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103 A decisão do Sinédrio, Mt 26.1-5

A decisão do Sinédrio, Mt 26.1-5

1-5 Tendo Jesus acabado todos estes ensinamentos, disse a seus discípulos: Sabeis que, daqui a dois dias, celebrar-se-á a Páscoa; e o Filho do Homem será entregue para ser crucificado. Então, os principais sacerdotes e os anciãos do povo se reuniram no palácio do sumo sacerdote, chamado Caifás; e deliberaram prender Jesus, à traição, e matá-lo. Mas diziam: Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo.

As palavras: Quando Jesus acabou todos esses discursos denotam que agora a atividade de
ensino de Jesus está definitivamente encerrada. Neste momento inicia sua obra salvadora
propriamente dita, sua amarga paixão e morte no mastro dos criminosos. Jesus está ciente desse
desfecho de sua vida na terra. A festa da Páscoa, a ser festejada dentro de dois dias, será o dia de sua
morte.
Enquanto Jesus prenuncia com plena certeza a sua morte para a festa da Páscoa judaica, seus
inimigos se reúnem para uma discussão na casa de Caifás. O objetivo da conversa é como
prenderiam Jesus com astúcia e como o “eliminariam” às escondidas. A vida de Jesus não tinha
nenhum valor para eles. – Em consideração com o povo, decidem evitar qualquer agitação em
público. Por isso, sob hipótese alguma, o assassinato secreto planejado poderia acontecer nos dias da
festa. Somente depois da festa o odiado galileu deverá ser eliminado.  – Que coisa terrível! Não fosse
o medo diante de uma rebelião generalizada, nem mesmo a santidade da festa teria contido os
“piedosos líderes” de Israel no propósito de assassinar Jesus à traição.  – O que, porém, os inimigos
não queriam e tampouco sabiam, isso Jesus sabia, ou seja, que justamente na Páscoa, e ainda com
toda a publicidade, ele teria de padecer a morte de um criminoso (v. 2). Vemos com que
superioridade Deus e, com ele, seu Filho, pairam sobre todas as resoluções dos inimigos de Jesus.
Acontece não o que querem as pessoas, mas o que Deus quer, inclusive em relação ao tempo, ao
local e à hora.
A palavra páscha, traduzida como Páscoa, significa “passar do lado” e relembra como os
israelitas foram poupados no Egito, quando o Senhor passou do lado de suas casas pintadas com o
sangue do cordeiro, não vitimando os seus primogênitos. Mais tarde o termo  páscha foi usado para a
própria refeição e, finalmente, como vimos, para a festa toda. O primeiro mês, o nisan, em que se
festejava a Páscoa, corresponde ao final de março e início de abril.

Fonte: Mateus - Comentário Esperança

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