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4 - A fuga para o Egito Mt 2, 13-23


A fuga para o Egito

Mateus 2, 13-23

Versículos 13-23
Egito tinha sido um lar de escravidão para Israel, e particularmente cruel para as crianças de Israel; mais será um lugar de refúgio para o santo menino Jesus. Quando a Deus lhe apraz, pode fazer com que o pior dos lugares sirva para o melhor dos propósitos. Esta foi uma prova de fé para José e Maria. Mas a fé deles, sendo provada, foi achada firme. Se nós e nossos filhos estivermos em problemas em qualquer tempo, lembremos as dificuldades em que esteve Cristo quando era um menino.
Herodes matou os meninos varões, não somente de Belém, senão de todas as aldeias dessa cidade. A ira desenfreada, armada com um poder ilícito, freqüentemente leva os homens a crueldades absurdas. Não foi coisa injusta que Deus permitisse isto; cada vida é entregue a sua justiça tão logo como começa. As doenças e as mortes dos pequenos são prova do pecado original. Mas o assassinato destas crianças foi seu martírio. Que cedo começou a perseguição contra Cristo e seu reinado! Herodes acreditava ter destruído as profecias do Antigo Testamento, e os esforços dos magos para acharem Cristo; mas o conselho do Senhor permanecerá, por astutas e cruéis que sejam as artimanhas do coração dos homens.
Egito pode servir por um tempo como estadia ou refúgio, mas não para ficar a viver. Cristo foi enviado às ovelhas perdidas da casa de Israel, e a elas deve retornar. Se olharmos o mundo como o nosso Egito, o lugar de nossa escravidão e exílio, e somente o céu como a nossa Canaã, nosso lar, nosso repouso, deveremos levantar-nos logo e partir daqui quando sejamos chamados, como José quando saiu do Egito.
A família deve estabelecer-se na Galiléia. Nazaré era lugar tido em pobre estimação, e Cristo foi crucificado sob esta acusação, Jesus Nazareno. Onde quer que nos indique a providência os limites de nossa habitação, devemos esperar compartir a admoestação de Cristo; embora possamos gloriar-nos de sermos chamados por seu nome, seguros de que, se sofremos com Ele, também seremos glorificados com Ele.
Fonte: Matthew Henry - Comentário Bíblico NT


A fuga para o Egito, 2.13-15

13,14 Tendo eles partido, eis que apareceu um anjo do Senhor a José, em sonho, e disse: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e permanece lá até que eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para o matar. Dispondo-se ele, tomou de noite o menino e sua mãe e partiu para o Egito;
Os termos “dispõe-te” ou “levanta” indicam pressa e urgência da instrução, assim como a palavra “foge para o Egito”. É bem presumível que José também partiu na mesma noite em que os magos retornavam apressadamente por caminho direto à sua terra.  – A identidade formal entre as palavras da ordem e da sua execução reforça a obediência imediata e rigorosa (cf. 1.20 com v. 24 onde se lê: toma Maria – e imediatamente recebeu sua mulher, e aqui v. 13 com v. 14: toma a criancinha – e de imediato tomou […] ainda de noite, e ainda v. 20 com v. 21, onde se lê o mesmo: levanta, toma a criancinha e sua mãe […] e se dispôs, tomou a criancinha e sua mãe). Sempre José evidencia a obediência estrita, mesmo quando são dadas ordens incompreensíveis por Deus! As informações sobre José são poucas, mas o pouco que é dito, é suficiente.
Na mesma noite iniciou a fuga. Precisava caminhar por desertos perigosos e montanhas inseguras e selvagens. Mateus não relata nada sobre os incômodos da fuga. Nem sobre a permanência no Egito!
Viveu lá como fugitivo e estrangeiro. Se surgisse a pergunta, com que José pagava o seu sustento, a provável resposta seria: o ouro dos magos era sua fortuna! A estadia no Egito durou até a morte de Herodes.
Por que o Senhor teve de fugir? Aconteceu para que ele se tornasse em tudo igual a nós, até mesmo na condição de apátrida, a fim de mais uma vez gravarmos: não temos aqui morada permanente. – E mais: não é absurdo, mas sim pleno de sentido, que o Senhor esteja entregue (já na mais tenra infância) aos poderes malignos do mundo satânico. E o sentido é: “para que se cumprisse a Escritura”. Por meio de três breves notas Mateus chama a atenção para o cumprimento da Escritura.
Cumprimento da Escritura sempre é efetivação do plano de salvação divino. Por conseguinte, sofrimento e opressão não constituem um fracasso dos projetos salvíficos de Deus, mas sim realização da história de salvação de Deus. Foi assim já naquele tempo em que Jesus era criança, é e será assim também na história da comunidade de Jesus até que ele venha.

