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O caminho da redenção - Lição 14 – 30 de Setembro de 2012


LIÇÃO 14 – 30 de Setembro de 2012


O caminho da redenção

TEXTO AUREO

“Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco!” João 20.19

VERDADE APLICADA

O cristianismo está alicerçado no Cristo ressurreto, por isso o crente não pode negar o fato de haver ressurreição dos mortos.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Jo 20.1 - E, no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro.
Jo 20.2 - Correu, pois, e foi a Simão Pedro e ao outro discípulo a quem Jesus amava e disse-lhes: Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram.
Jo 20.3 - Então, Pedro saiu com o outro discípulo e foram ao sepulcro.
Jo 20.4 - E os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais apressadamente do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro.
Jo 20.5 - E, abaixando-se, viu no chão os lençóis; todavia, não entrou.
Jo 20.6 - Chegou, pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro, e viu no chão os lençóis
Jo 20.7 - e que o lenço que tinha estado sobre a sua cabeça não estava com os lençóis, mas enrolado, num lugar à parte.
Jo 20.8 - Então, entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu, e creu.

Introdução
A história da vida de Jesus, contada por João, gera frutos há mais dois mil anos. Sua incomparável inteligência e personalidade fizeram dEle perfeito ponto de partida para uma humanidade mais cheia de esperança e de alegria. Suas dores, agonias e sofrimentos narrados por João não ofuscaram suas características fundamentais de ser humano ideal. João, o discípulo amado, homem de personalidade terna, porém marcante, soube bem descrever, ainda que não completo, a vida de Jesus. A finalidade de seu evangelho é dupla: convencer que Jesus, homem perfeito, é o Messias e Filho de Deus, e compartilhar com essa fé a vida eterna.

1. Getsêmani, lugar de agonia e de salvação
Quando nosso Senhor terminou de comer a Páscoa e celebrar a ceia com seus discípulos, foi com eles ao Monte das Oliveiras, e entrou no jardim do Getsêmani. Nesse jardim, Jesus nos trouxe, através da sua agonia, a cura de todos os males; diferente de Adão que, no jardim do Éden (lugar de delícias), arruinou-nos com sua desobediência.

1.1. O poder das trevas
Naquele dia, Jesus queria que víssemos que o pecado no mundo havia mudado tudo ao redor Dele para aflição, converteu Suas riquezas em pobreza, Sua paz em duros trabalhos, Sua glória em vergonha, e, assim também, o lugar de seu retiro pleno de paz, onde em santa devoção tinha estado tão próximo do céu em comunhão com Deus, nosso pecado transformou no foco de Sua Aflição, o centro de sua dor. Ali onde seu deleite tinha sido maior, ali estava chamado a sofrer sua máxima aflição. Assim também, foi revelado a nós as consequências trágicas da entrada do pecado no mundo.

