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Lição 12 - O Consolador e o discipulado / Texto Áureo / Verdade Aplicada

LIÇÃO 12: O Consolador e o discipulado
TEXTO ÁUREO: “E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo”. Jo 16.8 
VERDADE APLICADA: As obras do Consolador são a continuidade daquilo que Jesus fez por meio da Igreja. 
Introdução
Nos momentos finais de sua carreira ministerial, quando Jesus começava a se despedir desta vida com os seus discípulos, pois sabia que a hora de sua partida deste mundo se aproximava, dedicou esses últimos momentos a eles, ensinando-lhes preciosas lições e intercedendo por eles. Exemplo que jamais deveria ser esquecido por seus seguidores. Depois de ter-lhes falado sobre a importância de estarem conectados a Ele passou a falar-lhes da obra do Consolador, que o substituiria neste mundo em Sua missão, e é o que veremos a seguir. 
 1.1. Substituir a Cristo (Jo 16.7)
Assim como Jesus, o Cristo, trabalhava neste mundo como um Consolador, um advogado ou representante do Pai, pois é isso que significa a palavra “parakletos” no grego. O Espírito Santo estaria ao lado dos discípulos e de toda a Igreja representando os interesses de Cristo Jesus e substituindo-o. Claro que não substituiria na presença física de Jesus, que o limitava como Verbo encarnado em seu ministério profético e salvívico. Mas prometeu o outro Consolador que estaria continuamente com seus discípulos para que os ajudasse a continuar a obra evangelizadora e discipuladora do mundo (Jo 14.16).
 1.2. Representar a Cristo (Jo 16.13)
A vinda do Consolador, como representante de Cristo, era uma promessa feita por Deus no Antigo Testamento. Mas agora comunicada diretamente por Jesus aos seus discípulos. Tal Consolador é uma pessoa que o representaria como o Sopro da verdade sobre eles, que os guiaria a toda verdade. Um advogado jurídico é aquele que presta assistência profissional, defendendo os interesses de seu cliente, que pode estar na condição de réu ou não. O Cristo glorificado não é réu de ninguém, mas tem um Consolador, que o representa e trata dos seus interesses junto a seus seguidores e no mundo que não o segue. Como disse Jesus, este Representante “não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido” d’Ele e o anunciará a Sua Igreja, coisas proféticas que hão de acontecer!
 1.3. Trabalho profético e de glorificação (Jo 16.13b, 15)
Os desígnios secretos de Cristo no mundo, são mistérios revelados aos seus seguidores por meio do Espírito Santo, nenhum estudioso devoto negaria isso. É ofício do Espírito da verdade falar de Cristo dando a conhecê-lo em profundidade, porque o Consolador recebeu do que é do Mestre a fim de anunciá-lo. Por exemplo, assim como Eliezer conhecia profundamente Isaque e ele anunciou Rebeca e sua família, assim faz o Espírito em nossa peregrinação nesse deserto da vida, até o momento de sermos recebidos nos tabernáculos celestiais e encontrarmos o nosso amado (2Co 5.5; Ef 1.14).

 
2.1. Sua presença (Jo 14.16-17)
Quando se fala de comissão, esta não significa apenas evangelizar em parceria, como Jesus ordenou aos doze que fossem de dois em dois, isso é muito importante, porque o testemunho de dois ganha força multiplicada e ambos se protegem e se completam mutuamente durante o trabalho na Seara do Senhor. Porém, a comissão em relação ao Consolador tem o sentido de, fazer a obra de Deus através da presença do Espírito Santo. O Senhor disse que rogaria ao Pai outro Consolador, “a fim de que esteja para sempre convosco”. Isso significa que realizar a obra evangelizadora no mundo sem o Consolador, não funciona. O pregador ou ensinador se desgastará para obter pouco ou nenhum resultado. 
2.2. Seu testemunho (Jo 15.26-27
O Consolador procede do Pai e tem como função, dar testemunhos de Cristo Jesus junto aos seus discípulos. Testemunhar é declarar verdades, neste caso trata-se da pessoa de Cristo a fim de que seus discípulos conheçam mais dele, e conhecendo-o, possam manifestar esse testemunho àquele que nada conhecem dele, às pessoas não crentes. O testemunho do cristão é um reflexo da comunhão com o Espírito Santo, é resultado do aprendizado através dele e do seu poder sobre a Igreja (Jo 14.26). Tudo isso é perfeitamente ilustrado em Atos dos Apóstolos no dia de Pentecostes, quando o Espírito batizou os cento e vinte discípulos. Eles conheceram Jesus e com Ele conviveram fisicamente, mas agora estavam sendo mergulhados no poder dele através do Consolador para cumprirem a grande comissão (Lc 24.49; At 2.33).
 