15 … e lá ficou até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor, por intermédio do profeta: Do Egito chamei o meu Filho.
A palavra “do Egito chamei o meu filho” encontra-se em Os 11.1, que diz: “Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei o meu filho”. É assim que está no texto hebraico. Mateus traduziu-o literalmente do hebraico ao grego. – (A LXX não verteu corretamente esse texto).
Oséias chama o povo de Deus de “filho de Deus”. Para tanto Oséias apoiou-se em Êx 4.22, onde se lê: “Assim diz o Senhor: Israel é meu filho, meu primogênito”. Essa palavra foi colocada na boca de Moisés para que a transmitisse ao Faraó, a fim de que Israel fosse libertado do domínio dos egípcios.
O povo de Israel encontrava-se no Egito no tempo da sua mocidade. Na sua mais jovem idade Jesus também esteve no Egito. Essa semelhança entre a juventude de Israel e a juventude de Jesus é extraordinária!
A assim chamada filiação divina de Israel fundamentava-se em que Deus, libertando esse povo do Egito, o havia chamado à existência para uma finalidade bem especial. Essa “filiação divina” de Israel é um modelo da verdadeira e singular filiação divina de Jesus.
A citação de Oséias constitui, por isso, o primeiro testemunho do evangelho de Mateus de que Jesus é o “Filho de Deus”! Veja mais tarde o segundo testemunho, em 3.17: “Este é o meu Filho amado…!”
Levantamos uma pergunta fundamental sobre a vontade humana e a vontade de Deus. Apesar da vontade de Herodes de tomar decisões totalmente livres e autônomas, a vontade de Deus permanece sendo a única determinante! Herodes afirma que é ele quem faz a história, quem confirma seu trono, quem com astúcia e inteligência mantém o governo firme nas mãos e quem descobre e aniquila na raiz toda e qualquer tentativa mínima de revolta. Não obstante, como age tolamente esse tirano que se considera tão poderoso. Perguntamos: Por que Herodes não foi logo pessoalmente junto com os magos para descobrir, sob o manto da adoração e honraria, onde estava e quem era o rei nascido?
Afinal, Belém podia ser alcançada a cavalo em apenas uma hora. Por que Herodes não o fez? Era algo que estava bem à mão! Por que Herodes, geralmente tão impaciente, mas neste caso tão tranquilo, esperou com tanta confiança pelo retorno dos magos? Para todas essas indagações temos apenas uma resposta: Deus está no comando, Deus conduz a história de acordo com o seu plano.
Apesar de sua “astúcia”, Herodes é extremamente tolo. O Senhor, porém, tem em suas mãos não somente Herodes, mas todos os grandes e poderosos.
Herodes pode presumir que governa o mundo – contudo não faz outra coisa do que precisa acontecer e está acontecendo, a saber, a vontade de Deus, e essa de fato acontece!
Incondicionalmente! Em qualquer circunstância! Herodes quer que, de qualquer maneira, o menino Jesus seja morto, e para isso realiza todo tipo de preparativos. Porém Deus  não quer que ele seja assassinado, mas fique vivo. A vontade de Deus se realiza. Assim transcorre toda a história. A história do mundo e a história da salvação, “até que ele venha”.