1.2. A razão de ir ao Getsêmani
Porém, provavelmente, a principal razão para ir ao Getsêmani foi que era um lugar muito conhecido e frequentado por Ele, e João nos diz: “e também Judas, o que o entregava, conhecia aquele lugar.” Nosso Senhor não desejava se esconder, não precisava ser perseguido como um ladrão, ou ser buscado por espias. Ele foi valorosamente ao lugar onde seus inimigos conheciam que Ele tinha o costume de orar, pois Ele queria ser tomado para sofrer e morrer. Eles não o arrastaram ao pretório de Pilatos contra sua vontade, mas sim que foi com eles voluntariamente. Quando chegou a hora de que fosse traído, ali Ele estava, num lugar onde o traidor poderia o encontrar facilmente, e, quando Judas o traiu com um beijo, sua face estava pronta para receber a saudação traidora. O bendito Salvador deleitava-se no cumprimento da vontade do Senhor, ainda que isso implicasse a obediência até a morte (F1 2.8; Mt 26.39,42; Jo 10.18).
Filipenses 2.8. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a
morte, e morte de cruz! Torna-se completamente impossível ignorar a relação desse agir de Jesus com o evento do trágico pecado. É verdade que aqui tampouco é dita uma palavra clara a esse respeito. Primeiramente é o amor filial de Jesus que brilha aqui com seu fulgor próprio e soberano. O Filho deseja mostrar ao Pai: Pai, tu me elevaste tanto e me presenteaste tão ricamente. Aconchegaste-me ao teu coração quando brotei do teu coração, concedeste-me a igualdade contigo – Pai, justamente por isso desejo dedicar a ti toda a perfeita obediência, a obediência capaz até mesmo do impossível: morrer a morte sem Deus, a morte de um maldito na cruz! Precisamos ter em vista que para a Bíblia “morte” não é simplesmente um evento natural, mas um poder, um “inimigo”, a esfera de poder de Satanás (1Co 15.26; Hb 2.14; Ap 20.14). Foi nesse reino da morte que o príncipe da vida penetrou submissamente. Certamente faremos bem em primeiramente nos aquietar e contemplar silenciosamente esse amor filial de Jesus. Até mesmo no eterno Filho de Deus o amor do coração somente é consumado na realização do ato. “Embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu” (Hb 5.8).
Mateus 26.39,42. Não devemos imaginar que foi medo da morte que fez nosso Senhor agonizar no jardim. Não temeu a morte, antes enfrentou com coragem e paz. Estava para beber o “cálice” que o Pai havia preparado, e isso significava tomar sobre si os pecados do mundo inteiro (Jo 18.11; 1 Pe 2.24). Muitas pessoas piedosas têm sido presas, espancadas e assassinadas por causa da fé, mas somente Jesus foi feito pecado e maldição amor à humanidade (2 Co 5.21; Gl 3.13). O Pai jamais deixou seus filhos, no entanto, abandonou seu Filho (Mt 27.46). Foi esse o cálice do qual Jesus bebeu voluntariamente por nós.

1.3. A cena do Getsêmani
Meditando na cena da agonia no Getsêmani, somos obrigados a dar-nos conta que nosso Salvador suportou aí uma tristeza desconhecida em qualquer outra etapa de Sua vida. Nosso Senhor era “varão de dores e experimentado no sofrimento” ao longo de toda Sua vida, no entanto, ainda que soe paradoxo, vale lembrar que dificilmente existiu sobre a face da terra um homem mais feliz que Jesus de Nazaré, pois as dores que Ele teve que suportar foram compensadas pela paz da pureza, a calma da comunhão com Deus, e a alegria da benevolência. Porém, no Getsêmani, tudo parece ter mudado. Sua paz o abandonou, Sua calma se converteu em tempestade. Depois da ceia, nosso Senhor tinha cantado um hino, porém no Getsêmani não havia cantos. Ser tratado como um pecador, ser castigado como um pecador, ainda que nEle não houvesse pecado, tudo isso é o que ocasionava nEle a agonia do Getsêmani (2Co 8.9; Hb 4.15).
2 Coríntios 8.9. Pois vocês conhecem a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, se fez
pobre por amor de vocês, para que por meio de sua pobreza vocês se tornassem ricos. Ele, que por natureza era o amado Filho de Deus, abriu mão de sua glória, seu poder, sua honra, sua vida, jazendo como menino pobre na manjedoura, perambulando sem lar, privando-se de todo o conforto da vida e terminando a vida entregue por Deus, abandonado pelas pessoas, escarnecido e torturado na cruz. Tão “pobre” tornou-se aquele que possuía toda a riqueza divina! Fez isso “por amor a vós”. Paulo relaciona a obra de Jesus, consumada em prol de todo o mundo, de maneira bem concreta com os coríntios. Foi para eles que ela aconteceu. Eles também conhecem pessoalmente seu poderoso fruto. Tornaram-se “ricos”. Obtiveram perdão de todos os pecados, vida e bem-aventurança. De inimigos de Deus foram transformados em seus amados filhos. Diante deles está um “eterno peso de glória, acima de toda comparação” (2Co 4.17). Que riqueza! Contudo isso lhes foi concedido somente pelo fato de que Jesus
se entregou à mais profunda pobreza. Isso é amor, isso é doar com seriedade total. Para os coríntios, no
entanto, essa “graça de nosso Senhor Jesus” não é apenas um exemplo, mas também a fonte viva de sua própria doação. Também eles podem tornar-se um pouco mais pobres, para que outros obtenham aquilo de que precisam agora para viver.
Hebreus 4.15. Pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer se das nossas
fraquezas, porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. A “fraqueza” do ser humano designa sua caducidade tanto no aspecto do corpo como da fé. Sua “enfermidade” consiste em que ele repetidamente cede à tentação, torna-se “fraco” (Mt 26.41). Justamente esse é o mistério incompreensível da vida de Jesus: que ele participou da nossa “fraqueza”, mas que jamais sucumbiu a ela. Jesus venceu a tentação. Ele comprovou “sua condição de Filho de Deus confiando, obedecendo e amando plenamente”.
Antigas oliveiras do Monte das Oliveiras ou Getsêmani marcam o lugar provável para onde Jesus conduziu os seus discípulos depois da Última Ceia, o lugar da Sua Agonia e da Sua Prisão. O moderno Getsêmani é um pequeno bosque com oito oliveiras que já existiam no século XVI, mas não há uma certeza se elas serão do tempo de Jesus. Embora não haja uma identificação precisa do lugar do Getsêmani. ele deve ter sido situado muito próximo deste bosque. A palavra Agonia é xisada para explicar o fenômeno do Suor de Sangue (Lc 22.44). Sob pressão, os pequenos vasos capilares das glândolas sodoríporas podem romper-se e dar-se a mistura de sangue com suor.

