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31 As exclamações de louvor e salvação de Jesus, Mt 11.25-30


As exclamações de louvor e salvação de Jesus, Mt 11.25-30

25-30 Por aquele tempo, exclamou Jesus: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.
Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.
Em relação à tradução
As palavras no v. 27b: “Ninguém reconhece o Filho senão o Pai…”, são chamadas de “palavra
joanina” nos evangelistas sinóticos, cf. Jo 10.15,17,25.
Em lugar do que Mt diz no v. 25: Naquele tempo Jesus respondeu…, Lucas diz em 10.21:
“Naquele tempo exultou Jesus […] e disse: Eu te louvo…” Enfaticamente Lucas fala da  alegria de
Jesus. A palavra de Jesus: “Eu te louvo, ó Pai…” está situada no tempo:  naquele tempo. Não
queremos passar por cima dessa cronologia.
De que tempo está se falando?
A partir do v. 20, Jesus começou a criticar as cidades. Seguem-se os “lamentos dos ais”. Ele
anunciou a palavra de condenação sobre Cafarnaum (v. 23). Seus atos milagrosos em Corazim,
Betsaida e Cafarnaum haviam acontecido em vão. Em vão? Não. Os milagres haviam acontecido
para juízo. Nesse tempo, portanto – Jesus enaltece o Pai! Diante da noite do juízo há sem dúvida algo que traz alegria, a saber, existe o reluzente e claro dia da aceitação da salvação! Assim os v. 25-30 se destacam do fundo escuro do juízo dos v. 20-24.
Em Lucas a posição cronológica dessa hora é outra (cf. Lc 10.21ss).
Portanto, após os ais e o anúncio do juízo por Jesus nos v. 20-24 segue-se agora uma oração de
ação de graças. A partir do contexto e do fato de que esta oração foi t ransmitida neste ponto, temos
de concluir que ela não é uma oração proferida no isolamento, mas que foi orada perante a  multidão
reunida.
A expressão: Respondeu Jesus… não indica que essa oração fosse uma resposta a uma objeção
qualquer ou à pergunta de um discípulo ou espectador. Ela nos leva para dentro da íntima relação
entre Pai e Filho.
Tudo o que Jesus faz, diz, ensina, ora e “responde” é, por assim dizer, uma ressonância ao que ele
ouve do alto, do Pai, é resposta ao Pai. Como deve ter sido estreita essa ligação, que entrava nos
menores detalhes! E que exemplo isso representa para nós quanto à nossa posição de cristãos!
O conteúdo da oração é um louvor a Deus. Cristo trata Deus primeiramente como Pai. Para nós
hoje a palavra “Pai”, dirigida a Deus, é muito usual e por isso  – infelizmente – muitas vezes não
expressa mais nada de especial. Contudo, neste texto temos de nos conscientizar de que Jesus profere essa palavra “Pai” diante de judeus. Mais precisamente, diante de judeus que sequer se arriscam a proferir o nome de Deus por medo de cometerem pecado. Sobre eles deve ter feito grande impacto que um ser humano na frente deles não apenas usava livremente o nome de Deus,  mas também o trata de “Pai”. Contudo, quem teria mais direito de usar a palavra “Pai” se não o próprio Filho de Deus? Ele, o unigênito!
Em segundo lugar, Jesus designa Deus como Senhor do céu e da terra. Certamente Jesus o faz
porque o motivo de seu louvor é a ação desse Senhor do céu e da terra.
O motivo de seu louvor é a sabedoria de Deus que, para alcançar os seus alvos, envereda por
caminhos muitas vezes incompreensíveis para nós seres humanos.
Deus ocultou esse agir aos sábios (que são os escribas profissionais) e inteligentes deste mundo e
o revelou aos menores. Por meio disso se faz primeiramente a constatação de que há  dois grupos de
pessoas: os sábios, respectivamente os entendidos e os menores.
