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55 A cura do menino epilépticoe a lição de fé para os discípulos, Mc 9.14-29

A cura do menino epilépticoe a lição de fé para os discípulos, Mc 9.14-29 
(Mt 17.14-21; Lc 9.37-43a)

14-29 Quando eles se aproximaram dos discípulos, viram numerosa multidão ao redor e que os escribas discutiam com eles. E logo toda a multidão, ao ver Jesus, tomada de surpresa, correu para ele e o saudavaEntão, ele interpelou os escribas: Que é que discutíeis com eles? E um, dentre a multidão, respondeu: Mestre, trouxe-te o meu filho, possesso de um espírito mudo; e este, onde quer que o apanha, lança-o por terra, e ele espuma, rilha os dentes e vai definhando. Roguei a teus discípulos que o expelissem, e eles não puderam. Então, Jesus lhes disse: Ó geração incrédula, até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-mo. E trouxeram-lho; quando ele viu a Jesus, o espírito imediatamente o agitou com violência, e, caindo ele por terra, revolvia-se espumando. Perguntou Jesus ao pai do menino: Há quanto tempo isto lhe sucede? Desde a infânciarespondeu; e muitas vezes o tem lançado no fogo e na água, para o matar; mas, se tu podes alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos. Ao que lhe respondeu Jesus: Se podes! Tudo é possível ao que crêE imediatamente o pai do menino exclamou [com lágrimas]: Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé! Vendo Jesus que a multidão concorria, repreendeu o espírito imundo, dizendo-lhe: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai deste jovem e nunca mais tornes a ele. E ele, clamando e agitando-o muito, saiu, deixando-o como se estivesse morto, a ponto de muitos dizerem: Morreu. Mas Jesus, tomando-o pela mão, o ergueu, e ele se levantou.      Quando entrou em casa, os seus discípulos lhe perguntaram em particular: Por que não pudemos nós expulsá-lo? Respondeu-lhes: Esta casta não pode sair senão por meio de oração [e jejum].

Em relação à tradução
   a
     Sobre esta expressão forte, que está ainda em 14.33 e 16.5s, cf. 1.27n. – Dificilmente temos aqui um
paralelo com Êx 34.29s, no sentido de que tenha ficado no rosto de Jesus um pouco do brilho da
transfiguração, já que a multidão não teve medo de se aproximar de Jesus, diferentemente de Israel no Sinai.
Além disso estava terminantemente proibido falar da transfiguração, de acordo com o v. 9.
   
b
     A saudação era um ritual muito rico no Oriente, composto de palavras e gestos. Quem fosse inferior
dava início à cerimônia. Jesus censurou os professores da lei em 12.38 porque exigiam esta deferência da
parte do povo (cf. Lc 11.43).
   
c
     A pergunta não é dirigida aos escribas, como em RC e RA (as outras versões conservam “perguntou-lhes”, como no grego), no sentido de provocar o debate com eles, também não ao povo, para introduzir a
pregação pública, mas aos discípulos. Isto é confirmado já pelo silêncio envergonhado deles (cf. v. 11 e
9.34), bem como o caráter de todo este trecho, orientado para o ensino dos discípulos (cf. opr 1).
   
d
     Apesar de “mestre” (didaskalos) ser literalmente uma tradução simples de “rabi”, em Marcos este
parece encarnar todo o conceito de professor divino, razão pela qual consta somente na boca dos discípulos
como vocativo (9.5; 11.21; 14.45; cf. 9.5n). “Mestre”, por sua vez, parece ter apenas o sentido de respeito
em geral. Os discípulos o chamam assim (4.38; 9.38; 10.35; 13.1), bem como seguidores do povo (9.17;
10.17,20; cf. 5.35; 14.14) e até adversários (12.14,19).
   
e
     Portanto não desde o nascimento, como em Jo 9.2. Muitas vezes uma condição como esta tem suas
origens no começo da infância.
   
