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35 A exigência de sinais pelos fariseus, Mt 12.38-42


A exigência de sinais pelos fariseus, Mt 12.38-42
(Lc 11.29-32)

Então, alguns escribas e fariseus replicaram: Mestre, queremos ver de tua parte algum sinal. Ele, porém, respondeu: Uma geração má e adúltera pede um sinal; mas nenhum sinal lhe será dado, senão o do profeta Jonas. Porque assim como esteve Jonas três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no coração da terra. Ninivitas se levantarão, no Juízo, com esta geração e a condenarão; porque se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis aqui está quem é maior do que Jonas. A rainha do Sul se levantará, no Juízo, com esta geração e a condenará; porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. E eis aqui está quem é maior do que Salomão.
Pede-se de Jesus um sinal do céu. Parece que, depois das terríveis e sérias palavras precedentes do
Senhor, os fariseus e escribas de fato estavam assustados. Parece que queriam dizer com essa
exigência: Dá-nos um sinal do céu, para que finalmente possamos ter absoluta certeza de que
verdadeiramente vens de Deus!
Jesus replica: “Um sinal assim de fato acontecerá. Mas não será um mero milagre para ser
admirado, como esse que eu deveria realizar neste momento segundo o desejo de vocês.” Será um ato divino, que constituirá um elemento fundamental da obra redentora que Jesus tem de realizar na terra (Rm 4.25). Jesus tem em mente a sua ressurreição. Ele explica esse sentido da sua ressurreição a partir de Jo 2.19. O sentido, portanto é este: “Assim como Jonas, arrancado da morte, pregou aos
ninivitas, assim também o Filho do Homem anunciará ao mundo inteiro a salvação, como
Ressuscitado.” A morte e ressurreição de Jesus tornar-se-ão um sinal, que uma parte negará e outra
parte aceitará com fé.
Na verdade, se o povo de Israel fosse assim como deveria, não esperaria por um sinal
extraordinário para crer em Jesus. A simples presença dele lhe bastaria. Esse novo pensamento é
desenvolvido no trecho seguinte. Salomão não realizou nenhum prodígio celestial perante a rainha
do Sul. Jonas não realizou um único milagre em Nínive. Não obstante, ambos obtiveram aceitação.
A sabedoria de Salomão e a pregração de Jonas foram suficientes para conquistar a audiência dos
gentios e movê-los ao arrependimento.
À “história de Jonas” segue o exemplo da rainha da Arábia meridional, que veio de um lugar
longínquo para Jerusalém, atraída pela sabedoria de Salomão (1Rs 10.1 -13). Por ter demonstrado seu anseio pelo conhecimento de Deus em Israel baseado na sua revelação, essa gentia decretará de fato uma sentença de condenação sobre o povo judeu quando, no juízo final (ao lado dos contemporâneos judeus de Jesus), tiver de se justificar diante de Deus. Esse Israel não deu ouvidos a Jesus, e passou por ele com indiferença e desentendimento, ele que é mais que Salomão (porque a sabedoria revelada nele está acima da de Salomão).
Os ninivitas, que também são gentios, arrependeram-se por causa da pregação de Jonas. Esse
mortos se levantarão como testemunhas de acusação contra os judeus no juízo. Com que
dramaticidade essas palavras de Jesus expressam tudo! Os dois exemplos se complementam: na
rainha de Sabá há o amor pela verdade, nos ninivitas o arrependimento pela maldade praticada e o
temor perante o juízo.
De onde vem essa falta de entendimento que o povo judeu está evidenciando, e que o impede de
reconhecer na vinda de Jesus uma revelação divina?
Será que ainda não foi suficientemente esclarecido quem ele é? Os milagres ímpares das curas de
enfermos e dos ressurreições não são sinais e evidências suficientes? Acaso Jesus não falou como
“ninguém jamais falou antes dele” (Jo 7.46)? Não lemos em Mt 7.28s: “Quando Jesus terminou de
falar, a multidão ficou impressionada, pois ele ensinava como alguém que tem auto ridade divina (i. é, que tem chamado e incumbência de Deus)”? Acaso o povo israelita é desprovido de entendimento
natural? Não, a causa é outra. Ela reside na condição interior do povo. Eles  não querem. Cada vez
mais caem no estado de obstinação! O motivo disso já foi dito na explicação do v. 30
Fonte: Mateus - Comentário Esperança

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