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68 A entrada em Jerusalém, Mc 11.1-11

A entrada em Jerusalém, Mc 11.1-11 
(Mt 21.1-9; Lc 19.28-40; Jo 12.12-19)

1-11 Quando se aproximavam de Jerusalém, de Betfagé e Betânia, junto ao monte das Oliveiras, enviou Jesus dois dos seus discípulos e disse-lhes: Ide à aldeia que aí está diante de vós e, logo ao entrar, achareis preso um jumentinho, o qual ainda ninguém montou; desprendei-o e trazei-o     Se alguém vos perguntar: Por que fazeis isso? Respondei: O Senhor precisa dele e logo o mandará de volta para aquiEntão, foram e acharam o jumentinho preso, junto ao portão, do lado de fora, na rua, e o desprenderam. Alguns dos que ali estavam reclamaram: Que fazeis, soltando o jumentinho? Eles, porém, responderam conforme as instruções de Jesus; então, os deixaram ir.     Levaram o jumentinho, sobre o qual puseram as suas vestes, e Jesus o montou. E muitos estendiam as suas vestes no caminho, e outros, ramos que haviam cortado dos campos. Tanto os que iam adiante dele como os que vinham depois clamavam: Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito o reino que vem, o reino de Davi, nosso pai! Hosana, nas maiores alturas!      E, quando entrou em Jerusalém, no templo, tendo observado tudo, como fosse já tarde, saiu para Betânia com os doze. 

Em relação à tradução
   a
     eis, diferente do v. 11, p ex, aqui não significa “para dentro”, mas tem o sentido de epi ou pros com
acusativo, indicando proximidade (Bl. Debr, § 208.3; EWNT I, 966).
   b
     De acordo com Bl-Debr, § 239.3, pros aqui significa “diante de”
   c
     polos na verdade é um filhote, do elefante ao gafanhoto, e é usado até para moças e rapazes. Quando
não há maiores explicações, nas línguas orientais o sentido é de jumentinho (cf. na LXX; Michel, ThWNT VI,
960), diferente de Schmithals.
   
d
     As alterações no tempo dos verbos são interessantes aqui: lysate (“soltar”, aoristo) é um movimento
único, mas pherete (“trazer”, presente) é um movimento contínuo.
   
e
     Também é possível traduzir “seu senhor precisa (dele)”, como fazem Pesch e Lane, p ex. O contexto,
porém, deixa entrever que Jesus só quer emprestar o animal, portanto, não se apresenta como dono.
   
f
     A antiga tradução de Lutero tem aqui (como em Mt 21.3): “e ele (o dono do animal) logo o enviará”.
Entretanto, o “de volta” precisa ser traduzido. A frase ainda faz parte do recado que Jesus manda os
discípulos transmitir.
   
g
     stibas, um leito de coisas de todo tipo: palha, caniços, sapé, folhas, capim (WB 15.22).
   
