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O legado de Jesus Cristo para sua igreja - Lição 8 – 24 de Fevereiro de 2013


LIÇÃO 8 – 24 de Fevereiro de 2013

O legado de Jesus Cristo para sua igreja

TEXTO AUREO

“porque não devem os filhos entesourar para os pais, mas os pais, para os filhos”. 2Co 12.14b

VERDADE APLICADA

Dentre outros, Jesus deixou o legado do amor, da paz, segurança, do prazer de viver, e da dependência recíproca.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Apresentar o Senhor Jesus como um modelo que se ocupou em acumular um legado para seus seguidores;
Mostrar os diferentes tipos de legado outorgados pelo Senhor Jesus;
Destacar as bênçãos da salvação.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Lc 4.13 - E, acabando o diabo toda a tentação, ausentou-se dele por algum tempo.
Lc 4.14 - Então, pela virtude do Espírito, voltou Jesus para a Galileia, e a sua fama correu por todas as terras em derredor.
Lc 4.15 - E ensinava nas suas sinagogas e por todos era louvado.
Lc 4.16 - E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga e levantou-se para ler.

Introdução
Uma das importantes características de Jesus era a capacidade de transformar os seus discípulos em pessoas ativas, dinâmicas e com habilidade de transmitir suas ideias. Ele não idealizou um grupo de homens e mulheres passivos, tímidos, com a personalidade anulada. Antes os encheu do Espírito Santo após sua ressurreição para que levassem o seu legado a humanidade.

1. O legado histórico
Não temos qualquer dúvida de que o Jesus histórico é o Cristo da fé que encontramos nos quatro evangelhos. Temos o bom senso de nos apoiar na tradição que os recebeu desde os tempos primitivos, acreditando em todos os seus relatos. Tais relatos foram elaborados a partir do ponto de vista da identidade divina de Jesus e não em supostos folclóricos, não há ficção, tudo foi plenamente real e é isso que tem transformado vidas através dos séculos até hoje.

A vida de Jesus contada nos evangelhos inicialmente nos provam que ele é o cumprimento profético de vários séculos antes de seu nascimento. Esses relatos biográficos foram escritos intencionalmente para deixar um legado histórico honesto partindo da interpretação de quem Ele era, o Cristo, o filho do Deus vivo, e para evitar que lendas populares acabassem por sufocar o verdadeiro Cristo da fé. O que de fato aconteceu, pois, nas décadas posteriores da morte dos apóstolos criou evangelhos fabulosos e cheios de exageros que foram rejeitados pela igreja e sua liderança. A história do Cristo da fé nos evangelhos é uma seiva que nos fortalece, boas novas que nos trazem esperança num mundo caótico e nos sustenta em meio ao ceticismo corrente.


1.2. A doutrina de Jesus no Novo Testamento
Os evangelhos nos mostram Jesus como um mestre atraente às grandes multidões, um exímio comunicador que tocava profundamente as pessoas através do seu ensino, a partir de coisas comuns, a vida de seus ouvintes. Ele recusou a tradição oral com seus mandamentos sobrecarregados, reinterpretou a Lei mosaica em vários pontos e reformulou uma nova ética para seus seguidores. As provas disso são as expressões encontradas nos próprios evangelhos: “estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina” (Mt 7.28 Quando Jesus acabou de dizer essas coisas, as multidões estavam maravilhadas com o seu ensino,); “Ele as ensinava como quem tem autoridade” (Mt 7.29 porque ele as ensinava como quem tem autoridade, e não como os mestres da lei.); “Nunca ninguém falou como esse homem” (Jo 7.46 “Ninguém jamais falou da maneira como esse homem fala”, declararam os guardas.). Os seus ensinos são um legado de inestimável valor. Jesus foi uma criança que nasceu entre os animais, cresceu numa região desprezada e conflitante, foi silenciado pela dor da cruz, mas incendiou a história humana com suas palavras.
O impacto do sermão do Monte foi profundamente marcante e duradouro. É o que também denota o tempo verbal do imperfeito no original grego. O imperfeito expressa a duração de uma ação ou impressão. “As multidões estavam totalmente fora de si.” Estavam como que atordoadas, paralisadas!
Pavor e admiração, profundo abalo interior e simples incapacidade de captar tomaram conta de seu coração. Jamais tinham ouvido algo assim.
Havia também entre os escribas personalidades famosas e oradores poderosos. Nomes como os dos grandes mestres da lei Shammai e Hillel, que viveram pouco tempo antes de Jesus, ainda estavam vivos na memória de todos. Mas não eram nada diante daquele que agora falava com autoridade como o “Senhor”.