2. A morte e ressurreição de Jesus
Após ter sido preso no jardim do Getsêmani e interrogado, Jesus foi Levado com a acusação de ser “rei dos judeus”. Com o sofrimento de uma coroa de espinhos, crucificaram-no em uma cruz. Mas ao terceiro dia de sua crucificação, sendo este o primeiro dia da semana ele ressurgiu dentre os mortos (Jo 20.1-3; At 20.7; ICo 16.1,2).

2.1. O dia da ressurreição (Jo 20.1-10)
Cedo de manhã, no primeiro dia da semana, enquanto ainda estava escuro, Maria Madalena foi ao sepulcro e viu que a pedra estava removida. Então foi até aos apóstolos Pedro e João e informou que haviam tirado o Senhor Jesus do sepulcro. Eles correndo ao lugar nada encontraram, no entanto viram as peças de linho, e o lenço usado para cobrir a cabeça do Mestre. Os discípulos voltaram, mas Maria Madalena ficou naquele lugar chorando e viu dois anjos vestidos de branco. Eles disseram a ela: “mulher, porque você está chorando?” “Eles levaram meu Senhor”, ela disse: “e não sei onde o puseram”. Mas o Senhor a surpreendeu aparecendo ressurreto para conforto de seu coração.

2.2. Jesus apareceu a Maria Madalena (Jo 20.11-18)
A gratidão é uma das maiores virtudes. E foi com esse sentimento que Maria Madalena, após ver que Jesus tinha ressuscitado, agarrou-o firmemente, obrigando o Senhor a dizer: “mulher não me detenhas”. Naquele instante, ela deixou o medo e recobrou a sua fé. Seu ímpeto foi de extrema gratidão a tudo que o Senhor fizera por ela (Lc 8.2). Não fosse a ressurreição, tudo o que Jesus não somente disse, mas também fez, em Sua vida e também em Sua morte, teria sido fútil e em vão. Sua história, muito provavelmente, já teria sido esquecida, e Maria Madalena, provavelmente, tinha essa consciência.
Quando imaginamos Maria Madalena sozinha no jardim, recordo de Provérbios 8.17 “Eu amo os que me amam; os que me procuram me acham”. Maria amava seu Senhor e foi logo cedo ao jardim expressar esse amor. Quando chegou ao túmulo, Pedro e João já haviam voltado para casa, de modo que não lhe transmitiram a conclusão de que haviam chegado depois de examinar a evidências que encontraram. Maria pensava que Jesus estava morto. Outro versículo nos vem à mente, Salmo 30.5 “Ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã”.
O pranto de Maria era o lamento em alta voz, uma expressão de tristeza característica do povo judeu (Jo 11.31, 33). Por certo não há nada de errado com a tristeza sincera, pois Deus nos criou pra verter lagrimas, e o choro é um excelente remédio para o coração aflito. Mas o pesar do cristão dever ser diferente da tristeza desesperada do mundo (1 Ts 4.13-18), pois nascemos de novo “para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (1 Pe 1.3). Não choramos por que nossos entes queridos foram para o céu, mas porque nos deixaram para trás e sentimos saudades deles.
Ao que parece, Marias não assustou ao ver esses homens, e tudo indica que não sabia que eram anjos. A conversa rápida não serviu para consolá-la nem tranquiliza-la. Estava decidida a encontrar o corpo de Jesus, ao virar para retornar, o Mestre de Nazaré lhe fez a mesma pergunta que os anjos fizeram anteriormente, “Por que chora?”. Que tristeza pensar que chorava, quando poderia estar louvando, caso estivesse percebido que Cristo estava vivo! Então acrescentou: “A quem procuras?” É animador saber que Jesus conhece todas nossas tristezas. O Salvador sabia que o coração de Maria estava aflito e que sua mente estava confusa e não a repreendeu. Antes, revelou-se a ela com toda ternura.
