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44 A parábola da rede de pesca, Mt 13.47-50

A parábola da rede de pesca, Mt 13.47-50


O reino dos céus é ainda semelhante a uma rede que, lançada ao mar, recolhe peixes de toda espécie. E, quando já está cheia, os pescadores arrastam-na para a praia e, assentados, escolhem os bons para os cestos e os ruins deitam fora. Assim será na consumação do século: sairão os anjos, e separarão os maus dentre os justos, e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes.


É marcante como o Mestre, na última das sete parábolas do reino de Deus, se apoiou em algo
conhecido dos discípulos. Pois alguns dentre o grupo dos discípulos exerceram a profissão de
pescadores e, desse modo, foram lembrados de sua antiga profissão. Por o casião daquela pesca
maravilhosa no lago de Genezaré, Jesus os havia chamado para serem pescadores de gente. Pedro,
naquele tempo chamado Simão, o pescador, e seus três companheiros de pesca, na verdade tornaram-se os primeiros discípulos que Jesus chamou para segui-lo. Eram os dois pares de irmãos: Pedro e
André, Tiago e João. Por meio da parábola, Jesus quer dizer aos seus seguidores – o que vale também
para nós hoje – que somente na eternidade será revelado quem terá a herança. Não devem eles
começar a separar. Cabe-lhes pescar tudo o que conseguirem alcançar. A separação fica reservada
para o juízo final.
Os peixes eram pescados com grandes redes de arrastão. A rede significa a missão, a mensagem
de Jesus. Lançar a rede é pregar o evangelho. Através dos mensageiros de Jesus, que são
colaboradores na construção e na expansão do reino dos céus, a rede é lançada ao mar dos povos, a
fim de pescar almas. O mar são todas as pessoas. A rede é arrastada por esse mar de pessoas, e os
peixes são pescados. Conseguir os peixes é conseqüência da ordem missionária de Jesus: “Ide pelo
mundo inteiro, proclamai o evangelho a todas as criaturas. Quem crer e for batizado será salvo, quem
não crer será condenado” [Mc 16.15s].
A graça de Deus busca a todos e é oferecida a todos. Por isso todas as pessoas cabem na rede. A
decisão sobre quem será salvo e quem será condenado é prerrogativa de Deus. Por isso é impossível,
durante a pesca, organizar uma comunidade pura. A última separação acontecerá somente na
eternidade. Quando o sal da palavra de Deus não atuar contra a podridão do eu, há o perigo de a nova
vida regredir, de a vida de fé apodrecer. Os maus são lançados na fornalha. A  fornalha acesa
significa perdição eterna. Em Mt 25.41 é sentenciado: “Retirai-vos para longe de mim, malditos, para
o fogo eterno que foi preparado para o diabo e seus anjos” (cf. Mt 5.22,29s; 10.28; 18.9; 23.15,33).
Os relatos do Apocalipse coincidem com essas afirmações, informando sobre o lago de fogo, no qual
serão lançados um dia o diabo e todos os sedutores e seduzidos (Ap 19.20; 20.10,14s). “E todo
aquele que não foi encontrado inscrito no livro da vida foi precipitado no lago de fogo.”


Fonte: Mateus - Comentário Esperança

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