A chacina de crianças em Belém, 2.16-18

Em relação à tradução
Ramá situa-se aprox. 8 km a norte de Jerusalém num dos contrafortes das montanhas de Efraim. Lá
Jeremias se lamentou (Jr 31.15), lá teve a visão da inconsolável mãe das tribos. O túmulo da progenitora Raquel situava-se já nos tempos de Jesus, como ainda hoje, entre Jerusalém e Jericó (cf.  Gn 35.16-20; 48.7).
Mateus interpreta esse clamor audível no tempo de Jeremias como uma profecia do clamor que se ouviu na chacina de crianças em Belém. As palavras “Belém” (sepultura de Raquel – agora chacina de crianças) e “Ramá” (lugar de lamento) levaram Mateus a uma associação de ideias.

16 Vendo-se iludido pelos magos, enfureceu-se Herodes grandemente e mandou matar todos os meninos de Belém e de todos os seus arredores, de dois anos para baixo, conforme o tempo do qual com precisão se informara dos magos.
É importante a locução “todos os meninos”. Significa que a ordem era investigar com exatidão todos os m eninos de dois anos e abaixo. Como naquele tempo Belém era apenas um lugarejo pequeno, o número de meninos mortos terá sido reduzido, talvez entre 10 e 15. Constitui um exagero colossal que mais tarde, em hinos e liturgias, se falasse de  milhares de crianças. É evidente que a crueldade da ordem de matança persiste mesmo assim. Mas como fato histórico isolado não chamou atenção na série dos demais atos sanguinários de Herodes. Por isso se entende que Josefo, o qual relatou detalhadamente a história de Herodes, não tenha mencionado a chacina de crianças em Belém. Esse evento lhe pareceu muito insignificante em comparação com o fluxo contínuo de morticínios do tirano!

17,18 Então, se cumpriu o que fora dito por intermédio do profeta Jeremias: Ouviu-se um clamor em Ramá, pranto, [choro] e grande lamento; era Raquel chorando por seus filhos e inconsolável porque não mais existem.
Também neste episódio Mateus reconhece o cumprimento de um trecho da Escritura. Porém desta vez ele não diz, como nas demais vezes, “isso aconteceu para que se cumprisse…”, mas somente: “então tornou-se novamente real o que já havia acontecido uma vez”, a saber, o choro pelos filhos.
De modo que a opinião de Mateus não é que a morte de crianças foi determinada por Deus com a finalidade de cumprir a Escritura, mas a tragédia terrível direciona a atenção para o texto do AT, a fim de consolar as mães! A partir daquelas palavras de Jr 31.15-17, diz-se à Raquel em seu lamento:
Deixe seu choro e suas lágrimas! Seus filhos retornarão do país da servidão.
Essa palavra quer dizer, pois, às mães de Belém, que as suas criancinhas, que por causa do Messias tiveram que entregar suas tenras vidas, também retornarão, e isso no mundo celestial. Lá um dia virão alegremente ao encontro das mães que “retornam para casa”. O terrível acontecimento em
Belém não sucedeu sem Deus! Foi supervisionado por ele. Se, por um lado, a maldade de Herodes fez com que as mães caíssem no pranto, por outro essa sua dor serve e colabora para que o plano redentor de Deus se concretize. Elas são coadjuvantes na construção do Reino eterno! Herodes traz o horror. Mas, apesar de tudo, sua fúria e morticínio servem para que aconteça a obra redentora de Deus. Quando todos os grandes e cruéis dessa terra combatem a Deus, eles apenas realizam a vontade dele e concretizam o que ele planejou e determinou! Eles (os poderosos dessa terra), porém, ao bramirem tanto contra Deus, projetam-se cada vez mais em direção da culpa e pecado! (Quem tiver dificuldades com a exegese de Jr 31.15, leia detalhes em: Rienecke, Prakt. Handkommentar zum Matthäus-Evangelium).