Para designar o segundo grupo é usado o termo népios = menor de idade. Refere-se na verdade a
“crianças que ainda não alcançaram a maioridade ou que intelectualmente ainda não estão à altura de uma pessoa adulta”.
A situação não é que Deus injustamente daria preferência a um desses dois grupos. Pelo contrário.
Revelando sua verdade aos menores e ocultando-a aos sábios e entendidos, Deus restitui-lhes um
relacionamento correto e de certa maneira anula qualquer privilégio. Pois não está nas mãos dos
pequenos tornarem-se sábios e alcançarem aquela capacidade de discernimento que os  sábios têm.
Contudo, os entendidos e sábios têm o poder de quererem tornar-se como os menores, isto é, largar
todos os preconceitos, todas as presunções intelectuais e reconhecer sua total insuficiência perante
Deus.
É preciso chamar atenção para a falta dos artigos antes de “sábios” e “entendidos”. O sentido é
“sábios”, não “os sábios”. Nessa forma a exclusão não é absoluta. Porque entre eles não podem ser
contados aqueles sábios que, aos seus próprios olhos, tornam-se ignorantes e pobres, passando assim
para a categoria dos pequenos. Do mesmo modo pode haver, inversamente,  ignorantes que são
presunçosos e se consideram como muito sábios, de maneira que Deus não lhes pode revelar nada.
Por esse motivo o artigo também falta antes de népiois (= ignorantes).
No v. 25 ainda não foi respondida uma questão. O que Jesus quer dizer com a palavrinha isso?
A maioria dos exegetas considera o “isso” como a mensagem do reino dos céus, ou seja, o todo da
mensagem de Jesus (cf. Zahn, NTD e outros).
Com acerto, justamente o NTD aponta para o fato de que então, na verdade, deveria ter sido
inserida antes uma correspondente coletânea de ditos e discursos. Mas esse não é o caso. O exegeta
Schniewind desenvolve ainda que Jesus agradece a Deus pelo “insucesso”. Ele sabe que no insucesso junto ao povo de Israel está contida a salvação  do mundo inteiro. No insucesso israelita ele vê o plano do Pai, cujo objetivo é alcançar não apenas o povo judeu, mas sim a humanidade toda.
O versículo: Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado ressalta que ocultar diante dos sábios e
entendidos não foi um acaso nem sequer um acontecimento secundário, mas corresponde ao agrado
de Deus. É sua deliberação que está por trás do acontecimento. É sabedoria de Deus, como é dito
literalmente em 1Co 1.21, que o mundo não reconheceu a Deus por meio da sua sabedoria.
O sim, Pai afirmado por Jesus não é somente uma simples concordância, mas é expressão e
confirmação de um posicionamento, que Jesus assumiu durante toda a sua vida na terra.
“Sim, Pai”: assim o Senhor posicionou-se diante de tudo que vinha do Pai, fosse alegria ou
sofrimento, sucesso ou insucesso. É a submissão integral à vontade de Deus que aqui se expressa e
que capacitava Jesus de forma tão cabal para sua obra redentora. É uma atitude que está
diametralmente oposta à atitude da humanidade caída, que cultua o ídolo do Eu. Jesus diz “sim, Pai”, retornando desse modo ao ponto em que os caminhos de Deus e da humanidade se separaram porque as pessoas não queriam mais dizer “sim, Senhor e Deus”. Partindo desse ponto Jesus segue o
caminho que os primeiros seres humanos deveriam ter trilhado, a saber, um “sim” integral ao Pai, na
confiança absoluta. Com esse “sim, Pai” durante sua vida inteira, Jesus abre caminho para aqueles
tantos que seguirão em suas pegadas pelos milênios, tendo nos lábios a oração aprendida de seu
Mestre: “Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu”.
