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Lição 14 - O caminho da redenção / Texto Áureo / Verdade Aplicada

LIÇÃO 14 - O caminho da redenção
TEXTO ÁUREO: “Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco!” João 20.19 
VERDADE APLICADA: O cristianismo está alicerçado no Cristo ressurreto, por isso o crente não pode negar o fato de haver ressurreição dos mortos.
 
Introdução
A história da vida de Jesus, contada por João, gera frutos há mais dois mil anos. Sua incomparável inteligência e personalidade fizeram dEle perfeito ponto de partida para uma humanidade mais cheia de esperança e de alegria. Suas dores, agonias e sofrimentos narrados por João não ofuscaram suas características fundamentais de ser humano ideal. João, o discípulo amado, homem de personalidade terna, porém marcante, soube bem descrever, ainda que não completo, a vida de Jesus. A finalidade de seu evangelho é dupla: convencer que Jesus, homem perfeito, é o Messias e Filho de Deus, e compartilhar com essa fé a vida eterna. 
1.1. O poder das trevas
Naquele dia, Jesus queria que víssemos que o pecado no mundo havia mudado tudo ao redor Dele para aflição, converteu Suas riquezas em pobreza, Sua paz em duros trabalhos, Sua glória em vergonha, e, assim também, o lugar de seu retiro pleno de paz, onde em santa devoção tinha estado tão próximo do céu em comunhão com Deus, nosso pecado transformou no foco de Sua Aflição, o centro de sua dor. Ali onde seu deleite tinha sido maior, ali estava chamado a sofrer sua máxima aflição. Assim também, foi revelado a nós as consequências trágicas da entrada do pecado no mundo. 
1.2. A razão de ir ao Getsêmani
Porém, provavelmente, a principal razão para ir ao Getsêmani foi que era um lugar muito conhecido e frequentado por Ele, e João nos diz: “e também Judas, o que o entregava, conhecia aquele lugar.” Nosso Senhor não desejava se esconder, não precisava ser perseguido como um ladrão, ou ser buscado por espias. Ele foi valorosamente ao lugar onde seus inimigos conheciam que Ele tinha o costume de orar, pois Ele queria ser tomado para sofrer e morrer. Eles não o arrastaram ao pretório de Pilatos contra sua vontade, mas sim que foi com eles voluntariamente. Quando chegou a hora de que fosse traído, ali Ele estava, num lugar onde o traidor poderia o encontrar facilmente, e, quando Judas o traiu com um beijo, sua face estava pronta para receber a saudação traidora. O bendito Salvador deleitava-se no cumprimento da vontade do Senhor, ainda que isso implicasse a obediência até a morte (F1 2.8; Mt 26.39,42; Jo 10.18). 
1.3. A cena do Getsêmani
Meditando na cena da agonia no Getsêmani, somos obrigados a dar-nos conta que nosso Salvador suportou aí uma tristeza desconhecida em qualquer outra etapa de Sua vida. Nosso Senhor era “varão de dores e experimentado no sofrimento” ao longo de toda Sua vida, no entanto, ainda que soe paradoxo, vale lembrar que dificilmente existiu sobre a face da terra um homem mais feliz que Jesus de Nazaré, pois as dores que Ele teve que suportar foram compensadas pela paz da pureza, a calma da comunhão com Deus, e a alegria da benevolência. Porém, no Getsêmani, tudo parece ter mudado. Sua paz o abandonou, Sua calma se converteu em tempestade. Depois da ceia, nosso Senhor tinha cantado um hino, porém no Getsêmani não havia cantos. Ser tratado como um pecador, ser castigado como um pecador, ainda que nEle não houvesse pecado, tudo isso é o que ocasionava nEle a agonia do Getsêmani (2Co 8.9; Hb 4.15). 

 
2.1. O dia da ressurreição (Jo 20.1-10)
Cedo de manhã, no primeiro dia da semana, enquanto ainda estava escuro, Maria Madalena foi ao sepulcro e viu que a pedra estava removida. Então foi até aos apóstolos Pedro e João e informou que haviam tirado o Senhor Jesus do sepulcro. Eles correndo ao lugar nada encontraram, no entanto viram as peças de linho, e o lenço usado para cobrir a cabeça do Mestre. Os discípulos voltaram, mas Maria Madalena ficou naquele lugar chorando e viu dois anjos vestidos de branco. Eles disseram a ela: “mulher, porque você está chorando?” “Eles levaram meu Senhor”, ela disse: “e não sei onde o puseram”. Mas o Senhor a surpreendeu aparecendo ressurreto para conforto de seu coração.
 
