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121 Os acontecimentos logo após a morte, Mt 27.51-53

Os acontecimentos logo após a morte, Mt 27.51-53


51-53 Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo; tremeu a terra, fenderam-se as rochas; abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos, que dormiam, ressuscitaram; e, saindo dos sepulcros depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e 
apareceram a muitos.
A partir deste momento, a situação muda. No momento em que Jesus em voz alta entregou seu
espírito ao Pai, aconteceu um forte terremoto que fendeu as rochas. O mundo físico sente que o Rei
eterno morre, que a sua morte lança a base para a sua perdição e transfiguração. Sente dores de parto
de uma evolução pela qual progredirá para um novo estágio de sua vida obscura, conforme condiz
com a virada na humanidade que há pouco teve início (Rm 8.18).
O escurecimento do sol igualmente nos remete para a profunda e misteriosa relação entre o reino
da natureza e o da graça, que ainda foi pouco pesquisada pelos teólogos. A natureza se envolve num
manto de luto não apenas “como se lamentando pelo seu Filho maior“. Quando a palavra que se fez
carne, e pela qual todas as coisas foram feitas, se finda na morte, a natureza trêmula pres ta um
testemunho inequívoco da grandeza de Jesus.
Acrescentando: Subitamente rasgou-se de cima a baixo, para admiração da multidão, a cortina
que ocultava o santíssimo lugar. Ela tinha vinte metros de comprimento e quatro dedos de espessura.
O que nunca fora visto é mostrado aos olhares de todos. Estava descoberto diante de todos em Israel
o que até então haviam visto de fora com olhares tímidos e corações assustados. Depois disso,
qualquer um tinha acesso ao lugar sagrado que, antes, podia ser adentrado so mente uma vez por ano
pelo sumo sacerdote, trazendo nas mãos o sangue de sacrifícios. Apareceram, desvendados, o trono
da graça e a arca da aliança, emoldurados pelos querubins de ouro maciço. Era a moradia do Deus
oculto.
O que se queria expressar nessa hora tão estranha por meio desse evento extraordinário, jamais
acontecido na face da terra? A velha aliança estava desfeita. A sombra teve de ceder à realidade. Os
paradigmas foram cumpridos. As profecias foram realizadas. Os sacrifícios foram extintos por  meio
do único sacrifício que prevalece eternamente.
Daqui em diante o caminho ao trono da graça está aberto para todos. Assim como o sumo
sacerdote, ao presenciar uma grande ofensa, rasgou a sua roupa, assim Deus rasga a cortina que
ocultava o santíssimo, e que era até então o lugar da sua revelação. Dessa  forma Deus declara: Não
existe mais santíssimo nem lugar sagrado, de modo que tampouco existem antessala, altar, sacrifícios
válidos. O templo foi abolido pelo próprio Deus. O poder abençoador do sacrifício transferido a outro
sangue, a outro altar, a outro sumo sacerdote. É exatamente isso o que Jesus tinha anunciado aos
judeus, ao dizer: Se me matarem, terão demolido o templo.



A terra tremeu, os rochedos se fenderam. Os túmulos abriram-se, os corpos de muitos santos 
já falecidos ressuscitaram. Saindo dos túmulos, depois da sua ressurreição, eles entraram na 
Cidade Santa e apareceram a um grande número de pessoas (v. 52s).

“Aconteceu um terremoto, suficientemente intenso para que se formassem fendas nas paredes
rochosas, numerosas nos montes em torno de Jerusalém. Em todas essas paredes, porém, há grande
número de câmaras mortuárias, cujos acessos, enquanto elas eram ocupadas, ficavam fechados por
lajes de pedra. Por isso qualquer abalo sísmico em Jerusalém tinha o efeito de que os túmulos se
abriam, porque as portas de pedra caíam. Essa circunstância confere importância a esse sinal.
Simboliza que, com a morte de Jesus foi vencida a morte, e que sua morte abre as sepulturas das
pessoas. Pois é por causa de sua morte que a comunidade, liberta de culpa e juízo, é transferida para a
vida eterna. Mateus nos informa que esse sinal não era apenas figurado, mas que a morte de Jesus
proporcionou para muitos um ingresso imediato no estado de ressuscitados. Nisso seu olhar está
voltado para Jerusalém, para onde a fidelidade de Deus envia de modo maravilhoso novas
testemunhas de Cristo. Através desse acontecimento foi declarado para muit os por que Jesus morreu.
Eles viram que ele entregou a sua vida como resgate, pelo qual libertou muitos da culpa e da morte.
Mateus não fala do destino daqueles que imediatamente experimentaram o poder vital da morte de
Jesus. No entanto, devemos imaginá-l o à semelhança do que aconteceu após a ressurreição de Jesus.
Assim como o Ressuscitado é elevado ao reino invisível de Deus, assim também os que receberam
nova vida através da morte dele, serão alçados às regiões celestiais.
“Ao lado das testemunhas transfiguradas de Jesus, Mateus posiciona as pessoas que confessaram o
seu nome” (Schlatter, Erl., p. 415).

Fonte: Mateus - Comentário Esperança

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