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O Consolador e o discipulado - Lição 12 – 16 de Setembro de 2012


LIÇÃO 12 – 16 de Setembro de 2012

O Consolador e o discipulado


TEXTO AUREO

“E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo”. Jo 16.8

VERDADE APLICADA

As obras do Consolador são a continuidade daquilo que Jesus fez por meio da Igreja.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Jo 16.7 - Todavia, digo-vos a verdade: que vos convém que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, se eu for, enviar-vo-lo-ei.
Jo 16.12 - Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora.
Jo 16.13 - Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir.
Jo 16.14 - Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.
Jo 16.15 - Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso, vos disse que há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar. Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora;

Introdução
Nos momentos finais de sua carreira ministerial, quando Jesus começava a se despedir desta vida com os seus discípulos, pois sabia que a hora de sua partida deste mundo se aproximava, dedicou esses últimos momentos a eles, ensinando-lhes preciosas lições e intercedendo por eles. Exemplo que jamais deveria ser esquecido por seus seguidores. Depois de ter-lhes falado sobre a importância de estarem conectados a Ele passou a falar-lhes da obra do Consolador, que o substituiria neste mundo em Sua missão, e é o que veremos a seguir.

1. Obras do Consolador em relação a Cristo
A obra de Jesus se dividia em vários aspectos, é necessário entender os principais, a fim de entendermos a missão do Consolador, o Espírito Santo. Jesus, no seu ministério público, profético e salvador, em linhas gerais: pregava, ensinava, operava curas e milagres e discipulava. Embora o Senhor tivesse um público certo e numeroso ninguém discorda que Ele se dedicou mais integralmente aos seus discípulos, do que qualquer outra coisa, visto que eles continuariam a sua obra após sua partida deste mundo, então eles agora precisavam contar com a ajuda de um outro Consolador, como veremos a seguir.

1.1. Substituir a Cristo (Jo 16.7)
Assim como Jesus, o Cristo, trabalhava neste mundo como um Consolador, um advogado ou representante do Pai, pois é isso que significa a palavra “parakletos” no grego. O Espírito Santo estaria ao lado dos discípulos e de toda a Igreja representando os interesses de Cristo Jesus e substituindo-o. Claro que não substituiria na presença física de Jesus, que o limitava como Verbo encarnado em seu ministério profético e salvívico. Mas prometeu o outro Consolador que estaria continuamente com seus discípulos para que os ajudasse a continuar a obra evangelizadora e discipuladora do mundo (Jo 14.16).
Durante três anos, Jesus esteve junto de seus discípulos para protegê-los de quaisquer ataques, mas está prestes a deixá-los. Havia lhes dito isso pouco antes, naquela mesma noite (Jo 13.33), e Pedro lhe perguntara para onde estava indo (Jo 13.36). Todavia, a pergunta de Pedro demonstrava mais preocupação consigo mesmo do que com o Senhor Jesus. Além disso, se concentrou no imediato, sem considerar as consequências finais. Jesus precisou explicar por que era importante para eles que Ele voltasse para junto do Pai.
O principal motivo, obviamente, era que o Espírito Santo viesse e desse poder para a Igreja ser edificada e para testemunhar. Além disso, depois de sua ascensão, o Salvador poderia interceder por seu povo junto trono celestial da graça. Por mais falhos que fossem amavam seu Mestre, e lhes foi difícil compreender essas novas verdades.
É importante observar que o Espírito veio para a Igreja, não para o mundo. Isso significa que trabalha na Igreja por intermédio dela. O Espírito Santo não ministra no vazio. Assim como o filho de Deus precisou ter um corpo a fim de fazer sua obra na Terra, também o Espírito de Deus precisa de um corpo para realizar seus mistérios, e esse corpo é a Igreja. Nosso corpo é um instrumento e um templo, e ele deseja nos usar para glorificar a Cristo e para dar testemunho ao mundo perdido.

