não ressuscitasse, o cristianismo seria como qualquer outra religião.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

• Ensinar que Jesus não pode ser desvinculado de Seus milagres porque eles autenticam Sua pregação;
• Mostrar que os milagres realizados por Jesus eram de caráter salvífico e não para impressionar ninguém;
• Entender que o pilar da fé cristã é a ressurreição de Cristo e sem ela é vã a nossa fé.


TEXTOS DE REFERÊNCIA

Ef 2.1 - E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados,
Ef 2.2 - Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência;
Ef 2.3 - Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.
Ef 2.6 - E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus.

Ef 2.1-3 - A condição dos gentios:
(1) mortos em transgressões, (2) andavam conforme o curso deste mundo, (3) segundo a vontade de Satanás, (4) viviam no estilo carnal sob o poder da paixões da carne, dos instintos e da mente, (5) por natureza eram filhos da ira.

Ef 2:6 - Nossa posição, depois da ressurreição, não é viver no mundo, mas tomarmos a nossa posição com Cristo, nas regiões celestiais. Em Cristo, estamos representados no trono do Pai e nas regiões celestes.

Introdução
Uma nova dispensação para a humanidade é inaugurada em Jesus. Sem Ele nada do que foi feito se fez (Jo 1.3). Sua ressurreição redime o pecador, traz esperança e cura toda sorte de males através de Sua graça infinita.

• Não há possibilidade de desvincular Jesus de Seus milagres, porque eles autenticam Sua pregação;

1. O significado dos milagres de Jesus
Deus é a fonte de todos os milagres. No Novo Testamento, essa fonte encarna na pessoa de Jesus Cristo e, a partir de Sua chegada a este mundo, todas as coisas passam a ter um novo sentido, inclusive, a experiência sobrenatural, onde milagres são acontecimentos cotidianos na vida daqueles que O servem.
Jo 15.5 - Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma.

1.1. O poder milagroso da pregação de Jesus
Esse poder milagroso da pregação de Jesus, alcançou um homem endemoninhado que foi levado a Jesus e não podia falar (mudo). Mt 9.32
Também alcançou a outro endemoninhado que era cego e mudo, e Jesus o curou, de modo que ele pôde falar e ver. Mt 12.22

Embora a pessoa de Jesus Cristo seja muito maior que Seus feitos. Seu milagroso agir jamais poderá ser desvinculado de Seu ministério porque Seus milagres são a confirmação e a definição de Sua pregação (Mt 9.32; 12.22).

Os milagres realizados por Jesus inauguram o tempo escatológico que os profetas anunciaram (Lc 12-20).
Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo. O Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi, e ele reinará para sempre sobre o povo de Jacó; seu Reino jamais terá fim. Lucas 1:32,33
O reino de Jesus é eterno, não é terreno, como o desse homem de
Lc 12.20 – que por avareza acumulou tesouros, e  que a Deus o chama de “Insensato”. Esta mesma noite a sua vida lhe será exigida. Então, quem ficará com o que você preparou?
Jesus nos ensina aqui que a vida, o sucesso e a segurança verdadeira não se encontram
na abundância de bens.
Esse homem tinha uma visão equivocada da vida e da morte.
Pensava que a vida vem do acúmulo de coisas e que a morte estava distante.
Queridos deixa eu dizer uma coisa:
"O mais rico dos homens é aquele cujos prazeres custam menos".

Por fim, de que maneira reagimos à morte desse fazendeiro presunçoso?
Nossa tendência é pensar. "Que pena esse sujeito ter morrido justo quando as coisas estavam indo tão bem para ele! Que tristeza não ter conseguido terminar seus grandes planos!"
Mas o mais triste de tudo não era o que o homem havia deixado para trás, mas sim o que teria pela frente:
Uma eternidade sem Deus! O homem viveu sem Deus e morreu sem Deus, e sua riqueza não passou de uma circunstância desta vida. Deus não se impressiona com nosso dinheiro.
O que significa ser "rico para com Deus"?
Significa reconhecer com gratidão que tudo o que temos vem de Deus e nos esforçar para usar o que ele nos dá para o bem de outros e para a glória de Deus.
A riqueza pode ser desfrutada e usada ao mesmo tempo se nosso propósito é honrar a Deus (1 Tm 6:1 Oss).
Ser rico para com Deus significa enriquecimento espiritual, não apenas prazer pessoal.

