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A oração de Jesus a favor de seus discípulos - Lição 13 – 23 de Setembro de 2012


LIÇÃO 13 – 23 de Setembro de 2012

A oração de Jesus a favor de seus discípulos


TEXTO AUREO

“Jesus falou essas coisas e, levantando os olhos ao céu, disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que também o teu Filho te glorifique a ti,”. Jo 17.1

VERDADE APLICADA

Os ensinos de Jesus na chamada oração sacerdotal podem dar-nos novo fervor e nova vida todas as manhãs.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Jo 17.13 - Mas, agora, vou para ti e digo isto no mundo, para que tenham a minha alegria completa em si mesmos.
Jo 17.14 - Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo.
Jo 17.15 - Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.
Jo 17.16 - Não são do mundo, como eu do mundo não sou.
Jo 17.17 - Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.
Jo 17.18 - Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.
Jo 17.19 - E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade.
Jo 17.20 - Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim;

Introdução
A lição de hoje, comumente chamada de oração sacerdotal, título que, segundo alguns estudiosos da história da Igreja, dizem ter sido dito pelo teólogo luterano David Chytraeus (1530-1600), foi um dos muitos discursos preditos por Jesus com a preocupação fundamental de manter os discípulos unidos na verdade que é Cristo. Mas também instruí-los a uma vida santificada produzida pela Sua Palavra e prioritariamente orientada pelo amor de Deus.

1. O discurso de despedida
As palavras de despedida de Jesus são seguidas de uma oração. Ele está pronto a encarar o gólgota, mas para isso, precisa falar com o Pai em oração, descriminando os três aspectos básicos do relacionamento que se constituiu a partir de seu ministério, entre Ele e o Pai, Ele e os seus discípulos, e os seus discípulos e os futuros novos discípulos.

1.1. Um relacionamento entre Ele e o Pai (Jo 17.1-5)
Após erguer os olhos em oração, Jesus disse que chegara a sua “hora”, o ponto central do plano redentor de Deus. Era o momento de manifestar o esplendor de sua autoridade, de conceder vida eterna a todos os eleitos (Jo 6.44; 1.11-12). Jesus havia construído uma bela história pública com o Pai entre os seus familiares, amigos, religiosos e discípulos. Em todas as suas atividades, a sua relação com o Pai sempre foi marcante, desde o início de sua presença entre os homens. Uma relação de testemunho do Pai (Mt 3. 13-17); de confirmação das Escrituras (Mt 12.17-21); de companhia do Pai (Mt 15.5); e de unidade com o Pai (Jo 17.21).
Jesus começou orando por si mesmo, mas, ao fazê-lo, também orava por nós. “Uma oração por si mesmo não é, necessariamente, uma oração egoísta”, escreveu R. A. Torrey, e um estudo das orações da Bíblia mostra que isso é verdade. A prioridade de Jesus era a glória de Deus, e essa glória seria concretizada em sua obra consumada na cruz. O servo de Deus tem o direito de lhe pedir a ajuda de que necessita para glorificar seu nome. “Santificado seja o teu nome” é o primeiro pedido da oração do Pai Nosso (Mt 6.9) e a primeira tônica dessa oração.
As palavras “Pai, é chegada a hora” lembram as muitas vezes que o Evangelho de João menciona “a hora”, começando por João 2.4. Enquanto estava aqui na Terra, Jesus viveu de acordo com um “cronograma divino” e sabia que estava dentro da vontade do Pai. “Nas tuas mãos, estão os meus dias” (Sl 31.15).
Glória também é uma palavra importante na oração sacerdotal, aparecendo cinco vezes nestes versículos. Devemos fazer uma distinção cuidadosa entre as diversas “glórias” sobre as quais Jesus fala. Em João 17.5, se refere a sua glória pré-encarnada, quando estava junto do Pai, a glória que colocou de lado quando veio à Terra para nascer, servir, sofrer e morrer. Em João17.4, relata ao Pai sua vida e seu ministério na Terra e lhe dá glória, pois ele (Jesus) concluiu a tarefa da qual o Pai o havia incumbido. Em João 17.1 e 5, Jesus pede que sua glória pré-encarnada lhe seja restituída, de modo que o Filho glorifique o Pai ao voltar para o céu.

