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Lição 5 - O ministério de Jesus Cristo na região da Galileia

LIÇÃO 5 – 31 de Julho de 2016 – Editora BETEL

O ministério de Jesus Cristo na região da Galileia

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TEXTO ÁUREO
Comentarista: Bispo Dr. Manoel Ferreira

“E Jesus, andando junto ao mar da Galileia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores.” Mt 4.18

VERDADE APLICADA
Jesus escolheu homens simples para que, depois da Sua morte, através deles, o mundo fosse abalado.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Mostrar o ponto inicial do ministério público do Senhor Jesus;
Apresentar como Jesus desenvolveu o Seu trabalho discipulador;
Ensinar sobre os aspectos do trabalho de Jesus e Sua fama.

GLOSSÁRIO
Ápice: Apogeu, momento mais extremo de uma situação ou discussão;
Concomitantemente: Ao mesmo tempo em que outro;
Vaticinar: Profetizar, prenunciar.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Mt 4.23 - E percorria Jesus toda a Galileia, ensinando nas suas sinagogas, e pregando o evangelho do Reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo.
Mt 4.24 - E a sua fama correu por toda a Síria; e traziam-lhe todos os que padeciam acometidos de várias enfermidades e tormentos, os endemoninhados, os lunáticos e os paralíticos, e ele os curava.
Mt 4.25 - E seguia-o uma grande multidão da Galileia, de Decápolis, de Jerusalém, da Judeia e dalém do Jordão.

HINOS SUGERIDOS
19,183 e 578.

MOTIVOS DE ORAÇÃO
Peça a Deus estratégia para a evangelização do país.

Introdução
Nesta lição, estudaremos como Jesus deu início ao Seu ministério público. Veremos Jesus saindo do anonimato de uma carpintaria para depois de Seu batismo atuar pregando, ensinando e curando, até tornar-se extremamente popular.

O Ministério do Messias
            Mateus mostra a Galiléia como o ponto de partida do ministério de Jesus. Nosso Salvador também apresenta suas credenciais à nação de Israel, manifestando seus poderes como prova de sua missão messiânica.
            Jesus escolheu alguns discípulos. Sem dúvida, muitos se congregaram ao Seu redor, entretanto, destes, escolheu apenas doze para ajudá-lo a pregar o Evangelho e a prepará-los para a sua obra futura de líderes da Igreja. Com o propósito de confirmar a sua mensagem, Ele lhes concede o poder de fazer milagres. Como o tempo da evangelização dos gentios não era ainda chegado, Ele limitou o Seu ministério a Israel.
            A concepção dos judeus quanto ao Messias era a de um príncipe poderoso que estabeleceria um grande reino temporal. Jesus não correspondeu a esses ideais, porque proclamou a vinda de um reino espiritual. Embora a concepção de João Batista fosse espiritual é possível que ele esperasse que o reino do Messias fosse estabelecido imediatamente com poder.
Sentindo-se decepcionado em suas expectativas, não vendo sinais de que o Messias o libertasse da prisão, ele cede à dúvida e ao desânimo. Mas, felizmente, leva as suas dúvidas a Jesus, que imediatamente confirma sua fé.
Nessa lição, abordamos as fantásticas características e as várias facetas do ministério do Senhor Jesus, aprendendo um pouco mais sobre a perfeição de Seu Divino Trabalho, aqui na terra.
Uma excelente e produtiva aula, na Paz do Senhor!
Márcio Celso - Colaborador

1. O início do ministério público de Jesus
Todo início de ministério profético ocorre a partir de um lugar e com uma mensagem clara. Com Jesus não foi diferente. Depois de vencer a tentação, derrotando o diabo no deserto, agora teria início o Seu ministério na Galileia.

