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63 O segundo sermão da Paixão, Mt 17.22,23

O segundo sermão da Paixão, Mt 17.22,23
(Mc 9.30-32; Lc 9.43-45)

22-23 Reunidos eles na Galiléia, disse-lhes Jesus: O Filho do Homem está para ser entregue nas mãos dos homens; e estes o matarão; mas, ao terceiro dia, ressuscitará. Então, os discípulos se entristeceram grandemente.
De Lucas 9.43b-45 depreendemos que Jesus relaciona esse novo ensinamento sobre seus
sofrimentos com o estado de agitação em que os corações extasiados da multidão se encontravam por
causa do milagre da cura do moço doente. É a última vez que Jesus está passando pela Galiléia. Cabe
despedir-se de uma atividade intensa e ricamente abençoada. Em breve partirá para a “última
caminha” rumo à Judéia, “direto para Jerusalém”.
O lema sob o qual se realiza essa última caminhada para Jerusalém é, como anúncio da Paixão: O
Filho do Homem será entregue na mão de pessoas.
Novamente são incompreensíveis e inconcebíveis essas palavras de sofrimento: “O Filho do
Homem”, ao qual foi dado por Deus a autoridade sobre as pessoas, para julgar os vivos e os mortos –
esse juiz poderoso será abandonado nas mãos das pessoas. E as pessoas  condenarão o juiz! Chama a
atenção a dupla ênfase no “humano”: o Filho do Homem – será entregue na mão dos homens.
Em sua figura humana, Jesus está entregue em mãos humanas. Na sua estatura sobre-humana,
entretanto, não pode ser segurado por mãos humanas. No terceiro dia será ressuscitado.
Do mesmo modo a comunidade de Jesus tem natureza humana e sobre-humana. Seu caminho é o
caminho do Mestre.
Os discípulos ainda não conseguem conceber o caminho do Mestre. Lemos que eles ficaram
profundamente entristecidos. Não dizem nada contra, como depoi s do primeiro sermão da Paixão,
pela boca de Pedro (Mt 16.21-23) mas, cheios de dor, entregam-se ao luto. É curioso que sequer
captam o último prenúncio de Jesus: No terceiro dia ele ressuscitará. Vêem apenas a escuridão. –
Acaso não é esse um traço do coração humano em geral? Vê apenas o que é negativo, o que é visível,
porém não o que é invisível (2Co 4.18).

Fonte: Mateus - Comentário Esperança

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