Pessoas que gostam deste blog

Paulo e a relevância de suas cartas - Lição 13 – 30 de Dezembro de 2012


LIÇÃO 13 – 30 de Dezembro de 2012

Paulo e a relevância de suas cartas

TEXTO AUREO

“Pelo Senhor vos conjuro que esta epístola seja lida a todos os santos irmãos”. lTs 5.27

VERDADE APLICADA

Uma obra feita por um coração sincero e dedicado a Deus resiste ao tempo, às provações, e permanece para sempre na história.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Mostrar a importância das cartas de Paulo;
Ensinar o propósito de Paulo através das suas cartas;
Verificar os níveis de influência da correspondência paulina.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

2Ts 2.15 – Então, irmãos, estai firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa.
2Ts 2.16 – E o próprio nosso Senhor Jesus Cristo e nosso Deus e Pai, que nos amou, e em graça nos deu uma eterna consolação e boa esperança,
2Ts 3.14 – Mas, se alguém não obedecer à nossa palavra por esta carta, notai o tal, e não vos mistureis com ele, para que se envergonhe.
2Ts 3.15 – Todavia não o tenhais como inimigo, mas admoestai-o como irmão.
2Ts 3.16 – Ora, o mesmo Senhor da paz vos dê sempre paz de toda a maneira. O Senhor seja com todos vós.

Introdução
As cartas de Paulo são notáveis, pois respondem às questões de sua época, e a situações dos dias atuais. Suas epístolas são influentes, mantendo a igreja sempre firme e constante na obra do Senhor e em sua, difícil, mas compensadora peregrinação rumo ao céu. De modo mui excelente, seus textos são importantes e fundamentais para a consolidação do cristianismo.

1.  A importância da correspondência paulina
O Cristo revelado a Paulo se tornou a sua mensagem de vida, quer ensinada de maneira verbal ou escrita. Aproveitando-se das facilidades oferecidas pela administração do Império Romano, no tocante ao envio da correspondência e à relativa segurança nas estradas.

As várias neo-igrejas espalhadas pelo Império não podiam contar com a presença física de Paulo, embora os destinatários sempre gostassem das cartas, preferiam a palavra verbalizada. Em virtude das necessidades locais, um bom volume de cartas foi produzido. Paulo tanto recebeu quanto enviou cartas, mas, para a nossa perda, nenhuma das cartas que recebeu, chegou até nós. Dos 27 livros do Novo Testamento, 13 são da autoria de Paulo, um embora seja o seu estilo, não se pode atribuir com certeza a ele, que é a Carta aos Hebreus, e o Livro de Atos foi escrito sob a sua influência. Já imaginou se Paulo fosse vivo hoje com telefone, fax e internet, como seria o volume de sua correspondência?


1.2. Paulo escreveu respondendo às situações
Atualmente, há aqueles que escrevem capítulo de um determinado assunto numa revista ou jornal, e depois, transformam aquele conteúdo em um livro. Não se deve imaginar que Paulo idealizou uma estratégia de elaboração assim. Na época de Paulo, havia um modelo de carta iniciada com a indicação do destinatário, seguida de saudação e com uma mensagem em tomo de 90 palavras. Todavia, as cartas paulinas não se ajustam a esse modelo. Elas eram de fato cartas particulares, mas endereçadas a comunidades que precisavam de fortalecimento e orientação específica, cujo teor era para ser exposto publicamente na assembleia local. Tais cartas eram mais parecidas com um tipo de “cartas abertas”, essas “eram escritas para informar o público acerca de certos itens dignos de nota”.

1.3. Notabilidade de suas cartas
Da conversão de Paulo a Cristo até a sua primeira carta escrita levaram vários anos, logo ele estava maduro o suficiente para tratar de questões peculiares a igreja local com profundidade. A sua primeira Carta que temos em mãos e que se sabe é Gálatas, a data mais remota possível e provável de sua autoria é de 48 d.C., levando-se em conta o primeiro Concílio em Jerusalém, evidentemente ela foi escrita após esse evento. Possivelmente, a última foi 2a Timóteo, pouco antes de sua morte entre 62-65 d.C. Grande foi a notabilidade delas visto que refletiam o cuidado pastoral através das instruções que as igrejas precisavam na ausência do apóstolo, mas também refletiam o seu carinho por elas.
Aquele antigo ditado: “a pena é mais poderosa que a voz” neste estudo, ganha pleno sentido, isso porque, com o tempo, as palavras são facilmente esquecidas, mas o que se escreve sobrevive ao tempo. A escrita é um poderoso instrumento para a comunicação nas atividades eclesiásticas: um pastor visita uma família, mas ao chegar lá, não vendo ninguém, deixa um cartão de visitas ou papel escrito dizendo: “estive aqui dia tal, há tantas horas”. Quando os irmãos chegam, sentem-se honrados e satisfeitos com o cuidado pastoral, embora tenham se desencontrado. Aqueles que estão distantes podem receber o cuidado por meio de cartas pelos modernos serviços dos Correios, e os que têm acesso aos email com mensagens, etc.

