Pessoas que gostam deste blog

25 Explicação da comparação do semeador, Mc 4.13-20

Explicação da comparação do semeador, Mc 4.13-20 
(Mt 13.18-23; Lc 8.11-15)

13-20 Então, lhes perguntou: Não entendeis esta parábola e como compreendereis todas as parábolas? O semeador semeia a palavra. São estes os da beira do caminho, onde a palavra é semeada; e, enquanto a ouvem, logo vem Satanás e tira a palavra semeada neles.     Semelhantemente, são estes os semeados em solo rochoso, os quais, ouvindo a palavra, logo a recebem com alegria. Mas eles não têm raiz em si mesmos, sendo, antes, de pouca duração; em lhes chegando a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandalizamOs outros, os semeados entre os espinhos, são os que ouvem a palavra, mas os cuidados do mundo, a fascinação da riqueza e as demais ambições, concorrendo, sufocam a palavra, ficando ela infrutífera. Os que foram semeados em boa terra são aqueles que ouvem a palavra e a recebem, frutificando a trinta, a sessenta e a cem por um

Em relação à tradução
     a
     Nome próprio hebr; o termo grego diabolos (diabo) falta em Marcos.
     b
     proskairos originalmente é aquilo que se refere ao momento certo, portanto o que é apropriado, de
bom costume, mas logo adquiriu um tom negativo (sempre no NT): aquilo que está preso ao momento, ao
mundo passageiro dos sentidos.
     c
     Cf 9.42n.
     d
     Aqui tempo presente, diferente de v. 15,16,18: estão sempre ouvindo.
     e
     Cf 4.8n.
Observações preliminares
1. Interpretação da parábola. Nos comentários popularizou-se a conclusão de que esta interpretação não
remonta ao próprio Senhor, mas que provém da igreja primitiva. Em que esta opinião quase unânime se
baseia? Em primeiro lugar, o fato de que se trata expressamente de uma interpretação que supostamente
favorece uma formação posterior (na opinião de Haenchen, p 170, na segunda ou terceira geração). Jesus teria
apresentado suas comparações sem explicação, e cada situação fornecia a explicação: o sentido saltava aos
olhos instantaneamente. Só depois que a situação não era mais conhecida é que começaram as interpretações
artificiais. Esta idéia, porém, precisa ser verificada. Freqüentemente os ouvintes entendiam errado as
comparações. Davi, em 2Sm 12.5,6, reagiu com condenação e não com arrependimento. Ele tinha entendido,
mas na verdade não entendera nada. Além disso, as comparações, que mexiam com as emoções e tinham
mesmo esta intenção, dificilmente não provocariam uma conversa posterior com Jesus, ainda mais no grupo
dos discípulos.
2. Alegoria (cf. também opr 2 a 12.1-12). Os traços alegóricos dos v. 14-20 são considerados sinais de
formação posterior. Visualizemos a diferença entre uma parábola e uma alegoria: ela está na comparação. A
parábola traz um único ponto ou um ponto principal em que figura e objeto se eqüivalem. Uma alegoria, por
sua vez, consiste de uma série de pontos de comparação, de palavras enigmáticas que precisam ser
desvendadas e relacionadas com verdades espirituais. Daí também vem o seu nome: “dizer algo de outra
maneira” do que tenciona. É uma linguagem para iniciados. Há muitos exemplos no judaísmo, mas também no
AT e no NT (p ex Ez 17.3-10; Jo 15.1-8).
