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77 A reação dos “dez”, Mt 20.24-28

A reação dos “dez”, Mt 20.24-28

24-28 Ora, ouvindo isto os dez, indignaram-se contra os dois irmãos. Então Jesus, chamando-os, disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse  o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós, será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.
“No v. 25, em lugar de „povos‟ caberia também a tradução „gentios‟, assim como no v. 19. Em
ambos os momentos Jesus usa a mesma palavra, que distingue os povos em geral do povo eleito de
Deus (Mt 28.19). Os povos, aos quais dentro de poucas semanas o Supremo Conselho do povo eleito
entregará o Filho do Homem, para que o executem como um escravo revolucionário, são dominados
e violentados. Aqueles que estão à sua frente e os lideram, pisam sobre seus súditos. Aqueles que são
considerados grandes, seja porque são registrados na história mundial como os „os grandes‟, seja
porque em qualquer posição possuem uma importância destacada, compreendem e exercem o poder
político-estatal de tal modo que rebaixam o povo. Os termos gregos usados por Mateus para
caracterizar a forma de governar e exercer o poder do estado contêm ambos a preposição  katá, que
expressa enfaticamente a ação „de cima para baixo‟ do opressor, que é a maneira com que a
autoridade é exercida. Em Lc 22.15 os verbos são usados sem a preposição mas, em contrapartida, a
expressão é potenciada quase à ironia, pela formulação „seus tiranos se denominam de benfeitores‟.
Essa é uma alusão ao costume dos reis helênicos, que gostavam de conceder-se o título honorífico de
euergétes = benfeitor.
Jesus não lamenta com nenhuma sílaba que os povos sejam dominados e violentados assim. Não
acusa ninguém, nem pergunta como se chegou a esse ponto. Ele diz simplesmente: Vocês sabem que
é assim. Com a mesma simplicidade ele prossegue: Assim não é entre vocês. Por conseguinte, a
comunidade não tem de fazer discursos de lamentação nem lançar acusações pelo mundo sobre a
miséria política, nem tampouco desenvolver uma teologia revolucionária ou reacionária do estado.
Ela simplesmente tem de ser diferente. Em meio aos povos, ela tem de ser um povo em que a ordem
é inversa. Na comunidade de Jesus também existe uma ordem da grandeza e da posição. Quanto mais
alguém quiser ser grande, tanto mais servirá, e não dominará. Quanto mais plenamente alguém for o
servo, o escravo dos demais, tanto mais perto ficará da primeira posição.
Numa oportunidade anterior Jesus já mostrou de modo semelhante aos discípulos que, no que
tange à organização da comunidade, eles devem procurar a grandeza no fato de servirem aos
pequenos (18.1-5). Mais tarde Jesus o mostrará de novo, a fim de determinar que, na sua
comunidade, ao contrário da praxe dos rabinos, não existem a grandeza religiosa nem a categoria dos
“clérigos”, que se consideram tanto mais superiores quanto mais desprezam e violentam os “leigos”
(23.6-12). Neste momento, porém, ele está dizendo aos discípulos que a comunidade preserva sua
existência e posição entre os povos com essa organização, e ainda que ela presta o seu serviço ao
mundo mantendo dentro da comunidade a ordem que lhe é própria. Não pode formular sua
constituição segundo o modelo dos povos e estados, nem de forma monárquica, nem oligárquica,
nem democrática. A comunidade tem a sua própria constituição, que é determinada a partir do fato de
que sobre ela e dentro dela nenhuma pessoa governa” (Vischer, p. 120).
Essa é a constituição que Deus outorgou originalmente a Israel (cf. Vischer, Das Christuszeugnis
des AT, vol. 2, especialmente p. 65-144). Quando as tribos ofereceram a Gideão o domínio
hereditário, ele repeliu a tentação, declarando: “Não serei eu vosso soberano, nem meu filho. O
Senhor é vosso soberano!” (Jz 8.23).
