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61 Sobre o retorno de Elias, Mt 17.10-13

Sobre o retorno de Elias, Mt 17.10-13
(Mc 9.9-13)

10  Mas os discípulos o interrogaram: Por que dizem, pois, os escribas ser necessário que Elias 
venha primeiro?
Os escribas defendiam a seguinte doutrina: O retorno de Elias precede a chegada do Messias (do
Cristo). Como foi que os escribas dese nvolveram esse dogma? Ele é válido ou não?

11,12  Então, Jesus respondeu: De fato, Elias virá e restaurará todas as coisas. Eu, porém, vos 
declaro que Elias já veio, e não o reconheceram; antes, fizeram com ele tudo quanto quiseram. 
Assim também o Filho do Homem há de padecer nas mãos deles.
No v. 11 Jesus confirma a doutrina dos escribas, porque é uma afirmação oriunda do AT. O AT
termina com as declarações do profeta Malaquias (3.23s): “Eis que vou enviar -vos Elias, o profeta,
antes que venha o dia do Senhor, o grande e terrível dia…”
Os escribas usam essas frases de Malaquias para comprovar a partir da Escritura que Jesus  não é o
Messias prometido no AT e que a fé dos discípulos em Jesus como o Messias não é consistente com a
Escritura, porque Elias ainda não teria vindo.
Jesus diz: Elias já veio. E restaurará todas as coisas. O que significa o termo: “restaurar”?
Billerbeck explica: “Temos de supor que na expressão restaurar  foi resumido, desde tempos antigos,
tudo o que se acreditava que se podia esperar do retorno de Elias. A  LXX  já empregou o termo para
traduzir a palavra de Malaquias (3.24): „Elias  restaurará o coração dos pais para os filhos, e o
coração dos filhos para os pais‟. Ela foi ampliada no sentido de que Elias restauraria a disposição
interior correta de Israel, conduzindo o povo ao arrependimento.” Isso é verdade, diz Jesus. Elias já
chegou, mas os escribas não o reconheceram. Porém agiram com ele como queriam.


13  Então, os discípulos entenderam que lhes falara a respeito de João Batista.

Os discípulos, portanto, entenderam corretamente que o Senhor se referia a João Batista, que
devia mover os corações em vista do iminente dia do juízo, através de seu chamado ao
arrependimento. Em outra ocasião Jesus já definira o significado de Elias por meio da palavra de
Malaquias, designando-o como “o Elias que há de vir” (Mt 11.7-19). Mais tarde ele responderá com
a seguinte contra-pergunta à pergunta dos escribas em Jerusalém quanto à sua legitimidade: De onde
João tinha a sua autoridade, de Deus ou das pessoas (Mt 21.23-27)?
Os escribas, no entanto, “não o reconheceram”, mas declararam-no como louco, e agiram com ele
como queriam. Pelo exato motivo por que eles não se deixaram chamar ao arrependimento por João,
não reconhecem em Jesus o juiz que lhes oferece o perdão. Farão com que seja execut ado, assim
como João foi executado. O martírio do precursor constitui a derradeira prova de que somente o
Cristo sofredor é o verdadeiro Messias de Israel (Vischer).
A lei da cruz é: O caminho da morte é o caminho da glória. Quando Cristo é executado e
ressuscitado, realiza-se a vontade de Deus, anunciada na “lei” por Moisés e “nos profetas” por Elias.

Fonte: Mateus - Comentário Esperança

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