2.2. Jesus apareceu a Maria Madalena (Jo 20.11-18)
A gratidão é uma das maiores virtudes. E foi com esse sentimento que Maria Madalena, após ver que Jesus tinha ressuscitado, agarrou-o firmemente, obrigando o Senhor a dizer: “mulher não me detenhas”. Naquele instante, ela deixou o medo e recobrou a sua fé. Seu ímpeto foi de extrema gratidão a tudo que o Senhor fizera por ela (Lc 8.2). Não fosse a ressurreição, tudo o que Jesus não somente disse, mas também fez, em Sua vida e também em Sua morte, teria sido fútil e em vão. Sua história, muito provavelmente, já teria sido esquecida, e Maria Madalena, provavelmente, tinha essa consciência.
 
2.3. Jesus apareceu aos discípulos (Jo 20.19-29)
Mais tarde, no mesmo dia, os discípulos estavam reunidos, mas com medo dos judeus, haviam trancado todas as portas. Mas de repente, Jesus entrou e pôs-se no meio deles e disse: “Paz seja convosco!” (Jo 20.19). Logo, mostrou a eles as suas mãos e o seu lado. Os discípulos ficaram exultantes. Daquele dia em diante, suas vidas jamais seriam as mesmas (Jo 20.21-23). No entanto Tomé, também conhecido como dídimo (Gêmeo), um dos doze, não estava com eles quando Jesus apareceu. Os outros discípulos contaram-no, mas ele não acreditou. Porém, após oito dias, Jesus apareceu mais uma vez com as portas fechadas, foi para o meio deles e disse: “Paz seja com vocês!”. Ele voltou para Tomé e disse: “Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; chega a tua mão e põe-na no meu lado; não sejas incrédulo, mas crente”. O bem estar do cristão aumenta ou diminui na dependência de sua fé (Hb 11.1,6).
 

 
3.1. Jesus no mar da Galileia (Jo 21.1-15)
Após ter obedecido à voz de Jesus para lançar a rede no outro lado, mesmo que, a princípio não sabiam quem havia ordenado, eles pegaram tantos peixes na rede que eles não a conseguiam puxar. Logo, o discípulo que Jesus amava disse a Pedro: “É o Senhor!”. Segundo estudiosos, Pedro já tivera uns encontros dramáticos com Jesus. Então, porque ele voltaria a pescar, a menos que não tivesse entendido a razão para as aparições e a comissão? O tempo dos verbos “ir” e “pescar” sugere que eles estão retornando a uma ocupação anterior. Quem trilha o caminho da redenção não pode olhar para trás (Lc 9.62).
 
3.2. Jesus interrogou a Pedro (Jo 21.15-23)
Depois de se alimentarem, Jesus disse a Pedro por três vezes se ele o amava. Sem dúvida a pergunta mais importante e difícil que ele já havia respondido. Jesus lembrou a Pedro as suas extravagantes reinvindicações registradas em João 13.37 e Mateus 26.33. Esta parte da história fala sobre a restauração de Pedro ao apostolado e sua liderança importante na Igreja primitiva. O Senhor está resgatando, com este diálogo, ao apóstolo Pedro para o caminho de sua redenção. Quando passamos a amar mais a nossa profissão, mais nossa vida secular ou até mesmo nossos amigos e familiares que o Senhor, estamos deixando o verdadeiro Caminho (Lc 14.26).
 
3.3. O forte testemunho de João
Devemos exclusivamente ao testemunho de João o registro sobre como Jesus principiou seu ministério (Jo 2.1-11) em um vilarejo predominante árabe. João foi revestido de um ardor de legar para a posteridade os feitos memoráveis dos discípulos, ao descrevê-los. Com sua pena ungida, com relatos confiáveis e precisos, só alimentaram a fé de milhares de cristãos no mundo até o dia de hoje. Conforme ele mesmo diz: “Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e, se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem. Amém!” (Jo 21.25).
 

 
CONCLUSÃO
O caminho de nossa redenção pode ser de sofrimentos, agonias e dores, mas com certeza o seu final será de glórias e regozijos. À semelhança de Jesus, seremos contemplados com as vitórias da ressurreição. Pois Suas histórias nos impulsionam a viver uma vida de esperança e alegria em meio às lutas que tão frequentemente nos acompanham. Portanto, continuemos em nossa jornada de fé no caminho de nossa redenção que é Cristo, o nosso Salvador. 

2 comentários:

  1. A paz do Senhor irmão Eudes.
    Parabéns pelo excelente trabalho.

    Sergiano Reis/Palmas-TO
    www.ebdicas.blogspot.com
    www.jornaldamissao.net

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  2. A paz do Senhor Jesus, meu irmão Sergiano, que bom ter você por aqui.
    Um grande abraço fraternal.

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