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Lição 10 - O estilo de liderança do Apóstolo Paulo / 3. Liderança que desenvolve talentos

3. Liderança que desenvolve talentos
Uma das qualidades de Paulo, em seu ministério evangélico, era de ter olhos abertos para identificar líderes e possibilitar desenvolvê-los. Naquele momento, em que a fé cristã ainda emergia, era difícil arranjar candidatos ao ministério, pelos motivos que veremos mais adiante. Contudo Paulo não facilitava as coisas, mas estimulava seus ouvintes (lTm 3.1).
lTm 3.1 - Esta afirmação é digna de confiança: Se alguém deseja ser bispo a, deseja uma nobre função.
De acordo com o Novo Testamento, os ter­mos "bispo", "pastor" e "presbítero" são sinônimos. A palavra bispo significa "supervisor", e os presbíteros têm a responsabili­dade de supervisionar o trabalho da igreja (At 20:17, 28; 1 Pe 5:1-3). "Presbítero" é a tradução do termo grego presbutes, que sig­nifica "um ancião". Paulo usa o termo pres­bitério em 1 Timóteo 4:14, referindo-se não a uma denominação, mas ao conjunto de presbíteros da assembleia que ordenaram Timóteo. Os presbíteros e bispos (dois no­mes para o mesmo cargo, Tt 1:5, 7) eram pessoas maduras, com sabedoria espiritual e experiência espiritual. Por fim, o termo "pastor" também tem o sentido de "pastor de ovelhas", aquele que conduz e cuida do rebanho de Deus.
Quando comparamos as qualificações apresentadas nesta passagem para os bispos com aquelas apresentadas para os pres­bíteros em Tito 1:5-9, vemos que, na verda­de, todas se referem ao mesmo cargo. No período apostólico, a organização da igreja era bastante simples: havia os pastores (bis­pos, presbíteros) e os diáconos (Fp 1:1). Ao que parece, vários presbíteros supervisio­navam o trabalho de cada igreja, alguns de­les encarregados de "presidir" (trabalhar com a organização e o governo), outros, de ensinar (1 Tm 5:17).

Mas era necessário que esses homens fossem qualificados. 


3.1. Dificuldades em achar interessados no ministério

A extensão da capacidade de um líder varia, tal princípio é largamente exposto nas Escrituras, porém ela pode ser ampliada ou reduzida com o próprio exercício da liderança. Um líder exemplar tende a confiar e dar oportunidade aos outros mais facilmente, é como se seus olhos estivessem sempre abertos para seus liderados e para Deus, visando ampliar o Reino. As principais dificuldades daquela época em arranjar interessados no ministério: Primeiro, ser diácono ou presbítero não trazia status, como em muitos lugares hoje; segundo, muitas vezes não havia remuneração alguma na maioria dos lugares, exceto, o obreiro titular; terceiro, muitos não se interessavam principalmente por causa da perseguição dos próprios conterrâneos e chefes do lugar, como ainda hoje acontece. Contudo, não devemos imaginar que não havia candidato algum, pois sempre havia alguém, mas era uma escolha mais bem pensada, visto que se tratava de assumir inúmeros riscos.


3.2. Olhos e ouvidos abertos para identificar líderes

Paulo tinha os seus olhos e ouvidos abertos para identificar líderes que pudessem prosseguir na obra. Na segunda viagem missionária, ele levou consigo Silas, em meio à viagem, tomou também Timóteo que tinha bom testemunho dos de Listra e Icônio, e vários engrossaram essa lista, tais como: Tito, Lucas, Epafras, e tantos outros que talvez nunca saibamos. Paulo mais parecia um viveiro de líderes ambulantes, sem, contudo, declinar na qualidade das exigências ministeriais.


3.3. Coração aberto para dar oportunidades
O grande segredo para um homem identificar talentos é ser líder de fato, ter certo conhecimento de si mesmo, da sua chamada, e ser exemplo. Assim, tal líder jamais se sentirá inseguro, ameaçado ou com ciúmes. O ministério tem seus riscos peculiares, algumas vezes será vítima de ingratidão, traído e abandonado, mas o seu coração estará sempre conectado ao trono de Deus e aberto aqui na terra para dar oportunidade a homens e mulheres para o desenvolvimento ministerial. Paulo é um exemplo sobejo nesse aspecto, tanto de dar oportunidade quanto de ser abandonado, por exemplo, João Marcos, Demas, etc. Todavia, ele não guardava rancor, quanto a João Marcos, Paulo reconheceu o seu grande valor tendo-o em alta estima (2Tm 4.11).

Atualmente vivemos uma crise de integridade que dificulta a apresentação de obreiros e obreiras em muitos setores da igreja. Por esse motivo, muitos ignoram certas exigências facilitando o acesso e gerando problemas futuros com isso. O próprio Paulo recomendou a Timóteo, “não imponhas as mãos precipitadamente, nem participes dos pecados alheios, conserva-te a ti mesmo puro” (lTm 5.22). A pressão de ter uma grande igreja composta por vários obreiros sem qualidade cristã existe é real e tentadora. Não se deve estreitar o caminho, pois ele por si mesmo já é estreito, e nem. se deve facilitar o palmilhar ministerial além do bom senso bíblico, para que não aconteça de acabar envolvido em pecados alheios.
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Conclusão

Não se deve pensar que os tempos de Paulo eram melhores que os de hoje, e jamais desejar que aquele tempo retome. Pois, afinal, nada mudaria. Mas podemos nos valer de todo o acervo histórico de experiência cristã em termos de liderança, e resgatarmos os princípios que nortearam o trabalho de Paulo como servo líder. Duas coisas foram profundamente marcantes na carreira ministerial do Apóstolo dos gentios: o desejo de agradar a Cristo e a sua longanimidade admirável.

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