1.3. A tradição evangélica herdada
Jesus de Nazaré, mestre incomparável e insuperável que jamais escreveu um livro sequer, no entanto seu exemplo inspirativo, por si só nos mostra alguém que viveu na história preocupado em deixar um legado. Evidentemente, era intencional da parte divina que ele exercesse tal fama. Mas e quanto a nós? Será que vivemos um cristianismo inspirador, capaz de motivar nossos cônjuges, filhos, amigos e irmãos a desejarem viver acima da mediocridade? Ou será que estamos a nos arrastar pela correnteza do século presente com seus valores secularizados?
“Jesus foi um semeador (Mt 13.1-23). Quem não consegue enxergar o poder contido em uma semente, nunca mudará o mundo que o envolve, nunca influenciam o ambiente social e profissional! que o cerca. Uma mudança de cultura só será legítima e consistente se ocorrer por intermédio das singelas sementes plantadas na mente de homens e mulheres, não por intermédio da imposição de pensamentos”. Augusto Cury. Reflitamos que histórias queremos que contem de nós quando descermos em nossos túmulos, precisamos pensar como queremos ser lembrados. Para isso temos que ter a mente de Cristo em nós, para pensarmos como ele pensaria se estivesse em nosso lugar.

2. O legado espiritual
Partindo do princípio da pessoa que Jesus era, o legado espiritual por ele deixado jamais será superado a salvação da alma humana - visto que não era da competência do homem comum. Mas de alguém com uma dupla identidade humana e divina. Todavia o Mestre ressuscitado nos compartilhou a sua missão expansionista do reino de Deus quando disse: “Assim como o Pai me enviou, eu também vos
envio” (Jo 20.21b). Ele até poderia fazer tudo só, mas escolheu trabalhar por meio de sua igreja.

2.1. A justificação pela fé
Tudo realizado por Jesus Cristo é importante para a igreja, mas a maior herança por Ele outorgada, do ponto de vista da eternidade, é a nossa salvação. Paulo trata desse assunto sob o tema da justificação em Romanos. Judeus, gregos e gentios precisavam de alcançarem justiça de Deus para se, tornarem aceitáveis, posto que todos igualmente estavam condenados. Por mais que o homem pudesse fazer não satisfaziam a justiça divina. Os homens para se tornarem judeus precisavam observar o rito da circuncisão, porém a justificação em Cristo é uma herança alcançada pela graça de Deus por meio da fé (Rm 5.1 Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo,). De maneira que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo (Rm 10.13 porque “todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”.).

