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Lição 9 - Jesus, o advogado fiel / Texto Áureo / Verdade Aplicada

ASSUNTO DA LIÇÃO: Jesus, o advogado fiel
TEXTO ÁUREO: “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo”. I Jo 2.1
VERDADE APLICADA: A história da mulher pecadora é uma história que condena a história de juízos temerários. 
Introdução
Apresentamos a seguir, a lição em que Jesus, de modo inesperado, torna-se o advogado da mulher apanhada no adultério - Ela fora encaminhada a Ele pelos escribas e fariseus antes do nascer do sol - e, nesse estudo, veremos que para Jesus, o mais importante não era ficar julgando as pessoas ou absolvê-las, e sim ensiná-las o verdadeiro sentido da Lei naquele momento.
1.1. Uma mulher é surpreendida em adultério
Às vezes, enquanto se ensina a Palavra a todas as pessoas possíveis, o ensinador se surpreende com provações que lhe assaltam inesperadamente, como aconteceu com Jesus. Uma mulher foi apanhada em flagrante adultério e trazida pelos escribas e fariseus a Ele, e tendo sido posta em pé diante dos que ali estavam começaram o inquérito, não acerca do fato em si, mas acerca do que Aquele que ensinava, pensava a respeito. Era uma causa praticamente perdida a primeira vista, pois fora surpreendida em flagrante delito. Todavia, como ela foi conduzida a presença do Mestre, havia ainda esperança para ela. (SI 26.5; 32.10; 34.21)

1.2. Uma denúncia inesperada
O elemento surpresa que Jesus por vezes; utilizava-se para desempenhar o Seu ministério, agora, porém, trabalhava contra Ele. Visto que se tratava de uma denúncia inesperada, Ele poderia ter pedido algum tempo para refletir a respeito, afinal estava lidando com o destino de um ser humano, além disso questões jurídicas, quando levadas a sério, não devem ser decididas sob o calor de emoções, ou de imediato. A resposta, na concepção dos escribas e fariseus (mestres da Lei), que teriam dEle seria a óbvia para a sua possível própria condenação também. Mas Ele apenas na areia escrevia. Há questões na obra do Senhor que não têm como escaparmos, porém é necessário que sejamos cautelosos para que não venhamos dar aos inimigos materiais contra nós mesmos (SI 71.4). 

