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65 O maior no reino dos céus, Mt 18.1-5

O maior no reino dos céus, Mt 18.1-5
(Mc 9.33-37; Lc 9.46-48)

1-5 Naquela hora, aproximaram-se de Jesus os discípulos, perguntando: Quem é, porventura, o maior no reino dos céus? E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles. E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus. E quem receber uma criança, tal como esta, em meu nome, a mim me recebe.
Jesus torna a criança um instrumento de sua explicação. Contudo, ele não está apresentando a
imagem de um discípulo humilde, mas sim o  tipo de uma criatura frágil, ignorante, miserável.
Constitui uma lei divina que, quanto mais frágil uma pessoa for em si mesma, tanto mais ricamente é
derramada sobre e ela a plenitude do amor e da assistência divina (Mt 18.10). Em correspondência a
essa lei, Jesus dedica um interesse especial às crianças e deseja recomendá-las de modo especial aos
seus discípulos. Quem vai ao encontro delas e as aceita nesse sentido exposto por Jesus, recebe o
próprio Jesus. Pois quem, por ordem de Jesus, acolhe o menor de todos, torna-se ele próprio o menor,
e recebe dentro de si o maior que, em nosso favor, tornou-se o menor: Jesus, e, com ele, Deus. Essa é
a compensação que ele recebe pelo rebaixamento voluntário. O termo  em meu nome não se refere à
mentalidade da pessoa acolhida, como se fosse dito que esta viria como discípula de Jesus, mas sim à
mentalidade do que acolhe: Ele o faz por causa de Jesus, que lhe confia essa criatura ainda frágil.
Toda a exposição do Senhor evidencia, portanto, que a comunidade de Jesus deve formar seus
critérios em contraste com as diretrizes do mundo. A  mola mestra do mundo é que todos querem
subir ao poder e ao esplendor, a fim de superar e dominar os outros.
Em contraposição, a mola mestra do reino de Deus é esta: que todos descem para a pobreza,
fraqueza e modéstia, para se tornarem ricos em Jesus. Precisamente por esse poder de descer deve ser
medida a grandeza da pessoa no reino de Deus (Fp 2.3ss). É por isso que os discípulos precisam dar
meia volta e se igualar às crianças na modéstia e na fraqueza.
Porém, não somente modéstia e fraqueza são traços característicos das crianças, mas também a
liberdade com que confiam e sua natureza carente de amor.
Crianças confiam integralmente nos pais. Não se preocupam. Se o pai lhes disse algo, isso se torna
para elas uma verdade incontestável. Assim como as crianças, devemos nós também confiar em Deus
e na sua palavra, e seremos felizes e co nfiantes, ainda que tenhamos de passar diariamente por
diversas dificuldades e aflições. A maneira como Deus me conduz será boa para mim. No meio das
tempestades e necessidades da atualidade, podemos saber: “Meu Pai é o capitão”. Na tempestade no
mar da Galiléia Jesus também tinha permanecido firme na sua posição em Deus (cf. Is 43.1s; 41.10;
46.4; 49.15; 54.7-10; Hb 13.5; Mt 8.23-28; Rm 8.28s).
Crianças são carentes de amor. Não conseguem viver sem amor. Muitas vezes chegam dizendo:
“Mãe, eu amo você”. Agem assim, primeiramente porque seu coração cheio de amor as impele para
isso, mas também porque sabem que seu agir trará consigo uma resposta de amor. Assim são as
crianças. Têm necessidade de amar e se alegram com a resposta de amor. É o que torna a sua vida tão
bela e despreocupada. – E nós velhos? Quantas vezes azedamos a nossa vida e a dos outros com
desamor, antipatia, dureza de coração, frieza e aspereza em nossa natureza e em nosso convívio!
Crianças pequenas não possuem sentimento de status. O filhinho do professor estende a mãozinha ao
menininho do agricultor como se fosse seu irmão. Quanto nós adultos muitas vezes amarguramos
nossa vida e a de outros pelo nosso orgulho e espírito de casta, e classe e de  status!
O que é pequeno torna-se grande porque em Jesus o grande Deus tornou-se pequeno, i. é, ser
humano. E esta é a grande maravilha: porque Deus se tornou ser humano, foram  chamados para o lar
todos os seres humanos, não apenas como criaturas, mas também como filhos perdidos do Pai
celestial. Quando atendem a esse chamado do Pai, são acolhidos em nome de Jesus e transplantados
para lugares celestiais.

Fonte: Mateus - Comentário Esperança

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