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117 A pergunta de Pilatos a Jesus, Mt 27.11-14


A pergunta de Pilatos a Jesus, 27.11-14
(Mc 15.2-5; Lc 23.2s; Jo 18.29-38)

11-14 Jesus estava em pé ante o governador; e este o interrogou, dizendo: És tu o rei dos judeus? Respondeu-lhe Jesus: Tu o dizes. E, sendo acusado pelos principais sacerdotes e pelos anciãos, nada respondeu. Então, lhe perguntou Pilatos: Não ouves quantas acusações te fazem? Jesus não respondeu nem uma palavra, vindo com isto a admirar-se grandemente o governador.
Diante de Pilatos, a acusação é bem outra que aquela por causa da qual eles próprios o tinham
condenado. A condenação deles fora por blasfêmia. Diante de Pilatos Jesus é acusado de sedição.
Constitui um jogo falso quando os superiores dos judeus, que odiavam os romanos e seu
imperador, fingem que estão preocupados com a autoridade do imperador romano! Assumem a
posição de serem mais leais que o próprio alto funcionário romano em Jerusalém.
A primeira pergunta que Pilatos dirige a Jesus é: És tu o rei dos judeus? É um momento singular,
em que estão frente a frente o representante da maior potência mundial de então e aquele que trouxe
a virada dos tempos. O romano não tinha nenhuma idéia do significado deste momento que abalaria o
mundo e a eternidade, quando Jesus foi trazido diante dele. A questão para ele era inicialmente
apenas um dos numerosos incômodos que seu cargo entre esses judeus lhe proporcionava, e que ele
desejava acabar o quanto antes e com boas maneiras. Eram indizivelmente pequenas as pessoas às
quais naquelas horas foi entregue a decisão sobre a questão suprema (Prieser).
Os quatro relatos coincidem nessa pergunta que Pilatos dirige a Jesus: “És tu o rei dos judeus?”
Por João sabemos que Jesus estava diante do tribunal, enquanto os judeus estavam de pé na antessala.
Pilatos percorria o caminho deles até Jesus e, de volta, de Jesus até os judeus. Chama a atenção a
brevidade da resposta: Tu o dizes. Contudo, por João sabemos que essa declaração resume uma
conversa bastante longa entre Jesus e Pilatos, que a tradição oral não havia preservado. Pilatos tinha
percepção suficiente para saber o que deveria pensar deste súbito empenho do Sinédrio em favor do
governo romano na Palestina. Sua conversa com Jesus acerca desse primeiro ponto da acusação,
detalhadamente descrita em Jo 18.33-38, convenceu-o cabalmente de que não estava lidando com
nenhum concorrente do imperador.
Diante das demais perguntas de Pilatos, Jesus se cala: Não ouves, quantas acusações te fazem?

Fonte: Mateus - Comentário Esperança

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