Os milagres são a manifestação do Reino de Deus que está chegando, revelando o "novo" dentro do mundo antigo. Se desconsiderarmos os milagres onde predominam as curas e a libertação. Mutilaremos a proclamação de Sua Palavra.
Apresente para os alunos a evidência de que existe um vínculo indissolúvel entre a vinda do Reino de Deus e os atos prodigiosos de Jesus. Os milagres realizados por Ele devem ser entendidos como sinais e não apenas como obras maravilhosas. Mostre para eles a necessidade de se ter discernimento espiritual para reconhecê-los como tal, pois, sem a iluminação que acompanha o compromisso cristão, os milagres serão reconhecidos apenas como grandes feitos.

1.2. Os milagres anunciam a chegada do Reino de Deus
Mc 1.14-15 - Depois que João foi preso, Jesus foi para a Galileia, proclamando as boas novas de Deus. "O tempo é chegado", dizia ele. "O Reino de Deus está próximo. Arrependam-se e creiam nas boas novas!

Costuma-se dizer que os escribas falavam segundo as autoridades, enquanto Jesus falava com autoridade.
A mensagem de Jesus era o evangelho do reino de Deus. Por certo, a maioria dos judeus percebia um tom de "revolução política" na expressão "reino de Deus", mas não era isso o que Jesus tinha em mente. Seu reino dizia respeito a sua soberania na vida das pessoas; era um reino espiritual, não uma organização política. A única forma de entrar no reino de Deus é crer nas Boas Novas e nascer de novo (Jo 3:1-7).
O evangelho é chamado de "o evangelho de Deus", porque vem de Deus e nos conduz a ele.
Paulo o chama de "evangelho da graça de Deus" (At 20:24), pois não é possível haver salva­ção sem a graça (Ef 2:8, 9).
Os milagres realizados por Jesus trazem o Reino futuro de Deus para o presente.

Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido Lc 19.10.
Pou­co a pouco, Jesus vai inserindo no contexto humano a manifestação do Reino que veio nos anunciar (Lc 19.10).
Duas coisas se tornam muito evidentes através de Seus feitos milagrosos:

A destruição do reino de Satanás (Mt 8.29; Lc 4.41; 12.20); e
Aquele que pratica o pecado é do diabo, porque o diabo vem pecando desde o princípio. Para isso o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do diabo. 1 João 3:8

A implantação do poder salvador de Deus (Jo 1.12; 3.16; Ef 2.8, 9; lTm 1.15).
Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, João 1:12

Os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas são conhecidos como Evangelhos Sinóticos devido a conterem uma grande quantidade de histórias em comum, usam o termo "dynamis" (Paulo utiliza a palavra grega para poder,  dynamis que é a raiz da nossa palavra dinamite, para nos dizer que Deus deseja que tenhamos este poder em nossas vidas, sim o mesmo PODER que ressuscitou a Jesus dentre os mortos está a nossa disposição para transformar nossas vidas. Filipenses 3:10,11) para a designação dos milagres operados por Jesus. Esse termo não ressalta o caráter milagroso das obras realizadas, mas o poder que nelas se manifesta. O poder de um Deus cujo nome Jesus está falando e agindo, não para despertar a atenção ou promover-se, mas para ser compreendido como veículo pelo qual Deus traz salvação à humanidade.
Merece ser especialmente ressaltado para os alunos que os milagres de Jesus, em sentido exclusivo, possuem caráter salvífico. Assim como Ele não praticou milagres que fossem meros espetáculos, assim também faltam milagres de castigo ou de maldição. Não há sequer um exemplo em que o milagre fosse usado para impor ás pessoas sanções ou penas e lhes evidenciar a sua condenação. E extremamente necessário entender que, em Sua infinita misericórdia, Deus se compadece de Sua criatura e não quer aniquilar, mas sim salvar vidas (Mc 3.1-12; Jo 3.16).