A pessoa não salva é inimiga de Deus (ver Rm 5:10; 8:7), pois não é capaz de cumprir a Lei de Deus nem de obedecer à sua vontade. Dois versículos de Isaías deixam isso claro: "Para os perversos, todavia, não há paz, diz o Senhor" (Is 48:22); "O efeito da justiça será paz" (Is 32:17). Con­denação significa que Deus nos declara pe­cadores, o que, por sua vez, equivale a uma declaração de guerra. Justificação significa que Deus nos declara justos, o que, por sua vez, representa uma declaração de paz, possibili­tada pela morte de Cristo na cruz. "Encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram" (SI 85:10). "Porque a lei suscita a ira" (Rm 4:15), então ninguém condenado pela Lei pode desfrutar de paz com Deus. Mas, quando somos justificados pela fé, so­mos declarados justos, e a Lei não pode nos condenar nem declarar guerra!
Não há um Deus para os judeus que seja melhor, e outro para os gentios que seja menos bom; o Senhor é o Pai de todos os homens. a promessa é a mesma para todos os que invocam o nome do Senhor Jesus como Filho de Deus, como Deus manifestado em carne. Todos os crentes desta classe invocam o Senhor Jesus e ninguém mais o fará tão humilde ou sinceramente, mas, como poderia invocar ao Senhor Jesus, ao Salvador divino, alguém que não tem ouvido dEle? Qual é a vida do cristão, senão uma vida de oração? Isso demonstra que sentimos nossa dependência dEle e que estamos prontos para render-nos a Ele, e temos a expectativa confiada acerca de todo o nosso de parte dEle.
“A justificação é um ato declaratório de Deus (Rm 5.1). Não é um processo, mas um ato legal, forense
e judicial de Deus, sobre a base da justiça de Cristo. Ela é recebida pela fé (Rm 5.1). No entanto não somos justificados com base na fé, mas no poder do sacrifício de Jesus. A fé é apenas um instrumento de apropriação dos benefícios da cruz”. (Romanos - O evangelho segundo Paulo - Ed Hagnos)

2.2. Bênçãos da salvação
São diversas as bênçãos da salvação enumeradas por Paulo em Romanos 5, como efeito direto da justificação. Ele fala que agora “temos paz com Deus, por meio do Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1 Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos a paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo,); temos esperança eterna, “e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus” (Rm 5.2b por meio de quem obtivemos acesso pela fé a esta graça na qual agora estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.); tiramos proveito das tribulações passageiras, “nos gloriamos nas próprias tribulações” (Rm 5.3 Não só isso, mas também nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança;); temos um futuro eterno junto a Deus garantido, “Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira” (Rm 5.9 Como agora fomos justificados por seu sangue, muito mais ainda, por meio dele, seremos salvos da ira de Deus!); e finalmente, fomos e estamos reconciliados com Deus, “fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho” (Rm 5.10 Se quando éramos inimigos de Deus fomos reconciliados com ele mediante a morte de seu Filho, quanto mais agora, tendo sido reconciliados, seremos salvos por sua vida!).