1.2. O relacionamento com os discípulos (Jo 17.6-19)
Jesus ensinou que o relacionamento é uma das bases do discipulado. Sem comunhão o discípulo não pode ter conexão nem com Deus, nem com os homens. Na Sua trajetória ministerial, os seus seguidores sempre estiveram com Ele nas festas (Jo 2.1-12); nas curas (Mt 8.5-17); nos seus milagres (Mt 8.23-27); alimentando-se (Mt 9.10-13); em suas longas caminhadas (Mt 9.35-38); nas suas profecias (Lc 10.13-15; Mt 11.20-24); em seus debates teológicos (Mt 12.1-8); e em tantos outros episódios. O estilo de discipulado de Jesus é visceral e revolucionário, porque Ele não se distanciou de seus discípulos, a não ser para os momentos de oração e reflexão de sua jornada (Mt 12.15; 14. 22-23).
Cristo deu aos seus a vida eterna (Jo 17.2), mas também lhes deu a revelação do nome do Pai (Jo 17.6). No Antigo Testamento hebraico, Deus é chamado de “Jeová”, o grande EU SOU (Êx 3.11-14). Jesus tomou o nome sagrado, “EU SOU”, e o transformou em uma designação expressiva para seus discípulos: “Eu sou o pão da vida” (Jo 6.35); “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8.12); “Eu sou o bom pastor” (Jo 10.11), etc. Em outras palavras, Jesus revelou o nome do Pai ao mostrar a seus discípulos que ele era tudo de que precisavam.
João 17.11-12. Dá ênfase a segurança do cristão, pois Deu os guarda. Nossa segurança depende de natureza de Deus, não de nosso próprio caráter ou conduta. Quando estava na Terra, Jesus guardou seus discípulos, que podiam depender dele. “Guardava-os no teu nome” (Jo 17.12). Se o salvador limitado num corpo humano, foi capaz de guarda-los, imagine agora glorificado no céu.


1.3. O relacionamento dos próprios discípulos (Jo 17.20-26)
Há pessoas que vivem em solidão, porque construíram pontes em torno de si, ao invés de pontes ligando-as a outras. Talvez com esse pensamento, Jesus preocupado com os discípulos, deixou registrado que eles tivessem um só coração, uma única mente, assim como Ele e o Pai eram. Se eles conseguissem construir uma comunidade assim, o mundo teria facilidade para crer que de fato o cristianismo é a verdade de Deus proclamada aos homens, sem contar que o homem sozinho é uma sílaba sem voz, uma sombra vazia, braço que não se move, harpa sem melodia, punhado de cinza inútil, que o próprio vento despreza.
Nesta passagem, Jesus volta nossa atenção para o futuro. Começa a orar por nós, que vivemos hoje, pela igreja ao longo de todas as eras. Já orou pela segurança, por santidade e, agora, enfatiza a unidade. Sua preocupação é que seu povo viva em harmonia espiritual, como o Pai e o Filho são um. Como cristão, podemos participar de diferentes denominações, mas pertencemos todos no Senhor e uns aos outros.
Em várias ocasiões, os discípulos mostraram egoísmo, competitividade e desunião e, com isso, devem ter entristecido profundamente o coração do Salvador. Fico imaginando como Jesus se sente quando vê o estado em que a Igreja se encontra hoje. Como escreveu o pregador puritano Thomas Brooks: “A discórdia e a divisão não condizem com cristão algum. Não causa espanto os lobos importunarem as ovelhas, mas uma ovelha afligir outra é contrário à natureza e abominável”.
Uma das coisas que mais impressionam o mundo é a maneira como os cristãos amam uns aos outros e vivem em harmonia. É esse o testemunho que Jesus deseja no mundo: “para que o mundo creia que tu me enviate” (Jo17.21). O mundo perdido não é capaz de ver Deus, mas pode ver os cristãos. Aquilo que o mundo enxerga em nós servirá de base para suas convicções acerca de Deus. Se enxergar amor e harmonia, crerá que Deus é amor.  Se enxergar o ódio e divisão, rejeitará a mensagem do evangelho.
O homem é solitário porque é singular, mas é convidado a comunhão (Mt 26.26-30). Essa foi a extraordinária ideia de Jesus ao orar pelos seus discípulos. As disputas têm o poder de nos isolar um dos outros. Não devemos esquecer que todos nós podemos ter um excelente relacionamento pessoal. Basta muitas vezes estabelecer limites. Respeitar a individualidade de cada um. para que possamos viver em mutual idade generosa. O único que deseja que a Igreja viva uma vida de intrigas é o diabo. Ele veio para matar, roubar e destruir, mas não podemos nos esquecer que Jesus veio para que tivéssemos vida e em abundância. (Jo 10.10).