1.3. Os milagres de Jesus ilustram a realidade do Reino
Na pessoa de Jesus Cristo, o próprio Reino de Deus exerce uma função criteriosa que distingue um milagre divino de outros acontecimentos, dos quais não podemos negar a existência. Todavia, estes acontecimentos jamais poderão recuperar o homem para Deus.
Lc 17.20-21 - Certa vez, tendo sido interrogado pelos fariseus sobre quando viria o Reino de Deus, Jesus respondeu: "O Reino de Deus não vem de modo visível, nem se dirá: ‘Aqui está ele’, ou ‘Lá está’; porque o Reino de Deus está entre vocês".

A presença do Reino é real em nosso mundo, não é algo indescritível nem uma vaga esperança utópica (Lc 17.20, 21). O Reino de Deus é uma realidade documentada onde a doença é superada, o sofrimento amenizado, o pecado e a morte são vencidos e o homem é liberto dos poderes maléficos que aprisionam sua alma.
No Reino de Deus tem milagre porque nem todo fenômeno ou acontecimento extraordinário pode ser enquadrado como uma manifestação divina, uma vez que Satanás também se manifesta com prodígios de mentira (Êx 7.11; 2Ts 2.8-12; Ap 16.14). Em um sentido bem autêntico, o milagre acontece quando o homem volta a ser o homem que Deus quer que ele seja, onde o indivíduo é colocado na esfera da soberania de Deus e é, por conseguinte, curado em sentido mais amplo.

 • Os milagres realizados por Jesus eram de caráter salvífico e não para impressionar ninguém;

2. A multiforme sabedoria de Deus
Rm 11.32 - Pois Deus colocou todos sob a desobediência, para exercer misericórdia para com todos.
Deus nunca teve a intenção de impressionar os homens com Seu poder.

Ef 2.8-9 – Paulo nos diz que somos salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie.

Sua vontade será sempre conquistar o homem através do amor, por esta razão estendeu Sua graça sobre toda a humanidade para que, através dela, o homem possa se voltar para Ele em gratidão (Rm 11.32; Ef 2.8, 9).

2.1. Os efeitos milagrosos da graça
Milagres não são unicamente os que rompem com as leis da natureza. Eles podem ser vistos de várias formas como, por exemplo: o perdão dos pecados
Lc 7.48 – Jesus disse à mulher pecadora que lavou seus com lagrimas enxugou com seus cabelos e ungiu com óleo. Mulher seus muitos pecados te são perdoados.

Os efeitos milagrosos da graça
A pregação do Evangelho aos necessitados (Mt 11.5; Lc 4.18; 7.22);
Lc 4.18 - O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos.

Os efeitos milagrosos da graça
A transformação de uma vida (Lc 19.1-5);
Jesus alcançou Zaqueu, o publicano pecador.

A libertação do poder das riquezas e da ansiosa solicitude pela vida (Mt 6.24; Lc 12.22).
Lc 12.22 - Dirigindo-se aos seus discípulos, Jesus acrescentou: "Portanto eu lhes digo: não se preocupem com suas próprias vidas, quanto ao que comer; nem com seus próprios corpos, quanto ao que vestir.

Os efeitos milagrosos da graça
Os milagres realizados por Jesus jamais ocorreram dissociados de Sua Palavra. Através dela:
Jesus perdoa os pecados e cura o paralítico (Mc 2.1);
Jesus estava em uma residência em Cafarnaum, quando 4 homens trouxeram um paralitico deitado em uma cama. Jesus perdoou e curou.

Os efeitos milagrosos da graça
Os demônios são expelidos (Mc 5.8; 9.25);
Mc 5.8 - Jesus libertou um homem que vivia na região de Gadara, morava nos sepulcros e ninguém podia prendê-lo. Jesus também não quis prendê-lo o libertou expelindo aqueles demônios.

Ele convoca Seus seguidores (Mc 1.16).
Andando à beira do mar da Galileia, Jesus viu Simão e seu irmão André lançando redes ao mar, pois eram pescadores. E disse Jesus: "Sigam-me, e eu os farei pescadores de homens".

Assim, podemos concluir que Seus atos poderosos são efeitos da exousia de Sua Palavra (Mc 1.21-27), da Sua flagrante autoridade doutrinária (Mt 7.28) e isso para simplesmente dizer a todos que chegou Reino de Deus (Le 11.20).
Esclareça para os alunos que a palavra grega exousia é geralmente traduzida como “autoridade” e, às vezes, como “poder”. A origem da palavra está na ideia do “poder” da escolha”, a “liberdade de agir” e da “permissão”. A partir disto vem a ideia do poder físico ou mental. Mais ainda, a habilidade ou força que se recebe para exercer sobre outros.