h
     forma grega do hebr. hoxiah na: “Oh, Senhor, ajuda!” Encontramos o pedido de ajuda original em
vários salmos (p ex 12.2; 20.10; 28.9; 60.7; 108.7). Um papel especial ele tem no Sl 118.25. Os salmos do
Hallel (113–118) eram cantados durante a celebração das grandes festas da Páscoa e dos Tabernáculos.
Entretanto, já nos tempos pré-cristãos a Festa dos Tabernáculos teve uma transição de festa de pedidos para
festa de alegria, de modo que o grito de socorro também se transformou em um grito de júbilo. O processo
levou à interpretação messiânica do Sl 118 (Lohse, ThWNT IX, 682).
Observações preliminares
1. Contexto. A longa série de histórias que acontecem no caminho, que vem desde 8.27, finalmente se
encerra nos arredores de Jerusalém com uma demonstração messiânica em meio ao cortejo de peregrinos. Este
acontecimento é central na tradição dos evangelhos. Todas as testemunhas o transmitem de modo detalhado e
unânime quanto a conteúdo e tendência. Nem o batismo nem a Ceia recebem a mesma atenção uniformemente
forte. Montar no jumentinho foi um sinal que brilhou por sobre todo o tempo em Jerusalém, até a morte de
Jesus. O relato funcionou como introdução teológica para a história da Paixão.
2. Efeitos. É digno de nota em Marcos que ele se concentra neste acontecimento antes da entrada de fato na
cidade. Ao todo são sete versículos que contam como se conseguiu o animal. Depois da descrição do júbilo de
aclamação dos peregrinos, em contraste com os relatos paralelos ele não diz nada sobre a recepção da
população da cidade ou os desentendimentos com as autoridades. A entrada em si é apenas mencionada no
último versículo, enquanto a ida ao templo volta a ser destacada. Não devemos concluir deste silêncio de
Marcos sobre a reação de Jerusalém que a cidade tenha ficado indiferente. As histórias seguintes mostram que
o povo ficou assustado e os líderes tremeram (11.18; 12.12; 14.2). Delegações hostis e traiçoeiras se
apresentaram diante de Jesus (11.27; 12.13,18). A reivindicação monárquica de Jesus, de ser filho de Davi,
pairava no ar (12.35-37). O batalhão grande e bem armado que o prendeu de noite (14.43) dificilmente pode
ser explicado de modo diferente do que Jesus o fez, ou seja, de que o tratavam como um Messias zelótico (isto
é, como um “salteador”, 14.48). As perguntas de Caifás e Pilatos também pressupõem o tema messiânico
(14.61; 15.2), assim como a cena com Barrabás (15.9,12), o escárnio (15.17-19) e a placa sobre a cruz (15.26),
junto com a zombaria debaixo da cruz (15.32). O sinal diante da cidade sem dúvida intensificou a indagação
sobre o Messias, e esta era a intenção.
3. Menção de lugares geográficos. A importância que a tradição deu ao acontecimento também pode ser
vista nos repentinos esforços em localizá-lo. O primeiro versículo relaciona quatro localidades. O cortejo de
peregrinos se aproximava de Jerusalém pela estrada de Jericó, onde do lado leste da cidade se estendia o
monte das Oliveiras. Este monte longo, com três pontos altos, era o divisor de águas para os peregrinos, depois
de vinte e cinco quilômetros e mil metros de subida. Dali podia-se ver com um olhar toda a cidade, 65 m
abaixo, e especialmente o templo, separado somente pelo vale do Cedrom e meia hora de caminhada. Josefo o
descreve, como testemunha do século I: “O aspecto externo do templo oferecia tudo o que podia alegrar os
olhos e o coração. Coberto por todos os lados com placas pesadas e douradas, ao nascer do sol ele brilhava
como que em chamas, cegando os olhos como os raios do próprio sol” (Guerras judaicas V, 5.6). É verdade
que no v. 1 Jesus ainda não chegou ao cume, mas ainda está “em Betfagé e Betânia”. A melhor maneira de
entender estes nomes é como designação comum de lugar. Os povoados, vistos de Jerusalém, estão nesta
seqüência: Betfagé no alto do monte, a mais ou menos um quilômetro, três quilômetros adiante Betânia, já na