1.2. Representar a Cristo (Jo 16.13)
A vinda do Consolador, como representante de Cristo, era uma promessa feita por Deus no Antigo Testamento. Mas agora comunicada diretamente por Jesus aos seus discípulos. Tal Consolador é uma pessoa que o representaria como o Sopro da verdade sobre eles, que os guiaria a toda verdade. Um advogado jurídico é aquele que presta assistência profissional, defendendo os interesses de seu cliente, que pode estar na condição de réu ou não. O Cristo glorificado não é réu de ninguém, mas tem um Consolador, que o representa e trata dos seus interesses junto a seus seguidores e no mundo que não o segue. Como disse Jesus, este Representante “não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido” d’Ele e o anunciará a Sua Igreja, coisas proféticas que hão de acontecer!
Jesus sempre fez questão de transmitir a seus discípulos a dose certa de verdade no momento mais apropriado. Essa atitude é uma das marcas de um grande mestre. Hoje o Espírito Santo é nosso Mestre, e ele segue o mesmo princípio: ensina as verdades que precisamos saber, no memento em que precisamos saber e quando estamos prontos para recebê-las.
A oração “(O Espírito) não falará por si mesmo” (Jo 16.13) não significaria que o Espírito nunca se refere a si mesmo, pois quando escreveu a Bíblia, o Espírito fez menção de si mesmo várias vezes. Antes, significa que não fala de modo independente do Pai nem mesmo do Filho; não “inventa” mensagem diferente. João 16.13 fala de toda a Trindade, pois o Espírito de Deus não ignora o Pai nem o Filho. Os três trabalham juntos em harmonia.

1.3. Trabalho profético e de glorificação (Jo 16.13b, 15)
Os desígnios secretos de Cristo no mundo, são mistérios revelados aos seus seguidores por meio do Espírito Santo, nenhum estudioso devoto negaria isso. É ofício do Espírito da verdade falar de Cristo dando a conhecê-lo em profundidade, porque o Consolador recebeu do que é do Mestre a fim de anunciá-lo. Por exemplo, assim como Eliezer conhecia profundamente Isaque e ele anunciou Rebeca e sua família, assim faz o Espírito em nossa peregrinação nesse deserto da vida, até o momento de sermos recebidos nos tabernáculos celestiais e encontrarmos o nosso amado (2Co 5.5; Ef 1.14).
2 Coríntios 5.5, Foi Deus que nos preparou para esse propósito, dando-nos o Espírito como garantia do que está por vir. Todos os que foram chamados, são preparados para o céu enquanto estão aqui. As pedras dessa construção espiritual e desse templo celestial são formadas aqui. Aquele que nos preparou para isso é Deus, só o poder divino pode tornar a alma uma participante da natureza divina. Somente a mão de Deus pode nos preparar para isso. Muita coisa precisa ocorrer para preparar nossa alma para o céu. O penhor do Espírito deu essa garantia: o penhor é parte do pagamento e assegura o pagamento completo. A graça e o conforto atual do Espírito são garantias da graça e do conforto eternos.
O trabalho de representar Cristo, uma das obras do Espirito Santo, é prioritariamente desfrutada pelos seus seguidores. para isso Ele foi prometido e já veio. Seu trabalho de exaltação a Cristo consiste revelá-lo e também o que há de vir, isso está fartamente ilustrado nas Escrituras: Abraão, por exemplo soube da destruição de Sodoma e Gomorra , e pôde orar por elas: Eliseu sabia onde os inimigos de Israel iam atacar e anunciava ao rei onde aconteceria; João, o discípulo amado, foi informado profeticamente dos juízos que viriam antes da vinda de Jesus. Hoje o Espírito de verdade sensibiliza a Igreja a determinados aspectos da doutrina e lhe dá a conhecer por meio das Escrituras e dos seus profetas o que há devir (Am 3.7).

2. Obras do Consolador no discípulo de Cristo
De certa forma, já adiantamos esse assunto no tópico anterior, pois quem representa alguém, o faz diante de outra ou outras pessoas. Mas trataremos especificamente da obra do Espírito na Igreja cristã, com enfoque na grande comissão. Comissão é formada por duas palavras, “co” que significa junto ou em comum; e missão, incumbência, encargo, dever a cumprir. Logo, comissão é dever a “cumprir junto, em comum” que é um aspecto da obra de expansão do Reino de Deus aqui na terra.