f
     Nas casas orientais havia um ou vários lugares rebaixados no chão para fazer fogo para cozinhar, que
nem sempre eram suficientemente cobertos.
   
g
     A interpretação de que Jesus está mostrando aqui a sua própria fé como operador de milagres
dificilmente se encaixa na linha de pensamento. O pai da criança se sente desafiado bem pessoalmente a crer,
mesmo que não seja ele que realiza a cura, nem se espera que o faça. Nesta passagem, como em 2.5; 5.34,36;
6.6, trata-se da fé recebedora da pessoa.
   
h
     paidion originalmente é a criança de até sete anos (Oepke, ThWNT V, 637), mais tarde o sentido é
mais abrangente, incluindo p ex uma menina de doze anos em 5.39-41.
   
i
     As palavras “e jejum” com que nos acostumamos nas traduções antigas, constam de muitos
manuscritos. Mesmo assim, é quase unânime a posição de que elas não fazem parte do texto original, pois
em numerosos manuscritos importantes elas estão ausentes. No Códice Sinaítico ( ) elas foram visivelmente
acrescentadas mais tarde. Também em 1Co 7.5 foi acrescentado pela mesma mão: “ao jejum e à…” Com a
crescente simpatia pelo costume de jejuar na igreja antiga, é inimaginável que um copista passasse por cima
destas palavras se as encontrasse em seu texto-base.
Observação preliminar
Contexto. Em seu último quadro, não concluído, Rafael (1483-1520) retratou a cura do menino junto com a
transfiguração na mesma cena, contrastando assim monte e vale, acontecimentos divino-celestiais e humano-terrenos. A idéia é muito chamativa, e quase nenhum intérprete consegue escapar dela. Marcos, porém,
dificilmente pensou nisto. A nova história não foi idealizada no reflexo da transfiguração. Em termos de
conteúdo, na verdade, transfiguração e crucificação estão lado a lado, unidas pelo reconhecimento do Filho de
Deus (9.7 e 15.39). Também não é a cura do menino que está no centro aqui, já que o relato dela é logo
interrompido. O tema dos “atos de poder de Jesus” Marcos já terminou de tratar na primeira metade do livro.
Agora os milagres só aparecem ainda em conexão com outros interesses. Também os escribas do v. 14 são
personagens secundários aqui. Desde o começo, porém, os discípulos estão sob a lupa (v. 14,18,28),
especificamente o fracasso deles e o ensino de Jesus sobre a fé. A família de termos “crer, incrédulo, fé, falta
de fé” nos v. 19,23,24 é uma dica. A palavra-chave “fé” já conhecemos de 2.5; 5.34,36, mas aqui ela faz de
todo o trecho uma peça de ensino sobre a fé (cf. também “mestre” no v. 17).
     14     Quando eles se aproximaram dos (demais) discípulos. O começo já revela que o narrador se
concentra nos discípulos. Viram numerosa multidão ao redor e que os escribas discutiam com
eles. (cf. 8.11n). O tema da discussão com os professores da lei pode ser deduzido dos versículos
seguintes. Um pai viera aos discípulos e, com isso, a Jesus (v. 17: “Trouxe-te”) em busca de cura
para o seu filho doente. É que os discípulos não o interessavam particularmente, mas como
representantes do seu Senhor. Um princípio judaico dizia: “Alguém que foi enviado por uma pessoa
é como se fosse a própria” (Rengstorf, ThWNT I, 415). Por isso o fracasso dos discípulos levou
diretamente ao questionamento da confiabilidade de Jesus. Não havia dúvidas de que ele tinha poder
para curar possessos (3.14s,22; 6.7,12s), mas agora ficava evidente que nem todos os tipos de
espíritos obedeciam aos seus encarregados. Isto parecia provar que seu poder não podia vir de Deus,
pois o poder de Deus é absoluto. Ninguém pode lhe resistir. A posição dos professores da lei era