É muito comum que peças originalmente não alegóricas (comparações, narrativas) depois tenham sido
alegorizadas. A cada pessoa e coisa é atribuído um sentido profundo, no qual o próprio autor não tinha
pensado. O pai da igreja Orígenes expôs p ex a parábola ou história exemplar do bom samaritano da seguinte
maneira: o homem que foi apanhado pelos ladrões é Adão, Jerusalém é o céu, Jericó o mundo. Os ladrões são
o diabo e seus ajudantes, o sacerdote é a lei, o levita representa os profetas, o samaritano é Cristo. O animal
que carregou o moribundo é o corpo de Cristo, a estalagem a igreja, as duas moedas Pai e Filho. A promessa
de retorno do bom samaritano aponta para a volta de Cristo, etc. Agostinho e Lutero adotaram em boa medida
esta interpretação, e ela é emocionante até hoje; só que ela abandona o texto singelo. Será que os v. 14-20
também acabaram sendo uma alegorização posterior? Quanto a isto, nos comentários impôs-se a noção de que
a comparação em si (v. 3-9) contém elementos que tendem à interpretação alegórica. “Semeadura,
crescimento, colheita, pássaros, raízes, frutos” eram figuras comuns no AT e no judaísmo. Por esta razão
surgem constantemente vínculos espirituais adicionais ao lado do ponto principal de comparação, que querem
ser percebidos e podem ser discutidos um por um. Talvez “o estilo de conversa que fica entre a parábola e a
alegoria seja especialmente adequado ao espírito oriental”, pensa Dibelius (p 256). Isto não quer dizer que
uma interpretação é de geração tardia só porque explana traços alegóricos, pois ela pode muito bem pertencer
à situação original. Se tivéssemos diante de nós uma alegorização eclesial posterior, seria surpreendente que o
trabalho não tenha sido completo. Por que não se entendeu o semeador como oficial da igreja, os pássaros
como poderes demoníacos e os frutos como ações na igreja, tal como o batismo (cf. Schulz, p 152)?
3. Mudança de sentido? Muitos também defendem que estes versículos não são autênticos porque
supostamente alteram todo o sentido da parábola. A pregação sobre o raiar e vencer do reinado de Deus
tornou-se uma exortação psicologizada à igreja. Não é mais o semeador que está no centro, mas os tipos de
solo, não mais consolo, mas advertência. A advertência seria principalmente para quem tenciona transgredir.
Estes deveriam avaliar se sua conversão é séria, e finalmente deixar-se batizar. O lado bom desta observação
está na recomendação de olhar bem de perto. Por isto voltaremos a ela no fim da exposição. Mas uma dica já
podemos dar aqui. O material figurativo dificilmente se presta para um discurso de advertência, já que o solo
não pode alterar sua consistência. É claro que o leitor cristão lembrará de exortações neste contexto, mas o
texto não as menciona. Em resposta aos problemas de incompreensão (v. 13) ele é instrução, mas exortação
ele seria só em resposta a problemas de não querer. Temos de prestar atenção nisto se não quisermos bloquear
a intenção da afirmação do texto. Esta intenção prolonga sem interrupção a da comparação de 3-9. “Figura e
interpretação se correspondem totalmente”, conclui Schmithals (p 230), com razão. Ampliando: figura,
interpretação e situação são da mesma fôrma.
4. Forma literária. O argumento mais forte para não atribuir estes versículos a Jesus parece resultar da
pesquisa de texto. Vários vocábulos supostamente são estranhos à linguagem de Jesus, mas próprios da
linguagem posterior da igreja. J. Jeremias, Parábolas, reconhece honestamente (p 75): “Defendi-me durante
muito tempo contra a conclusão de que esta interpretação da parábola devesse ser atribuída à primeira igreja.