2.2. A relação entre a fé e o milagre
Existe uma relação muito estreita entre a fé e o milagre. Na verdade, a fé jamais foi premissa para que Jesus operasse um milagre. Todavia, mesmo não sendo premissa, a fé tanto pode gerar o milagre quanto o milagre gerar a fé. Quando o homem entende o agir milagroso de Jesus, o resultado é a valorização das coisas da vida e uma gratidão que se constituirá em um chamado para a fé (Ef 2.8. 9; Tt 2.11; 3.3-7).
Que fé possuía Lázaro em seu túmulo ou ainda o filho da viúva de Naim.
Isso não vem de vós é dom de Deus.
Temos ainda o verdadeiro milagre:
Os dez leprosos foram curados todos, mas apenas um, o samaritano, ex­perimentou verdadeiro milagre ao voltar a Jesus, dando glória a Deus em alta voz (Lc 17.11-19).

Não se esqueça de ressaltar para os alunos que o milagre da graça de Deus pode ser experimentado de muitas formas. Mostre para eles que a fé jamais foi premissa para que Jesus operasse um milagre. Per­gunte a eles que fé possuía Lázaro em seu túmulo ou ainda o filho da viúva de Naim. Tenha certeza de que eles responderão "não". Entre­tanto, mesmo não sendo premissa, a fé tanto pode gerar o milagre, quanto o milagre gerar a fé. Sendo o Evangelho devidamente anuncia­do e ouvido, a sensibilidade para o imerecido brotará no coração hu­mano. É preciso entender que uma vez compreendido o verdadeiro significado do perdão divino, ali também se enxergará os benefícios da graça divina, ainda que estes pareçam normais e sejam recebidos por vias naturais. Por exemplo, os dez leprosos foram curados todos, mas apenas um, o samaritano, ex­perimentou verdadeiro milagre ao voltar a Jesus, dando glória a Deus em alta voz (Lc 17.11-19).

2.3. O alcance dos atos milagrosos
Os milagres realizados por Jesus Cristo não se restringem apenas à esfera espiritual. A “dynamis” divina opera com efeitos transformadores tanto na esfera do corpo quanto na sociedade.
Temos o claro exemplo dos leprosos que, após a cura, voltam a ser reintegrados à sociedade da qual foram afastados (Lc 17.17-19).
Na ressurreição do filho da viúva de Naim não é citada a compaixão de Jesus para com o morto, mas sim para com a viúva Lc 7.11-15).
Do mesmo modo que pecado prejudica e destrói a comunhão entre os seres humanos, a doença, a possessão e a morte completam esse ciclo de destruição.
Em Seus atos milagrosos, Jesus sempre expressa os propósitos da salvação tanto em relação ao indivíduo quanto em relação à sociedade e ao mundo (Mc 2.9-12; Lc 19.10).
Informe para os alunos que, se fizermos uma composição ou análise de todos os milagres realizados por Jesus (curas, expulsão de demônios, etc.) veremos que a rigor nada mais são do que variantes daquele único e grande milagre, a saber, a revelação da graça de Deus para o homem pecador e possesso, doente e faminto, medroso e cativo. Não que Deus deixasse de ser juiz, mas o juízo se toma ameaça apenas se a graça for rejeitada. Deste modo, os milagres de Jesus estão a serviço do Reino de Deus e, simultaneamente, a serviço do homem, de sua vida e salvação.

• Nós temos que entender que o pilar da fé cristã é a ressurreição de Cristo e sem ela é vã a nossa fé.

3. Ressurreição, o pilar da fé cristã
A realidade e historicidade da ressurreição são os pilares mais importantes do Cristianismo. Tudo o que somos e cremos está firmado nela (ICo 15.14).
e, se Cristo não ressuscitou, é inútil a nossa pregação, como também é inútil a fé que vocês têm.

3.1. A realidade da ressurreição
O pecado exigia um alto preço: a morte. No entanto, qual seria o homem que cumpriria a exigência divina, visto que o mesmo possui natureza pecaminosa? A missão de Cristo só foi completa após Sua ressurreição. Morrer resolveria apenas a questão da justiça. Todavia, continuaríamos subjugados pelo poder do pecado e da morte (ICo 15.22).
Pois da mesma forma como em Adão todos morrem, em Cristo todos serão vivificados.