descida do outro lado e na margem da região desértica. Jesus, portanto, tinha chegado aos arredores habitados
da cidade. Mais detalhes sobre a posição e direção do caminho Marcos não menciona.
4. Sentido espiritual do monte das Oliveiras? Nesta altura os intérpretes gostam de recordar Zc 14.4. Lá o
contexto fala da conquista de Jerusalém cheia de pecado. “Naquele dia” Deus descerá sobre o monte das
Oliveiras, que se dividirá ao meio, retrocedendo uma parte para o norte e a outra para o sul, preenchendo os
vales. Assim, Deus poderá entrar na cidade como rei, por um caminho plano. Certamente é artificial querer ver
este texto aqui. Em 13.2 Jesus não anuncia a salvação, mas a destruição da cidade. Mais importante, porém, é
que Zc 14.4 não fala do Messias, e o judaísmo dificilmente vinculava a vinda do Messias com o monte das
Oliveiras (Foerster, ThWNT V, 483, nota 102, contra Lohmeyer e outros). O monte das Oliveiras está aqui
claramente em um contexto geográfico, e não é recomendável sobrecarregá-lo teologicamente. Com sua
posição marcante, não nos deve admirar que ele seja mencionado. Os caminhos dos peregrinos encontravam-se aqui de várias direções, daqui finalmente podia-se avistar o destino da viagem e começava-se a descer para
a cidade santa, cantando o Hallel, depois dos banhos de purificação prescritos (Bornhäuser, Geschichte, p
167).
     1     Quando se aproximavam de Jerusalém. Desde o reconhecimento do Messias em Cesaréia de
Filipe, esta cidade estivera presente em espírito como local de acontecimentos os mais obscuros, mas
também de entronização misteriosa: “Eis que subimos para Jerusalém, e o Filho do Homem será
entregue; […] mas, depois de três dias, ressuscitará” (10.33,34). Agora Jerusalém estava tangível
diante deles. Neste momento o próprio Jesus começa a revogar a ordem de silêncio quanto à sua
messianidade (8.30). A primeira iniciativa era iminente, característica do seu tipo de realeza. Como
os antigos profetas, Jesus escolheu para isto uma ação simbólica. De Betfagé e Betânia, junto ao
monte das Oliveiras, enviou Jesus dois dos seus discípulos. Como em 6.7 e 14.13, duas
testemunhas são escolhidas. A coisa não deve transcorrer sem forma, simplesmente de um ponto de
vista prático, mas como demonstração para os discípulos e, depois, junto com eles diante de todos.
Por esta razão também cada passo é descrito de modo solene e sem pressa e abreviação.
     2     Jesus decide com soberania: Ide à aldeia que aí está diante de vós. Originalmente esta aldeia devia
ser conhecida com exatidão. E, logo ao entrar, achareis preso um jumentinho. Este “logo” aqui e
no v. 3 nos deixa empolgados (cf. 1.10n). Uma mão poderosa está agindo. “Achar”, aqui e no v. 4,
não é resultado de uma busca diligente, mas da direção divina. A escolha do animal também já foi
significativa, com ênfase. O que estava subentendido, Mt 21.5 verbalizou: a referência à passagem
messiânica em Zc 9.9 (Bill. I, 842ss). “Quem vê um jumento em sonho, está esperando o reino
messiânico”, comenta o Talmude sobre esta palavra bíblica (Michel, ThWNT V, 284) – tão
característico o animal era considerado. Igualmente o texto de Gn 49.11 vinha à mente, do ensino
judaico sobre o Messias. Ali, quatro versículos são dedicados ao jumento que é amarrado. É verdade
que aqui falta a videira, e o animal é solto em vez de amarrado. Mesmo assim a circunstância da
corda é o elo que une profecia e evento. Além disso, a entrada processional montado em um jumento
real para a entronização na cidade real tinha seu antecedente bíblico em 1Rs 1.33,38).
O qual ainda ninguém montou; desprendei-o e trazei-o. Isto explica o sentido de a montaria ter
de ser jovem. Ele ainda não fora profanado, mas preservado para o serviço santo (cf. Nm 19.2; Dt
21.3; 1Sm 6.7; Lc 23.53).