Mas ela é inevitável, já por razões literárias.” O termo inadjetivado “palavra” para a Palavra de Deus, que
aparece em todos os versículos (v. 14,15,16,17,18,19,20) e que, junto com “ouvir”, é o termo dominante, não
consta de nenhuma outra frase do Senhor, mas 25 vezes na linguagem missionária dos primeiros cristãos
refletida no NT (p ex 1Ts 1.6; 2.13,18; Gl 6.6; Fp 1.7; 2Co 11.3,4; Cl 4.3; 2Tm 1.8; 2.9; 4.2; Tg 1.21,23; At
4.4; 6.4; 8.4,8; 16.34). Todo leitor da Bíblia também tem na lembrança o “aceitar” e “receber” a palavra em
Atos e nas cartas. É verdade que Jeremias também diz que alguns termos eram “comuns” entre os primeiros
cristãos quando só aparecem uma ou duas vezes no NT (p ex semear, engano, dar fruto) ou têm outro sentido
(raiz, de pouca duração). O substantivo “perseguição” do v. 17 supostamente chama a atenção na boca de
Jesus, apesar de ele usar o verbo com freqüência. Na minha opinião, também o uso absoluto “a palavra” é
entendido com muita pressa como formação posterior dos primeiros cristãos, em vez de pensar no uso geral da
“palavra” já no AT, especificamente no livro de Isaías. Dele partem sem dúvidas várias linhas para o
pensamento, a fé e a pregação de Jesus. Com isto não questionamos que os discursos de Jesus, antes de serem
anotados por Marcos, passaram por um processo de tradição cujas marcas trazem em si. Mas as pesquisas de
vocábulos de J. Jeremias não provam o que afirmam.
Acima de tudo, porém, integra o quadro literário destes versículos também o outro lado, a série
significativa de semitismos, que vinculam o texto à tradição galiléia mais antiga. Além dos comentários, o
próprio Jeremias honrou esta circunstância. Uma tradução literal ainda transmitirá a impressão de uma
linguagem interiorana simples, até desajeitada. Evidentemente Mateus e Lucas sentiram que precisavam
ajeitá-la um pouco. Por esta razão, também, em Marcos a interpretação é atribuída ou não a Jesus juntamente
com a parábola em si (com Gerhardsson em Eichholz, p 82; Drane, p 85; C. F. D. Moule, R. Brown e outros).
     13     Então, lhes perguntou dá início a uma pergunta dupla, típica do nosso livro: Não entendeis esta
parábola? Parecido com 7.17, o pedido de um discípulo pode ter precedido a explicação, ou Jesus
percebeu a insegurança deles, como em 3.4; 8.17; 9.35. A tradição não achou necessário preservar a
cada vez o motivo para um pronunciamento de Jesus.
Marcos dá muito destaque ao tema da falta de compreensão dos discípulos. Em 1.36 estão as
evidências em seu livro. Digno de nota aqui é que esta passagem segue diretamente a proclamação da
entrega do segredo exatamente aos discípulos (v. 11). A falta de compreensão da parte deles
obviamente não derruba sua escolha eminente, mas com certeza um conceito errôneo desta escolha.
No v. 11 o comentário concluiu que seu privilégio consistiu em conhecer a pessoa e atuação de Jesus.
Em meio a isto, todavia, eles continuaram pessoalmente representantes da humanidade obtusa, de fé
pequena e lerda para entender as coisas de Deus. Sempre de novo eles se comportaram como
espectadores. Eles realmente não eram de material especial, simplesmente material de trato especial,
objeto de esforço extraordinário de Jesus, formando somente por esta razão um grupo de significado
extraordinário. Este é o quadro consistente em Marcos.
Como compreendereis todas as parábolas? Aqui fica confirmado o papel chave da comparação
do semeador. Ela tem bons motivos para estar em primeiro lugar e ocupar 25 versículos.
     14     O semeador semeia a palavra. Em poucas palavras Jesus antecipa o que não carecia de
interpretação neste grupo. Acontece que desde os tempos antigos até hoje a idéia da semeadura
figurada é acessível. Pode-se semear p ex gestos como justiça e virtude (cf. Gl 6.7s; 2Co 9.10s; Tg
3.18; Os 8.7; 10.12). Mas também a pregação é comparada a um processo de semeadura (Jo 4.37;
1Pe 1.23; 1Jo 3.9; cf. 4Ed 9.30: “Semeio hoje a minha lei em vocês”). Em nosso capítulo, “semente”
e “grão” (v. 26,31) estão em contexto escatológico. De acordo com 1.14s, soara a hora de Deus
semear mais uma vez a terra pela pregação messiânica de Jesus. De maneira mais ou menos clara, o
grupo em volta de Jesus estava consciente disto.
