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47 Jesus ensina em sua terra natal Nazaré e é rejeitado pelos seus conterrâneos, Mt 13.54-58

Jesus ensina em sua terra natal Nazaré e é rejeitado pelos seus conterrâneos, Mt 13.54-58
(Mc 6.1-6; Lc 4.16-20)


54 E, chegando à sua terra, ensinava-os na sinagoga, de tal sorte que se maravilhavam e diziam: 
Donde lhe vêm esta sabedoria e estes poderes miraculosos?



Em Nazaré Jesus tinha crescido. Agora retornou à sua cidade paterna para ensinar. Com que
sentimentos o Salvador terá chegado ali! Ninguém deve ser excluído do reino dos céus. Por isso ele
comparece à sinagoga deles, para anunciar o evangelho do reino. O evangelho de Lucas registrou
para nós que Jesus lia do livro de Isaías (Lc 4.18s): “O Espírito do Senhor está comigo, porque me
conferiu a unção para anunciar a boa nova aos pobres. Enviou-me para proclamar aos cativos a
libertação e aos cegos a recuperação da vista, para despedir os oprimidos em liberdade, para
proclamar um ano de acolhimento da parte do Senhor.”
Jesus não se encontra em Nazaré como um concidadão, mas reivindica que, com ele, teve início
esse tempo messiânico.
É muito provável que o povo viera correndo à sinagoga, reunindo -se ali para ouvir o jovem
conterrâneo que provocava tamanho alvoroço entre o povo em toda parte. Primeiramente ficaram
admirados, sobretudo pela maestria com que pregava e realizava prodígios. Su a pregação era
poderosa, mas depois da admiração deixou-os apavorados.
Os nazarenos não negam que Jesus possuía sabedoria e poder. Jesus as possui porque as recebeu
de Deus. “Pois nele estava a plenitude de Deus.” Logo, ele era mais que eles próprios em Nazaré.
Contudo, isso não podia acontecer, que ele “fosse mais do que eles”. Afinal, o “pai” de Jesus era o
carpinteiro da localidade, Nazaré. A mãe e os quatro irmãos dele, Tiago, José, Simão e Judas, eram
bem conhecidos dos moradores. Do mesmo modo as irmãs. Talvez fossem casadas, vivendo em
Nazaré. As pessoas perguntam e dizem:


55,56 Não é este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos, Tiago, José, 
Simão e Judas? Não vivem entre nós todas as suas irmãs? Donde lhe vem, pois, tudo isto?



Apesar da admiração e das perguntas, a genealogia de Jesus lhes pareceu humilde demais. Afinal,
ele era de uma classe baixa demais. Ele era o conhecido filho do carpinteiro, como relata
igualmente Mc 6.3. Também sua mãe era a simples Maria, e seus irmãos e parentes eram pessoas
bem comuns. Entre os moradores de Nazaré, saber de Jesus e conhecê-lo em pessoa não trouxe
impulsos para crerem nele, mas foi  motivo para a descrença. Fixaram -se no nome da família e
lançaram dúvidas sobre o que não podiam compreender, apesar de que tudo estivesse tão evidente
diante de seus olhos. Em vez da fé, a palavra de Jesus lhes trouxe a  incredulidade. Como esse filho
de carpinteiro poderia ter aprendido na oficina o que normalmente se observava na formação dada
pelos rabinos? Não, não podiam aceitar o que ele falava!



57 E escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, senão na sua terra e na sua casa.


As pessoas de Nazaré são iguais a todas as outras pessoas. Quem lhes quer ensinar algo, precisa
vir de longe, deve ter passado por um exame, deve ter um título! Porém, como Jesus provém de
Nazaré e não possui uma formação e um título reconhecidos, eles não querem se inclinar diante dele!
Não querem aceitar como verdade que Deus está com ele e que Deus o elevou acima deles. Irritam-se. Estão ofendidos na sua própria honra, invejosos. Não querem que alguém da sua estirpe  seja
maior que eles, que alguém de suas fileiras tenha a ousadia de reivindicar que era o inaugurador do
tempo messiânico de salvação. E mais, que ele era  aquele em quem todo o AT (Torá e profetas) enfim
se cumpriu plenamente!
Eles não querem que este governe sobre eles. Não querem que Jesus de Nazaré seja o Messias.
Não querem o que Deus quer. Proíbem Deus de fazer de Jesus seu Salvador e Redentor!
O coração do ser humano sempre é o mesmo coração mau. Não quer reconhecer Deus e sua
vontade divina. Quer determinar e persistir na vontade própria!
O fato de uma pessoa ser incapaz de crer tem sua origem em que não quer crer. Quando se leva a
fé a sério, o caminho da admiração não leva para a  irritação, mas para dentro da fé. No plano de
Deus também está incluída a genealogia terrena de Jesus. Há tantos que ainda hoje tropeçam sobre
esse fato. A origem de Jesus lhes parece humilde demais, razão pela qual querem deixá-lo de lado.
Os irmãos de Jesus adotaram a mesma atitude dos nazarenos. Em Jo 7.5 lemos: “Na realidade, os
seus próprios irmãos não acreditavam nele”. Na fé, portanto, também está sempre em jogo o ato de
querer da pessoa, para que se dobre diante do Senhor Jesus. Esse é o lado sério.
São enormes o sofrimento e a tragédia contidos nessa permanência de Jesus em Nazaré. Enviado
por Deus para a salvação do mundo, para as ovelhas perdidas da casa de Israel, enviado para o
perdão dos pecados de muitos, ele se torna para muitos um escândalo e causa para o pecado.
Por isso, soa cheio de dor a palavra de Jesus: Em nenhum lugar um profeta é sem honra, a não
ser em sua terra natal e na sua casa. Porque os irmãos de Jesus também estavam entre aqueles que
não o admitiam como Messias, por isso ele não fala somente da “terra natal” do profeta, mas também
da sua “casa”.

58 E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles.


O Salvador sempre estava de mãos abertas, mas aqui a incredulidade lhe amarrou as mãos. Por
que deveria demonstrar seu poder divino naqueles que de forma alguma o queriam? Onde  existe falta
de fé, Jesus não realiza sinais, porque seus milagres têm o objetivo de aprofundar a fé existente. Em
Nazaré faltavam as premissas para isso. Prontamente Jesus permite que o que crê experimente o dom
supremo. Mas ao que não crê não é concedido  nada. Quem não almeja, nada recebe. Quem não quer
ver com os olhos da fé, tampouco vê algo com os olhos naturais. Onde o Salvador gostaria de ter
feito o máximo, foi forçado a fazer o mínimo.


Fonte: Mateus - Comentário Esperança

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