É significativo que Jesus tenha escolhido uma base bíblica que polemiza contra cavalos, armas e
carros de guerra, pois “Ele anunciará paz às nações” (Zc 9.10). A justiça será a sua arma e, acima de
tudo, a dependência humilde de Deus. O jumento como montaria representava, neste contexto, a vida
paradisíaca, ainda não contaminada. Em contraste com isto, montar a cavalo, este costume
introduzido mais tarde, era considerado coisa de opressores incrédulos.
     3     Para evitar a impressão de que era um ladrão de gado, os mensageiros do rei tinham de agir bem às
claras e responder às perguntas. Se alguém vos perguntar: Por que fazeis isso? Respondei: O
Senhor precisa dele. Assim podiam falar os servos de um rei que requisitavam alguma coisa para
seu uso. Eles estavam agindo na autoridade do “direito do rei”, que era de conhecimento geral na
Antigüidade (1Sm 8.11ss, especialmente o v. 16; Nm 16.15; Mt 5.41; Mc 15.21). Um abuso
extremamente grave está em 1Rs 21.2. Disto este rei está bem distante, pois ele é “justo e salvador”,
de acordo com Zc 9.9. A continuação expressa isto: E logo, assim que terminar de usá-lo, o
mandará de volta para aqui. Seus súditos não são prejudicados.
     4-6     Jesus instruíra seus mensageiros como alguém que era obediente e humilde diante de Deus. Este
espírito de obediência passou para os dois e o dono da montaria. É este sentido que se quer transmitir
com a repetição quase palavra por palavra nos v. 4-6. Mostrar esta expansão do poder de Deus, como
um sinal, é o propósito da narrativa. A presciência milagrosa de Jesus é nada mais que um milagre
marginal. Então, foram e acharam o jumentinho preso, junto ao portão, do lado de fora, na rua,
e o desprenderam. Alguns dos que ali estavam reclamaram: Que fazeis, soltando o
jumentinho? Eles, porém, responderam conforme as instruções de Jesus; então, os deixaram ir.
O acréscimo do lado de fora, na rua, mostra como as circunstâncias vieram ao encontro deles. Eles
não precisaram revirar o povoado primeiro. Já estava tudo preparado. Não há nada de mágico nisso.
Auxílios milagrosos até nos menores detalhes os servos de Jesus experimentam não poucas vezes.
     7     Levaram o jumentinho, sobre o qual puseram as suas vestes. Pelo contexto eles compreenderam
o sentido e o propósito. Mais palavras eram desnecessárias. Eles logo prepararam o animal. Todos
agem de comum acordo. Sobre as capas, cf. 10.50n. E Jesus o montou e assim desceu o monte das
Oliveiras. É importante notar que tudo o que aconteceu teve origem em Jesus: o plano, a tarefa dos
mensageiros, sua ida obediente, a entrega do animal, as vestes à guisa de sela para que ele pudesse
montar, assim como a aclamação. E ele foi andando, sem armas, em silêncio e até chorando (Lc
19.41), porém de forma alguma como um lunático que deixa o controle para os seus discípulos. A
ação é dele. Agora que ele chega ao seu local de sofrimento, eles só podem gritar seu reconhecimento
do Messias de 8.29; cf. Lc 19.40. Agora ficou inequívoco, ainda sublinhado pela referência a Zc 9.9:
sua realeza culmina na morte obediente.
Inequívoco, mesmo? Pensamos que sim, mas Jo 12.16, concordando com o quadro que também
Marcos pinta da falta de entendimento dos discípulos (cf. 4.11), diz: “Seus discípulos a princípio não
compreenderam isto”. Mesmo sendo errado dizer que o júbilo deles não era messiânico, também é
errado pensar que o conceito que eles faziam do Messias já era o dele.
     8     Como tantos anúncios de Jesus, este também teve um eco de louvor nas testemunhas. E muitos
estendiam as suas vestes no caminho, e outros, ramos que haviam cortado dos campos. De
acordo com 10.52, entre eles estava também Bartimeu. Ele gritara “filho de Davi!” já em Jericó.
Jesus o deixara gritar e ainda lhe concedera um sinal próprio. Com isto toda a procissão de
peregrinos se entusiasmou. Estender as capas aos pés de uma pessoa de honra era um gesto comum