O jubiloso derramar do coração nos v. 25 e 26 dá lugar a uma contemplação mais calma. Depois
que a adoração, por assim dizer, transportou o Senhor até o coração do Pai, o Filho agora se recosta
de forma mais estreita e firme no Pai. Perpassa sua alma o prazer da eterna unidade divina.
Jesus diz: O meu Pai me deu todas as coisas. Ninguém sabe o que é o Filho a não ser o Pai; e
ninguém sabe quem é o Pai, a não ser o Filho e também aquele a quem o Filho o quiser revelar.
Jesus se apresenta como o Filho autorizado do Pai. Tudo lhe foi entregue. Nesse “tudo” temos de
incluir inicialmente toda a autoridade de Jesus: seu poder de perdoar pecados (Mt 9.6), a autoridade
sobre a natureza (Mt 14.22), o poder sobre as enfermidades (Mt 9.27ss), sua autoridade de falar (Mt
7.29) e seu poder sobre a morte (Jo 11.43).
Isso “tudo” lhe foi entregue pelo Pai. À luz das cartas de Paulo, porém, podemos entender esse
“tudo” de uma maneira ainda muito mais abrangente. O NT afirma que realmente o universo lhe está
sujeito, pois lhe foi entregue pelo Pai. Ele é o Senhor do universo. Contudo, ele se  tornou esse
Senhor após sua ascensão!
Neste “tudo” do v. 27, no entanto, temos de observar mais um aspecto. Trata-se nesses versículos
de revelação, “oculta a sábios e entendidos e manifesta a pequenos”. Toda revelação passa por ele,  o Filho. Além dele não há  mais fonte de revelação. Quem busca seu conhecimento em outro lugar pode estar certo de que será vítima de espíritos e demônios enganadores.
Na segunda parte do versículo, essa idéia é formulada com toda a clareza. Ninguém reconhece o
Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o filho o quiser revelar. Não existe outro caminho a Deus
que o caminho através do Filho.
O próprio Filho, no entanto, é um  mistério que ninguém conhece, a não ser o Pai. Por isso é que
esse mistério precisa ser revelado.
Nisso descobrimos que reconhecer a Cristo não depende de nós seres humanos, mas que é
inteiramente um presente do Pai. Sim, esse conhecimento dado pelo Filho  está hoje em primeiro
lugar, antes de tudo o mais. Primeiro  vem o conhecimento concedido, somente depois pode vir o
restante, como o conhecimento de Deus, de sua obra e sua vontade.
Porém devemos ter cuidado para não separar as duas coisas, o conhecimento  do Pai e do Filho.
Ambos estão interligados, formam uma unidade.
O artigo antes de “Pai” e “Filho” confere à relação entre ambos um caráter único, essencial e
absoluto e nos proíbe de colocar essas palavras “Pai e Filho” na mesma categoria em que situamos
relacionamentos análogos, p. ex., entre Deus e as pessoas, ou os israelitas piedosos ou os reis
teocráticos.
Assim como a natureza do Filho não é nada misteriosa para o olhar do Pai, a natureza do Pai não é
nada oculta ou insondável para o olhar do Filho. De fato, a singular comunhão de vida aqui descrita
somente pode acontecer sob a condição da mais perfeita união das naturezas. A  distinção das
posições descrita pelas expressões “Pai” e “Filho” dissolve-se numa perfeita unidade de pensar e
querer.
É esse o mais profundo motivo pelo qual o Pai entregou tudo ao Filho. No mesmo sentido
esclarece o precursor João acerca de Jesus: “O Pai ama o Filho e lhe entregou tudo em suas mãos”
(Jo 3.35). “Amar” e “conhecer” são apenas dois lados de uma mesma atividade mental. Se Deus
entrega tudo ao filho, é porque o reconhece e ama como o Filho. A relação do Pai para com o Filho
fundamenta o relacionamento do Filho para com o Pai.  – Todas essas palavras testemunham que a
existência e natureza do Filho são e permanecem sendo um mistério e não podem ser penetradas pela especulação da razão.