Assim como na parábola dos trabalhadores na vinha, surge entre os discípulos, a partir do
pensamento meritório, a inveja. A resposta de Jesus aponta para o contraste entre o seu reino, que
inicia já agora na sua comunidade, e qualquer reino mundano. Novamente aparece uma idéia que se
tornará mais freqüente no evangelho de João: “Meu reino não é deste mundo” (Jo 18.36; ou já em
8.23). Mostra-se aqui o contraste entre “Cristo ou César” que levou mais tarde a perseguições e que
se cristaliza em torno do título kýrios (Senhor), usado pelos cristãos para falar de Jesus. Esse
contraste, no entanto, não significa que não haja diferenças no reino de Deus, mas que essas
diferenças se mostram em contraposição direta com os reinos do mundo. Neles governam os
poderosos e exigem que lhes sirvam. Naquele a maior honra está em poder  servir mais.
A comunidade de Jesus é o povo livre dos que servem, à semelhança do seu Senhor, que veio
“para servir”.
Portanto, Jesus está tornando clara a diferença entre aquilo que vigora na sua comunidade e o que,
fora dela, acontece entre as pessoas. O mundo diz: “Ou martelo ou bigorna”. A bigorna sofre os
golpes e o martelo os desfere, por isso cada um se esforça ao máximo para ser martelo. Jesus tem
uma opinião divergente. Ele afirma: Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se
grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós, será vosso
servo. Toda grandeza que rebaixa os outros e todo poder que torna os outros impotentes são
condenados pelo Senhor. Quem, dos seus, age assim, está sujeito ao julgamento. Junto dele vale
somente aquela grandeza que engrandece os demais e que, assim, os eleva, e que exerce o poder
fortalecendo os o utros. O que é grande no entender de Jesus não escraviza os outros, mas  a si
próprio, porque se submete ao bem dos outros e se torna escora deles.
Conseqüentemente, Jesus está descrevendo também neste episódio o sentido do amor. É do amor-agape que os discípulos devem receber sua honra, seu poder e sua grandeza. Ele o declara como
sendo divino, realmente grandioso, como o único capaz de proporcionar honra brilhante e poder
permanente. Com isso, ele instrui os discípulos a fazer o que ele pessoalmente faz, assim como o
Filho do Homem “não veio para ser servido, mas para servir e entregar a sua vida a fim de pagar o
resgate em lugar de muitos”. Jesus está diante dos discípulos com o chamado para o poder
incomparável que abrange terra e céu, tempo e eternidade,  e que o eleva acima de todos como o Filho
do Homem a quem foi dado o reino. Não obstante, Jesus não fez uso de sua majestade para humilhar
os outros e deixar-se servir por eles. Pelo contrário, ele próprio se tornou servo e viveu para os
outros, não para si. Enriqueceu aos outros, não a si próprio. Agora ele encerra o seu serviço, dando a
sua vida, ou seja, entregando o bem último e extremo que alguém pode entregar (cf. Schlatter, p.
308).
A palavra final no v. 28 é igual a todas as demais palavras que falam da vinda de Jesus (Mt 5.17;
10.34; Mc 2.17; Lc 12.49; Jo 9.39; 10; 11 etc.). É uma palavra que exprime a missão de Jesus e seu
objetivo. Ela possui uma importância singular pelo fato de que Jesus fala de si próprio com palavras
de Is 53.
Ele é o Servo de Deus, que dá a sua vida em prol de muitos, e esses muitos são “todos”
(discordando de Vischer, p. 125, que faz questão de enfatizar que ali não consta “todos”. Para nós, a
ênfase está no significado abrangente da morte de Jesus, do qual ninguém é excluído; cf. Jo 3.16).