A última frase da parábola, no v. 8, também é colocada de lado rapidamente na interpretação,
quase que só repetido (v. 20). É que a interpretação é só parcial, em que Jesus somente trata com
detalhes da parte do meio, do crescimento entre semeadura e colheita.
     15     São estes os da beira do caminho. Com isto a semente recebe um sentido adicional, que conserva
até o fim. Ela não simboliza somente a palavra mas, ao mesmo tempo, seu efeito, isto é, o povo
messiânico como criatura da palavra de salvação. Sentidos duplos como este não são problema para
os semitas. Gnilka (p 175) relaciona paralelos para isto de 4Ed. A relação entre grãos e povo de Deus
estava à mão naquela época (Mt 3.12; 12.30; também 4Ed 9.2; Didaquê 9.4; cf. 1Co 3.9; no livro dos
Jubileus 24.15 a colheita cêntupla indica a grande difusão de Israel). Segundo Bill. I, 122, os judeus
se chamavam orgulhosos de “trigo” e os os povos pagãos de “palha”. Aqui, onde acabara de soar Is 6
(v. 13), devemos recordar sua frase final: “A santa semente é o seu toco”. Trata-se do povo de Deus
ressuscitado.
Com referência à criação do povo messiânico, que está em vista desde 3.7 (cf. opr 2 à divisão
principal), Jesus ensina uma fase final de perigo. A semeadura atrai imediatamente Satanás (opr 3 a
1.12,13): onde a palavra é semeada, enquanto a ouvem, logo vem Satanás e tira a palavra
semeada neles. Ele não quer que o reinado de Deus lhe roube seus cativos (3.22-27). Por isso é
preciso tirar a palavra, que significa libertação. É importante notar que Jesus não menciona
obstáculos humanos, apesar de saber recriminar a dureza dos corações em outras oportunidades
(10.5; 16.14), mas a luta de Satanás contra o semeador e sua obra. O poder imenso e violento do
Maligno investe contra seus grãozinhos indefesos.
     16,17     Semelhantemente, são estes os semeados em solo rochoso, os quais, ouvindo a palavra, logo
a recebem com alegria. Mas eles não têm raiz em si mesmos, sendo, antes, de pouca duração;
em lhes chegando a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandalizam. A
expressão “semelhantemente” vincula o segundo caso estreitamente ao primeiro. Satanás serve o
prato seguinte. Desta vez ele provoca a queda de pessoas que já tinham aceito a palavra com alegria.
“Alegria” aqui não deve ser depreciada como entusiasmo barato de conversão, que acaba em si
mesmo. No NT o termo nenhuma vez denota um entusiasmo puramente humano, mas a atuação do
Espírito (Mt 28.8; Lc 10.17; 24.52; At 8.8; 16.34; 1Ts 1.6). Trata-se da alegria que brota em volta do
noivo verdadeiro (2.19). Contra ela é mobilizada a obra de destruição. Na parábola em si (v. 6) a
morte dos grãos se deu expressamente por interferência de fora, o calor do sol do meio-dia. Também
aqui a interpretação não se concentra na superficialidade humana como causa, mas ensina a contar
com ações satânicas: a angústia ou a perseguição por causa da palavra. O “logo” significativo do
v. 15 repete-se aqui duas vezes, trazendo à lembrança duas vezes a presença de realidades sobre-humanas (cf. 1.10n). As perseguições resultam da natureza do evangelho bem como da natureza do
mundo (8.35; 10.29; 13.9). Não tem base creditar esta percepção somente à igreja posterior. O AT já a
prepara. A Paixão precisa acontecer.