2.1. Sua presença (Jo 14.16-17)
Quando se fala de comissão, esta não significa apenas evangelizar em parceria, como Jesus ordenou aos doze que fossem de dois em dois, isso é muito importante, porque o testemunho de dois ganha força multiplicada e ambos se protegem e se completam mutuamente durante o trabalho na Seara do Senhor. Porém, a comissão em relação ao Consolador tem o sentido de, fazer a obra de Deus através da presença do Espírito Santo. O Senhor disse que rogaria ao Pai outro Consolador, “a fim de que esteja para sempre convosco”. Isso significa que realizar a obra evangelizadora no mundo sem o Consolador, não funciona. O pregador ou ensinador se desgastará para obter pouco ou nenhum resultado.
Em sua mensagem no cenáculo, Jesus diz várias coisas sobre o Espírito Santo, pois, sem o Espírito de Deus, não é possível viver de modo agradável a Deus. A ideia de consolação também se expressa pelo termo conforto, originado de duas palavras do latim que significa “com força”. Normalmente, associamos o ato de confortar a dar alívio, tranquilizar, consolar, o que, até certo ponto, não deixa de ser verdade. Mas o conforto real nos fortalece para encarar a vida com coragem e prosseguir. Não isenta de responsabilidades nem dá uma oportunidade de desistir mais facilmente. O termo parakletos é traduzido por “Advogado” em I João 2.1.
Como “Espírito da Verdade”, o Espírito Santo é relacionado a Jesus, a Verdade, e à Palavra de Deus, que é verdadeira (Jo 14.6; 17.17). O Espírito inspirou a Palavra e também esclarece a Palavra de modo que possamos compreendê-la. Mas adiante em sua mensagem, Jesus explica o ministério do ensino do Espírito. Uma vez que o é o “Espírito de Verdade”, o Espírito Santo não pode mentir nem ser associado a qualquer falsidade. Nunca nos orienta a fazer qualquer coisa contrária à Palavra de Deus, pois, a final, a Palavra de Deus é a verdade.
Observe que, nesse aspecto, Marcos escreveu, “tendo partido, pregaram em toda parte, cooperando com o Senhor”, Mc 16.10. O verbo cooperar aí significa que, enquanto os discípulos pregavam, o Espírito Santo operava junto com ele. Isso acontecia não apenas através da presença interna do Espirito, mas também no poder dele, observe: “... confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam”. Quando saímos e abrimos a nossa boca, Deus fala através de nós e confirma a palavra, pois ela se torna dele.

2.2. Seu testemunho (Jo 15.26-27
O Consolador procede do Pai e tem como função, dar testemunhos de Cristo Jesus junto aos seus discípulos. Testemunhar é declarar verdades, neste caso trata-se da pessoa de Cristo a fim de que seus discípulos conheçam mais dele, e conhecendo-o, possam manifestar esse testemunho àquele que nada conhecem dele, às pessoas não crentes. O testemunho do cristão é um reflexo da comunhão com o Espírito Santo, é resultado do aprendizado através dele e do seu poder sobre a Igreja (Jo 14.26). Tudo isso é perfeitamente ilustrado em Atos dos Apóstolos no dia de Pentecostes, quando o Espírito batizou os cento e vinte discípulos. Eles conheceram Jesus e com Ele conviveram fisicamente, mas agora estavam sendo mergulhados no poder dele através do Consolador para cumprirem a grande comissão (Lc 24.49; At 2.33).
Lucas 24.49. Envio sobre vós a promessa de meu Pai; mas ficai na cidade, até que do alto sejais
revestidos de poder. O privilégio sempre traz consigo responsabilidades; cabia a esses seguidores de Jesus dar testemunho de tudo o que ele havia dito e feito (At 1.18). Uma testemunha é alguém que relata com sinceridade tudo o que viu e ouviu (At 4.20), o verbo testemunhar e seus termos correlatos são usados cerca de vinte e seis vezes no Livro de Atos. Como cristão, não temos o papel de juízes nem de advogados de acusação enviados para condenar o mundo. Antes, somos testemunhas que apontam para Jesus Cristo e que dizem aos pecadores como ser salvos.
Deus prometeu dar-lhes poder (Lc 24.49; At1.8), e cumpriu sua promessa. No dia de pentecostes, o Espírito Santo desceu sobre a Igreja e lhes deu poder para pregar a Palavra (At 2). Depois de pentecoste, o Espírito continuou a encher os cristãos com grande poder.