Tudo o que precisou fazer foi dizer o nome dela, e Maria o reconheceu. As ovelhas reconhecem sua voz quando Jesus as chama pelo nome (Jo 10.3). Tudo que ela conseguiu dizer foi “Raboni – meu Mestre”. O título Raboni é usado somente em mais uma passagem nos Evangelhos, Marcos 10.51 (no texto grego “mestre” é “Raboni”). Rabino e Raboni eram termos equivalentes de respeito. Posteriormente, os judeus passaram a distinguir entre três níveis de mestres: rabi (o mais baixo), rabino e raboni (o mais alto).
Maria não apenas falou com Jesus, mas também se agarrou a seus pés. Foi um gesto natural, pois, agora que o havia encontrado, não desejava perde-lo.

2.3. Jesus apareceu aos discípulos (Jo 20.19-29)
Mais tarde, no mesmo dia, os discípulos estavam reunidos, mas com medo dos judeus, haviam trancado todas as portas. Mas de repente, Jesus entrou e pôs-se no meio deles e disse: “Paz seja convosco!” (Jo 20.19). Logo, mostrou a eles as suas mãos e o seu lado. Os discípulos ficaram exultantes. Daquele dia em diante, suas vidas jamais seriam as mesmas (Jo 20.21-23). No entanto Tomé, também conhecido como dídimo (Gêmeo), um dos doze, não estava com eles quando Jesus apareceu. Os outros discípulos contaram-no, mas ele não acreditou. Porém, após oito dias, Jesus apareceu mais uma vez com as portas fechadas, foi para o meio deles e disse: “Paz seja com vocês!”. Ele voltou para Tomé e disse: “Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; chega a tua mão e põe-na no meu lado; não sejas incrédulo, mas crente”. O bem estar do cristão aumenta ou diminui na dependência de sua fé (Hb 11.1,6).
Hebreus 11.1,6. A descrição da fé. Não se trata de uma definição da fé, mas sim de uma descrição do que ela faz e de como funciona. A verdadeira fé bíblica não consiste em um otimismo cego nem um sentimento forçado de “espero que (...)”. Também não é uma aquiescência intelectual à doutrina. Certamente não é crer apesar das evidências, por isso seria superstição!
A verdadeira fé bíblica é uma obediência confiante à Palavra de Deus apesar das circunstâncias e consequências. Essa fé funciona de maneira simples. Deus fala, e ouvimos sua Palavra. Confiamos e m sua Palavra e agimos de acordo com ela, a despeito das circunstâncias e das consequências. As circunstâncias podem ser impossíveis e as consequências assustadoras e desconhecidas. Ainda assim, obedecemos à Palavra de Deus e cremos que ele fará o que é certo e o que é melhor.
A ressurreição de Cristo não foi simplesmente um retomo da morte, à semelhança daquela experimentada por outros antes dele, como Lázaro (Jo 11.1-44); porque senão Jesus teria se submetido ã fraqueza e ao envelhecimento. e, por fim teria morrido outra vez, exatamente como todos os outros seres humanos morrem. Em vez disso quando ressurgiu dos mortos Jesus tornou-se :‘as primícias” (ICo 15.20-23) de um novo tipo de vida humana, uma vida na qual este corpo foi aperfeiçoado, não estando mais sujeito à fraqueza, envelhecimento ou morte, mas capaz de viver eternamente, (Wayne Grudem).

