1.3.
A relevância e o poder da
adoração
É indispensável para um
cristão levar uma vida de adoração. Tendo em vista que os crentes do Novo
Testamento foram discipulados a pensar sobre si mesmos a partir de um modo de
ver coletivo, ou seja, abrangendo todos no Reino, por isso, que o culto cristão
deve ser repleto de significado e de plena relevância. Naquela época não havia templos
majestosos, nem uma liturgia pirotécnica, mas um grupo de cristãos reunidos
como sacrifício vivo apresentado a Deus (Rm 12.1-3 Rogo-vos,
pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em
sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não
vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso
entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita
vontade de Deus. Porque, pela graça que
me é dada, digo a cada um dentre vós que não saiba mais do que convém saber,
mas que saiba com temperança, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada
um.). A vida deles e suas reuniões de cultos, não eram apenas um
exercício religioso, mas uma oportunidade para reafirmar o que eles
acreditavam. Era uma ocasião para a manifestação dos poderes divinos (ICo 12-14
Abençoem aqueles que os perseguem; abençoem, e não os
amaldiçoem.).
“Além do poder divino expresso no discurso profético, há também
referência a “milagres” entre os primeiros grupos cristãos. O termo grego
comumente traduzido por “milagre” é dynameis, plural do equivalente grego para
“poder”. Portanto a conotação original dizia respeito a fenômenos considerados especiais,
manifestações diretas do poder de Deus, “fato obras poderosas magníficos”. Em
ICo 12.10, Paulo faz referência à “realização de milagres” (energemata
dynameon) como uma das várias coisas que Deus faz na reuniões da igreja. Em Gl
3.5, ele diz aos cristãos da Galácia que a distribuição divina do Espírito e a
operação de milagres entre eles são prova da validade da sua religião. |