2.3. Guiar a toda verdade (Jo 16.13)
O divino Representante de Cristo aqui na terra, o Espírito da verdade, guia os seguidores dele em toda a verdade. A necessidade de continuar crescendo no conhecimento de Jesus é decisivo para o amadurecimento espiritual, a tomada de decisões difíceis durante a vida e o trabalho dos discípulos em sua obra e vida particular. Jesus Cristo ensinou muitas coisas e tantas outras eram e são necessárias os servos dele aprenderem, tais ensinamentos seriam completados pelo Espírito Santo. E tais decisões seriam orientadas por Ele também, que vemos ilustradas nas decisões apostólicas posteriores ao dia de Pentecostes que beneficiaria a todos os cristãos através dos séculos (Jo 14.17; lJo 2.20,27).
 

 
3.1. Testemunhar Cristo (Jo 15.26-27)
Testemunha é uma pessoa que ouviu ou presenciou algum fato ou dito, e dele pode dar detalhes. O Espírito da verdade é essa testemunha que tudo presenciou detalhadamente acerca de Jesus de Nazaré, o Verbo divino. Desde a sua manifestação em carne em que assumiu uma participação ativa, até a sua morte, ressurreição e ascensão aos céus. Os seguidores de Jesus Cristo de todos os tempos têm esse privilégio indizível com todas as suas consequências sofríveis e recompensadoras que esse ofício traz consigo. Na verdade a principal testemunha é o Consolador e nós os seus cooperadores.
 
3.2. Convencer o mundo (Jo 16.8-11)
A obra de convencimento do Consolador, faz parte do trabalho de um advogado de persuadir sobre determinada coisa. Neste caso, refere-se ao convencimento acerca da pessoa de Cristo, não apenas de quem Ele é, mas o pecado da falta de fé nEle (Jo 16.9). As pessoas precisam ser persuadidas quanto à gravidade de sua culpa nesse aspecto, e não apenas de que são pecadoras. Eis aí um passo decisivo para a salvação delas, o convencimento do pecado de não se crer no Filho de Deus. O Espírito Santo, neste aspecto, depende dos evangelizadores, pois as pessoas só crerão se eles pregarem e denunciarem o pecado conforme Jesus fez com a samaritana (Jo 4.13-19), ou como Pedro no dia de Pentecostes (At 2.38).
 
3.3. Produzir arrependimento
A convicção de pecado gerada pelo Espírito Consolador, de acordo com que falamos acima gera mudanças na vida de um pecador. Logicamente não estamos falando de uma experiência meramente emocional embora envolva isso também. Mas de uma experiência de compunção, contrição, dor pelos pecados cometidos. A palavra grega “katanusso” que é traduzida por Almeida como “compungir” em At 2.37, significa furar, picar, ou seja, traduz o modo intenso dessa experiência de pesar pelo pecado de não crer em Jesus e as demais faltas cometidas em consequência da incredulidade, isso não é regra, mas esse arrependimento costuma levar às lágrimas. Um bebê, ao nascer sempre chora, assim também costumam chorar aqueles que nascem de novo.
 

 
CONCLUSÃO
Quanto à grande comissão, que envolve a evangelização e discipulado do mundo, Jesus agora ressuscitado e prestes a retornar aos céus estranhamente não tinha um outro plano, caso os seus discípulos diretos falhassem. Eles não falharam porque o Consolador os assistiu todo o tempo com a Sua presença, com Seu P: testemunho, com a Sua orientação. Jesus jamais precisaria de um plano B, pois Ele tem a pessoa “C” o Consolador!
 

Um comentário:

  1. super correto o texto acima, eu tenho o consolador comigo. eu nasci de novo. só tenho a agradecer, muito obrigado.

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