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Lição 12 - Noções do pensamento escatológico de Paulo / 3. Escatologia objetiva

3. Escatologia objetiva
O assunto da escatologia objetiva paulina é variado, aqui exporemos apenas alguns tópicos que consideramos principais. Quando tratamos da escatologia objetiva, falamos daquilo que vale para toda a igreja. Mesmo ao comentar acerca de Israel, falamos do ponto de vista eclesiástico abordado por Paulo, é claro.





3.1. O surgimento do anticristo
Este é um evento de caráter universal que está relacionado à “vinda do Senhor, a nossa reunião com Ele, e o dia do Senhor” (2Ts 2.1,2) Irmãos, quanto à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, rogamos a vocês que não se deixem abalar nem alarmar tão facilmente, quer por profecia a, quer por palavra, quer por carta supostamente vinda de nós, como se o dia do Senhor já tivesse chegado. Paulo ensina sobre dois tipos de manifestações, a “do homem do pecado e filho da iniquidade”, que se revelará em ocasião própria, o qual se levanta e opõe-se contra tudo que se chama Deus; e também a manifestação do Senhor Jesus, e como ela destruirá o iníquo através do sopro de sua boca. Notem que a epifania do anticristo será precedida por um ambiente preparatório que envolverá a parte da igreja visível de Cristo, que dele se afastará de muitas maneiras e completamente (2Ts 2.3)  Não deixem que ninguém os engane de modo algum. Antes daquele dia virá a apostasia e, então, será revelado o homem do pecado, o filho da perdição.
O mundo, nessa ocasião, será assolado com uma multiplicação da iniquidade sem precedentes, em que os homens não acolherão o amor ã verdade, e sim, o amor ao erro, mentira, e o deleite com a injustiça. Amados irmãos, isso é seriíssimo. Devemos vigiar, pois em nenhum outro tempo na história encontramos isso depois da primeira vinda de nosso Senhor.


3.2. A revelação e epifania
Este é o auge da história bíblica e o ápice da escatologia paulina, a revelação (apoka-lupsis) do Senhor Jesus Cristo (ICo 1.7) de modo que não lhes falta nenhum dom espiritual, enquanto vocês esperam que o nosso Senhor Jesus Cristo seja revelado. O seu sentido é que Ele se revelará publicamente ao mundo na sua vinda. Quer dizer, que o Rei da glória que está escondido, como um segredo sairá de seu palácio celestial e apresentar-se-á em toda a sua majestade e poder, destruindo o poder vigente (2Ts 2.8) Então será revelado o perverso, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e destruirá pela manifestação de sua vinda, mas com verdade, justiça e juízo estabelecerá o seu reino visível. Quanto à manifestação (epifania) do Senhor Jesus nessa ocasião, o obreiro do Senhor bem como todo o crente, deve aguardar, segundo a ótica de Paulo, esse momento com uma vida imaculada e irrepreensível (lTm 6.14) Guarde este mandamento imaculado e irrepreensível, até a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo, pois, conforme Paulo, Cristo Jesus julgará os vivos e os mortos pela sua manifestação e pelo seu reino, por isso, o obreiro do Senhor deve esmerar-se no trabalho da exposição da sua Palavra (2Tm 4.1-2) Na presença de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos por sua manifestação e por seu Reino, eu o exorto solenemente: Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina.


3.3. Tempos de restauração de Israel
Devemos lembrar que Paulo pregava nas sinagogas aos sábados, e seu público era de judeus e gentios piedosos que as frequentavam. Todavia o seu alvo em mira eram os gentios, posto que estes tivessem dificuldades com relação à circuncisão e demais ritos. Como seu trabalho teve grande êxito e mesmo em Roma a presença judaica na igreja era bem inferior, havia sérios questionamentos a respeito do que a eles sucederia, visto que por essa época em Roma, talvez em todo mundo cristão, não tinha mais esperança que todos eles se convertessem. Paulo, melancolicamente, escreve dando-lhes uma série de respostas, mas principalmente que a rejeição deles não era definitiva (Rm 11.1-15)
1 Digo, pois: porventura, rejeitou Deus o seu povo? De modo nenhum! Porque também eu sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim.
2 Deus não rejeitou o seu povo, que antes conheceu. Ou não sabeis o que a Escritura diz de Elias, como fala a Deus contra Israel, dizendo:
3 Senhor, mataram os teus profetas e derribaram os teus altares; e só eu fiquei, e buscam a minha alma?
4 Mas que lhe diz a resposta divina? Reservei para mim sete mil varões, que não dobraram os joelhos diante de Baal.
5 Assim, pois, também agora neste tempo ficou um resto, segundo a eleição da graça.
6 Mas, se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça.
7 Pois quê? O que Israel buscava não o alcançou; mas os eleitos o alcançaram, e os outros foram endurecidos.
8 Como está escrito: Deus lhes deu espírito de profundo sono: olhos para não verem e ouvidos para não ouvirem, até ao dia de hoje.
9 E Davi diz: Torne-se-lhes a sua mesa em laço, e em armadilha, e em tropeço, por sua retribuição;
10 escureçam-se-lhes os olhos para não verem, e encurvem-se-lhes continuamente as costas.
11 Digo, pois: porventura, tropeçaram, para que caíssem? De modo nenhum! Mas, pela sua queda, veio a salvação aos gentios, para os incitar à emulação.
12 E, se a sua queda é a riqueza do mundo, e a sua diminuição, a riqueza dos gentios, quanto mais a sua plenitude!
13 Porque convosco falo, gentios, que, enquanto for apóstolo dos gentios, glorificarei o meu ministério;
14 para ver se de alguma maneira posso incitar à emulação os da minha carne e salvar nalguns deles.
15 Porque, se a sua rejeição é a reconciliação do mundo, qual será a sua admissão, senão a vida dentre os mortos?
Todavia, à parte da teologia paulina, entendemos que na vinda do Senhor, apenas sobreviverão os judeus que de fato estiverem esperando o Messias Jesus.


Conclusão
A escatologia, em Paulo, gera muitas discussões. Todavia precisamos conhecer mais profundamente o seu pensamento como profeta da igreja. Aguardando, com viva esperança, o retorno de Jesus. Pois, na verdade, nada falta para que Ele volte, senão que Ele isso faça a seu tempo. Aguardemos então, maranata!





Fonte:
Editora Betel 4º Trimestre de 2012, ano 22 nº 85 – Jovens e Adultos – Apóstolo Paulo.
Comentário Bíblico Expositivo – Warrem W. Wiersbe 

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