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107 A Ceia, Mt 26.26-30

A Ceia, 26.26-30
(Mc 14.22-25; Lc 22.15-21; 1Co 11.23-25)

26-30 Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo. A seguir, tomou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos; porque isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados. E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, convosco no reino de meu Pai. E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras.
Estas palavras perfazem o cerne do relato todo nos três evangelhos. Não nos cansamos de admirar
a sabedoria e a grandeza do Senhor, que se tornam visíveis na instituição da Ceia. Ela deve confirmar
aos discípulos, que nunca puderam acreditar de fato na morte iminente de Jesus, que ela estava por
acontecer. Essa morte tão escandalosa deve brilhar para eles com o sentido de  para o perdão dos
pecados. Deve comprometê-los a lembrarem sem cessar dessa mo rte, e uni-los com os que em todos
os tempos crerão em Jesus. A instituição da Ceia não é fruto de uma inspiração momentânea, mas
sim a seqüência de um plano conduzido cuidadosamente pelo Pai. Reconhecendo que seu sofrimento
se aproxima com certeza, o Senhor unifica a clara consciência do efeito abençoador de sua morte
com o seu amor pelos discípulos, que o faz esquecer-se totalmente de si próprio. Esse amor também
o move a preparar-lhes, agora, antes que as horas mais difíceis se aproximem, um fortalecimento
para a fé, o amor e a esperança deles.
Citamos sinteticamente o que Johannes Gossner disse acerca da Ceia: “Ao instituir a Ceia, o
Salvador não nos deu seu corpo e seu sangue para disputas doutrinárias, para quebrar a cabeça, para
explicar ou duvidar, mas simplesmente para desfrutar dele, para comer e beber, para o crescimento
na graça e no amor, e acima de tudo na unidade dos fiéis uns com os outros e com Jesus.
“A fé singela não analisa, não explica e não define o mistério inexplicável e incompreensíve l:
Cristo em nós (Cl 1.27; Jo 6.56). Quer apenas recebê-lo assim como Cristo o oferece, quando diz:
„Tomai e comei, isto é o meu corpo! Tomai e bebei, isto é o meu sangue!‟ Ele não diz:
„Compreendam! Pesquisem! Discutam! Briguem!‟ etc.”
“É a reverência, a fome, o desejo de estarmos tão intimamente unidos a Cristo e participando de
seu corpo e sangue, que ele está em nós e nós nele  – é isso que deve espantar todos os demais
pensamentos, deve envolver-nos integralmente, para sermos imbuídos somente de Cristo, dos seus
méritos, da sua força e graça, da sua presença. Podemos deixar o „como‟ completamente nas mãos
dele. Isso não é assunto para a razão, mas somente para o coração, não para compreender, mas para
desfrutar. Quanto mais você quiser compreender, defin ir, explicar, tanto menos desfrutará. Cabe-lhe
apenas tomar e comer, deixando por conta do doador o que e como ele quer dar. Cabe -lhe apenas
crer, pois ele dá mais do que você pode captar, crer, compreender e pedir  – muitíssimo mais que seu
pequeno e pobre coração pode comportar.”
Instituindo a Ceia, Jesus encerrou o convívio com seus discípulos na terra. Ele olha por cima do
sofrimento e da morte em direção à eternidade e declara:  Eu lhes digo: Doravante não beberei
deste fruto da videira até o dia em que o beber, de novo, com vocês no reino do meu Pai.
Somente no além eles voltarão a estar unidos e a celebrar a ceia festiva. Então, transfigurado, ele lhes
entregará o cálice da alegria na Ceia.
A canção de louvor que encerrava a celebração da ceia pascal era constituída dos Salmos 115–
118.

Fonte: Mateus - Comentário Esperança

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