2.  Alguns detalhes da correspondência paulina
Desde a invenção da escrita pelos sumérios a mais de 4.000 anos a.C., ela tem sido um poderoso aliado na promoção da vontade de Deus entre os seres humanos. Lembremos que os dez mandamentos foram escritos empedra pelo dedo de Deus, para que ficasse para a posteridade. Paulo reconhecendo o valor da palavra escrita tratou de escrever o que pôde para ajudar às igrejas.

2.1. O que Paulo escreveu e chegou até nós
Por que será que o que Paulo escreveu perdurou a ponto de chegar a nossos dias? Evidentemente, houve uma série de cuidados que proporcionaram isso com o passar dos séculos, o cuidado no manuseio dos escritos, as cópias feitas pelos amanuenses e sua proteção em tempos de perseguição, de maneira que temos a palavra de Paulo conosco hoje. O seu assunto nas suas Cartas pode ser resumido com uma palavra - Cristo. E esse foi o grande segredo naquele primeiro momento das jovens comunidades cristãs espalhadas pelo Império afora, quer dizer, Paulo escreveu assunto de interesse deles e permanente, “a salvação”, que envolve o reinar em vida no tempo presente e a eternidade com Cristo no porvir. Ninguém melhor do que Paulo, o fundador dessas igrejas, para responder a questões tão cruciais que se repetem pelos séculos.

2.2. De Paulo às igrejas e as igrejas entre si
Paulo enviava suas cartas para a leitura pública nas reuniões da comunidade cristã local, era uma ordem expressa dele com toda a sua autoridade apostólica. As cartas paulinas tinham função instrutiva, mas era também uma forma dele se fazer presente pela palavra escrita, receber as correspondências delas, e desenvolver uma tradição cristã local (ITs 5.27 Diante do Senhor, encarrego vocês de lerem esta carta a todos os irmãos.; 2Ts 3.6 Irmãos, em nome do nosso Senhor Jesus Cristo nós lhes ordenamos que se afastem de todo irmão que vive ociosamente a e não conforme a tradição que vocês receberam de nós.). Em certa altura de seu ministério, chegou uma época que o próprio Paulo ordenou uma leitura alternada das suas cartas entre algumas igrejas. Por exemplo, a leitura da carta enviada à igreja de Colossos, pediu que a enviasse para leitura na igreja em Laodicéia, e que a carta de Laodicéia fosse lida na igreja de Colossos, ou seja, que houvesse uma alternância. Percebe-se com isso que Paulo tinha em mente criar e desenvolver uma tradição cristã, caso alguém não obedecesse, deveria ser advertido (Cl 4.16 Depois que esta carta for lida entre vocês, façam que também seja lida na igreja dos laodicenses, e que vocês igualmente leiam a carta de Laodicéia.; 2Ts 3.14-15 Se alguém desobedecer ao que dizemos nesta carta, marquem-no e não se associem com ele, para que se sinta envergonhado; contudo, não o considerem como inimigo, mas chamem a atenção dele como irmão.).

2.3. Algumas características das cartas paulinas
O que determina as certas características nas cartas de Paulo é a necessidade de seus destinatários. Sempre em grego koiné o seu linguajar, dependendo do assunto, obviamente o tom de Paulo pode ser afetuoso, triste, imperial ou vitorioso. Porém, sempre quando escreve sua doutrina, escreve embasando-se no Antigo Testamento, sem deixar de se contextualizar com a época em que vive. Paulo também retira ilustrações do comércio de escravos que conhecia, para falar sobre compra e resgate do Senhor Jesus em relação aos fiéis. Utiliza-se de figuras de soldados, atletas e até parada militar. Escreve com base nas tradições militares romanas. Há momentos de abatimento nas suas cartas, narrativas de experiências pessoais, mas também de poesias e cânticos em vários lugares (ICo 13; Fp 2.5-11 Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus a, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz! Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.).
Devemos lembrar sempre do lado prático plenamente incrustado no ‘'corpus paulinum”, sem deixar de ser profundo como um oceano. Ou seja, a correspondência de Paulo se equilibra sobre dois poios: da profundidade de pensamento teológico, sem, contudo, deixar de ser prático. Assim, semelhantemente, devemos buscar esse equilíbrio na vida entre a teoria e prática, a teologia e a devoção fervorosa, Karl Barth certa vez afirmou: “teologia sem oração não é teologia”.

3. Correspondência paulina e sua influência
Paulo colocou os seus dons e capacidades a serviço do Mestre, e utilizou-se eficientemente deles para a propagação das boas novas do reino através dos séculos. Sem qualquer exagero, o cristianismo cresceu e se consolidou através da influência de sua pessoa e de suas cartas preservadas.