Uma mudança bendita acontece no estado do pecador quando chega a ser um crente verdadeiro, tenha sido o que for. Sendo justificado pela fé tem paz com Deus. O Deus santo e justo não pode estar em paz com um pecador enquanto está embaixo da culpa do pecado. A justificação elimina a culpa e, assim, abre o caminho para a paz. Esta é por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por meio dEle como grande Pacificador, o Mediador entre Deus e o homem.
O feliz estado dos santos é o estado de graça. Somos levados a esta graça. Isso nos ensina que não nascemos neste estado. Não poderíamos chegar a esse estado por nós mesmos, senão que somos conduzidos a ele como ofensores perdoados. Ali estamos firmes, postura que denota perseverança; estamos firmes e seguros, sustentados pelo poder de Deus; estamos ali como homens que mantêm seu terreno, sem sermos derrubados pelo poder do inimigo. E os que têm a esperança da glória de Deus no mundo vindouro, têm suficiente para regozijar-se no presente.
A tribulação produz paciência, não em si mesma nem de por si, mas pela poderosa graça de Deus opera na tribulação e com ela. Os que sofrem com paciência têm a maioria das consolações divinas que abundam quando abundam as aflições. Opera uma experiência necessária para nós.
Esta esperança não desilude, porque está selada com o Espírito Santo como Espírito de amor. Derramar o amor de Deus nos corações de todos os santos não nos envergonhará em nossa esperança nem por nossos sofrimentos por Ele.
Cristo morreu pelos pecadores; não só pelos que eram inúteis, senão pelos que eram culpáveis e aborrecíveis; por estes cuja destruição eterna seria a glória da justiça de Deus. Cristo morreu para salvar-nos, não em nossos pecados, senão de nossos pecados, e ainda éramos culpáveis quando Ele morreu por nós. Sim, a mente carnal não só é inimiga de Deus, senão que é a inimizade mesma (capítulo 8.7; Cl 1.21). Porém Deus determinou liberar do pecado e operar uma grande mudança. Enquanto continuar o estado pecaminoso, Deus aborrece ao pecador e o pecador aborrece a Deus (Zc 11.8). É um mistério que Cristo morresse pelos tais; não se conhece outro exemplo de amor, para que bem possa dedicar-se a eternidade a adorar e maravilhar-se nEle.
Além disso, que ideia tinha o apóstolo quando supõe o caso de um que morre por um justo? E ainda bem que somente o colocou na frase como algo que poderia dizer. Não era que depois de passar por este sofrimento, a pessoa a qual se desejava beneficiar poderia ser libertada? Mas, de que são libertados os crentes em Cristo por sua morte? Não da morte corporal, porque todos devem suportá-la. O mal, do qual podia efetuar-se a libertação somente deste modo assombroso, deve ter sido muito mais terrível que a morte natural. Não há mal ao qual não posa aplicar-se o argumento, salvo o que o apóstolo assevera concretamente, o pecado e a ira, o castigo do pecado determinado pela justiça infalível de Deus.
E se, pela graça divina, assim foram levados a arrepender-se e a crer em Cristo, e assim eram justificados pelo preço de seu sangue derramado e pela fé nessa expiação, muito mais por meio dAquele que morreu por eles e ressuscitou serão livrados de cair no poder do pecado e de Satanás, ou de afastar-se definitivamente dEle. O Senhor vivente de todos concretizará o propósito de seu amor ao morrer salvando até o último de todos os crentes verdadeiros.
Tendo tal sinal de salvação no amor de Deus por meio de Cristo, o apóstolo declara que os crentes não somente se regozijam na esperança do céu, e até em suas tribulações por amor de Cristo, senão que também se gloriam em Deus como o Amigo seguro e Porção absolutamente suficiente deles, por meio de Cristo unicamente.
Sem dúvida, Paulo é o maior expoente da doutrina da Salvação no NT, ele foi capaz de resumir todo o legado de Cristo a nós, dizendo: “o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17). A paz com Deus é uma benção referente ao passado, algo que já ocorreu. Diferentemente de ter a paz de Deus (Fp4.7). Está ligado ao relacionamento, não ao sentimento. Pois se trata de uma reconciliação com Deus. Não somos mais filhos da ira, mas filhos gerados a partir de seu amor.

2.3. Um novo padrão ético-moral
Do ponto de vista do direito que legislou os filhos de Israel, Moisés foi o maior legislador da história. Basta compararmos com outros códigos descobertos pela arqueologia, como por exemplo, o Código de Hamurabi (da Babilônia), o Código de Manu (da índia), etc. Porém, o Senhor Jesus produziu nas bem aventuranças um código com um insuperável padrão ético-moral que vem revolucionando o mundo. Os valores deixados como herança pelo Senhor Jesus vieram para causar um impacto social que dão sentido a existência do indivíduo pela sua prática e habitação do Espírito Santo. Sua proposta faz do homem, homem no sentido pleno da palavra e não uma coisa como os proponentes de filosofias mundanas.