3. O caminho da redenção
Depois de ter aparecido aos discípulos e ter feito vários sinais, Jesus apareceu outra vez aos discípulos, agora no mar da Galileia. Os discípulos foram pescar mais nada apanharam naquela noite. Quando o sol surgiu, Jesus estava de pé na praia, mas eles não o reconheceram.

3.1. Jesus no mar da Galileia (Jo 21.1-15)
Após ter obedecido à voz de Jesus para lançar a rede no outro lado, mesmo que, a princípio não sabiam quem havia ordenado, eles pegaram tantos peixes na rede que eles não a conseguiam puxar. Logo, o discípulo que Jesus amava disse a Pedro: “É o Senhor!”. Segundo estudiosos, Pedro já tivera uns encontros dramáticos com Jesus. Então, porque ele voltaria a pescar, a menos que não tivesse entendido a razão para as aparições e a comissão? O tempo dos verbos “ir” e “pescar” sugere que eles estão retornando a uma ocupação anterior. Quem trilha o caminho da redenção não pode olhar para trás (Lc 9.62).
João 21. O Senhor havia instruído seus discípulos a se encontrarem com ele na Galileia, o que explica por que estavam no mar da Galileia ou no mar de Tiberíades (Mt 26.32; 28.7-10; Mc 16.7).
A propósito, é interessante observar que pelo menos sete dos doze apóstolos provavelmente eram pescadores. Por que Jesus chamou tantos pescadores para segui-lo? Dentre outras coisas, porque os pescadores eram corajosos, e Jesus precisa de seguidores valentes. Também eram dedicados a um só propósito e não se distraiam com facilidade. Pescador não desiste! (estamos nos referindo, obviamente, a pescadores profissionais, não a pessoa desocupadas pescando de férias). Sabem como obedecer a ordens e como trabalhar em equipe.
Não sabemos se Pedro e seus amigos estavam certos ou errados, apesar de, alguém crer que estavam errados, mas de uma coisa sabemos: seus esforços foram em vão. Talvez estivessem esquecidos das palavras de Jesus: “Porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15.5). haviam trabalhado a noite toda sem pescar coisa alguma.
Talvez a impulsividade e a presunção de Pedro estivessem se revelando novamente. Foi sincero, trabalhou com afinco, mas não obteve resultados, como acontece com alguns cristãos na obra do Senhor. Acreditam que estão sinceramente que estão fazendo a vontade de Deus, mas seu trabalho é vão. Estão servindo sem orientação de Deus e não podem esperar as bênçãos dele.
Jesus assumiu o controle da situação, exatamente como havia feito quando chamou Pedro para ser seu discípulo. Disse-lhes onde lançar as redes, e eles obedeceram e pegaram 153 peixes! A diferença entre o sucesso e o fracasso era a largura do barco! Nunca estamos longe do sucesso quando permitimos que Jesus dê as ordens e, normalmente, estamos mais próximos do sucesso do que imaginamos.

