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78 A cura de dois cegos, Mt 20.29-34

A cura de dois cegos, Mt 20.29-34
(Mc 10.46-52; Lc 18.35-43)

29-34 Saindo eles de Jericó, uma grande multidão o acompanhava. E eis que dois cegos, assentados à beira do caminho, tendo ouvido que Jesus passava, clamaram: Senhor, filho de Davi, tem compaixão de nós! Mas, a multidão os repreendia para que se calassem. Eles, porém, gritavam cada vez mais: Senhor, filho de Davi, tem misericórdia de nós! Então, parando Jesus, chamou-os e perguntou: Que quereis que eu vos faça? Responderam: Senhor, que se nos abram os olhos. Condoído Jesus, tocou-lhes os olhos, e imediatamente recuperaram a vista, e o foram seguindo.
A diferença que temos de constatar nos relatos paralelos de Marcos e Lucas – ambos falam
somente de um cego, que Marcos denomina de Bartimeu –  mostra-nos que essas divergências não
eram propositais e que elas não causavam nenhuma dificuldade à comunidade.  Os evangelistas
simplesmente se basearam em diferentes eventos de cura! Devem ter sido milhares os atos de
restauração realizados por Jesus.
O caminho de Jesus segue de Jericó a Jerusalém. É a antiga rota de peregrinação para subir a
Sião, que agora se torna o caminho para o sofrimento e a morte de Jesus. Contudo, é nesse caminho
que ele mais uma vez revela sua glória. Nele Jesus recebe a aclamação de  dois cegos, pobres e
humildes, um grito que ressoará com mais força e intensidade quando Jesus entrar na cidade santa:
Filho de Davi! Desde o início Mateus destacou isso. Jesus é o rei prometido de Israel, apesar de seu
povo o rejeitar. Essa qualidade real, porém, não se mostra em uma apresent ação gloriosa, um poder
opressor, mas sim na ação de ajuda. Ao mesmo tempo ele é o Senhor, o  kýrios, ou seja, o senhor do
mundo. Ele é quem faz jus a esse título, com o qual Israel invoca a Deus e que os gentios atribuem ao
imperador romano.
Durante toda a vida de Jesus, como também agora, essa sua dignidade precisa confirmar-se contra
a incompreensão do seu povo que, neste caso, quer fazer calar o grito dos cegos. Justamente essa
tentativa da multidão, porém, leva os cegos a clamarem cada vez mais forte e  com mais clareza,
anunciando quem é Jesus. Sempre de novo, desde Mt 8.5ss, é a fé dos mais miseráveis e desprezados
que proclama a glória de Jesus. Apesar de todas as tentativas de silenciar esse anúncio. Apesar de
todos os empecilhos que se contrapõem a essa fé.
A palavra de Jesus tem efeito imediato, assim como a palavra de Deus. Essa é uma característica
para a qual Mateus gosta de chamar especialmente a atenção. “Imediatamente” é sua palavra
preferida em relação às histórias de milagres.
A ação de ajuda, no entanto, constitui ao mesmo tempo um chamado para o discipulado, como em
Lc 5.11.
Fonte: Mateus - Comentário Esperança

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