2. Santifica-os na verdade a Tua Palavra é a verdade
Verdade e Palavra são títulos de Cristo conforme assevera o Dr. Russel Shedd. O próprio Jesus disse que Ele era o “caminho, a verdade e a vida” (Jo 14.6); João o descreveu como sendo a Palavra que estava no princípio com Deus e era o próprio Deus, e que depois encarnou e habitou entre os homens (Jo 1.1, 14). Santificar-se então nesse contexto seria os discípulos se relacionarem ao máximo com Jesus, para que pudessem ter uma vida protegida em um mundo hostil pronto a derrotá-los.
João 1.1, 14. Assim como nossas palavras revelam a outros o que se passa em nossa mente e coração, também Jesus Cristo é o “Verbo” de Deus, que nos revela sua mente e seu coração. “Quem me vê a mim vê o Pai” (Jo 14.9). Uma palavra é composta de letras, e Jesus Cristo é “Alfa e Ômega” (Ap 1.8), a primeira e a última letra do alfabeto grego. De acordo com Hebreus 1.1-3, Jesus Cristo é a última palavra de Deus para a humanidade, pois ele é o ápice da revelação divina.

2.1. A proteção espiritual que cada discípulo precisa
Já que os discípulos seriam enviados com a missão especial de proclamar libertação aos cativos e liberdade aos oprimidos em território hostil, eles iriam carecer de proteção espiritual. Os discípulos entrariam em colisão contra o reino das trevas, invadindo os seus domínios com a missão de derrotar o poder do usurpador. Satanás roubou indevidamente os espaços que não são seus, então os novos discípulos têm agora a missão de continuar o que Jesus começou a fazer, destruir as obras do diabo com a mensagem do Evangelho no poder do Espírito (lJo 3.8; At 1.8).
Destruir (1 Jo 3.8) não significa “aniquilar”. Sem dúvida Satanás continua operando no mundo hoje em dia. Aqui, destruir significa “tornar ineficaz, privar de poder”. Satanás ainda não foi aniquilado, mas seu poder foi reduzido, e suas armas foram desabilitadas. Ele ainda é um inimigo considerável, mas não é páreo para o poder de Deus.
Jesus compara este mundo a um palácio cheio de bens de grande valor. O palácio é guardado por um homem forte (“valente”, Lc 11.14-23). Esse homem é satanás, e seus “bens” são os homens e mulheres perdidos. A única maneira de libertar os “bens” é amarrar o homem forte, e foi exatamente isso o que Jesus fez na cruz. Quando veio a Terra, Jesus invadiu o “palácio” de Satanás. Quando morreu, rompeu o poder de Satanás e tomou seus bens. Cada vez que um pecador perdido é ganho para Cristo, mas um “espólio” é tomado de Satanás.
Atos 1.8. Apresenta um esboço geral do Livro de Atos, descrevendo geograficamente a propagação do evangelho: de Jerusalém (At 1.7) para Judeia e Samaria (At 8.9), depois para os gentios e até os confins da Terra (At 10 – 28). Não importa onde vivemos; como cristãos, devemos começar a testemunhar em casa e depois “por todo mundo”. Como Oswald J. Smith costumava dizer: “A luz cujo resplendor chega mais longe brilhará com mais intensidade no próprio lar”.

2.2. A necessidade de santificação
Em termos positivos, os discípulos precisavam ser santificados. Tinham que ser consagrados para executarem a tarefa a que foram confiados. Os discípulos foram chamados a viver uma vida de santidade, de inocência, de pureza e de continuada consagração ao Senhor. A santidade de Deus na vida dos discípulos se manifestariam em ódio contra o pecado, em se deleitar na retidão, e na separação entre eles e os que vivem no pecado.

