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72 Jesus abençoa as crianças, Mt 19.13-15

Jesus abençoa as crianças, Mt 19.13-15
(Mc 10.13-16; Lc 18.15-17)

13-15 Trouxeram-lhe, então, algumas crianças, para que lhes impusesse as mãos, e orasse; mas os discípulos os repreendiam. Jesus, porém, disse: Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis de vir a mim, porque dos tais é o reino dos céus. E, tendo-lhes imposto as mãos, retirou-se dali.
No povo judeu era costume trazer crianças aos “professores da lei”, para que fossem abençoadas.
A bênção de pessoas tementes a Deus não era apenas uma palavra piedosa, mas tinha o significado
de uma dádiva real (cf. Gn 27). Logo, as (mulheres, mães?) que trouxeram as crianças provavelmente
agiram tão somente de acordo com esse costume. Contudo, o resultado foi outro, porque Jesus é
alguém diferente do que um mero rabino ou uma pessoa temente a Deus. Isso fica evidente quando
consideramos que a imposição das mãos por Jesus era o sinal exterior pelo qual concedia a cura, e
que a oração de Jesus sempre é mencionada quando pede a força do Pai para momentos decisivos.
Considerando, pois, que a dádiva que Jesus concede às crianças é a mesma que ele proporciona a
todos que buscam sua ajuda e restauração, torna-se compreensível por que está situada nesse contexto
a grandiosa palavra do v. 14. Pois com essa dádiva ele concede o  reino dos céus (Mt 12.28!). Muito
claro, porém, está que esse presente de Jesus permanece oculto e pode ser abraçado e entendido
somente pela fé. Pois a forma dessa dádiva é a mesma pela qual, em geral, um rabino abençoa
crianças.
Quanto ao v. 14, cf. o exposto sobre 18.3. Parece um pouco perigoso ver “uma decisão de
validade geral” na palavra de Jesus de que às crianças pertence o reino dos céus (como defende
Schlatter), porque então seria bem fácil começar a indagar no que consiste a vantagem das crianças.
Numa tradução mais precisa, obtemos: “Aos com tal atitude pertence o reino de Deus”. Como é,
portanto, a mentalidade e o comportamento da criança pequena? As crianças têm uma dupla
característica: a humildade e a confiança. Em decorrência de sua humildade, uma criança sempre está
pronta a receber presentes; ela sabe da sua pequenez diante dos “grandes”. Além disso, a criança tem
uma confiança não fingida de que o pai quer o seu bem. Por isso, talvez se possa responder à
pergunta pela importância que Jesus dá ao fato de ser criança, com a simples observação que ela
possui o privilégio de chamar alguém de “pai” (Mt 6.9; Rm 8.14s). Esse privilégio,  porém, adquire
importância unicamente porque Jesus nos traz o Pai. É por isso que podemos clamar “Aba, Pai”.
Neste sentido nós adultos temos de nos tornar novamente crianças, entregando-nos simples e
singelamente a ele. Enfatizamos, portanto: Nem este vers ículo nem Mt 18.3 constituem um elogio à
inocência infantil. No tempo de Jesus não havia a moderna glorificação romântica da criança
(apontamos ainda para o exposto sobre Mt 18.3ss).

Fonte: Mateus - Comentário Esperança

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