O retorno para Nazaré, 2.19-23

Em relação à tradução
a. Herodes faleceu pouco antes do passá do ano 4. a.C., sob a mais terrível agonia. Diz-se que se finou de câncer intestinal.
b. Não se costumava dizer “terra dos judeus” (cf. v. 2) e, sim, “Israel”. Dizia-se sempre “terra de Israel” quando se atentava para a vontade de Deus. O povo de Israel é considerado “povo de Deus”. Por isso Israel, cf. Schlatter: o nome Palestina ocorre muito raramente. Mais rara ainda é a designação “terra de Canaã” pela tradição rabínica (At 7.11 e 13.19).
c. O poder de Arquelau não se estendia até a Galiléia.
d. A tradução literal “e veio e habitou numa cidade” é a expressão fixa para a moradia permanente num lugar.
e. Nazaré significa: “vigília” ou “vigia” (fem.).
f. O mesmo que “nazoreu”. O nome “nazareno” é dado ao Senhor por estrangeiros. Mc 1.24; 10.47; Lc 4.34; 18.37; Mt 26.71 (Mc 14.67); Jo 18.5; 19.19. Ele é chamado pelos discípulos assim:  Lc 24.19; At 2.22; 3.6; 4.10; 26.9. Uma vez o próprio Jesus se denomina de nazareno, em  At 22.8.

19-21 Tendo Herodes morrido, eis que um anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e disse-lhe: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel; porque já morreram os que atentavam contra a vida do menino. Dispôs-se ele, tomou o menino e sua mãe e regressou para a terra de Israel.
Morreram os que atentavam contra a vida da criança. Isso sempre de novo tornou-se uma verdade.
Não só em Herodes, mas em todos os “assassinos de Deus” isso se comprovou até os dias de hoje.
Deus tem o braço mais comprido que todos os seus inimigos, que, não obstante sua luta contra Deus, apenas levaram o plano dele à concretização. Morreram os que atentavam contra a vida do cristianismo, da comunidade de Jesus, e morrem e desaparecem sempre de novo aqueles que cometem tais atos. É o que consta em letras garrafais sobre a história da humanidade. Temos de levar isto em consideração. “Como „ninguéns‟ são todos eles, esses vãos desprezadores, diante do Deus imorredouro”.
De novo José obedece imediatamente à ordem do anjo e inicia a viagem de retorno. Deve ter tido diante dos olhos Belém como alvo da jornada para casa. Quando tinha ultrapassado a divisa da Palestina, interpõe-se novamente algo em seu caminho, e de novo uma barreira política!