Código de Hamurabi, representa conjunto de leis escritas, sendo um dos exemplos mais bem preservados desse tipo de texto oriundo da Mesopotâmia. Acredita-se que foi escrito pelo rei Hamurábi, aproximadamente em 1700 a.C.. Foi encontrado por uma expedição francesa em 1901 na região da antiga Mesopotâmia correspondente a cidade de Susa, atual Irã.
A sociedade era dividida em três classes, que também pesavam na aplicação do código:
Awilum: Homens livres, proprietários de terras, que não dependiam do palácio e do templo;
Muskênum: Camada intermediária, funcionários públicos, que tinham certas regalias no uso de terras.
Wardum: Escravos, que podiam ser comprados e vendidos até que conseguissem comprar sua liberdade.
Pontos principais do código de Hamurabi:
lei de talião (olho por olho, dente por dente)
falso testemunho
roubo e receptação
estupro
família
escravos
ajuda de fugitivos
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3digo_de_Hamurabi

O Código de Manu é parte de uma coleção de livros bramânicos, enfeixados em quatro compêndios: o Mahabharata, o Ramayana, os Puranas e as Leis Escritas de Manu. Inscrito em sânscrito, constitui-se na legislação do mundo indiano e estabelece o sistema de castas na sociedade Hindu. Redigido entre os séculos II a.C. e II d.C. em forma poética e imaginosa, as regras no Código de Manu são expostas em versos. Cada regra consta de dois versos cuja metrificação, segundo os indianos, teria sido inventada por um santo eremita chamado Valmiki, em torno do ano 1500 a.C.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3digo_de_Manu

Se Jesus se ocupou em deixar um legado espiritual, o que nos resta fazer? Cabe a nós transferir essa herança de justiça, paz e alegria espiritual no tempo corrente. Isso é algo totalmente envolvente e não alienado, como alguns fazem da religião. Precisamos pensar como pais espirituais preocupados em deixar um tesouro para os nossos filhos que abunde para a vida eterna, falaremos mais disso a seguir.

3. O legado de autoridade
Devemos lembrar que cumpre a nós como igreja temperarmos a nossa sociedade, com o bom tempero de Cristo. Esse poder salinizador nos foi conferido para ser levado a efeito nas artes, na política e educação, entre outros (Mt 5.13 “Vocês são o sal da terra. Mas se o sal perder o seu sabor, como restaurá-lo? Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens.). Uma vida religiosa é uma coisa boa, mas ineficaz para produzir frutos de arrependimento e realizar sonhos. O que precisamos é do poder de Deus sobre nós para viver e transmitir esse maravilhoso legado.

3.1 Autoridade para viver uma nova realidade
A antiga realidade sem Cristo era sob o domínio do pecado, debaixo da autoridade de Satanás, evidenciada por uma vã maneira de viver (Ef 2.1-10 E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que, noutro tempo, andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que, agora, opera nos filhos da desobediência; entre os quais todos nós também, antes, andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça, pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.). Consequentemente não havia esperança diante da morte, antes sim uma grande incerteza que gerava terrível expectativa. Quando Cristo entra na vida do indivíduo, inaugura-se um novo dia, uma nova realidade, livre do pecado, e passa a ter autoridade sobre os demônios que dantes encarceravam a sua vida, e vive segundo o poder do evangelho com esperança. Quando a pessoa se torna crente e toma posse dessa autoridade espiritual abandona a luxúria, os vícios e vive em santidade e temperança (2 Co 5.17 Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!).