1.3. A provação do Mestre
Há questões que são verdadeiras arapucas (armadilhas) para apanhar os obreiros incautos. E há manobras ardilosas que sem o devido cuidado, o elemento cai no laço. Quando aqueles profissionais da lei chegaram diante de Jesus, trouxeram uma questão crucial legislativa, evidentemente com sutileza para apanhá-lo em suas próprias palavras e assim condená-lo também. Somos provados naquilo que gostamos e fazemos, o adversário não porá tropeços num caminho em que não iremos passar, mas arquiteta estratégias em cima daquilo que temos prazer. (SI 11.2). 
2.1. Permaneceu tranquilo escrevendo
Quando a situação foi trazida para o Senhor Jesus, imediatamente Ele foi inclinando-se sobre a terra e começou a escrever sobre ela. Em fração de segundos, poderia estar orando, e simultaneamente refletindo sobre o assunto, pois em sua resposta Ele não poderia beneficiar diretamente aquela mulher. Se assim o fizesse, seria acusado de desprezar a Lei de Moisés (Lv 20.10; Dt 22.22); e, se concordasse com a execução da mulher, como a lei prescrevia, estaria em conflito com as autoridades romanas (Jo 18.31). Ali reclinado escrevendo sobre a terra permaneceu, quem sabe a própria lei que bem conhecia e sabia da malícia deles por não estarem agindo conforme ela, podemos conjecturar que tivesse descrevendo a parcialidade deles em tratar aquele caso, o que era uma maneira injusta e pecaminosa de tratar daquele assunto. De qualquer forma não cedeu a pressão deles, eis aí o segredo, é “ter muita calma nessa hora” (Pv 14.29; 15.18; 16.32; Ec 7.8). 
2.2. Desafiou a autoridade de condenar
A calma de Jesus foi dissipada pela insistência deles em querer uma resposta. Embora não tenha sido grosseiro o seu gesto, causou um forte impacto sobre eles. Pois Ele endireitou-se e disse, “aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra”. Com essa reação e tais palavras eles não esperavam. E aí o Senhor, inclinou-se novamente e continuou a escrever. Ou seja, dessa forma Ele desafiou a autoridade deles em apedrejar, quem estivesse “sem pecado”, com toda a têmpora de piedade, vestes e solicitudes aparente acerca da Lei, mesmo assim a única coisa que eles não estavam era sem pecado. (Rm 2.21-24; Mt 23.3). 
2.3. Todos foram embora
Dos mais velhos aos mais novos, todos foram embora, visto que todos estavam agindo com parcialidade intencional, e aquela cena toda não se tratava de algo que pudesse tratar de modo frívolo como estavam fazendo. Tal vez aquela mulher fosse uma boa mulher e não uma meretriz, visto que aquele era um momento festivo e o povo punha-se literalmente a beber vinho, afinal não era a festa dos tabernáculos que celebravam? A alegria pelas colheitas de uvas e maçãs era o motivo da celebração, assim facilmente alguém poderia ter perdido o equilíbrio, sob efeito do vinho e cometido um desatino numa tenda daquelas, o que facilitava ser pego no próprio ato! O Senhor jamais foi condescendente com o pecado, nem com eles e nem com ela. Mas quando todos eles foram embora, ela então estava livre e foi orientada para não praticar mais o mal (Jo 8.10,11). 
3.1. Ninguém te condenou?
Ali permanecia aquela mulher em pé, no mesmo lugar para onde fora trazida. Abalada por tudo o que estava acontecendo e sem coragem de sair dali. Permanecia como que estivesse a espera de alguma outra palavra e isso o Senhor Jesus tinha para lhe dar. Até aquele momento o Mestre não havia interagido com ela ainda, apenas com seus interlocutores escribas e fariseus que já tinham ido embora. Após erguer-se novamente Jesus olha e vê somente ela. Aquela experiência ficaria marcante na vida dela para sempre por si só, porém o fato, de naquela hora, ter a atenção do Filho de Deus, tornar-se-ia num momento eternizado. Quando estamos humilhados e diante de Deus, Ele “não esmagará a cana quebrada (pelo pecado), nem apagará o pavio que fumega” (Is 42.3), quer dizer, não nos humilhará ainda mais como alguns fazem (Rm 8.1-4). 
3.2. Absolvição do Senhor
O mais importante não era a condenação da mulher, mas o seu arrependimento. Jesus não estava de acordo com o adultério, porém havia séculos que existia aquela lei e bem pouco havia mudado. Mas esta foi a sua pergunta, daquele que publicaria o direito daquela pecadora: “onde estão os teus acusadores? Ninguém te condenou?” Se aqueles homens doutos na lei haviam deixado a mulher sem condenação, então como poderia o Príncipe da paz condená-la? A resposta da mulher foi “ninguém, Senhor”. Em seguida o melhor estava por vir, “nem tampouco eu te condeno”. Apenas o justo, concede justiça e justifica o pecador, como dizia a profecia de Isaías, “o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si”. E mais, “em verdade (Ele) promulgará o direito” (Is 53.11; 42.1 RA). 
3.3. Vai e não peques mais
Eis o conselho que vem depois da absolvição, “vai e não peques mais” (Jo 8.11), visto que em uma futura recaída lhe sucederia coisa pior. Não temos nas Escrituras o que sucedeu aquela mulher depois que dali saiu, a história é encerrada abruptamente e não há mais consideração sobre ela em nenhuma outra parte do Novo Testamento. Mas podemos crer que aquela mulher veio a converter-se e tomou horror pelo pecado, vindo nunca mais praticá-lo. A ênfase do texto seguinte está no retorno de Jesus ao ensino, como escreveu João, “De novo, lhes falava Jesus, dizendo...” (Jo 8.12). Quer dizer, imediatamente àquele episódio, O Mestre retoma seu ofício ensinador. 
CONCLUSÃO
O exemplo deixado por essa história de juízo temerário é um vívido exemplo do valor que devemos dar aos seres humanos. Vendo o exemplo do Mestre que de madrugada se levantava para ensinar aqueles que iam ao templo, somos incentivados a firmar convicções com aqueles a quem contatamos. Tenham certeza que, à medida que ensinamos aos outros no temor de Deus algo acontece em nós também, somos transformados pela mesma Palavra que ministramos. Após este episódio, o da mulher pecadora, imediatamente Ele voltou a ensinar, ou seja, nada lhe afastava da meta que tinha em mente. 

Um comentário:

  1. paz do senhor jesus cristo olha e minha primeira vez que participo e realmente muito rico este alimento para as nossas almas

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