1.1. Jesus volta para a Galileia
Da Judeia, Jesus retorna para a Galileia, assim que soube que João Batista foi preso. A Galileia, que fica na região norte de Israel, era governada por Herodes Antipas e sua população era constituída de muitos estrangeiros e judeus mistos. Por isso o profeta Isaías a chama de “a Galileia das nações”. Ao regressar, Jesus passa em Nazaré, mas, de acordo com Lucas, o Seu testemunho não foi aceito lá (Lc 4.16-30). Por isso, Ele foi habitar em Cafarnaum, dando início ao Seu trabalho com êxito, exatamente no lugar profetizado e onde frutificou com um maravilhoso discipulado.
Explique para os alunos que o fato de Jesus ter sido rejeitado e expulso de Nazaré, a cidade onde fora criado, não o fez parar, mas o atraiu para o cumprimento profético de Isaías. Destaque para os alunos que a região norte, de gente misturada, constituída, de estrangeiros e considerada atrasada, foi o campo fértil para o desenvolvimento de Seu ministério. Diga para os alunos que quando se tem um chamado, este deve ser desenvolvido num ambiente dirigido por Deus. Destaque para os alunos que quem desiste jamais terá êxito em sua caminhada de fé.

1.2. A pregação de Jesus
Na Galileia, região considerada de trevas, cujo povo estava assentado na região e sombra da morte, a situação mudou, pois Jesus, a resplandecente Estrela da Manhã, anunciou um novo dia por meio de Sua pregação. Suas palavras tocaram a muitas vidas cansadas, corações feridos e gente sem esperança. Dessa maneira, através de Suas pregações, muitos veem de fato uma luz e se voltam para Deus. Sim, as palavras de Jesus tocam com amor, fé e esperança e senso de urgência para voltarem-se para Deus e muitos voltam até hoje.
Explique para os alunos que Jesus foi rejeitado em Nazaré, mas Seu ministério foi bem acolhido em Cafarnaum e adjacências à borda do mar da Galileia. Perceba que Jesus se dirige a um povo sem qualquer visibilidade e esquecido, que estava “assentado nas sombras da morte”. Quer lugar mais sem esperança do que este? Porém é lá que as pessoas são quebrantadas e se voltam para Deus. Eis aí um clássico exemplo de amor para todos nós. É claro que devemos ir a todos, mas as palavras do Evangelho são as que resgatarão as pessoas de seu estado de morte para Deus.

1.3. Jesus e Sua equipe
Ao chegar a Cafarnaum, que significa “Vila de Conforto” ou “Vila de Naum”, Jesus não perdeu tempo, pois logo passou a pregar e a estar atento a possíveis discípulos. Engana-se quem pensa que Jesus estava à procura de meros seguidores ou simpatizantes para Sua causa, porque Ele não estava. Seguidores Ele já tinha vários, porém Jesus estava atento a discípulos, isto é, aqueles que comporiam a Sua equipe de enviados. Esta equipe seria formada não por intelectuais ou pessoas de grande projeção social, porém de indivíduos com elevada devoção, firmes na decisão de servir a Deus (Jo 15.16).
Explique para os alunos que a ida de Jesus Cristo a Cafarnaum trata-se de uma maravilhosa estratégia de missões. Ele vai entrar em contato com um público que está em trevas, mas pronto para receber a Sua Palavra. Informe para os alunos que, ao contrário do que se pode pensar, Ele não estava e nem está à procura de grandes públicos, mas de indivíduos que possam arder pela vontade de Deus e pelo Seu Reino.

2. Jesus chama ao discipulado
Jesus já iniciara o Seu ministério entre os galileus e precisava multiplicar-se para ter maior alcance. Ele precisava de uma equipe que pudesse reproduzir a Sua mensagem e o que Ele era. Assim, convocou homens ao discipulado.

2.1. O chamado
Dá para imaginar Jesus andando junto ao mar da Galileia e a conexão que Ele fazia daquele ambiente com a Sua missão? Para o Senhor Jesus o mundo era o mar e os grandes cardumes de peixes a sociedade humana sem Deus e perdida. Ao observar Pedro e André com suas redes, viu nelas a mensagem do Reino, a mensagem de vida que eles trariam aos homens. Dessa maneira, os chamou ao treinamento de uma pescaria celestial: “Vinde após mim e eu vos farei pescadores de homens”. Os peixes do mar morrem quando apanhados, mas nas redes do Reino ganham vida.
Mostre para os alunos o quanto Jesus Cristo amava as pessoas e, ao chegar naquele ambiente, a grande conexão que Ele fez com Seu ministério. Comente com os alunos que Jesus contemplava tantos e tantos cardumes humanos se perdendo sem rumo no mar dessa vida. Por esta razão, Ele chamou pescadores e é dessa maneira que Ele nos chama para Sua missão no Reino.