2.3. Guiar a toda verdade (Jo 16.13)
O divino Representante de Cristo aqui na terra, o Espírito da verdade, guia os seguidores dele em toda a verdade. A necessidade de continuar crescendo no conhecimento de Jesus é decisivo para o amadurecimento espiritual, a tomada de decisões difíceis durante a vida e o trabalho dos discípulos em sua obra e vida particular. Jesus Cristo ensinou muitas coisas e tantas outras eram e são necessárias os servos dele aprenderem, tais ensinamentos seriam completados pelo Espírito Santo. E tais decisões seriam orientadas por Ele também, que vemos ilustradas nas decisões apostólicas posteriores ao dia de Pentecostes que beneficiaria a todos os cristãos através dos séculos (Jo 14.17; lJo 2.20,27).
1 João 2.20, 27 – A pergunta chave para o cristão é: quem é Jesus Cristo? Ele é apenas um “Exemplo”, “homem bom”, um “Mestre maravilhoso” ou é Deus vindo de carne?
Os leitores de João conheciam a verdade a respeito de Cristo, pois, de outro modo, não teriam sido salvos. “E vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento” (Jo 2.20, 27).
“E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Rm 8.9).
Os falsos cristãos do tempo de João costumavam usar duas palavras para descrever sua experiência: “conhecimento” e “unção”. Afirmavam ter uma unção especial de Deus que lhes dava um conhecimento singular. Eram “iluminados” e, portanto, viviam em um nível muito mais elevado do que o resto das pessoas. Mas João ressalta que todos os cristãos verdadeiros conhecem a Deus e receberam o Espírito de Deus. E, pelo fato de terem crido na verdade, reconhecem uma mentira quando se deparam com ela.
A maneira como a Igreja Primitiva foi dirigida nas suas t tomadas de decisões por sua Observe que nesse aspecto. Marcos escreveu, “lendo partido, pregaram em toda parte, cooperando com eles o Senhor", Mc 16.20. O verbo cooperar ai significa que enquanto os discípulos pregavam, o Espírito Santo operava junto com eles. “Isso acontecia não apenas através da presença interna do Espírito, mas também no poder dele, observe: “confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam'’. Quando saímos e abrimos a nossa boca, Deus fala através de nós e confirma a palavra, pois ela se torna dele.

3. Obras do Consolador nos não discípulos
São muitas as obras do Espírito Santo junto ao homem natural até que ele venha tornar-se uma nova criatura em Cristo, mas aqui nos prenderemos a algumas principais abordadas no Evangelho de João. De acordo com esse Evangelho, o Consolador testifica de Cristo aos homens por meio da Igreja; Ele convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo; para em seguida levá-lo ao arrependimento e a conversão total ao Senhor Jesus.

3.1. Testemunhar Cristo (Jo 15.26-27)
Testemunha é uma pessoa que ouviu ou presenciou algum fato ou dito, e dele pode dar detalhes. O Espírito da verdade é essa testemunha que tudo presenciou detalhadamente acerca de Jesus de Nazaré, o Verbo divino. Desde a sua manifestação em carne em que assumiu uma participação ativa, até a sua morte, ressurreição e ascensão aos céus. Os seguidores de Jesus Cristo de todos os tempos têm esse privilégio indizível com todas as suas consequências sofríveis e recompensadoras que esse ofício traz consigo. Na verdade a principal testemunha é o Consolador e nós os seus cooperadores.
O Espírito testemunha a nós e por meio de nós em tempos de perseguição (Jo 15.26, 27). Lembramo-nos de que o que estamos experimentando é “a comunhão de seus sofrimentos (de Cristo)” (Fp 3.10). Para a Igreja, os tempos de perseguição também foram tempos de proclamação e de testemunho. Devemos estar “sempre preparados para responder a todo aquele que nos pedir razão da esperança que há em nós” (1Pd 3.15). O Espírito testemunha a nós, a fim que possamos testemunhar ao mundo (Mc 13.11. sem o poder do Espírito de Deus não é possível dar testemunho claro de Cristo (At 1.8)