forte, e eles faziam uso dela. A causa de Jesus ameaça naufragar diante da multidão. Se pelo menos
ele mesmo estivesse presente! A situação pode ser comparada a 4.38. Lá Jesus faltava porque estava
dormindo, aqui porque estava ausente.
     15     A tempo, como que vindo do céu, Jesus apareceu. E logo toda a multidão, que evidentemente
simpatizava com ele, ao ver Jesus, tomada de surpresa, correu para ele e o saudava. Sua chegada
no momento exato pareceu ser um sinal de Deus. Com entusiasmo respeitoso a multidão se
aproximou e lhe prestou homenagem.
     16-18     Então, ele interpelou os escribas (veja a nota ao versículo): Que é que discutíeis com eles? A
pergunta não é prova de desconhecimento, antes representa uma oferta para ajudar (cf. 9.33). Os
discípulos, porém, ainda continuam em silêncio (mas veja o v. 28). Então alguém outro fala por eles.
E um, dentre a multidão, respondeu: Mestre, trouxe-te o meu filho, possesso de um espírito
mudo. Do versículo seguinte se deduz que a criança não estava sempre muda (conforme o v. 25
também surda), mas só por ocasião dos ataques. Este, onde quer que o apanha, lança-o por terra,
e ele espuma, rilha os dentes e vai definhando. O pai passava impotente por cada uma destas
experiências. Não sai da sua mente a figura do seu filho jogado no chão: as mandíbulas batendo,
mordendo a língua a ponto de escorrer sangue pela boca, a boca espumando aos sons de gargarejos
como de alguém que está sendo estrangulado e, por fim, um estado de exaustão que o deixava
prostrado como morto. Complementado pelos dados dos v. 20,22,26, fica completo o quadro de
epilepsia. Os ataques eram tão freqüentes e fortes que o menino não queria mais crescer, mas ia
definhando. A epilepsia também pode diminuir a inteligência e a personalidade. O menino ameaçava
ficar abobalhado, reagindo cada vez menos a estímulos. Um verdadeiro atentado à imagem de Deus,
e ainda por cima em uma criança inocente. Categorias satânicas se sugerem aqui. Um espírito
“imundo”, ou seja, contrário a Deus, estrangulava a fala e a audição e a vida humana (sobre a
realidade efetiva da possessão, veja opr 2 a 5.1-20). Se a era messiânica tinha chegado, então, no
curso da “restauração” da criação, este mudo também precisava voltar a falar (cf. 7.37). Se o Messias
“pode alguma coisa”, se ele traz realmente a compaixão de Deus (v. 22), ele tinha de mostrar sua
capacidade agora. Roguei a teus discípulos que o expelissem. Estes também não souberam livrar-se
do caso com um pouco de esperteza, não o enviaram simplesmente às instâncias competentes, antes
arriscaram uma tentativa de cura. Sua tentativa, porém, ficou nos gestos impotentes e em repetições
cada vez mais miseráveis de palavras ineficazes. Eles não puderam. Quatro vezes o texto fala da
questão tão sensível do poder (v. 18b,22,23,28).
     19     Então, Jesus lhes disse: Ó geração incrédula, até quando estarei convosco? Até quando vos
sofrerei? Trazei-mo. Jesus solta um suspiro profundo e doloroso, como alguém que é atingido por
um murro. A expressão “geração incrédula” é ampliada nos textos paralelos de Mt 17.17 e Lc 9.41
por “e perversa”, fazendo que Dt 32 surja novamente como pano de fundo (cf. 8.12). Lá também
vemos no v. 20 a perversidade junto com a incredulidade de Israel, em contraste gritante com a
fidelidade de Deus à aliança: coração endurecido em meio ao acontecimento da salvação. Com
Moisés a má vontade do povo também alcançou um nível insuportável (Nm 11.11-14). Esta queixa
de Deus ou dos seus profetas pode ser encontrada várias vezes no AT (p ex Nm 14.27; Is 65.2s).
Um texto paralelo que sugere uma direção é João 11, no contexto da ressurreição de Lázaro. Nos
