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Lição 11 - Paulo e o bom combate da oração / 2. Combates de Paulo em oração

2.  Combates de Paulo em oração
A obra de um intercessor é sobremodo importante para a realização da obra de Deus. Nesse campo, há muitos mistérios que poucos servos de Deus conseguem penetrar por falta de intimidade com os céus. Embora nem sempre percebamos, o espírito imundo sabe quem tem autoridade sobre ele, como vimos no caso da jovenzinha escrava que dava lucro a seus patrões com a adivinhação, até que, orando a Deus, este deu autoridade a Paulo para desnudar e repreender o tal espírito, e ele nunca mais voltou. Todavia Paulo e Silas não ficaram livres das consequências do agir humano contra eles em Filipos, mas mesmo assim oravam.


2.1. Derramando o seu coração pela igreja
Paulo não apenas intercedeu fervorosamente, mas fez questão de escrever algumas de suas orações pelas igrejas com as quais se correspondia (Fp 1.9; 4.6). Com muita intensidade, Paulo escreveu duas orações em favor dos efésios, a fim de que eles alcançassem toda a maturidade necessária em Cristo. São duas orações que têm sido lidas, estudadas e repetidas em favor de famílias e igrejas, e, ainda hoje, em alguns lugares. Paulo não se envergonhava de dobrar os joelhos e de demonstrar um ministério com lágrimas, à semelhança de Jeremias e Jesus. Semelhantemente, devemos chorar pelas nossas igrejas, famílias e nação contra essa avalanche que está prestes a desabar sobre a igreja brasileira.
Fp 1.9 - Esta é a minha oração: Que o amor de vocês aumente cada vez mais em conhecimento e em toda a percepção,
Paulo alegra-se com as recordações que tem de seus amigos em Filipos e com seu amor cada vez maior por eles. Também se alegra em se lembrar deles diante do trono da gra­ça em oração. O sumo sacerdote de Israel usava sobre o peito uma vestimenta espe­cial chamada de "peitoral do juízo". Nela se encontravam engastadas doze pedras pre­ciosas, e em cada uma estava gravado o nome de uma das tribos de Israel (Êx 28:15-29). Como o sacerdote, Paulo trazia o povo junto ao coração em amor. Talvez a maior comunhão cristã e alegria que podemos ex­perimentar nesta vida encontre-se diante do trono da graça, ao orarmos uns com os ou­tros e uns pelos outros.
Vê-se aqui uma oração pedindo maturi­dade, e Paulo começa com o amor. Afinal, se o amor cristão se desenvolver corretamente, o resto será consequência. O apóstolo pede que os filipenses experimentem amor abundante e discernente. O amor cristão não é cego! O coração e a mente trabalham jun­tos para que se tenha amor discernente e discernimento amoroso. Paulo deseja que seus amigos cresçam em discernimento, ou seja, na capacidade de "fazer distinção en­tre coisas diferentes".
A capacidade de distinguir é um sinal de maturidade. Quando uma criança está aprendendo a falar, às vezes chama todo animal quadrúpede de "au-au". Mas, à me­dida que se desenvolve, descobre que exis­tem gatos, ratos, vacas e outras criaturas quadrúpedes. Para uma criança, todos os carros são iguais, mas com certeza não é o caso para o adolescente aficionado por au­tomóveis! Ele é capaz de identificar as di­ferenças entre os modelos antes mesmo de seus pais conseguirem distinguir a marca. O amor discernente é um dos sinais inequívo­cos de maturidade.
Paulo também ora pedindo que tenham um caráter cristão maduro e que sejam "sinceros e inculpáveis". O termo grego traduzido por ''sinceros" pode ter vários significados. Alguns o traduzem por "testa­do à luz do sol". O cristão sincero não tem medo de ser exposto à luz.
O vocábulo correspondente a sincero também significa "girar em uma peneira", o que sugere a ideia de separar a palha do trigo. Em ambos os casos, a verdade é a mesma: Paulo ora para que seus amigos te­nham um caráter que possa ser testado e aprovado. Na língua portuguesa, o adjetivo "sincero" vem do latim sinceru, que signifi­ca "sem mistura, não adulterado, puro".

Paulo ora por eles para que tenham amor e caráter cristão maduros, "inculpáveis para o Dia de Cristo" (Fp 1:10) Isso significa que a vida não deve ser mo­tivo de tropeço para outros e que estamos preparados para o tribunal de Cristo em sua volta.


2.2. Paulo dependia da oração

Deus é Todo Poderoso e imutável, portanto, não se enfraquece com o tempo, mesmo assim, Ele escolheu trabalhar através das orações dos crentes. Assim, quanto maior número de pessoas que estiverem orando, tanto mais ele vai liberar o seu poder sobre o seu povo contra o pecado e contra o mal. A oração não deve ser um meio de promoção pessoal e sim do Reino. Para o Senhor Jesus, o combate em oração é uma verdadeira campanha de guerra, a guerra pela paz que se estabelece com a total dependência de Deus.


2.3.  Paulo e a intercessão de seus discípulos
Não foram poucos os homens de Deus que tinham uma cobertura de oração. Essa cobertura é de suma importância para a vida ministerial, e Paulo compreendia muito bem que com ela poderia avançar mais e mais. Paulo servia e orava pelos outros, mas era humilde o suficiente para lhes pedir que orassem por ele também, a fim de desempenhar sem impedimento o seu ministério. Curiosamente ele pede aos romanos que se juntem a ele num combate de intercessão por um grande desafio que estava prestes a enfrentar (Rm 15.30); também aos efésios. pede que intercedam por ele para que tenha ousadia na comunicação do evangelho (Ef 6.19).
Rm 15.30 - Recomendo-lhes, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que se unam a mim em minha luta, orando a Deus em meu favor.
No mesmo instante, porém, o apóstolo é novamente alcançado pelo presente cheio de preocupações, a partida para Jerusalém. A sua segunda intenção está ligada a essa situação: orem por mim! Nitidamente, esse pedido é mais que simples rotina em finais de cartas. Ele praticamente conjura os romanos, exorta-os por tudo que lhes é sagrado: Rogo-vos, pois, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e também pelo amor do Espírito, que luteis juntamente comigo nas orações a Deus a meu favor. Apesar de o conhecerem somente à distância, apesar de que, conforme Rm 3.8 e 16.17, também estão expostos à irradiação da propaganda adversa, Paulo parte do pressuposto de que esse grande escrito lhe proporcionou crédito em Roma. É esse saldo disponível que ele aciona agora. Pressiona-os a se decidirem: façam um pacto de luta comigo, deem-me cobertura seguramente diante de pessoas, mas até perante a instância máxima, perante Deus! Talvez seja estranha para nós essa luta com Deus em oração, porém ela é inerente à profundidade bíblica da oração.
Nesses dias em que a aprovação de. leis no congresso brasileiro bombardeia a família e a moral e enfraquece a nossa nação, que, embora seja considerada laica, é na verdade cristã, precisamos realizar cruzadas de oração pública levantando mãos abençoadoras em, nossa nação. É necessário fazer passeatas, lutar no congresso liberando uma influência espiritual e social. Mas, acima de tudo, devemos orar, pois apenas Deus pode trazer o seu reino aos corações dos homens. Sem Cristo nada podemos fazer.

Fonte:
Editora Betel 4º Trimestre de 2012, ano 22 nº 85 – Jovens e Adultos – Apóstolo Paulo.
Comentário Bíblico Expositivo – Warrem W. Wiersbe
Romanos - Comentário Esperança

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