2.3. A doutrina da santificação na história bíblica
A santificação é a obra contínua de Deus na vida do crente tornando-o realmente santo (Millard J. Erickson). É a transformação de uma natureza decaída, que passa a portar uma verdadeira semelhança com o Deus trino. Um processo pelo qual cada pessoa é moldada de acordo com a ação poderosa do Espírito Santo de Deus no ser humano. Os teólogos dizem que a palavra santificação possui dois sentidos básicos, ligados a dois conceitos básicos de santidade. O primeiro diz respeito a certos objetos, pessoas e lugares. Tem um sentido de pertencimento (IPe 2.9). O segundo seria a qualidade moral ou valor espiritual, tendo como estilo de vida a pureza e a bondade (Cl 1.22; 3.12).
1 Pedro 2.9. A descrição da Igreja neste versículo paralela à descrição que Deus faz a Israel em Êxodo 19.5, e em Deuteronômio 7.6. Ao contrário do povo desobediente e rebelde de Israel, o povo de Deus hoje é sua nação santa e escolhida. Isso não significa que Deus colocou Israel de lado, pois ele cumprirá suas promessas e alianças e estabelecerá seu reino. No entanto, significa que a Igreja de hoje é, para Deus e para o mundo, o que Israel deveria ter sido.
Colossenses 1.22. Paulo enfatiza o corpo físico de Jesus Cristo pregado na cruz. Os falsos mestres negavam a Encarnação e ensinavam que Jesus Cristo não havia possuído um corpo humano de verdade. Uma vez que sua filosofia afirmava que toda matéria era má, eram obrigados a chegar a essa conclusão equivocada. No entanto, o Novo Testamento deixa claro que Jesus teve um corpo humano completo e que levou nossos pecados sobre esse corpo na cruz (1 Pd 2.24).
O termo “santo” indica algo “separado, consagrado a Deus”. No Novo Testamento, não eram pessoas  falecidas que, em vida, haviam realizado milagres e nunca havia pecado. Os santos no Novo Testamento eram pessoas vivas, que criam em Jesus Cristo.
O termo grego traduzido por “inculpável” significa “sem defeito”. Essa palavra era usada para sacrifícios oferecidos no templo, que não deveria ter qualquer defeito.
Irrepreensível significa “livre de acusações”. Uma vez que fomos reconciliados com Deus, não podemos mais ser acusados de coisa alguma (Rm 8.31-34).
A santificação tem um começo definido na regeneração (Tt 3.5). Urna vez nascidos de novo não podemos continuar pecando como um hábito ou como um padrão de vida (lJo 3.9), porque o poder da nova vida espiritual em nós impede de render-nos a urna vicia de pecados. A santificação aumenta por toda a vida. Embora Paulo diga que seus leitores foram libertados do pecado (Rm 6.18) e que estão “mortos para o pecado, mas vivo para Deus” (Rm 6.11), ele todavia reconhece que o pecado permanece na vida deles; por essa razão, aconselha-os a não deixá-lo reinar e a nem. se renderem a ele (Rm 6.12-13). (Wayne Grudem)

3. Os futuros discípulos
“Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela Sua Palavra, hão de crer em mim” (Jo 17.20). Os discípulos de Jesus foram o núcleo daquela nova comunidade que apontava para um novo tempo, que mais tarde seria conhecida como a Igreja do Senhor Jesus no mundo. Um grupo de pessoas que deveriam manter a unidade no amor e na verdade. Só assim, haveria a possibilidade de serem gerados novos discípulos para o crescimento quantitativo e qualitativo do Reino de Deus.

3.1. O amor como força da unidade
O apóstolo Paulo disse: “Mesmo se eu tivesse eloquência humana, e não tivesse amor, não passaria do rangido de uma porta enferrujada. Mesmo que eu pregasse com poder, revelando todos os mistérios, ou se tivesse fé que “transportasse montes” e não tivesse amor, nada poderia ser” (ICo 13.1-3). O amor é a força da unidade da Igreja. As vezes, pensamos que, através de uma liderança rígida e enérgica, conseguiremos manter o povo unido. Engana-se quem assim pensa. Nós obedecemos na proporção que amamos. O amor “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (ICo 13.7). Quem obedece sem amor um dia trairá a confiança, e quebrará a unidade.
I Coríntios 13.1-3. Paulo cita cinco dons: língua, profecia, ciência, fé e doação (sacrifício). Ressalta que, sem amor, o exercício desses dons não passa de barulho. É o amor que enriquece e lhe dá valor. O ministério sem amor deprecia tanto o ministro quanto os que são alcançados por eles; mas o ministério com amor enriquece a igreja toda. “Seguindo a verdade em amor” (Ef. 4.15).