22,23 Tendo, porém, ouvido que Arquelau reinava na Judéia em lugar de seu pai Herodes, temeu ir para lá; e, por divina advertência prevenido em sonho, retirou-se para as regiões da Galiléia. E foi habitar numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito por intermédio dos profetas: Ele será chamado Nazareno.
Em Israel muitos tinham a esperança de que, com a morte de Herodes, também acabaria a crueldade herodiana. Contudo a situação era outra. Realmente o poderoso reino de Herodes decaiu em pedaços. Mas a dinastia de Herodes continuou. Em seu testamento ele havia determinado que seu reino fosse dividido entre seus filhos: Arquelau deveria receber a Judéia, Iduméia e Samaria. Antipas receberia a Galiléia e a Transjordânia meridional (No NT Antipas sempre é chamado de Herodes). Filipe deveria herdar a Transjordânia setentrional.
O Imperador Augusto confirmou o testamento. Em Lc 3.1 somos informados dessa subdivisão.
Arquelau não é mais citado neste texto porque foi deposto pelo Imperador Augusto no ano 6, justamente por causa de sua crueldade. Augusto o enviou para o exílio em Vienne (Rhone, França).
Seu território foi entregue ao procurador romano Pôncio Pilatos.
Quando José entrou na Palestina, mais precisamente na Judéia, soube que Arquelau era rei na Judéia. Descobriu ainda que esse filho tinha tomado o propósito de prosseguir o seu governo no mesmo estilo do pai, para não ser tomado como um filho “ilegítimo” de Herodes. Já havia acontecido uma diversidade de fatos cruéis que lembrava com singular clareza o regime terrível de seu pai. Apenas um exemplo: Logo depois da morte de seu pai, foram chacinados pelos cavaleiros de Arquelau 3.000 peregrinos que vinham para a festa em Jerusalém. – É compreensível que José, quando soube disso, teve medo” como diz o texto, de retornar para lá (i. é, para Belém na Judéia).
Mediante uma nova e última visão em sonho José é orientado a desviar-se para a Galiléia. Lá fixou residência em Nazaré. De acordo com Lc 1–2 José já esteve em Nazaré antes do nascimento de Jesus! Não sabemos quanto tempo vivera ali e se muito tempo antes Nazaré já fora o domicílio de
Maria. Mateus encara o fato de José ter escolhido justamente Nazaré para residir como uma escolha dirigida por Deus, para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta:  Ele será chamado nazareno!
Perguntamos: O que quis Mateus dizer com isso? Pois em parte alguma no AT se pode constatar que os profetas chamam o Senhor de nazoreu! Acresce ainda que no AT nunca se menciona o nome
Nazaré.
Seguramente Mateus pensou em Is 11.1. Ali encontra-se a palavra do broto que sairá do tronco de
Jessé. Esse broto que será o Senhor chama-se em hebraico nezér. Jesus é chamado por Isaías de
nezér. A partir de seu local de residência, Nazaré, Jesus é designado de nazareno (Mc 1.24 etc.) e, aqui, nazoreu (também em Mt 26.71 etc.).
Tanto nazoreu como nazareno significam o mesmo. Não seria, pois, compreensível que Mateus relacione a designação nezér do AT com a palavra Nazaré do NT? Do mesmo modo é compreensível que somente um leitor conhecedor do hebraico podia entender o jogo de palavras de Mateus!
Sobre a cruz há de se escrever: Jesus, o nazoreu, rei dos judeus. Os judeus o lerão e constatarão que ele não é o Messias. Pois o que “de bom” pode vir de Nazaré? Para a comunidade de Jesus, porém, esse título significa que Jesus como Nazareno é “o broto de Jessé”, do qual Isaías falou. E, junto com Isaías, também os demais profetas disseram que Jesus era “o broto”. Só que usam outra palavra. Jeremias, em 23.5 e 33.15, usa a palavra zémech, assim como Zacarias em  3.8 e 6.12. Traduzida ela também significa “broto”. – Os profetas mencionados não pensaram que o Messias haveria de sair de Nazaré. É Mateus quem vê nessa circunstância, de que no  AT o Messias é chamado de nezér e no NT de nazareno, a mão coordenadora e diretiva de Deus. Os profetas são os instrumentos de Deus. Assim os considera Mateus. E assim é. Somente a partir dos eventos, ou seja, posteriormente, após esses eventos terem acontecido, pode-se obter a visão dessa maravilhosa concordância entre palavra profética e acontecimento.
Não é assim que acontece também em nossa vida de fé, que, a partir dos acontecimentos de nossa vida, ou seja, “posteriormente”, podemos reconhecer sempre de novo a mão condutora e coordenadora de nosso Deus? Não paira também sobre a nossa vida um plano maravilhoso, uma permanente conjugação de promissão e cumprimento? Precisamos refletir sobre essa verdade repetidamente! Essa reflexão dará motivos para a adoração contínua! Muitas vezes foram pequenos acontecimentos do dia-a-dia em que pudemos experimentar: “O Senhor acompanha minha vida com uma atenção admirável, nunca estou só!” Muitos, porém, foram também os momentos obscuros e pesados na vida que permitiram constatar que também eles fazem parte do plano! Sim, o mais grave e angust iante sempre de novo se revelou como o mais grandioso e significativo! Mt 2 contém, além de outras, uma magnífica demonstração dessa verdade!
Fonte: Mateus - Comentário Esperança

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