v. 33s Jesus se enfurece com o lamento fúnebre incrédulo dos judeus. De maneira mais drástica o
processo se repete a partir do v. 37. Ali alguns judeus constatam em Jesus o que este pai disse dos
discípulos aqui no v. 18: “Ele não pode”. Novamente Jesus tem lá esta emoção de ira e toma a
iniciativa do milagre, como depois da primeira vez que ficou irado (v. 34). Isto nos lembra da ordem
aqui no v. 19.
Nas duas histórias Jesus é atingido por um golpe pesado, que lhe causa dor e ira. Porém nos dois
casos ele encara o desafio das forças da incredulidade e da morte. Em ambos ele insiste com os
parentes para que creiam, em Jo 11.40 Maria e aqui no v. 23 o pai. Com isto o caminho para o
milagre está aberto.
Contudo, será que em nossa história os judeus não tinham bons motivos para sua desconfiança, em
vista do fracasso dos discípulos? É de estranhar que os professores da lei tiraram suas conclusões e
questionaram o envio de Jesus (v. 14)? Jesus pensou diferente. Como com Moisés, entre os seus
seguidores também não havia fé sem provas, sem “muito sofrimento” (8.31; 9.12). A história de
Deus com seu povo nunca se pareceu com uma pista de rolamento lista, mas também conduz por
vales escuros e trilhas acidentadas. Nem por isso o verdadeiro povo de Deus desiste da fé a cada
dificuldade ou perturbação. Assim, nossa história também mostra que Jesus não responde com uma
acusação ao fracasso dos seus discípulos, mas somente com mais ensino (v. 28s). Seu discipulado
continuava com mais intensidade. Não foi interrompido ou até encerrado em nada. Quem tirou a
conclusão de incredulidade foram os escribas, e o pai foi arrastado para ela.
     20     E trouxeram-lho; quando ele viu a Jesus, o espírito imediatamente o agitou com violência, e,
caindo ele por terra, revolvia-se espumando. O primeiro efeito da proximidade de Jesus é
novamente convulsão e angústia da criatura aprisionada – primeiro sinal da liberdade que se
aproxima (cf. 1.23; 5.6).
     21     A compaixão de Jesus, que o pai ainda pensa no próximo versículo precisar implorar, já imerge na
miséria: Perguntou Jesus ao pai do menino: Há quanto tempo isto lhe sucede? Desde a infância,
respondeu. Casos antigos são considerados especialmente sem esperança.
     22     O v. 22 revela o verdadeiro objetivo da força maligna: destruir! E muitas vezes o tem lançado no
fogo e na água, para o matar. Segue-se o pedido condicional do desesperado, que une seu destino
ao do filho (“nós”): Mas, se tu podes alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos. Por mais
tocante que seja o grito angustiado – fé isto não é (sobre “compaixão”, cf. 1.41).
     23     Com muita estranheza Jesus repete a frase condicional: Se podes! O que isto quer dizer, depois de
tantos atos de Jesus, que devem ter sido bem conhecidos para o pai - caso contrário não teria trazido
o filho! Ele já recebera sinais suficientes de que em Jesus ele se encontrava com o próprio Deus, o
criador e libertador. A partir disto a fé poderia ter-se alçado num pedido incondicional. Mas com seu
“se”, o homem ofendera a Deus e a Jesus.
Jesus continua de modo positivo: Tudo é possível ao que crê. Com isto ele reverte os temores do
pai. Este lhe tinha perguntado por sua capacidade, Jesus pergunta por sua confiança. Você está
entregando a Deus todas as suas circunstâncias? Você sai com elas para fora, para o céu aberto da
prontidão de Deus, deixando para trás todos os “se” e “mas”? A fé é este “afinal” de alívio: afinal, só
Deus está acima de mim! Nisto residem suas possibilidades ilimitadas, pois para Deus todas as coisas
são possíveis, ele pode tudo (dynatos, 10.27; 14.35s).