3.1. Sua influência sobre outros Escritores
O fluxo da influência da correspondência paulina (Corpus paulinum) foi algo que começou como um grande rio, de forma pequena e constante. As igrejas por Paulo fundadas são as primeiras a usufruírem dela, tempos depois, outros autores como Pedro, Tiago, Judas e João entraram em cena. Mesmo os evangelhos, curiosamente foram escritos depois dos escritos de Paulo. Pedro faz comentário positivo às cartas de Paulo (2Pe 3.15,16 Tenham em mente que a paciência de nosso Senhor significa salvação, como também o nosso amado irmão Paulo lhes escreveu, com a sabedoria que Deus lhe deu. Ele escreve da mesma forma em todas as suas cartas, falando nelas destes assuntos. Suas cartas contêm algumas coisas difíceis de entender, as quais os ignorantes e instáveis torcem, como também o fazem com as demais Escrituras, para a própria destruição deles.); Tiago explica o lado prático que se deve acompanhar a justificação, pois não existe fé sem atitudes, e qualquer leitor das cartas paulinas entende perfeitamente que se trata de uma alusão indireta à doutrina da justificação em Paulo, quando escreveu a Carta aos Romanos.

3.2. Sua influência na igreja primitiva
A influência do corpus paulinum atravessava os tempos e muitos sentiam falta de novas circulares de Paulo, vendo a sua influência diminuir. Com isso certo obreiro da Ásia resolveu escrever um livro apócrifo em sua homenagem por volta de 160 d.C., um escrito lendário (Atos de Paulo e Tecla). Não se sabe o nome desse presbítero, mas sabe-se que ele foi chamado para dar explicações do seu escrito e, sendo repreendido, perdeu seu cargo a seguir por causa desse escrito. O tempo foi passando e comentários e citações do corpus paulinum foram sendo feitos pelos líderes e pais da igreja. O tempo continuou passando, e grandes homens interpretaram e fundamentaram a sua teologia a partir das Cartas de Paulo, gigantes como Agostinho de Hipona, Tomás de Aquino, Lutero e Calvino entre tantos outros se apoiaram nos ombros gigantes do Apóstolo dos Gentios. O que aprendemos com isso? Era que os elementos trabalhados ou produzidos por nós devem ser agradáveis a Deus e inspirar os homens, mesmo depois de nossa morte.

3.3. Sua influência hoje
A obra de um autor é posta à prova não só em vida, mas principalmente depois da sua morte. Por vezes, escritores vigorosos fazem sucesso em sua geração, mas com o passar do tempo ficam esquecidos. Há uma regra entre os estudiosos das Escrituras que diz que tudo aquilo que é de Deus tende a aumentar a sua influência, mesmo com a sua morte e o passar do tempo. Muitos dos não cristãos, é claro, tem mais ódio de Paulo de Tarso do que o próprio Senhor Jesus. Por ter sido ele o grande propagador do cristianismo. Outro teste de fogo são os livros produzidos em torno da biografia e pensamento daquela pessoa importante. No tocante a Paulo, anualmente, publicam-se diversos tipos de materiais citando seu nome, suas obras e pensamentos.
O que temos produzido para o evangelho tem sido feito em Deus? E o que é fazer algo para Deus e em Deus? Como apontamos acima, sobre a obra paulina, podemos observar algumas coisas, podemos cruzar os braços e nada produzir para Deus e seu reino, ou podemos nos lançar a trabalhar para Deus. mas sem efeito no reino dele, pois não conta com a sua aprovação e participação. Isso consiste não apenas em realizar coisas boas, mas realizar em obediência escriturística, em oração, sob o sangue de Jesus e no poder do Espírito Santo. Muita coisa pode ser feita para Deus, dependendo como se realiza poderá ser aceito por Ele ou não.

Conclusão
Ainda que possamos lamentar que nenhuma carta que Paulo recebeu chegou até nós, e muitas delas se perderam com o passar dos anos, perseguição, desgaste, etc. Cremos que o que temos é exatamente aquilo que precisávamos. Deus preservou exatamente naquilo que é útil para gerar e consolidar a fé salvadora no coração humano.

QUESTIONÁRIO

1. Dos 27 escritos do Novo Testamento quantos são de Paulo?
R. 13 cartas.
2.  As cartas particulares eram endereçadas a igrejas que precisavam de quê?
R. Fortalecimento e orientação específicos.
3.  Que tipo de assunto Paulo escreveu?
R. Assunto de interesse deles e permanente, a salvação.
4.  A troca de cartas de Paulo para a sua leitura tinha em mente o quê?
R. Desenvolver unia tradição cristã.
5. A obra de um autor é posta à prova quando?
R. Não só em vida, mas principalmente depois de sua morte sobrevive.

REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Editora Betel 4º Trimestre de 2012, ano 22 nº 85 – Jovens e Adultos – Apóstolo Paulo.
Comentário Bíblico Expositivo – Warrem W. Wiersbe
O Novo Testamento Interpretado Versículo Por Versículo - Russell Norman Champlin
Comentário Esperança - Novo Testamento 
Comentário Bíblico Matthew Henry - Novo Testamento
Comentário Bíblico - F. B. Meyer
Bíblia – THOMPSON (Digital)
Bíblia de Estudo Pentecostal – BEP (Digital)
Dicionário Teológico – Edição revista e ampliada e um Suplemento Biográfico dos Grandes Teólogos e Pensadores – CPAD - Claudionor Corrêa de Andrade

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Feed

 

Online

Play