3.2. Jesus interrogou a Pedro (Jo 21.15-23)
Depois de se alimentarem, Jesus disse a Pedro por três vezes se ele o amava. Sem dúvida a pergunta mais importante e difícil que ele já havia respondido. Jesus lembrou a Pedro as suas extravagantes reinvindicações registradas em João 13.37 e Mateus 26.33. Esta parte da história fala sobre a restauração de Pedro ao apostolado e sua liderança importante na Igreja primitiva. O Senhor está resgatando, com este diálogo, ao apóstolo Pedro para o caminho de sua redenção. Quando passamos a amar mais a nossa profissão, mais nossa vida secular ou até mesmo nossos amigos e familiares que o Senhor, estamos deixando o verdadeiro Caminho (Lc 14.26).
Há três “convites” que se destacam no Evangelho de João: “Vinde e vede” (Jo 1.39); “Venha a mim e beba” (Jo 7.37), e “Vinde e comei” (Jo 21.12). Quanto amor da parte de Jesus em alimentar Pedro antes de tratar de suas necessidades espirituais. Deu a Pedro a oportunidade de se secar, de se aquecer, de satisfazer sua fome e de desfrutar comunhão pessoal. Trata-se de um bom exemplo para nós ao cuidarmos do povo de Deus. Sem dúvida, o espiritual é mais importante do que o físico, mas o cuidado com o físico prepara o caminho para o mistério espiritual. Jesus não enfatiza a “alma” de tal modo a negligenciar o corpo.
Pedro e o Senhor já haviam se encontrado em particular e, sem dúvida, trataram do pecado de Pedro (Lc 24.34; 1 Co 15.5), porém uma vez que Pedro negou a Jesus publicamente, também era importante que fosse restaurado em público. O pecado só deve ser tratado na medida em que é conhecido. Os pecados particulares devem ser confessados em particular, os pecados públicos devem ser confessados em público. Uma vez que Pedro negou Jesus três vezes, Jesus lhe fez três perguntas pessoais “Amas-me mais do que estes outros?”.

3.3. O forte testemunho de João
Devemos exclusivamente ao testemunho de João o registro sobre como Jesus principiou seu ministério (Jo 2.1-11) em um vilarejo predominante árabe. João foi revestido de um ardor de legar para a posteridade os feitos memoráveis dos discípulos, ao descrevê-los. Com sua pena ungida, com relatos confiáveis e precisos, só alimentaram a fé de milhares de cristãos no mundo até o dia de hoje. Conforme ele mesmo diz: “Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e, se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem. Amém!” (Jo 21.25).
O caminho de nossa redenção é a chamada para um compromisso radical. É uma convocação para um compromisso que expulse nossa indecisão de seguir a Jesus. O convite para os chamados é que todos possam amar. No caminho de nossa redenção o amor sempre será o maior sentimento. “amai-vos uns aos outros”; “Deus amou ao mundo”; “Mais por amor a vós” são declarações do Senhor que nos impulsionam a viver nesse caminho, por hora de sofrimento, mas que em breve será de vitória total.

CONCLUSÃO
O caminho de nossa redenção pode ser de sofrimentos, agonias e dores, mas com certeza o seu final será de glórias e regozijos. À semelhança de Jesus, seremos contemplados com as vitórias da ressurreição. Pois Suas histórias nos impulsionam a viver uma vida de esperança e alegria em meio às lutas que tão frequentemente nos acompanham. Portanto, continuemos em nossa jornada de fé no caminho de nossa redenção que é Cristo, o nosso Salvador.