O v. 17a parece enveredar para uma interpretação psicológica. A tradução de Lutero, que fala de
pessoas “volúveis”, que se viram conforme sopra o vento, reforça esta idéia. No entanto, o vocábulo
deve ser comparado com 2Co 4.18 e Hb 11.25. Em seu contexto, a expressão não indica
suscetibilidade a influências variáveis, mas limitação a certo tempo (BJ: “de momento”; RC:
“temporãos”), ou seja, vida curta. O que faz a fé ter vida curta aqui não é a mentalidade dos que se
desviam, mas a pressão vinda de fora. A palavra não está acusando, antes lamentando ou prevendo
como 14.27-30.
     18,19     Os outros, os semeados entre os espinhos, são os que ouvem a palavra, mas os cuidados do
mundo, a fascinação da riqueza e as demais ambições, concorrendo, sufocam a palavra, ficando
ela infrutífera. Novamente as pessoas aparecem como campo de batalha disputado. De um lado vem
a palavra e faz crescer coisas novas. Do outro lado o espírito do mundo as inunda como numa
enxurrada e sufoca as coisas novas. Uma multiplicidade de tensões atrapalha o caráter inequívoco da
vida de Deus, com Deus e para Deus (cf. 1.20). Sugestiva é a explicação de Oepke para “fascinação”
(apate; ThWNT I, 384). No helenismo faltava o tom maldoso do termo “engano”. Ele podia ser
descrito por “ilusão agradável”, como acontece no teatro. É digno de nota que o grego Lucas fala
aqui dos “deleites da vida” (8.14). Em todo caso, o cristianismo que surge aqui continua vivo, mas
sem dar fruto. Ele se desvirtua numa coisa aparente, numa casca vazia, numa sombra pálida. “Tens
nome de que vives e estás morto” (Ap 3.1). Esta carta adverte e exorta contra um cristianismo assim.
Aqui, porém, outra coisa está em questão: a iluminação de realidades espirituais para pessoas que
devem servir a Jesus. Depois que aquele jovem rico foi embora em 10.22, Jesus não se esparramou
em exortações diante dos discípulos atônitos, mas lhes testificou a incapacidade humana e o poder
milagroso de Deus (v. 27 e 28-31).
     20     Os que foram semeados em boa terra são aqueles que ouvem a palavra e a recebem,
frutificando a trinta, a sessenta e a cem por um. Destas pessoas só se diz que acolhem a palavra
(diferente do “aceitam” do v. 16), sem qualificativos como “com alegria” ou outro. Do que consiste
seu fruto, concretamente, não se diz nada. O versículo termina com a retomada da expressão figurada
da própria parábola. A “colheita” com certeza refere-se à ressurreição, como em 1Co 15.42s.
Com isto ficou provado que a interpretação só se ocupa com parte da parábola. É a parte que tem a
ver com Jesus, que em Marcos evidenciava a falta de compreensão dos discípulos mais que qualquer
outra coisa, isto é, a passagem escura pela Paixão, entre semeadura e colheita, ou entre aurora e
vitória final. Esta interpretação parcial não é dada na forma de exortações, denunciando como as
pessoas são obtusas, superficiais e mundanas, mas revelando as iniciativas satânicas contrárias e, no
fim, o caminho determinado por Deus, que perpassa os capítulos a partir de 8.31. A diferença de
ênfase também lembra os ensinos sobre o sofrimento em 8.31; 9.31; 10.33s. Enquanto a ressurreição
só aparece à margem, a abundância de sofrimento se mostra em relatos coloridos. Esta passagem
atual do reinado de Deus sempre é difícil de entender para os discípulos, mas é tão importante que
seja entendida. Eles precisam saber muito bem no que se meteram. Ao tempo da colheita precede o
tempo de sofrimento. O semeador se reveste da figura do sofredor e entra em sua Paixão.

Fonte: Marcos - Comentário Esperança

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Online