No mesmo sentido, Jesus fala da entrega de seu sangue na Ceia (26.28). Com esse versículo estão
contrapostos mais uma vez o caminho de sofrimento de Jesus à disposição dos discípulos para
sofrerem e, com ela, a toda a argumentação sobre so frimento corrente no judaísmo. Ela busca sempre
realização e recompensa. Jesus entregar-se integralmente e doa-se pelos “muitos”.
O termo resgate é originário do âmbito jurídico. Pela libertação de prisioneiros de guerra  – e
pessoas que caíram na escravidão por dívidas – paga-se um certo valor. No entanto, o termo resgate
também é usado para descrever a compensação pelos pecados. Por exemplo, ora -se em caso de
perigo de morte: Que a minha morte sirva de resgate para todas as minhas injustiças (Schlatter, p.
602).
Contudo, no AT não encontramos em parte alguma a idéia de que a vida de outra pessoa pode
redimir os nossos pecados. O Sl 49.8s diz: “Um homem é incapaz de redimir um outro, ou de pagar a
Deus seu resgate, pois é caríssimo o preço pago por uma vida”. Também Jesus pergunta em Mc 8.37:
“Que daria o homem que tenha o valor da sua vida?” Ainda que no  AT haja o sacrifício de animais
pelos pecados, ele não é entendido como possibilidade real do ser humano de reconciliar -se com
Deus. “Pois como o sangue de animais poderia ser resgate pelos pecados?” Na verdade, essa ordem
foi instituída por Deus, e por parte da pessoa vem a ser uma confissão sempre renovada da culpa
(Schniewind; cf. Hb 10.3).
Não temos como explicar essa palavra de Jesus do v. 28 e sua ação correspondente a partir de
nenhum texto paralelo. Também o exemplo do AT é apenas uma comparação muito frágil. O sangue
de Cristo é muitíssimo mais eficaz do que o sangue de todos os bois e cabritos do mundo. Qualquer
outro sacrifício, qualquer doação, ou quaisquer outros termos que usemos como comparação, sempre
permanecerão no âmbito humano e terreno. Na ação e entrega de Jesus, porém, está em jogo a vida
eterna. “Nenhuma teoria do sacrifício nos mostrará quantos desses muitos perderam sua vida , e de
que maneira Jesus se empenha por eles através da entrega de sua vida; isso descobrimos apenas a
partir da realidade da vida, morte e ressurreição de Jesus” (Schniewind).
Citemos brevemente uma pequena pesquisa no texto original. Trata-se de uma nota, num
manuscrito, sobre o v. 28. Porém, por não pertencer aos manuscritos mais antigos e preciosos, o
Códice vaticano (B) e o Códice sinaítico (a) (ambos do século IV) e a edição do texto grego de Nestle
não incluíram essa nota no texto bíblico, mas apenas a citaram numa nota de rodapé. Essa nota
manuscrita é um acréscimo pessoal de um copista desconhecido. O fato de que essa nota não consta
nos grandes manuscritos Vaticano e Sinaítico comprova que as palavras de Jesus foram preservadas
com muita exatidão. Analisemos, pois, um pouco essa nota.
Esse pequeno grupo de manuscritos localizado no Sul da Itália, dos quais o Códice Beza (D)
(século VI) é o mais importante, e ainda a tradução latina antiga e a tradução síria mais antiga
acrescentam depois do v. 28 um texto paralelo a Lc 14.8-10. Como transição, porém, trazem Lc
14.11 com uma forma lingüística não muito clara, mas com uma considerável divergência de
conteúdo: “Vocês, porém, tentam crescer a partir do pequeno e (não, na versão síria) ser humildes a
partir do grande”. A negação na tradução síria é uma evidente adaptação a Lc 14.11 e, por isso, com
certeza uma correção. Provavelmente a frase é um imperativo que visa admoestar para a humildade,
conforme a descreve a parábola em Lc 14.8-10. Contudo, essa convocação para a humildade, para
crescer da insignificância exterior para a grandeza, e da grandeza exterior tornar -se humilde, mostra
uma significativa mudança em relação à mensagem de Jesus. Aqui se mostra um caminho para
chegar à grandeza diante de Deus, apresentando-se como pequeno. Isso em breve se tornou uma
prática muito freqüente. Para Jesus, porém, a questão não é aparentar pequenez, mas ser
verdadeiramente humilde, sem querer apresentar nada perante Deus (18.4; 23.11s etc.). Esse
acréscimo é importante para nós, porque através dele constatamos que as palavras de Jesus foram
maravilhosamente conservadas puras, apesar de que muito em breve não foram mais entendidas
corretamente (o acréscimo deve ser oriundo do século  II).
