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9 - A vocação dos primeiros discípulos Mt 4, 18-25


A vocação dos primeiros discípulos, 4.18-22 (Mc 1.16-20; Lc 5.1-11)

Caminhando junto ao mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, que lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores.
E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.
Então eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram.
Passando adiante, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco em companhia de seu pai, consertando as redes; e chamou-os.
Então eles, no mesmo instante, deixando o barco e seu pai, o seguiram.
A escolha desses discípulos foi preparada. De acordo com Jo 1.37, André e João eram alunos do Batista, através do qual conheceram o Senhor Jesus. Eles seguiam a Jesus, mas ainda não estavam constantemente com ele. Paralelamente exerciam ainda de tempos em tempos seu ofício de pescadores (cf. Lc 5.1-5). Agora foi-lhes feito o chamado para abandonarem totalmente sua profissão. A palavra de Jesus, no original “para cá!”, “atrás de mim!”, lhes diz: Está na hora! Agora preciso de vocês! Por isso venham. Atrás de mim!
O chamado de Jesus exige muitíssimo. Mas também promete muito! “Imediatamente” (sempre a mesma palavra, tão amada por Mateus, que a usa 19 vezes), “no mesmo instante” deixaram para trás suas redes, seu pai e o barco.
São dois pares de irmãos que Jesus chama.
O primeiro par de irmãos chama-se Simão e André. São originalmente procedentes de Betsaida. Essa localidade situa-se fora da Galiléia, a leste do rio Jordão (Jo 1.44).
O segundo par de irmãos eram os fillhos de Zebedeu! O pai é mencionado somente nesta passagem. De acordo com Mc 15.40, a mãe chamava-se Salomé. Quando são mencionados juntos, Tiago é citado primeiro. Deve ter sido o mais velho, enquanto João era o mais novo.
Junto com Pedro, eles formaram, dentre os 12 discípulos, o círculo mais estreito dos confidentes de Jesus. Em Mateus são mencionados, além da passagem citada, somente mais uma vez, em 10.2!


A atuação mais ampla do Senhor, 4.23-25

Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo.
E a sua fama correu por toda a Síria; trouxeram-lhe, então, todos os doentes, acometidos de várias enfermidades e tormentos: endemoninhados, lunáticos e paralíticos. E ele os curou.
E da Galiléia, Decápolis, Jerusalém, Judéia e dalém do Jordão numerosas multidões o seguiam.
Mateus fornece uma visão geral da primeira atuação do Senhor na Galiléia. Ele relata do falar e agir dele. No falar ele distingue entre ensinar e anunciar (pormenores sobre a diferença no original, entre ensinar e anunciar, ver o exposto no v. 7 e 9.35). Quando Jesus se apresenta na sinagoga, Mateus usa o verbo “ensinar”, referindo-se ao ensino e à discussão. “Anunciar” significa proclamar a notícia como um arauto. Significa oferecer o evangelho, transmitir uma boa notícia. Em Mateus a mesma expressão se encontra ainda em 9.35; 24.14; 26.13. Em Mt 5.2 o evangelista utiliza conscientemente a palavra “ensinar”, mesmo que o local não tenha sido uma sinagoga! Por que o faz saberemos depois, na explicação do sermão do Monte.
Fonte: Mateus - Comentário Esperança

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