de homenagem (Bill. I, 844; na entronização de reis em 2Rs 9.12s; 1Mac 13.51). Junto com isto
podiam-se espalhar ervas aromáticas ou flores (Schreiber, p 193; Pesch II, p 182).
     9     Por fim, o júbilo real: (cf. 2Rs 11.12s; 9.13): Tanto os que iam adiante dele como os que vinham
depois clamavam: Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! O processo se deu
claramente no âmbito do cortejo de peregrinos, que descia em meio aos jardins e campos do monte
das Oliveiras. Eles declamavam uma parte do Sl 118, o famoso salmo dos peregrinos, que sempre de
novo era entoado em canto e contracanto pelas procissões festivas à vista da cidade (Jeremias,
Abendmahl, p 249; Pesch II, p 183). A um grito de viva! seguia a saudação. Contudo, quem é que era
saudado? No salmo são os peregrinos que chegam. Os sacerdotes do interior do santuário os chamam
e estendem suas mãos sobre os fiéis em nome de Deus. “O que vem”, portanto, na verdade inclui um
plural: Bendito todo aquele que vem para participar do culto festivo! Durante séculos o salmo fora
entendido e usado assim. Aqui, porém, exatamente no contexto da ação de Jesus, um outro sentido
apareceu. O singular gramatical transformou-se num singular de fato. Agora a referência era a um
peregrino especial, Jesus de Nazaré, que vinha para o seu templo a mando de Iavé. O uso messiânico
do salmo estava difundido no judaísmo (Bill. I, 849; Lohse, ThWNT IX, 683; Pesch II, p 184; o texto
paralelo de Mt 21.9 acrescentou para esclarecer: “Hosana ao Filho de Davi!”). A interpretação de que
os peregrinos tinham simplesmente entoado a liturgia costumeira de entrada no templo, portanto, só é
correta para o exterior do processo. Uma segunda frase confirma isto.
     10     Ao Messias pertence o reino: Bendito o reino que vem, o reino de Davi, nosso pai! Esta frase não
é mais do Sl 118, e alguns intérpretes a consideram “não-judaica”, uma inserção secundária
(Lohmeyer, Hahn, Schweizer, Kümmel). Outros puderam fazer o contrário ser provável (Bill. I, 918;
II, 26; Pesch II, p 185; Lane, p 398). Hosana, nas maiores alturas! (cf. Lc 2.14).
     11     Muitas linhas de dados são interrompidas aqui. Não se fala mais de montar, nem da devolução do
jumentinho ou dos peregrinos jubilosos. Sobre o estilo disciplinado de narrar de Marcos, veja a opr 2.
O que lhe importa agora é a relação do filho de Davi com o templo (opr 2 à divisão principal 11.1–
12.44). E, quando entrou em Jerusalém, no templo. Desafiador ele se mostra em sua propriedade,
que seus adversários tinham ocupado e transformado em sua fortaleza. Como quem toma posse, ele
inspeciona tudo: Tendo observado tudo. O empreendimento judaico do templo conhecera o seu juiz.
O julgamento é pronunciado nos v. 15-17.
Por volta das 18 horas, os portões do templo eram fechados para os visitantes da festa (Jeremias,
Jerusalém, p 236s; cf. 13.35n). Como fosse já tarde, saiu para Betânia. Esta localidade, distante
menos de uma hora da cidade, era onde o grupo costumava passar a noite (11.12,15,19; 14.3; Mt
21.17). De acordo com lápides antigas, entre os seus moradores também devia haver galileus (Pesch
II, p 178), de modo que talvez houvesse laços especiais com este lugar (cf. também Lc 10.38; Jo
11.1). Jerusalém também estava tão superlotada por causa da festa, que a hospedagem para multidões
tão grandes era considerado um dos dez milagres de Deus no santuário. Temos notícias de
acampamentos de barracas diante dos muros da cidade. Outros encontravam abrigo nos povoados
vizinhos (Jeremias, Jerusalém, p 69; Abendmahl, p 49s).
Não deve ser esquecido o adendo colocado no fim do relato da entrada em Jerusalém: com os
doze. Esta menção é explicada na opr 3 à divisão principal 11.1–12.44.

Fonte: Marcos - Comentário Esperança

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