Jesus, portanto, segue o caminho da humilhação, cada vez mais desprezado e diminuído, e cada
vez mais perto da condenação. “Brutalizado, ele se humilhou, não abriu a boca, como um cordeiro
foi arrastado ao matadouro” (Is 53.7; Mt 26.63; 27.12) “Ofereceu as suas costas aos que o batiam  e o
seu rosto aos que arrancavam a sua barba. Não tentou se esconder quando o xingavam e cuspiam no
seu rosto” (Is 50.6; Mt 26.67s). Todos o consideram como aquele que está sendo atormentado,
açoitado e torturado por Deus. Não reconhecem que Deus lançou o  pecado de todos eles sobre Jesus
e que o castigo pesa sobre ele para a salvação deles. “Se ele entregar sua vida como sacrifício de
reparação, ele verá uma descendência, prolongará os seus dias, e o beneplácito do Senhor terá êxito.
Depois de ter pago com a sua vida, ele verá uma descendência, ele será cumulado de dias, logo que
conhecido, justo, ele distribuirá a justiça, ele, meu Servo, em benefício às multidões. Pois as
iniqüidades delas toma sobre si. Por isso eu lhe darei a sua parte nas multidões, e é  com miríades que
ele repartirá o despojo, visto que se derramou a si mesmo até a morte e se deixou contar entre os
pecadores, visto que carregou o pecado das multidões e intercedeu pelos transgressores” (Is 53.10 -12).
A comunidade de Jesus vive entre os povos e as nações da terra como a multidão dos que foram
libertados por ele, o Crucificado. Vivem como servidores e sofredores, em constante entrega alegre a
Jesus e aos outros. É uma entrega que se sacrifica em favor dos outros, indistintamente se os outro s
tripudiam sobre essa intenção de sacrifício, recompensando -a com a morte! Isso não faz nenhuma
diferença!
“O ser humano pensa em termos de egoísmo, ao qual se sacrifica tudo. O pensamento de Cristo é
o amor desinteressado, que se sacrifica por todos. Com  isso está dita a última e mais profunda
verdade que ele quer dizer aos discípulos e, por isso, à comunidade. Portanto, esse trecho da
instrução dos discípulos conduz ao mais íntimo segredo do seu coração e ao mais elevado patamar da
sua vida. O bloco da instrução dos discípulos iniciou com a lei da cruz. Ele termina com a menção do
mais profundo sentido da cruz, como o grande sacrifício de redenção da humanidade. Desse modo, o
ensino detalhado dos discípulos sobre a grandeza e o poder que lhes será concedido, e sobre as
exigências às quais serão expostos, é emoldurado por duas passagens breves, mas significativas em
seu conteúdo, que formam uma unidade entre si e transformam o todo numa unidade: a lei da cruz e
o mistério do sacrifício. É assim que também se esclarece que todas as três unidades são
introduzidas, de forma muito bem refletida, por três anúncios da Paixão. O próprio Cristo é o que se
submete à lei da cruz, que não usa sua magnitude e seu poder para si mesmo, mas para o amor que
serve. Ele é quem entrega a si e sua vida como sacrifício sangrento de redenção.