Era necessário que Ele vencesse a morte e nos desse a possibilidade de vencer juntamente com Ele (Fp 2.8; Cl 2.13-15).
E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz! Filipenses 2:8
Esclareça para os alunos que, com a ressurreição, o poder salvífico de Deus, que já estava em evidência através dos milagres de Jesus, se tornou para a cristandade a realidade determinante. Desse modo, os milagres de outrora passaram a ser vistos como protótipos e ilustrações daquilo que é possível se experimentar através da fé (Mc 9.23; Jo 14.12).

3.2. O grande milagre da cruz
O grande milagre da cruz fez recair sobre nós a graça, que nos permite resistir e vencer esses poderes, dando-nos capacidade para viver em obediência a Deus e em liberdade num mundo da morte. Somente sob a cruz de Jesus Cristo pode ser experimentado também o poder de Sua ressurreição (2Co 4.6-12; Fp 3.9, 10).
e ser encontrado nele, não tendo a minha própria justiça que procede da lei, mas a que vem mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus e se baseia na fé. Quero conhecer a Cristo, ao poder da sua ressurreição e à participação em seus sofrimentos, tornando-me como ele em sua morte Filipenses 3:9,10


É por esse motivo que a graça, favor imerecido, nos basta (2Co 12.7). Milagre é o poder da graça que, embora não satisfaça sempre os desejos subjetivos, fornece a energia para resistir à morte, à lei e ao pecado.
Dessa forma, para o apóstolo Paulo, milagre não é preterição da morte, do pecado e do sofrimento. Explique para os alunos que a ressurreição de Jesus não eliminou todos os poderes malignos de uma vez por todas. Argumente que eles ainda existem. Nós, cristãos, ainda vivemos expostos a estes poderes, porém, em Cristo Jesus, somos mais que vencedores (Rm 8.37). Milagre é o poder da vitória sobre os mesmos. Milagre é a força para resistir e a capacidade para viver em nova obediência a Deus e em liberdade num mundo da morte. Somente sob a cruz de Jesus Cristo pode ser experimentado também o poder de Sua ressurreição (2Co 4.8; Fp 3.10).

3.3. O poderoso efeito da ressurreição
A mensagem dos apóstolos estava alicerçada única e exclusivamente na ressurreição de Cristo (ICo 15.13; Fp 3.9.10).
Pois o que primeiramente lhes transmiti foi o que recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e apareceu a Pedro e depois aos Doze. 1 Coríntios 15:3-5

Mesmo sofrendo perseguição, eles afirmavam que Jesus era a esperança da humanidade. Propagando a fé, tudo o que esses homens esperavam era o desprezo, as prisões, os tormentos e a morte.
No entanto, com uma fé heroica, esses homens suportaram firmes todas estas misérias.
É magnífico perceber que eles viram coisas espetaculares porque jamais retrocederam.
Eles foram expostos a mortes miseráveis, contudo, os sobreviventes prosseguiram a obra com maior vigor e determinação.
É extremamente importante lembrar que toda fé cristã tem por conteúdo básico a ressurreição de Jesus dentre os mortos. O poder vivificador de Deus salvou Jesus da morte e O entronizou como Senhor. Por esta razão, diante dEle todo joelho se dobrará nos céus, na terra e debaixo da terra e toda língua confessará que Ele é o Senhor, para glória de Deus Pai (Fp 2.10, 11).

Conclusão
O poder de Deus está à disposição de todos nós (Jo 14.12). Milagres não são coisas do passado. Eles são e sempre serão uma realidade na vida de todo aquele que crê. Um dos propósitos mais importantes pelo qual Deus nos ungiu foi para nos tornar testemunhas do Seu poder (At 1.8; Mc 16.17).

REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Editora Betel 3º Trimestre de 2015, ano 25 nº 96 – Jovens e Adultos - “Dominical” Professor – SINAIS, MILAGRES E LIVRAMENTOS DO NOVO TESTAMENTO – O poder de Jesus Cristo e o segredo do sucesso apostólico.

Comentarista: Pastor Dr. Abner de Cássio Ferreira 

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