3.2. Convencer o mundo (Jo 16.8-11)
A obra de convencimento do Consolador, faz parte do trabalho de um advogado de persuadir sobre determinada coisa. Neste caso, refere-se ao convencimento acerca da pessoa de Cristo, não apenas de quem Ele é, mas o pecado da falta de fé nEle (Jo 16.9). As pessoas precisam ser persuadidas quanto à gravidade de sua culpa nesse aspecto, e não apenas de que são pecadoras. Eis aí um passo decisivo para a salvação delas, o convencimento do pecado de não se crer no Filho de Deus. O Espírito Santo, neste aspecto, depende dos evangelizadores, pois as pessoas só crerão se eles pregarem e denunciarem o pecado conforme Jesus fez com a samaritana (Jo 4.13-19), ou como Pedro no dia de Pentecostes (At 2.38).
Atos 2.38, Pedro respondeu: “Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos seus pecados, e receberão o dom do Espírito Santo. O Espírito Santo usou a mensagem de Pedro para tocar o coração dos ouvintes. (Em Atos 5.33 e 7.54, vemos outro termo que sugere ira em vez de convencimento da culpa pelo pecado). Afinal, eram culpados de crucificar seu Messias, Deus poderia fazer coisas terríveis com eles. É importante observar que o povo dirigiu sua pergunta não apenas a Pedro, mas também aos demais apóstolos, pois os doze participavam do testemunho naquele dia, e Pedro era apenas um dentre os outros.
Pedro lhes disse como ser salvos: deveriam se arrepender de seus pecados e crer em Jesus Cristo. Demonstraria sinceridade de seu arrependimento e fé sendo batizados no nome de Jesus Cristo e, desse modo, se identificariam publicamente com o Messias e Salvador. Somente pelo arrependimento e pela fé em Cristo poderiam receber a dádiva do Espirito (Gl 3.2, 14), promessa que se aplica tanto a judeus como a gentios “que ainda estão longe” (Ef 2.13-19).
Infelizmente, algumas traduções de Atos 2.38 dão a entender que as pessoas devem ser batizadas afim de ser salvas, mas não é isso que a Bíblia ensina. O termo grego eis (traduzido por “para” na oração “para remissão de pecados”) pode significar “em função de” ou “com base em”. Em Mateus 3.11, vemos que João Batista batizava com base no arrependimento das pessoas. Atos 2.38, não deve ser usado para ensinar a salvação pelo batismo. Se o batismo é essencial para a salvação, é estranho que Pedro não diga coisa alguma sobre isso em seus outros sermões (At 3.12-26; 5.29-32; 10.34-43). Aliás, as pessoas na casa de Cornélio receberam o Espírito Santo antes de serem batizadas (At 10.44-48). Uma vez que a Bíblia ordena que os cristãos sejam batizados, é importante ter consciência limpa e obedecer (1 Pd 3.21), mas não deve considerar o batismo parte da salvação. Se fosse o caso, ninguém em Hebreus 11 seria salvo, pois nenhuma dessas pessoas foi batizada.