O pecado é a morte da alma. um homem morto em delitos e pecados não sente desejos pelos prazeres espirituais. Quando olhamos para um cadáver, dá uma sensação espantosa. O espírito que nunca morre foi embora, e nada tem deixado senão as ruínas de um homem. Todavia, se víssemos bem as coisas, deveríamos sentir-nos muito mais afetados com o pensamento de uma alma morta, um espírito perdido e caído.
O estado de pecado é o estado de conformidade com este mundo. Os homens ímpios são escravos de Satanás, que é o autor dessa disposição carnal orgulha que existe nos homens ímpios; ele reina nos corações dos homens. na Escritura fica claro que se os homens têm sido mais inclinados à iniqüidade espiritual ou sensual, todos os homens, sendo naturalmente filhos da desobediência, são também por natureza filhos da ira. Então, quanta razão têm os pecadores para procurarem fervorosamente a graça que os fará filhos de Deus e herdeiros da glória, tendo sido filhos da ira!
O amor eterno ou a boa vontade de Deus para com suas criaturas é a fonte de onde fluem todas suas misericórdias para conosco; esse amor e Deus é amor grande, e sua misericórdia é misericórdia rica. Todo pecador convertido é um pecador salvo; livrado do pecado e da ira. A graça que salva é a bondade e o favor livre e imerecido de Deus; Ele salva, não pelas obras da lei, senão pela fé em Cristo Jesus.
A graça na alma é vida nova na alma. Um pecador regenerado chega a ser um senhor vivente; vive uma vida de santidade, sendo nascido de Deus: vive, sendo livrado da culpa do pecado, pela graça que perdoa e justifica. Os pecadores se revolvem no pó; as almas santificadas sentam nos lugares celestiais, levantadas por sobre este mundo pela graça de Cristo.
A bondade de Deus ao converter e salvar pecadores aqui e agora, estimula os outros a esperar, no futuro, por Sua graça e misericórdia. Nossa fé, nossa conversão, e nossa salvação eterna não são pelas obras, para que nenhum homem se vanglorie. Estas coisas não acontecem por algo que nós façamos, portanto, toda jactância fica excluída. Todo é livre dádiva de Deus e efeito de ser vivificado por seu poder. Foi seu propósito para o qual nos preparou, dizendo-nos com o conhecimento de sua vontade, e seu Espírito Santo produz tal mudança abençoando-nos com o conhecimento de sua vontade, e seu Espírito Santo produz tal mudança em nós que glorificaremos a Deus por nossa boa conversação e perseverança na santidade. Ninguém pode abusar desta doutrina apoiando-se na Escritura, nem a acusa de nenhuma tendência ao mal. Todos os que assim agem, não têm escusa.

3.2. Autoridade para levar esperança
Temos autoridade de Deus para compartilhar a salvação em Cristo e suas bênçãos, não temos qualquer direito de reservar tais bênçãos apenas para nós mesmos (At 1.8 Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra”.). Devemos estar sempre mergulhados no amor do Senhor Jesus que nos constrange, a fim de compartilhar esse legado espiritual de todas as maneiras possíveis: pelo bom testemunho de transformação interna e externa, pelo evangelismo e discipulado (2Co 5.14-15 Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo, todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.) . O plano de Deus é tão perfeito que, quanto mais compartilhamos da nossa herança, não empobrecemos e nem enfraquecemos; ao contrário, quando compartilhamos esperança aos necessitados tanto mais prosperamos e nos fortalecemos em Cristo em todos os aspectos.

Mas “recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas”. Começa a missão, a evangelização para a construção do corpo de Cristo. Para isso há necessidade de “poder”. Porém não bastam o poder do intelecto, da vontade humana, da retórica. “Poder do Espírito que desce sobre vós”: somente por meio dele é possível desincumbir-se dessa tarefa. Com ele, os apóstolos serão as “testemunhas” eficazes de Jesus.
Em Coríntios 5 O apóstolo se anima a si mesmo e aos outros a cumprir seu dever. As esperanças bem cimentadas do céu não animarão a preguiça nem a confiança pecaminosa. Todos devem considerar o juízo vindouro, que é chamado O Terror do Senhor. Sabendo quão terrível é a vingança que o Senhor executará nos fazedores de iniqüidade, o apóstolo e seus irmãos usam todo argumento e persuasão para levar os homens a crerem no Senhor Jesus, e para agirem como seus discípulos. seu zelo e diligência eram para a glória de Deus e para o bem da Igreja. O amor de Cristo por nós terá um efeito similar em nós se for devidamente considerado e retamente julgado. Todos estavam perdidos e desfeitos, mortos e destruídos, escravos do pecado, sem poder para libertar-se e deveriam ter continuado assim, miseráveis para sempre, se Cristo não tiver morrido. A vida do cristão deve ser dedicada a Cristo. Ai, quantos mostram a nulidade da fé e do amor que professam vivendo para si mesmos e para o mundo!

