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124 O sepultamento do Senhor, Mt 27.57-61

O sepultamento do Senhor, Mt 27.57-61
(Mc 15.42-47; Lc 23.50-55; Jo 19.38-42)

57-61 Caindo a tarde, veio um homem rico de Arimatéia, chamado José, que era também discípulo 
de Jesus. Este foi ter com Pilatos e lhe pediu o corpo de Jesus. Então, Pilatos mandou que lho fosse entregue. E José, tomando o corpo, envolveu-o num pano limpo de linho e o depositou no seu túmulo novo, que fizera abrir na rocha; e, rolando uma grande pedra para a entrada do sepulcro, se retirou. Achavam-se ali, sentadas em frente da sepultura, Maria Madalena e a outra Maria.
José, de Arimatéia (uma cidadezinha provavelmente situada na margem oeste da região
montanhosa da Palestina, em direção ao mar Mediterrâneo), foi quem se encarregou do sepultament o
de Jesus. João diz que José de Arimatéia era um discípulo de Jesus, contudo secretamente, acrescenta
ele, porque temia os judeus. Era uma pessoa boa e justa, como informa Lucas (Lc 23.50). Ele era
possuído de esperança pelo reino de Deus (estava direcionado com seus anseios para a revelação
desse reino). Esse pensamento fiel e piedoso o levou à comunhão com Cristo. Entretanto, o que até
então o impedira de manifestar-se publicamente a favor de Jesus foram considerações terrenas, as
mesmas que detiveram por longo tempo a Nicodemos. Ele era uma pessoa rica, como relata Mateus,
um respeitado membro do Conselho, diz Marcos. Logo, tinha muito a perder. Naturalmente ele já
tinha dado sinais inequívocos perante o Sinédrio de que era favorável a Jesus. De acordo com Lucas,
ele não deu seu apoio nem à decisão nem à ação deles. Por outro lado, até aquele momento ele não
tinha dado testemunho público em favor de Jesus. Essa situação, porém, mudou.
José de Arimatéia dirigiu-se a Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Por me io dessa petição, ele deixou
seu resguardo anterior e tomou publicamente o lado daquele que fora executado como criminoso.
Mateus e Marcos, em seguida, relatam os acontecimentos como se José de Arimatéia tivesse
providenciado sozinho o sepultamento de Jesus – o que obviamente não é verdade. Acontece que
Mateus fez um relato breve. Do v. 61, bem como de Lucas e João, podemos deduzir que as mulheres
também estiveram presentes. De acordo com Jo 19.39, compareceu ao sepultamento também
Nicodemos. – Era arriscado sepultar Jesus. Depositar o maldito junto dos filhos de Israel não
significava outra coisa do que protestar contra a sua excomunhão. O sepultamento de Jesus por José
de Arimatéia constitui um ato corajoso. O fato de sepultá-lo em sua própria sepultura ve m a ser
também uma confissão a favor dele, ainda que seja somente no sentido de Lc 24.19. Aproxima -se
dele Nicodemos, como outrora à noite. Esses dois homens abrem mão da ceia pascal, que começava
por aquela hora. Não podem celebrá-la, pois o contato com o  morto os torna impuros. Contudo, por
amor ao Crucificado, eles renunciam à ceia. Preferem ser alvo da ira de seus concidadãos a admitir
que Jesus seja enterrado como um maldito.
Começa, pois, o último e triste serviço que eles pensam poder prestar a Jesus. Não foi transmitido
a nós com exatidão o que fazem. No entanto, as fontes permitem afirmar algumas coisas. Enrolam o
corpo num linho branco, com certeza após terem limpado o corpo do sangue. Nicodemos traz
perfume, mirra e aloé com peso total de uns 35 Kg. Sente a necessidade de honrar agora o Senhor
com uma despesa principesca, da maneira como pouco antes agira Maria de Betânia. Fazia parte do
costume da época preparar sepultamentos dispendiosos para personalidades famosas.  – O uso
peculiar do termo no evangelho de João permite traduzirmos: “Foi sepultado como se fosse uma
pessoa distinta de Jerusalém”, ele, o maldito.
A mais feliz providência assegurou a sepultura. José de Arimatéia era proprietário de um jardim
muito próximo do Gólgota, no qual ele mandara talhar uma nova sepultura no rochedo. Nenhum
morto havia sido sepultado ali. Essa sepultura não foi preciosa demais para ele colocar nela o corpo
do Senhor.
Depois de realizarem às pressas o sepultamento, José fechou a sepultura colocando uma grande
pedra na entrada dela. Estava próximo o horário do início do sábado. Rapidamente, ao entardecer,
sucederam-se os diversos últimos acontecimentos da crucificação, o fim da execução, a retirada da
cruz, bem como o sepultamento de Jesus.

Fonte: Mateus - Comentário Esperança

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