QUESTIONÁRIO

1. O que fez o poder do pecado?
R: Havia mudado tudo ao redor de Jesus.
2. Qual a razão de Jesus ir ao Getsêmani?
R: provavelmente, a principal razão para ir ao Getsêmani foi que era um lugar muito conhecido e frequentado por Ele.
3. Quem foi ao sepulcro no primeiro dia da semana conforme João?
R: Maria Madalena.
4. Qual foi o discípulo que reconheceu Jesus após a pesca abundante?
R: O discípulo amado, João.
5. Quantas vezes Jesus perguntou a Pedro se ele o amava?
R: Três vezes


REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Editora Betel 3º Trimestre de 2012, ano 22 nº 84 – Jovens e Adultos – Jesus Cristo, o Mestre da Evangelização.
Comentário Bíblico Expositivo – Warrem W. Wiersbe
O Novo Testamento Interpretado Versículo Por Versículo - Russell Norman Champlin
O Antigo Testamento Interpretado Versículo Por Versículo - Russell Norman Champlin
Comentário Esperança - Novo Testamento
Comentário Bíblico Matthew Henry - Novo Testamento
Comentário Bíblico - F. B. Meyer
Dicionário Teológico – Edição revista e ampliada e um Suplemento Biográfico dos Grandes Teólogos e Pensadores – CPAD - Claudionor Corrêa de Andrade

Um comentário:

  1. O LIVRO DA VIDA
    (ES.12)
    (JB.6.45) – ESTÁ ESCRITO NOS PROFETAS: (IS.34.16) - BUSCAI NO LIVRO DO SENHOR E LEDE (ES.87.8) – AO ESPÍRITO DO NOSSO SANTO GUIA, NESTE MEU SER QUE É PREDESTINADO, RECOMPONDO ESSES CARACTERES, DESSA FORMA: (148 letras e 8 sinais)
    (JB.19.28)- Depois, vendo Jesus que tudo já estava consumado para se cumprir a Escritura, disse: (1SM.12.3) – Eis-me aqui, (DN.9.24) – para dar fim aos pecados, para expiar a iniqüidade, para trazer a justiça eterna:(JB.8.25) – Que é que desde o princípio vos tenho dito? (LC.12.2) Nada há encoberto que não venha a ser revelado; e oculto que não venha a ser conhecido:(LE.3.1) – Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu; (2PE.3.4) porque desde que os pais dormiram, todas as cousas permanecem como desde o principio da criação:(AP.14.13) Então, ouvi uma voz do céu, dizendo: Escreve: (BC.4.4) – Ditosos somos, ò Israel; porque as cousas que agradam à Deus nos são manifestas: (JS.1.8) – Não cesses de falar deste livro da lei, antes, medita nele dia e noite, pára que tenhais cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; (JB.13.15) – porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também: (LC.16.17) – E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da lei: (ÊX.3.6) – Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: (EC.24.32) – Tudo isto é o livro da vida, e o testemunho do Altíssimo, e o conhecimento da verdade: (IS.46.8) – Lembrai-vos disto e tende ânimo, tomai-o à sério, ó prevaricadores; (EC.28.7) – porque a corrupção e a morte estão a cair sobre aqueles que quebrantam os mandamentos do Senhor: – (IS.24.5) – Na verdade a terra está contaminada por causa dos seus moradores, porquanto transgridem as leis, violam os estatutos e quebram a aliança eterna: (SL.14.3)–Todos se extraviaram e juntamente se corromperam; (SL.106.33)- pois foram rebeldes ao Espírito de Deus, e Moisés falou irrefletidamente: (RM.6.19) - Falo como Homem por causa da fraqueza da vossa carne: (LC.16.9) – E eu vos recomendo: Buscai n’A BIBLIOGÊNESE DE ISRAEL, o poder do saber viver sob a proteção de Deus; (RM.8.22) – porque sabemos que toda a criação, a um só tempo geme, e suporta angustias até agora:
    ESCREVI ESSE RESUMO, AGINDO COMO UM DOS SANTOS PROFETAS, LENDO NOSSO CARATER, E CRIANDO O LIVRO QUE DÁ SENTIDO À SANTA VIDA, PELO SENHOR DEUS: ESSE SÁBIO PR OFETA É CRISTO, E TEREIS PODER: (IL.148.8)

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