3.3. Autoridade para operar sinais e maravilhas
Operar sinais foi uma marca indelével do ministério terreno do Senhor Jesus. Ele deseja que o reino de Deus seja anunciado com poder, para que as pessoas venham a crer de fato em quem Ele é. Os sinais acompanham aqueles que vão e levam a mensagem de esperança, e em meio ao caminho à medida que cremos e ousamos eles acontecem: os demônios são expulsos, os enfermos são curados, experimentam os livramentos sobrenaturais. Essa autoridade foi conferida a todos os que creem
(Mt 28.18-20 E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.  Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!;
Mc 16.14-18 Finalmente apareceu aos onze, estando eles assentados juntamente, e lançou-lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, por não haverem crido nos que o tinham visto já ressuscitado. E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão.;

 At 1.8 Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra”.).
Recentemente aquele louco que invadiu um colégio em Realengo-RJ e saiu tirando a vida de muitas crianças e ferindo outras, acabou por suicidar-se. Seus parentes não foram fazer o reconhecimento do corpo no Instituto Médico Legal, de modo que foi sepultado como indigente, pois deixou um rastro de destruição e péssima lembrança de si, Com certeza, todos querem os ser bem lembrados, com carinho, boas histórias, etc., mas isso se planta na semeadura da vida.

Conclusão
Cristo Jesus compartilhou conosco toda a sua herança sem jamais empobrecer, então somos co-herdeiros com Ele. Seu propósito foi tornar-se um modelo vivo de inspiração para todos nós; neste particular. Cumpre a nós deixarmos também um legado, devemos pensar hoje, em como queremos ser lembrados no dia do nosso sepultamento.

QUESTIONÁRIO

1. Aponte um aspecto do legado histórico deixado por Jesus:
R: Sua história narrada nos evangelhos; ou, Sua doutrina exposta no Novo Testamento;
2. O que representa para nós a história do Cristo da fé?
R: Uma seiva que nos fortalece; boas novas que nos trazem esperança;
3. Qual será o maior legado, quer dizer, que jamais será superado?
R: A salvação da alma, humana.
4. Cite uma bênção da salvação:
R: Paz com Deus; ou, esperança eterna; ou, tiramos proveito das tribulações; etc.
5. O legado de autoridade foi-nos conferido para ser levado a efeito em quê?
R: Nas artes, na política e educação dentre outros.

REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Editora Betel 1º Trimestre de 2013, ano 23 nº 86 – Jovens e Adultos – Vida Cristã Vitoriosa.
Comentário Bíblico Expositivo – Warrem W. Wiersbe
O Novo Testamento Interpretado Versículo Por Versículo - Russell Norman Champlin
Comentário Esperança - Novo Testamento 
Comentário Bíblico Matthew Henry - Novo Testamento
Comentário Bíblico - F. B. Meyer
Bíblia – THOMPSON (Digital)
Bíblia de Estudo Pentecostal – BEP (Digital)
Dicionário Teológico – Edição revista e ampliada e um Suplemento Biográfico dos Grandes Teólogos e Pensadores – CPAD - Claudionor Corrêa de Andrade

3 comentários:

  1. amei este site.. o encontrei por acaso...me esclareceu muito para esta próxima aula onde darei aula..pois sua uma pessoa que não tenho estudos teológicos mais me preparo pr dar o melhor pr os minhas alunas... bjs e continuem a serem usados por Deus... a paz

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  2. Deus vos abençoe meu irmão !! material muito bom !, semana passa fui ao templo sede no brás e não conseguir compra mais lição, mas graças a Deus e a vocês tenho o material necessário para a EBD.

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  3. Obrigada!...muito útil. Deus abençõe.

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