“Como no sermão do Monte, aparece em todas as palavras desse discurso instrutivo a figura de
Cristo. Jesus se retrata pessoalmente. De todos os discursos em Mateus, este é o mais íntimo, pois
Jesus o profere ao círculo mais estreito dos seus. Portanto, ele pode falar abertamente, não precisa
conter-se e não tem necessidade de se violentar. Por isso é que sua natureza mais íntima se torna
visível: é o espírito de um amor que se sacrifica.
“Acima de tudo paira, misteriosa, escura, mas também brilhante, a cruz. Três vezes foi repetido o
anúncio da Paixão. No início e no final, abraçando e determinando o todo, está o mistério da cruz.
Justamente agora, quando o Senhor se encontra no auge de sua vida, ele fala de modo mais claro da
Paixão iminente. Ela não cai sobre Jesus de repente, mas ele vê o desfecho chegar com toda a nitidez
e o prediz com total evidência. Ele está acima dessa catástrofe, aceita-a e admite o mal, a fim de
torná-lo em bem. Do crime de sua execução e da morte violenta ele produz o sacrifício da redenção
para salvar o mundo.
“Quando Jesus estabelece a exigência de que os seus devem perder sua vida para ganhá-la, ele é o
primeiro a cumprir essa palavra, porém de modo incomparavelmente superior, divino. Pois Jesus
larga a sua vida para, através da morte de sua vida, transformar mortos em eternamente vivos. […]
“Ele é o maior de todos e se rebaixou para ser servo de todos. A ele “foi dada toda a autoridade
nos céus e na terra” (Mt 28.18). Ela a usa, porém, apenas para ajudar e restaurar. Ele, que é o Filho
de Deus, que não tem por que pagar impostos, paga o imposto de seu próprio sangue. Ele, a quem a
lei e os profetas confirmam como o Messias e a quem a voz das alturas proclama como o  “Filho
muito amado”, ele, de fato “o maior” no reino dos céus, tornou-se o menor (na encarnação), uma
criança, um escravo que serve. Jesus foi em busca dos perdidos para salvá-los. Ele perdoa pecadores
arrependidos não apenas setenta vezes sete vezes, mas sempre, sem contar e calcular. Quando exige
abstenção do casamento por causa do reino dos céus, ele próprio é a grande pessoa solitária, sem
laços humanos, e não obstante o extremamente rico, por meio de cuja alma se comunica o mar
infinito do amor de seu Pai. Sua noiva é a comunidade. No seu retorno haverá celebração das bodas
(Ap 21.2,9). Quando ele exige renúncia voluntária e alegre, prometendo compensação muitas vezes
maior, ele próprio é o que não necessita de nada, nascido como pobre no estábulo. Na vida pública
ele não tem onde reclinar sua cabeça. Despido de tudo, morre na cruz. Apesar disso, ele é o mais
rico, porque a glória dos céus lhe pertence. Ele é o Senhor da vinha, que, ao pagar o salário, não é
calculista e mesquinho, mas cuja graça transcende quaisquer limites de mera justiça. Quando os seus
precisam tomar o cálice, ele é o primeiro a tomá-lo e a esvaziá-lo até o fundo, […] presenteando e
entregando-o como resgate por todos. Jesus é o que sacrifica a si mesmo, sacerdote e vítima ao
mesmo tempo.
“Por isso Jesus está descrito neste bloco como o servo que serve, o humilhado, excluído,
maltratado, sacrificado, mas simultaneamente o Senhor sobre todos, em magnitude divina. Ele
unifica a humildade e a importância no amor, que, sacrificando -se, ext ingue pecados e presenteia
com a graça, fundando e construindo dessa maneira o reino de Deus. Ele é o Mestre. Todos os seus
discípulos poderão medir na própria vida a magnitude e profundidade de suas palavras. Segui-lo na
sua vida é cumprir o seu ensino, é entregar-se à morte e, atravessando-a, à vida” (cf. Gutzwiler,
Jesus, der Messias, p. 257ss).

Fonte: Mateus - Comentário Esperança

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