2.2. Os homens chamados ao discipulado
Inicialmente, Jesus chamou dois pares de pescadores para estar com Ele, para o aprendizado. Estes se tornariam grandes pescadores de almas para Deus. Notem que Deus vê em nós coisas boas, potenciais os quais nem sonhamos tomar parte. Deus deseja que nos tornemos pescadores de almas para o Seu Reino. É claro que Jesus estivera com os quatro pescadores antes. Por exemplo, André e João passaram uma tarde com Jesus (Jo 1.35-39). Assim como André logo apresentou Pedro a Jesus, João deve ter feito o mesmo com seu irmão Tiago e seu pai Zebedeu. Os chamados iniciais foram feitos a pessoas simples, como eu e você, mas com muita vontade de aprender e fazer a obra de Deus.
Explique para os alunos que os planos de Deus vão além da vida presente. O que para Ele importa é o enorme desejo que cultivamos e levamos conosco de fazer a Sua vontade. Aqueles homens amavam o mar, as redes e a profissão, mas Cristo tinha algo a mais para aqueles rudes homens. Algo que tocaria a eternidade de modo diferente: o chamado para tomarem-se pescadores de almas. Comente com os alunos que Deus chama os melhores profissionais de sua área para trabalharem para Si. São homens que amam o que fazem, mas que não resistem ao chamado. Homens capazes de deixarem as redes, a coletoria de impostos, o sinédrio, enfim, toda a sua vida secular para ganharem almas.

2.3. O preço do discipulado
Aqueles homens, ao atenderem o convite de Jesus, logo deixaram as suas redes e os seus barcos. Eles eram profissionais da pescaria e tinham nesses instrumentos o seu sustento diário. O que esses homens tinham em mente quando deixaram a sua profissão? Na verdade, eles previamente experimentaram a mensagem, o poder e a santidade de Jesus, de modo que todos ficaram atemorizados (Lc 5.1-11). Eles sabiam que estavam diante de alguém mui sublime da parte de Deus, por isso diante de tantas evidências não resistiram ao chamado do Mestre e deixaram tudo. Apenas algum tempo depois foi que eles questionaram o que receberiam em troca (Mt 19.27-30). Sempre valerá a pena atender ao chamado. O prêmio para os que obedecem é incomparavelmente maior do que o investimento!
Explique para os alunos que o ato de deixar as redes e os barcos para trás foi consequência de algumas coisas. Primeiro, eles tinham uma noção da identidade de Jesus de Nazaré como alguém mui sublime, alguém enviado da parte de Deus. Essa noção era resultado da sabedoria de Suas palavras e dos sinais que operava. Ressalte para os alunos que, com tais características, eles, ao ouvirem o chamado, logo atenderam, pois, estes homens sabiam que cooperariam com algo grandioso e muito arriscado. Comente com os alunos a importância de termos internalizado em nossos corações profundamente quem Jesus é, e, depois, a Sua vontade para nós dentro do Corpo de Cristo, para depois atendermos o Seu chamado.

3. As faces do ministério de Jesus
Ao longo do ministério público do Senhor Jesus, Ele foi chamando outras pessoas para compor Sua equipe. Depois os preparou e os enviou às ovelhas perdidas da casa de Israel (Mt 10.1). Enquanto isso não acontecia, o Mestre desenvolvia as várias facetas de Seu ministério público que se revelava em outros ministérios como veremos.