3.3. Produzir arrependimento
A convicção de pecado gerada pelo Espírito Consolador, de acordo com que falamos acima gera mudanças na vida de um pecador. Logicamente não estamos falando de uma experiência meramente emocional embora envolva isso também. Mas de uma experiência de compunção, contrição, dor pelos pecados cometidos. A palavra grega “katanusso” que é traduzida por Almeida como “compungir” em At 2.37, significa furar, picar, ou seja, traduz o modo intenso dessa experiência de pesar pelo pecado de não crer em Jesus e as demais faltas cometidas em consequência da incredulidade, isso não é regra, mas esse arrependimento costuma levar às lágrimas. Um bebê, ao nascer sempre chora, assim também costumam chorar aqueles que nascem de novo.
Foi observado que os discursos de Pedro em Atos dos Apóstolos são estruturados todos da mesma maneira. Isso se deve à causa defendida. E apesar disso, num ponto essencial o sermão de Pentecostes se destaca dos discursos posteriores: ele não contém nenhuma oferta de graça, nenhum convite à ação dirigido aos ouvintes, nenhum apelo ao coração e aos sentimentos. Apesar disso, pelo impacto de seus fatos, atinge certeiramente o “coração” dos ouvintes. “Ouvindo eles estas coisas, seu coração foi perfurado.” Diante desse sermão os ouvintes não estão nem “entusiasmados” nem “edificados”. Todas as categorias com que costumamos descrever os efeitos de uma pregação fracassam aqui. O tiro foi certeiro, e o projétil parou no meio do coração.
É óbvio que com isso o desfecho da questão ainda não estava decidido. Sempre que a palavra nos atinge, revelando nossa culpa, acontece algo que divide as águas. Será que agora nos curvaremos sob nossa culpa e nos quebrantaremos intimamente, ou será que nos insurgiremos e justamente, como “golpeados”, golpearemos o mensageiro que nos vulnerou assim com a palavra? Também a respeito dos ouvintes do discurso de Estêvão se diz “Ouvindo eles isto, seu coração foi serrado” (At 7.54). Mas então rilharam com os dentes e taparam os ouvidos, avançaram sobre Estêvão e o arrastaram para fora da cidade para apedrejá-lo. Constitui um mistério maravilhoso quando a proclamação clara da palavra atinge corações de modo que capitulem diante da ardente pergunta: “Que faremos?”
Quando Jesus fala do pecado de não se crer nele não se trata de um concordar mental de que se é pecador, nem tampouco é uma tristeza passageira como o remorso. Trata-se de u m convenci mento que envolve a mente, o coração e as atitudes separados de Deus, mas que agora lodo sardo indivíduo está arrependido e conectado a Ele. Como evangelizadores devemos sob a unção de Deus mostrar esse fato as pessoas de que elas estão enfermas do pecado e que precisam do remédio, Jesus Cristo para a sua salvação.

CONCLUSÃO
Quanto à grande comissão, que envolve a evangelização e discipulado do mundo, Jesus agora ressuscitado e prestes a retornar aos céus estranhamente não tinha um outro plano, caso os seus discípulos diretos falhassem. Eles não falharam porque o Consolador os assistiu todo o tempo com a Sua presença, com Seu P: testemunho, com a Sua orientação. Jesus jamais precisaria de um plano B, pois Ele tem a pessoa “C” o Consolador!

QUESTIONÁRIO

1. A que Jesus se dedicou mais no seu ministério público?
R. Ele se dedicou mais integralmente aos seus discípulos.
2. De que maneira o Espírito Santo estaria ao lado dos discípulos?
R. Representando os interesses de Cristo Jesus e substituindo-o.
3. Quando foi feita a promessa de um representante de Cristo na terra?
R. Desde o Antigo Testamento.
4. Cite duas obras do Consolador junto a Igreja de Cristo:
R. Estar presente, dar testemunho e guiar a toda a verdade.
5. Qual a definição da palavra grega katanusso? E como é traduzida?
R. Significa furar e picar. É traduzida por Almeida para compungir.


REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Editora Betel 3º Trimestre de 2012, ano 22 nº 84 – Jovens e Adultos – Jesus Cristo, o Mestre da Evangelização.
Comentário Bíblico Expositivo – Warrem W. Wiersbe
O Novo Testamento Interpretado Versículo Por Versículo - Russell Norman Champlin
O Antigo Testamento Interpretado Versículo Por Versículo - Russell Norman Champlin
Comentário Esperança - Novo Testamento
Dicionário Teológico – Edição revista e ampliada e um Suplemento Biográfico dos Grandes Teólogos e Pensadores – CPAD - Claudionor Corrêa de Andrade

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