     24     E imediatamente o pai do menino exclamou [com lágrimas]: Eu creio! Agora mesmo ele ainda
duvidara e fora censurado por isso. De repente (sobre este “imediatamente”, cf. 1.10n) a fé está aí, o
que se expressa no grito de origem espiritual (10.47,48; 11.9). A palavra do Senhor no v. 23 o
despertou. Assim a fé é obra da palavra (cf. 1.15; 2.5). Se, porém, Jesus acendeu a fé, ele também
pode mantê-la acesa. Isto se vê na continuação.
A palavra de Jesus não somente despertou fé, mas também revelou incredulidade. Por isso o pai,
que se reconheceu como parte da “geração incrédula” (v. 19), com seu fundamento existencial
natural na incredulidade, grita em seguida à sua declaração de fé: Ajuda-me na minha falta de fé! É
a segunda vez que ele grita por ajuda (cf. v. 22), mas desta vez não para seu filho. Há muito tempo
ele mesmo precisa de ajuda. Na vida é exatamente como nesta história. Esta é a experiência de todos
os que se preocupam com um ente querido até se verem empurrados para a última instância. Neste
ponto a compaixão de Deus se torna compaixão de verdade. Na própria fé eles precisam de ajuda.
Eles clamam: Ajuda-me contra mim mesmo! Tudo depende somente de ti! Neste momento Deus se
torna totalmente Deus para eles.
     25-27     Temos a impressão de que Jesus se afastou um pouco do grosso da multidão, junto com o pai e o
menino (cf. 7.33; 3.23). Mas as pessoas voltaram a cercá-los, talvez atraídos pelo grito do pai. Vendo
Jesus que a multidão concorria, repreendeu o espírito imundo, dizendo-lhe: Espírito mudo e
surdo, eu te ordeno: Sai deste jovem e nunca mais tornes a ele. E ele, clamando e agitando-o
muito, saiu (cf. 5.1-20), deixando-o como se estivesse morto, a ponto de muitos dizerem:
Morreu. Mas Jesus, tomando-o pela mão, o ergueu, e ele se levantou.
     28,29     Quando entrou em casa (cf. 7.17), os seus discípulos lhe perguntaram em particular: Por
que não pudemos nós expulsá-lo? A pergunta é pertinente exatamente em vista da sua capacitação e
também dos sucessos que já tinham tido (3.15; 6.7,13,30). Respondeu-lhes: Esta casta não pode
sair senão por meio de oração [e jejum]. Jesus não lhes disse simplesmente o mesmo que ao pai no
v. 23. Em Marcos não se pode dizer que não há diferença entre os discípulos e o povo (cf. 4.13;
6.52).
No que reside o sentido positivo aqui? Primeiro, Jesus está destacando “esta casta”. Ela levara os
discípulos a um ponto crítico do seu ministério. Não eram todos os casos que exigiam tanto deles. A
tentação residia talvez em querer acrescentar algo ao desafio maior. Talvez a pergunta deles teve este
sentido: Que técnica especial você pode nos revelar? Ao que parece, não tinham notado nada de
especial, senão não teriam necessidade de perguntar.
A resposta nos foi transmitida muito curta. Jesus, porém, não menciona simplesmente a oração,
mas somente a oração, a oração como a coisa decisiva e a única coisa decisiva. É preciso ouvir nesta
resposta a exclusão de tantas outras coisas, as especialidades e demais habilidades. A oração aqui não
é uma técnica ao lado de outras, mas simplesmente a fé levada ao extremo. A fé nunca é tanto fé,
como quando ora e se reencontra completamente nos braços de Deus. Na hora da crise, não há nada a
fazer a não ser deixar a fé ser fé e Deus ser Deus. Na angústia extrema não vale fé mais isto ou aquilo
ou Deus mais outros ajudadores. Estes “mais” é que prenunciam nossos fracassos espirituais. – Esta
relação entre fé, oração e poder de Deus também são o centro em 11.23s.
Fonte: Marcos - Comentário Esperança

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