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Lição 11- A importância da Bíblia como única regra de fé

Lição 11 – 10 de Dezembro de 2017 – Editora BETEL

A importância da Bíblia como única regra de fé

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Deus e a Bíblia
A existência da Bíblia até nossos dias só pode ser explicada como um milagre. Há nela 66 livros escritos por cerca de 40 escritores, cobrindo um período de 16 séculos. Esses homens, na maior parte dos casos não se conheceram. Viveram em lugares distantes, em três continentes, escrevendo em duas línguas principais. Devido a estas distâncias, em muitos casos, os autores nada sabiam sobre o que já havia sido escrito. Muitas vezes um escritor iniciava um assunto e, séculos depois, outro o completava com tanta riqueza de detalhes que somente um livro vindo de Deus podia ser assim. Uma obra humana em tais circunstâncias seria uma babel indecifrável!
Os escritores da Bíblia foram homens de todas as atividades da vida humana; daí a diversidade de estilos encontrados nas Escrituras. Moisés foi príncipe e legislador, além de grande general. Josué foi um grande comandante. Davi e Salomão, reis e poetas. Daniel, ministro de estado. Pedro, Tiago e João, pescadores. Zacarias e Jeremias, sacerdotes e profetas. Amós era homem do campo, cuidava do gado. Mateus, funcionário público. Paulo, teólogo e erudito, e assim por diante. Apesar de toda essa diversidade, quando examinamos os escritos desses homens, sob tantos estilos diferentes, verificamos que os mesmos completam-se, tratando de um só assunto! Os produtos de suas penas não são muitos livros, mas um só livro, poderoso e coerente.
Não houve uniformidade de condições na composição dos livros da Bíblia. Moisés escreveu o Pentateuco nas solitárias paragens do deserto. Jeremias, nas trevas e sujidade duma masmorra. Davi, nas verdes colinas dos campos. Paulo escreveu muitas das suas epístolas nas prisões. João, no exílio da ilha de Patmos. Apesar de tantas e diferentes condições, a mensagem da Bíblia é sempre uniforme. O pensamento de Deus corre uniforme e progressivo através dela, como um rio, que brotando de sua nascente, vai avolumando suas águas até tornar-se caudaloso. A mensagem da Bíblia tem essa continuidade maravilhosa!
As circunstâncias em que os 66 livros da Bíblia foram escritos também foram as mais diversas. Davi, por exemplo, escreveu certas partes de seus trabalhos no calor das batalhas. Salomão, na calma da paz. Há profetas que escreveram em meio a profundas tristezas, ao passo que Josué escreveu durante a alegria da vitória. Apesar da pluralidade de circunstâncias, a Bíblia apresenta um só sistema de doutrinas, uma só mensagem de amor, um só meio de salvação. De Gênesis a Apocalipse há uma só revelação, um só pensamento, um só propósito.
Se a Bíblia fosse um livro puramente humano sua composição seria inexplicável. Suponhamos que 40 dos melhores escritores atuais do Brasil, providos de todos os meios necessários, fossem isolados uns dos outros, em situações diferentes, cada um com a missão de escrever uma obra sua. Se no final reuníssemos todas as obras, jamais teríamos um conjunto uniforme. Seria a pior miscelânea! Pois bem, imagine isso acontecendo nos antigos tempos em que a Bíblia foi escrita! A confusão seria maior! Não havia facilidade de comunicação, meios materiais, enfim, havia dificuldades de toda sorte. Imagine-se o que seria a Bíblia se não fosse a mão de Deus!
Se alguma falha for encontrada na Bíblia será sempre do lado humano, como tradução mal feita, grafia inexata, interpretação forçada, má compreensão de quem estuda, falsa aplicação dos sentidos do texto, etc. Portanto, quando encontrarmos na Bíblia um trecho discrepante, não pensemos logo que é erro. Saibamos refletir como Agostinho, que disse: “Num caso desses, deve haver erro do copista, tradução mal feita do original, ou então – sou eu mesmo que não consigo entender...”.
Inúmeras pessoas sabem quem é Jesus; creem que Ele fez milagres; creem em Sua ressurreição e ascensão, mas não creem na Bíblia. Tais pessoas precisam saber a posição de Jesus quanto à Bíblia. Devem saber que ele:
Leu-a (Lc 4.16-20).
Ensinou-a (Lc 24.27).
Chamou-a “... a palavra de Deus...” (Mc 7.13).
Cumpriu-a (Lc 24.44).
A última referência (Lc 24.44) é muito maravilhosa porque aí Jesus põe sua aprovação em todas as Escrituras do Antigo Testamento, pois “Lei, Salmos e Profetas” eram as três divisões da Bíblia nos dias em que o Novo Testamento ainda estava sendo formado.
Jesus também afirmou que as Escrituras são a verdade (Jo 17.17). Ele viveu e procedeu de acordo com elas (Lc 18.31). Declarou que o escritor Davi falou pelo Espírito Santo (Mc 12.35-36). No deserto, ao derrotar o inimigo, fê-lo com a Palavra de Deus (Dt 8.3; 6.13, 16).
Quanto ao Novo Testamento, em João 14.26, o Senhor antecipadamente pôs nele o selo de sua aprovação divina ao declarar: “O Espírito Santo... vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.” Assim sendo, o que os apóstolos ensinaram e escreveram não foi a recordação deles mesmos, mas a do Espírito Santo. Ainda no Evangelho João, capítulo 16, versículos 13 e 14, Jesus disse ainda que o Espírito Santo os guiaria “em toda a verdade”. Portanto, no Novo Testamento temos a essência de revelação divina.
Diante dessa realidade tão flagrante só podemos nos regozijar por ter um livro tão abençoado e inspirado como regra de fé e conduta. A Bíblia é, sim, a Palavra de Deus, transmitida pelo Espírito Santo a diversos servos do Senhor, separados para essa nobre tarefa.
Ela sobrevive aos séculos, incólume, como luz que brilha no coração, na mente e na alma de todos os homens que, com reverência e temor, a leem e sobre ela meditam dia e noite. Lâmpada para nossos pés e luz para nosso caminho é a Palavra de Deus (Sl 119.105).
Para que não nos percamos nesse labirinto sombrio que é o mundo em que vivemos, temos um guia precioso em nossas mãos: A Bíblia Sagrada. Usemo-lo sem parcimônia, não existem contraindicações!
Que os irmãos desfrutem de uma semana abençoada, na Paz do Senhor Jesus!
Márcio Celso