3.2. O amor como o maior instrumento pedagógico
Em linhas gerais, pedagogia é o conjunto de métodos que asseguram a adaptação recíproca do conteúdo informativo aos indivíduos que se deseja formar. A palavra pedagogia tem origem, na Grécia antiga, paidós (criança) e agogé (condução). No Brasil, é uma graduação que por parte do MEC (Ministério da Educação e Cultura) é um curso que cuida dos assuntos relacionados a educação por excelência. Para o cristianismo, o amor é o método divino que assegura todo conteúdo de Jesus. O próprio Jesus disse que os discípulos só teriam credibilidade se tivessem em sua metodologia de ensino e pregação o amor (Jo 13.35).
João 13.35. Os crentes haveriam de serem reconhecidos como discípulos de Cristo por meio do amor demonstrado uns pelos outros, porquanto no exercício desse afeto, estariam imitando ao seu Senhor e Mestre, observando um mandato seu e expressando nisso a natureza mesma de sua pessoa. As últimas palavras de Carlyle Tyndale (um dos primeiros tradutores da Bíblia para o idioma inglês, e que mais tarde foi executado pelas autoridades eclesiásticas), foram: “Dá de ti mesmo principescamente”. Em outras palavras: Dá de ti mesmo de forma alta, intensa e exaltada. Nisso é que consiste o amor do novo mandamento, de nos darmos uns pelos outros.

3.3. O amor e o crescimento da Igreja
A Igreja tem crescido como nunca. Sua presença é marcante no mundo. Todos conhecem o cristianismo, ainda que palidamente, através da Igreja (discípulos). Mas seu crescimento tem provocado conflitos jamais imaginado. A forma de governo autoritário de lideranças; o acúmulo de riquezas; a perversidade, malignidade e crueldade como ela construiu sua história em alguns momentos (corrupção com o governo imperial, inquisição e outros pecados, contaminaram a doutrina bíblica), só serviu muitas vezes para mostrar que ela tinha se tornado uma instituição de poder. Mas graças a Deus, sempre houve homens e mulheres de Deus para se colocar contra toda forma de manifestação maligna que tem tentado debilitar e destruir a Igreja do Deus vivo.
A unidade pela qual Jesus orou é uma. unidade de amor; na verdade trata-se da participação deles na unidade de amor que existe eternamente entre o Pai e o Filho. “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos”, Jesus tinha dito aos onze, “se tiverdes amor uns aos outros'’ (Jo 13.35). A sua unidade em amor manifesta daria confirmação pública ao relacionamento deles com Jesus e deste com o Pai. O mundo, que até então não lhe tinha dado crédito, aprenderá com o testemunho do amor dos discípulos que de fato, ele foi o enviado de Deus; o mundo aceitará o seu testemunho de que “o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo (lJo 4.14). Então o domínio do usurpador será desmantelado e o mundo, por fim reconhecendo seu Senhor de direito, responderá com fé ao seu amor por Ele.

CONCLUSÃO
O desejo do Senhor é que as intrigas sejam dissipadas do corpo de Cristo. A falta de unidade, pureza e amor ao próximo, tem sido marcante em alguns lugares onde o povo de Deus se reúne. O mundo precisa urgentemente enxergar na comunidade cristã um ambiente propício para o bom convívio social e familiar. Se não atentarmos para este fato, seremos surpreendidos com repreensões daqueles que estão de fora.

QUESTIONÁRIO

1. Segundo a lição, como era a relação de Jesus com o Pai?
R. Uma relação de testemunho do Pai; de confirmação das Escrituras; e de companhia do Pai; e de unidade com o Pai.
2. Cite uma definição de solidão na lição de hoje.
R. “Homem sozinho é uma sílaba sem voz, uma sombra vazia, braço que não se move, harpa sem melodia, punhado de cinza inútil, que o próprio vento despreza”
3. Cite dois títulos de Jesus encontrados na lição.
R. Verdade e Palavra
4. Como deve ser a santidade dos discípulos?
R. Manifestaria-se em ódio contra O ódio contra o pecado, em se deleitar na retidão e na separação entre eles e os que vivem no pecado.
5. Qual o maior instrumento pedagógico da Igreja?
R. O amor


REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Editora Betel 3º Trimestre de 2012, ano 22 nº 84 – Jovens e Adultos – Jesus Cristo, o Mestre da Evangelização.
Comentário Bíblico Expositivo – Warrem W. Wiersbe
O Novo Testamento Interpretado Versículo Por Versículo - Russell Norman Champlin
O Antigo Testamento Interpretado Versículo Por Versículo - Russell Norman Champlin
Comentário Esperança - Novo Testamento
Comentário Bíblico Matthew Henry - Novo Testamento
Comentário Bíblico - F. B. Meyer
Dicionário Teológico – Edição revista e ampliada e um Suplemento Biográfico dos Grandes Teólogos e Pensadores – CPAD - Claudionor Corrêa de Andrade

Um comentário:

  1. Obrigado querido irmão por preparar e disponibilizar este estufo tão abençoado. Que Deus continue enriquecendo sua vida com toda sorte de bençãos espirituais!

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