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75 A pergunta pela verdadeira grandeza Mt 20.17-19

A pergunta pela verdadeira grandeza:
O terceiro anúncio da Paixão, Mt 20.17-19
(Mc 10.32-34; Lc 18.31-34)

17-19 Estando Jesus para subir a Jerusalém, chamou à parte os doze e, em caminho, lhes disse:
Eis que subimos para Jerusalém e o Filho do Homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas. Eles o condenarão à morte. E o entregarão aos gentios para ser escarnecido, açoitado e crucificado; mas ao terceiro dia ressuscitará
Em relação à tradução
a
“Subir” porque Jerusalém está situada no alto. Aliás, já no  AT essa condição possuía um significado
simbólico: O monte sagrado é o Sião (Sl 43.3; 48.3).
b
“A autoridade máxima do povo eleito condenará à morte o Filho do Homem porque seria um messias
falso. Não se limitará a condenar sua reivindicação de poder como uma questão intrajudaica. Entregará o
blasfemador da majestade de Deus aos gentios, para que a autoridade secular o suplicie como agitador
político e o „entregue para ser crucificado‟, ou seja, para ser executado da maneira como somente pode ser
morto um escravo que cometeu um crime de lesa-majestade. O escárnio é o oposto da homenagem prestada
pelo súdito. Por meio do escárnio os soldados do procurador ridicularizarão a reivindicação de senhorio do
indefeso rei dos judeus. Cada pessoa condenada à crucificação era açoitada antes de ser pregada na cruz ( Mt
27.26; Josefo, Guerra, vol. II, 14.9). E a crucificação era a pena de morte que os romanos aplicavam a
escravos rebeldes e a estranhos, mas não a pessoas livres ou cidadãos romanos” (Vischer, p. 112).
Os dois primeiros anúncios de Paixão sucederam diretamente aos acontecimentos em que os
discípulos puderam reconhecer a glória do Senhor: após a confissão de Pedro (que se baseava numa
revelação especial de Deus) e a transfiguração. Com esses anúncios fica evidente a intenção de Jesus:
os discípulos não devem pensar que o caminho leva diretamente à glória. Ambas as vezes era
palpável o perigo de pensarem assim (Mt 16.22; 17.4).
A terceira comunicação da Paixão apresenta uma intensidade maior nas palavras com que o
Senhor descreve o seu sofrimento. Ele será entregue aos gentios, de modo que eles decidirão  sobre
ele, farão com ele o que quiserem, abusarão dele com brincadeiras de mau gosto. Essa entrega já
significa em si a morte na cruz, porque, segundo o direito romano, era essa a morte prevista para os
criminosos. Por trás da voz passiva do verbo, no entanto, oculta-se o fato de que isso não acontece
por acaso, mas de acordo com a vontade de Deus. Pois na voz passiva fala-se da vontade de Deus,
respeitosamente, para não ter de usar o nome dele. Nessa palavra explicita -se o que significa Jo 3.16,
i. é, que Deus deu o seu Filho. Ao mesmo tempo essa forma verbal contém um consolo, ou seja, a
certeza de que, apesar de tudo, está acontecendo a vontade de Deus, à qual o Filho obedece.
Fonte: Mateus - Comentário Esperança

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