Depois dessas palavras tão importantes de Jesus sobre si no v. 27, não podemos constatar
nenhuma diferença entre o Jesus dos sinóticos e o do evangelista João. É possível ver que, conforme
Mateus, Marcos, Lucas e João, o Filho pertence essencialmente ao Pai, assim como o Pai pertence ao Filho. Por isso o ser e agir de um estão abrangidos na eternidade do outro.
Por maiores que fossem as concepções dos discípulos acerca da pessoa e obra de Jesus, eles ainda
estavam longe de considerar o aparecimento de Jesus em todo o seu significado. Jesus tenta abrir-lhes os olhos a esse respeito. Mas fala com eles à meia voz, pois lhes está confiando um mistério. Ele próprio é a revelação perfeita do Pai, pela qual ansiaram os melhores do AT (cf. Godet).
Por esta última palavra o trecho ganha um encerramento glorioso. Essa hora de alegria singular de
Jesus termina com um precioso chamado do Salvador:  Venham a mim todos vocês que estão
cansados e sobrecarregados… (v. 28-30).

28 Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.
Este Filho equipado com todos os poderes, a quem tudo foi entregue, convoca agora para o  vir. E
tudo isto à vista de todas aquelas pessoas e cidades que desprezam a graça que lhes foi presenteada e
rejeitam Jesus.
Ele não se deixa desanimar nem desviar de sua tarefa por insucessos. Diante de toda inimizade e
rejeição, ele se expõe e exclama:  Venham todos, eu lhes quero dar descanso!
Duas características daqueles que são convidados a vir são mencionadas: eles precisam estar
cansados e sobrecarregados. O verbo kopiáo descreve um cansaço que se instala após pesado
trabalho corporal, enquanto portizo expressa o estar sob pesada carga de responsabilidade.
Também aos que interiormente estão cansados e sobrecarregados será concedido o descanso do
Cristo. Não terão mais de suportar exigências legais opressoras e impossíveis de serem cumpridas.
Serão libertados do penoso trabalho de observar os preceitos. Todos eles podem vir e ter a certeza de
que encontrarão o descanso em Jesus.
Ninguém precisa ter medo algum de que suas forças e capacidades serão insuficientes para
conquistar esse descanso. Ele nem precisa ser conquistado, nós pessoas não precisamos contribuir
nada para ele. Esse descanso é dádiva. É presente daquele que com autoridade divina afirma:  Eu o
darei a vocês. Não é uma obra humana, mas um ato de Deus que o ser humano recebe como
presente.

29 Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e
vocês achareis descanso para a vossa alma.
A exigência de tomar o jugo de modo algum pode ser comparada com as exigências que a lei
determina para as pessoas. Esse imperativo decorre plenamente do indicativo do versículo anterior. O
Senhor Jesus não exige sem antes ter presenteado. E seu presente é tal que a pessoa pode cumprir a
exigência subseqüente a partir da força do que lhe foi doado. E mesmo na exigência está contida
promessa e força.
Inicialmente é usada a imagem do “jugo”, carregado pelos animais de tração, para arrastarem sua
carga. Nessa figura podemos reconhecer uma série de verdades.
A primeira coisa que pode ser dita do jugo é que ele existe para o trabalho. Disso se depreende
desde já uma importante instrução para o discípulo de Jesus. O discípulo não existe para um fim em
si próprio. O Senhor Jesus não lhe concedeu o descanso para que depois passe pela vida bem quieto e
calmo, esperando até que o Senhor o recolha para alegrias eternas. Não, o cristão carrega uma
“canga”, que existe para trabalhar. O cristão é quem deve levar adiante a alegre notícia do amor de
Deus com sua palavra e sua vida. Foi para isso que foi redimido. Foi retirado da grande multidão de
pessoas para servir ao seu Senhor, para trabalhar para ele.
