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111 A tentativa de defesa, Mt 26.51-54

A tentativa de defesa, Mt 26.51-54

51-54 E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, sacou da espada e, golpeando o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe a orelha. Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada à espada perecerão. Acaso, pensas que não posso rogar a meu Pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos? Como, pois, se cumpririam as Escrituras, segundo as quais assim deve suceder?
Os autores sinóticos não dizem nem o nome do discípulo que ataca nem o do servo atingido. João
cita os nomes dos dois [Jo 18.10]. Por quê? Enquanto o Sinédrio ainda detinha poder, a sabedoria
determinava que não se mencionasse o nome de Pedro. Por isso também a tradição oral observou o
silêncio sobre esse assunto. Contudo, escrevendo após a morte de Pedro e a destruição de Jerusalém,
João não foi mais detido por esse temor. Quanto ao nome Malco, ele deve ter ficado na lembrança
daquele discípulo que era amigo da casa do sumo sacerdote e conhecia esse homem. O que
deveríamos pensar do autor do 4º evangelho, se esses nomes próprios apontados por ele fossem
invenções arbitrárias? – Assim como Lucas, João esclarece: “a orelha direita”.
Jesus diz: Embainha a tua espada! Esse golpe de violência não apenas deixaria uma impressão
errada da pessoa de Pedro, mas também da causa do Senhor. Faltou pouco para Jesus ser
impossibilitado de dirigir a Pilatos (Jo 18.36) a palavra tão importante para sua defesa contra a
acusação dos judeus: “A minha realeza não é deste mundo. Se a minha realeza fosse deste mundo, os
meus guardas teriam combatido para que eu não fosse entregue aos judeus.” Evidentemente não
houve necessidade de outra medida do que curar imediatamente Malco, para recuper ar a situação
favorável, comprometida pela falha de Pedro.
Na história do reino de Deus houve tantas ocasiões em que servos de Deus tinham as melhores
intenções, mas prejudicaram a causa de Jesus por causa de um entusiasmo carnal. De tantas pessoas à
procura foi cortada a orelha por insistência pouco espiritual, de tal maneira que elas não queriam
mais saber de nada. Porém Jesus restaura e constrói o seu reino apesar dos erros de seus servos.
Pedro queria provar que estava disposto a ir com o Senhor para a luta, sim, para a morte. Tinha
boas intenções, mas empenhou-se pelo Senhor com falta de entendimento. Naturalmente era mais
fácil, ao lado desse Senhor, atacar com a espada do que vencer o poder oculto das trevas com vigília
e oração. Contudo, mais tarde Pedro acabou aprendendo. Aprendeu a deixar-se amarrar como seu
Senhor e sacrificar sua vida no serviço dele.

Fonte: Mateus - Comentário Esperança

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