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56 Os fariseus e os saduceus pedem um sinal do céu, Mt 16.1-4

Os fariseus e os saduceus pedem um sinal do céu, Mt 16.1-4
(Mc 8.11-21)

1-4 Aproximando-se os fariseus e os saduceus, tentando-o, pediram-lhe que lhes mostrasse um 
sinal vindo do céu. Ele, porém, lhes respondeu: Chegada a tarde, dizeis: Haverá bom tempo, porque o céu está avermelhado; e, pela manhã: Hoje, haverá tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio. Sabeis, na verdade, discernir o aspecto do céu e não podeis discernir os sinais dos tempos? Uma geração má e adúltera pede um sinal; e nenhum sinal lhe será dado, senão o de Jonas. E, deixando-os, retirou-se.
Observação preliminar
Para a primeira solicitação, veja no cap. 12.38-42
Novamente os inimigos de Jesus aparecem “na paisagem”. Mal o Senhor chegou à margem
ocidental, eles já estão aí. “Vieram para fora” diz o texto grego em Marcos (Mc 8.11). Pode-se ver
bem como eles saem de seus esconderijos, para se lançar de todos os lados sobre Jesus. Desta vez
participam também saduceus, i. é, representantes da nobreza sacerdotal de Jerusalém (cf. Mt 15.1).
Segundo Mc 8.15, deve ter havido entre esses adversários de Jesus também adeptos de Herodes (cf.
Mc 3.6). De acordo com Mc 8.11, essa mescla colorida de inimigos de Jesus começou a brigar
intensamente com ele (entre si eles eram arqui-inimigos – mas, por se tratar de atacar Jesus, de
repente eram amigos). Eles exigem, como já aconteceu em Mt 12.38, um sinal do céu. A questão do
Messias deve, enfim, ser esclarecida publicamente diante de todo o povo. Jesus tem de comprovar
sua reivindicação de ser o Messias. Todos os milagres já realizados por Jesus não são suficientes para
essa gente. Sim, todas as demonstrações de poder e milagres feitos até então por Jesus eram
atribuídos ao diabo (cf. Mt 12.22ss). Tampouco eram suficientes para eles os sinais indicados pelo
próprio Jesus como comprovação, conforme o profeta Isaías os havia prenunciado a respeito do
Messias (cf. Mt 11.2). – O Messias, como eles o imaginavam, tinha de fazer descer fogo do céu para
sua comprovação, como Elias fizera, ou mandar parar o sol, como Josué realizara, ou chamar um raio
ou chuva ou granizo, ou efetuar os grandes sinais no céu relacionados à chegada do Messias (como
Lc 21.11 e At 2.19).
“Da mesma maneira como os nazarenos em Mt 13.53-58, os inimigos de Jesus, agora, queriam um
Messias como eles o imaginavam, um Cristo de acordo com a sua opinião e idéia. Por isso
levantaram a sua exigência do que o Senhor tinha de realizar. O evangelista chama essa atitude de
tentar o Senhor (v. 1), i. é, uma tentativa de levar o Senhor ao ponto em que  eles querem que ele
esteja. O Senhor deveria ser forçado a ser e comportar-se como eles queriam. Jesus, porém,
permaneceu sendo o Senhor soberano, que não entrega sua honra a pessoas. Certamente ele quer
estar do nosso lado com sua ajuda e seus milagres, mas não tolera que nós o tentemos ou lhe demos
ordens. Em nossas orações também corremos o risco de tentar o Senhor, solicitando dele, como os
fariseus, um sinal, ou levando -o para o ponto exato em que nós gostaríamos que ele estivesse. O
Senhor repele essa exigência de um sinal. Ele rejeita aqueles sinais com os quais as pessoas querem
pressioná-lo, obrigá-lo, dominá-lo. Na Escritura nem sempre se nega a realização de sinais. Por
exemplo, lemos de Gideão, em Jz 6.36-40, que ele pediu um sinal. No entanto o pedido de Gideão
brota da fé na palavra do Senhor que lhe foi dita. A fé e confiança na palavra do Senhor, porém,
faltam aos fariseus e saduceus” (Otto Bückmann).
Jesus não cede às exigências dos inimigos. Ele desmascara a sua intenção maldosa (cf. 12.38), ao
lhes responder que eles conhecem muito bem os sinais exteriores do céu. Estão familiarizados com
os fenômenos da natureza, segundo os quais são capazes de predizer o tempo bom ou ruim. Contudo,
não são capazes de interpretar os sinais dos tempos. O que significam esses “sinais dos tempos”?
Pensa-se nos sinais, que o Senhor realiza, os seus milagres. Esses sinais dos tempos, i. é, do tempo
especificamente messiânico, eles não sabem interpretar. Esses sinais dos tempos não lhes dizem
nada. Qual é a causa por que os questionadores de Jesus não se apercebem dos sinais dos tempos
messiânicos? Seria a falta de clareza dos sinais? Não. A causa é a geração infiel e ingrata, que é
chamada de adúltera e prostituta. De acordo com a linguagem da Escritura, isso significa que esta
geração não manteve a fidelidade e aliança com o seu Senhor, desviou-se e tornou-se ingrata, procura
satisfazer a si própria e não ao Senhor. Ajeita para si um messias, e passa de largo do verdadeiro
Messias. Nenhum outro sinal lhe será dado, a não ser o sinal do profeta Jonas (cf. 12.38ss). Nesta
ocasião o Senhor não considera necessário explicar-lhes melhor esse sinal, como ainda fizera no cap.
12. Assim como o profeta Jonas, durante a tempestade no mar, foi engolido por um peixe marinho e
permaneceu três dias na barriga do monstro, mas d epois ressurgiu vivo, assim Jesus será engolido, no
temporal do sofrimento da cruz, pelo dragão da morte, porém no terceiro dia ressuscitará.  Esse será o
grande sinal. Para os inimigos será tarde demais, para os outros será um sinal do céu que confirma o
Filho do Homem como Filho de Deus.
Curto e abrupto consta no v. 4: Deixou-os e foi embora. A ruptura foi consumada.
Nesta situação, Jesus se volta, mais do que nunca, para os discípulos. Ele os adverte claramente
contra o fermento dos fariseus e saduceus.

Fonte: Mateus - Comentário Esperança

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