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116 O fim do traidor, Mt 27.3-10

O fim do traidor, Mt 27.3-10
(cf. At 1.18s)

3-10 Então, Judas, o que o traiu, vendo que Jesus fora condenado, tocado de remorso, devolveu as trinta moedas de prata aos principais sacerdotes e aos anciãos, dizendo: Pequei, traindo sangue inocente. Eles, porém, responderam: Que nos importa? Isso é contigo. Então, Judas, atirando para o santuário as moedas de prata, retirou-se e foi enforcar-se. E os principais sacerdotes, tomando as moedas, disseram: Não é lícito deitá-las no cofre das ofertas, porque é preço de sangue. E, tendo deliberado, compraram com elas o campo do oleiro, para cemitério de forasteiros. 
Por isso, aquele campo tem sido chamado, até ao dia de hoje, Campo de Sangue. Então, se cumpriu o que foi dito por intermédio do profeta Jeremias: Tomaram as trinta moedas de prata, preço em que foi estimado aquele a quem alguns dos filhos de Israel avaliaram; e as deram pelo campo do oleiro, assim como me ordenou o Senhor.
Quando se dá conta daquilo que provocou, Judas é tomado de desespero brutal. Ele vai correndo
aos sumo sacerdotes e anciãos, arrependido da sua ação: Pequei, pois delatei sangue inocente! Uma
terrível acusação aos sumo sacerdotes e anciãos. Mas ao invés de se assustarem, eles respondem
friamente: Que temos nós com isso? O problema é seu! – Desse modo, eles revelam toda a sua
maldade. É demoníaca a retribuição dos maus deste mundo!
A fúria da impotência novamente toma conta de Judas. Com todo o ímpeto ele arremessa o
dinheiro maldito contra o portal do templo. Depois foge em disparada. Em vez de chorar como
Pedro, em vez de olhar para Deus, olha somente para si e seu pecado. Por que viu somente seu
pecado? Porque antes olhou somente para si próprio, para a sua vantagem, por isso agora também
não podia mais tirar o olhar de si próprio.
“Provavelmente no dia seguinte os sumo sacerdotes encontram as trinta moedas de prata. Ainda
que não tivesse havido testemunha ocular que observou o desvairado, a partir do número de moedas e
do local do achado ficava claro de imediato do que se tratava. Agora o s senhores se mostram
novamente da exata maneira como o Senhor os descreveu, a saber, como pessoas que „coam
mosquitos e engolem elefantes‟ (Mt 23.24). Por se tratar de „dinheiro de sangue‟, as moedas eram
consideradas impuras, assim como o dinheiro recebido com prostituição. Por isso não podiam ser
lançadas no tesouro do templo (Dt 23.19). Em razão disso, após deliberação prévia  – no que se revela
como levavam a sério essas questões secundárias –, decidem comprar o assim chamado campo do
oleiro. Ou seja, um terreno argiloso que serviu para o empreendimento de um oleiro, que agora se
tornará um lugar para sepultar judeus e prosélitos vindos de fora da cidade. Pois esses estrangeiros
não possuíam túmulos de família como os residentes em Jerusalém. Neste fato  Mateus vê que
novamente se cumpriu uma antiga profecia. Obviamente, essa promessa e seu cumprimento causam
as maiores dificuldades aos exegetas. Pois a citação não se encontra no profeta Jeremias, e sim em
Zacarias (11.13)” (Lauck). É possível que tenha havido um erro de cópia!

Fonte: Mateus - Comentário Esperança

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