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Editora Betel 4º Trimestre de 2017, ano 27 nº 105 – Revista da Escola Bíblica Dominical - Jovens e Adultos – Professor – Doutrinas Fundamentais da Igreja de Cristo – Bispo Abner de Cássio Ferreira.
Sociedade Bíblica do Brasil – 2009 – Bíblia Sagrada – João Ferreira de Almeida – Revista e Corrigida.
Sociedade Bíblica do Brasil – 2007 – Bíblia do Obreiro – João Ferreira de Almeida – Revista e Atualizada.
Editora Vida – 2014 - Bíblia Judaica Completa – David H. Stern, Rogério Portella, Celso Eronildes Fernandes.
Editora Vida – 2014 – Bíblia de Estudo Arqueológica – Nova Versão Internacional.
Editora Central Gospel – 2010 - O Novo Comentário Bíblico – Antigo Testamento – Earl D. Radmarcher, Ronald B. Allen e H. Wayne House – Rio de Janeiro.
Editora Central Gospel – 2010 - O Novo Comentário Bíblico – Novo Testamento – Earl D. Radmarcher, Ronald B. Allen e H. Wayne House – Rio de Janeiro.
Editora Vida – 2004 – Comentário Bíblico do Professor – Lawrence Richards.
Editora Central Gospel – 2005 – Manual Bíblico Ryken – Um guia para o entendimento da Bíblia – Leland Ryken, Philip Ryken e James Wilhoit. 

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