No entanto, o jugo nos ensina algo mais. Um “jugo” também “alivia” consideravelmente o
trabalho. Como aconteceria aos animais se tivessem de puxar uma carroça pesada sem terem uma
canga? As correias lhes abririam as mais dolorosas feridas na carne. Sim, sequer teriam condições de
arrastar sua carga. Exatamente o mesmo acontece com o jugo que Jesus impõe aos seus seguidores.
Ele facilita o trabalho, sim, ele os capacita a realizá-lo.
Além disso, o jugo proporciona ao que o carrega um direcionamento seguro para o alvo. Quantos
saltos para o lado um animal não daria e em quantos desvios não entraria, se não fosse dirigido
sempre de novo pelo jugo e por aquele que dirige o jugo para o rumo  certo.
Também o cristão deve ficar alegre quando recebe sempre de novo a correção através do “jugo”.
Talvez possamos ainda lembrar o jugo duplo. Muitas vezes são dois animais que trabalham sob a
mesma canga. Um ajuda o outro a puxar e trabalhar. É o que também acontece com o cristão sob o
seu jugo duplo. O segundo que está do lado dele e o ajuda a carregar e tracionar é o próprio Senhor
Jesus Cristo.
Em segundo lugar, Jesus convida a aprender dele, isto é, tornar-se seu seguidor. Ele é manso e
humilde de coração. Ambas as qualidades precisam ser encontradas também na vida de seus
discípulos, tanto a mansidão, que é igual para com cada pessoa, seja ela pobre ou rica, amiga ou
inimiga, como também a humildade. Exatamente isso foi o que acompanhou o Senhor Jesus como
uma clara luz brilhante durante todos os seus dias. Essa humildade dele não foi uma máscara
exterior, um gesto adquirido de cortesia, não, ela brotava de seu coração, do mais íntimo de seu ser.
Não uma coação externa o impelia para essa atitude, e sim a necessidade mais interior.
Em outras palavras: A mansidão é a característica exterior de uma ação, enquanto “ser humilde de
coração” refere-se mais à disposição interior que está por trás de toda ação.
Quando o discípulo é obediente a esse imperativo, isso por sua vez lhe trará novo “descanso”. Na
verdade, às vezes o descanso não é imediatamente visível de fora, pois também o discípulo está
plenamente inserido em seu tempo, no mundo com toda a sua pressa e atividade, e nem sempre pode
afastar-se dele. Porém o discípulo sempre de novo pode receber de presente o descanso da alma, uma segurança e firmeza interior diante de todo o exterior. Esse “descanso interior” brota da proximidade daquele que anda junto, debaixo do jugo, e que é o “Senhor do universo”.

30 Porque o meu jugo é suave (útil, agradável), e o meu fardo é leve.
Nesse v. 30 o Senhor Jesus retorna mais uma vez à figura do jugo. Ao falar do jugo “útil”, ele
aborda mais uma vez a idéia que já expusemos no versículo anterior. O jugo não é um objeto
supérfluo, nem algo que atrapalha, mas que é muito útil. Útil para a própria pesso a que o carrega,
pois lhe concede apoio, ajuda, alvo e sentido para a vida. Mas é útil também para a  causa do Senhor
Jesus Cristo, que constrói seu reino com essas “pessoas de canga”.
Novamente constatamos que tudo o que o discípulo tem, tudo o que ele realiza para o seu Mestre,
é presente do alto. Toda a existência do discípulo é abrangida por uma palavra, que é  graça.
A carga leve evidencia mais uma vez o contraste com o antigo, com a lei. Lá não havia fardos
leves. Lá havia somente árduo dever e peso insuportável.
À beira do caminho da lei jaziam os que tinham quebrado, a saber, os que sincera e
verdadeiramente tinham levado a lei a sério e haviam desesperado dela. Em comparação com essas
cargas o fardo de Jesus é leve.
Fonte: Mateus - Comentário Esperança

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