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64 O imposto do templo, Mt 17.24-27

O imposto do templo, Mt 17.24-27


24-27 Tendo eles chegado a Cafarnaum, dirigiram-se a Pedro os que cobravam o imposto das duas 
dracmas e perguntaram: Não paga o vosso Mestre as duas dracmas? Sim, respondeu ele. Ao entrar Pedro em casa, Jesus se lhe antecipou, dizendo: Simão, que te parece? De quem cobram os reis da terra impostos ou tributo: dos seus filhos ou dos estranhos? Respondendo Pedro: Dos estranhos. Jesus lhe disse: Logo, estão isentos os filhos. Mas, para que não os escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, e o primeiro peixe que fisgar, tira-o; e, abrindo-lhe a boca, acharás um estáter. Toma-o e entrega-lhes por mim e por ti.

O imposto do templo significava para cada israelita um valor aproximado de duas ovelhas. Eram
obrigados a pagar esse imposto do templo todos os judeus homens a partir dos 20 anos de idade,
independente de residirem na Palestina ou no exterior. Somente o s sacerdotes reivindicavam estarem
isentos desse imposto. O recolhimento do imposto acontecia na Palestina meio mês antes da festa da
Páscoa.
As quantias de impostos recolhidos eram depositadas no tesouro do templo. Em três datas
específicas elas eram retiradas e utilizadas para fins cultuais.
Os sacerdotes justificavam sua reivindicação de isenção com base em Lv 6.16. Jesus também
reivindicava para si essa liberdade, mas a partir de um ponto de vista bem diferente. Ele se sente
como o Filho do Pai, ao qual pertence o templo. Com isso Jesus atribui a si uma posição diante de
Deus que não cabe a nenhum outro israelita. Jesus afirma: Assim como o próprio Filho é livre do
imposto do templo, assim também os filhos. Assim como os filhos dos reis estão livres dos  impostos
que seus pais exigem e recolhem dos estranhos, i. é, dos súditos e dos povos que eles subordinaram  –
assim estão livres do imposto do templo, não apenas Jesus como Filho, mas também os  filhos do rei
dos céus, cuja cidade é Jerusalém. Jesus se une com seus discípulos enquanto filhos, à semelhança de
como a filiação dos discípulos está ligada à condição de Filho de Jesus em Mt 5.9,16,45,48.
De acordo com essa afirmação, Jesus, o Filho de Deus, e Pedro, o “irmão do Filho de Deus” (Mt
12.49s; 13.43), estão livres do imposto do templo. O templo, por sua vez, é a casa do grande Rei, que
é Deus, o Pai nos céus.
Numa concomitância direta com essa liberdade de Jesus, encontramos sua submissão voluntária à
lei e ao templo. Por isso Jesus paga  também o imposto do templo. Para duas pessoas ela perfaz quatro
dracmas, i. é, um estáter. É o imposto do templo para Jesus e Pedro (cf. Schniewind, NTD, p. 195).
Portanto, para evitar qualquer atrito, Jesus paga o imposto do templo. “Deus, que enviou seu  Filho
e o submeteu à lei, em última análise paga pessoalmente o preço exigido pela lei, realizando um
milagre” (K. L. Schmidt).
É dessa maneira que o Senhor liquida o assunto do imposto, antes de dirigir-se pela última vez a
Jerusalém. Lá purificará o temp lo e mostrará ao Sinédrio quem é verdadeiramente o Filho do templo
de Deus.
Mais do que isso. Jesus entregará o sagrado imposto por cabeça assim como nenhum outro poderá
entregá-lo no céu e na terra. Pagará literalmente com sua cabeça, i. é, renderá sua vi da como resgate
de muitos, a fim de realizar uma redenção eterna.
“Com que maestria Jesus elucida o nexo entre promessa e realização, ao pagar justamente agora,
antes da partida para Jerusalém, mais uma vez o imposto do templo. Seguramente poderia ter -se
dispensado dele com maiores direitos que os sacerdotes, que diziam: Comemos dos pães da
proposição no templo, por isso não precisamos pagar uma contribuição ao templo. Ele poderia ter
dito: Eu sou o grande sacrifício de reconciliação, do qual todos os demais sacrifícios no templo são
apenas sombra. Que mais eu deveria pagar por isso? Contudo, ele não fala assim. Deposita para si e
Pedro as quatro dracmas” (cf. Vischer, p. 53-55).

Fonte: Mateus - Comentário Esperança

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