3.1. Ministério da pregação e ensino
Jesus desenvolveu um trabalho itinerante, tornando a Galileia o Seu circuito, ou seja, Jesus rodeava toda a Galileia desenvolvendo o ministério da Palavra através da pregação e ensino (Mt 4.23). Mateus é bem enfático quanto a isso, pois ele informa que Jesus percorria cidades e povoados (Mt 9.35). O Senhor Jesus ensinava, ou seja, instruía os Seus ouvintes, expondo acerca do Reino de Deus. Às vezes, esse ensino era em tom de conversação e outras em discursos didáticos, mas também de pregação. O Seu auditório era formado de frequentadores das sinagogas e pessoas que se reuniam em casas ou debaixo de uma árvore nos povoados.
Enfatize para os alunos que o Senhor Jesus Cristo tinha um senso de urgência muito grande em relação às almas. Por isso Ele “percorria”, que, no grego, significa “periegen” e também tem o sentido dinâmico de rodear (Mt 4.23). Comente com alunos que, portanto, o ministério da Palavra através de Jesus não era fixo. Reforce para eles que quanto mais Jesus rodeava as cidades, mais consciência Ele tinha de que havia grandes cardumes humanos e campos brancos para a colheita. Faça essas duas perguntas para os alunos: “Será que essa visão de perdição eterna não mexe conosco?” “Quando será que romperemos com esse silêncio mórbido, enquanto tantos se perdem?”.

3.2. Ministério de cura e libertação
Enquanto Jesus ensinava e pregava acerca do Reino de Deus, as curas aconteciam. As curas são resultado da palavra da fé ensinada e pregada. Isso era algo novo para todos os galileus e demais judeus, coisa que ora causava admiração, espanto e, com o tempo, muitos ciúmes nos chefes das sinagogas. Tanto as curas das enfermidades físicas como a libertação de possessões demoníacas eram vistas como cura também (Lc 13.10-17), pois os demônios são causadores de desordens psicológicas (Mt 17.14-18; 8.28-34). Quando vamos até Jesus, somos curados e libertados de toda sorte de enfermidade, seja que procedência for (Mt 4.24)!
Explique para os alunos o grande segredo da cura divina e libertação. Destaque para os alunos que ela é resultado da palavra da fé, o que também é chamado de “unção” na pregação. Trata-se de uma palavra buscada em Deus através da consagração pessoal pela oração e jejum. É importante que busquemos para nós essas coisas primeiro, e depois, ou simultaneamente, para os outros.

3.3. A fama de Jesus em Seu ministério
Jesus foi possuidor de uma fama que extrapolou os limites da Galileia. Ele veio especificamente para os filhos de Israel e orientou que Seus discípulos não saíssem dos termos de Israel (Mt 10.6). Note, porém, que as pessoas do extremo norte de Israel e também dos termos da Síria traziam os seus enfermos para serem curados (Mt 4.24). Não apenas grupos de pessoas iam e vinham a Jesus, mas o acompanhavam grandes multidões originadas de vários lugares: Galileia, Decápolis, Jerusalém, Judeia e lugares de além do Jordão. A fama de Jesus atravessou não só os lugares de origem, mas também milênios!
Mostre para os alunos que a fama de Jesus Cristo ultrapassou lugares e milênios desde a Sua primeira vinda aqui na Terra. Comente com os alunos que o povo de Sua época foi impactado com Sua presença e trabalho, porém a Sua fama tornou-se ainda de maior alcance depois de Sua morte. Enfatize para os alunos que muitos reis divinizados por seus povos ou que se consideravam “deuses”, tentaram este feito, mas, com a queda das civilizações, eles caíram no esquecimento.

Conclusão
O ministério do Senhor foi como raiz de uma terra seca para os religiosos contemporâneos. Seu labor não tinha parecer e nem formosura por causa de Sua origem. Jesus, porém, brilhou muito além da carpintaria e das praias da Galileia, visto que Seu brilho é eterno.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Editora Betel 3º Trimestre de 2016, ano 26 nº 100 – Jovens e Adultos – Edição Histórica - Professor – Mateus: Uma visão panorâmica do Evangelho do Rei.

Editora Sião – Seminário Teológico Paulo Leivas Macalão – Apostila dos Evangelhos.

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