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125 A guarda e o lacre da sepultura, Mt 27.62-66

A guarda e o lacre da sepultura, Mt 27.62-66

62-66 No dia seguinte, que é o dia depois da preparação, reuniram-se os principais sacerdotes e os fariseus e, dirigindo-se a Pilatos, disseram-lhe: Senhor, lembramo-nos de que aquele embusteiro, enquanto vivia, disse: Depois de três dias ressuscitarei. Ordena, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até ao terceiro dia, para não suceder que, vindo os discípulos, o roubem e  depois digam ao povo: Ressuscitou dos mortos; e será o último embuste pior que o primeiro. Disse-lhes Pilatos: Aí tendes uma escolta; ide e guardai o sepulcro como bem vos parecer. Indo eles, montaram guarda ao sepulcro, selando a pedra e deixando ali a escolta.
Os líderes de Israel ficaram muito irritados com a notícia do sepultamento de Jesus. É que eles
haviam escutado diversas declarações dos seguidores de Jesus a respeito dos anúncios que
Jesus fizera da sua paixão e ressurreição. Agora incomoda-os a idéia: Se no final sua ação
terminasse mal e os discípulos desse Jesus de Nazaré encenassem algo  – então “todo o seu
trabalho de executá-lo” teria sido em vão. Portanto, de todos os modos era preciso evitar
que surgisse “a fé na sua ressurreição”. Dito e feito! Dirigiram-se a Pilatos!
“Pilatos provavelmente não se terá mostrado muito amigável quando já de novo constatou a
presença desse grupo no portal do seu palácio. Por isso eles também o tratam humilde e
submissamente de „senhor‟. Obviamente não lhe comunicam a sua verdadeira
preocupação, em relação à qual fazem o maior esforço para não crerem nela. Em vez
disso, transmitem-lhe outro argumento, do qual esperam maior impacto sobre o
procurador romano: Lembramo-nos de que aquele impostor – chamam-no de „impostor‟
ou também de „sedutor do povo‟ – para consolar os bispos e sacerdotes que terá mais
tarde, que foram e são designados com a mesma acusação pelos inimigos da igreja de
todos os tempos – que aquele impostor ainda afirmou em vida: Depois de três dias
ressuscitarei! Querem deixar claro que isso é mais uma „mentira‟, assim como todas as
suas demais „charlatanices‟. Contudo, seus discípulos, que aprenderam dele como enganar
o povo, poderiam vir e roubar o corpo e depois anunciar ao povo: „Ele ressuscitou.‟ Se
esse povo já não estava longe de fazer uma revolução por causa das trapaças de Jesus, esse
„segundo calote‟ realmente levará as massas a ficarem fora de si. Ao que parece, Pilatos
não tem ânimo para discutir demoradamente com eles ou, como eles queriam, cuidar
pessoalmente da questão. Afinal, ele poderia tornar-se ridículo: Vigiar a sepultura de um
morto! Por outro lado, Pilatos não quer contrariá-los. Ao que parece, ele também tem suas
suspeitas sobre a questão. Por isso responde de forma breve e abrupta: Vocês terão uma
escolta. É assim que se deve explicar o original grego, e não: „Vocês já têm uma escolta.‟
Pois trata-se de uma guarnição que não era formada por empregados do templo, e sim de
um comando romano (cf. 28.14). Naturalmente já haviam sido recolhidos os pelotões que
atuaram, ou colaboraram, na prisão e execução de Jesus. Vão e providenciem segurança,
da melhor maneira que puderem. É o que os líderes farão com a máxima cautela possível.
Lacram a pedra do sepulcro” (Lauck, p. 199; cf. Strack-Billerbeck; Bornhäuser).

Fonte: Mateus - Comentário Esperança

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