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80 A pergunta particular do discípulos sobre o fim, Mc 13.3,4

A pergunta particular do discípulos sobre o fim, Mc 13.3,4 
(Mt 24.3,4; Lc 21.7)

3-4 No monte das Oliveiras, defronte do templo, achava-se Jesus assentado, quando Pedro, Tiago, João e André lhe perguntaram em particular: Dize-nos quando sucederão estas coisas, e que sinal haverá quando todas elas estiverem para cumprir-se. 

Em relação à tadução
   a
     Sobre a localidade, cf. opr 3 a 11.1-11. O monte das Oliveiras estava ancorado com tanta segurança
nos acontecimentos históricos (entrada, caminho diário do e para o alojamento, prisão), que as interpretações
simbólicas aparecem bem mais tarde, sem base nos doze textos em que o monte é mencionado, totalmente
sem controle.
   b
     Chama a atenção o singular no texto grego. Como em 8.29,32; 9.38; 10.28,35, um discípulo deve ter
falado pelo grupo, só que aqui se perdeu o seu nome.
   c
     Traduzir por “isso” induz a aplicação da pergunta dos discípulos à destruição de Jerusalém. Aqui,
porém, a forma plural deve ser destacada, como mostra também a segunda parte da pergunta: “todas elas”
(como em 7.23; 10.20; 13.30).
Observação preliminar
Contexto. Para sintonizar o conteúdo do discurso que segue, o local e a audiência foram importantes para
Marcos. Como destino ficou registrado o monte das Oliveiras, separado do monte do templo pelo vale do
Cedrom que, naquele tempo, era bastante profundo. Esta posição é recordada com “defronte ao templo”. “Em
particular” sublinha que os ouvintes tinham-se separado da multidão. A menção por nomes os identifica
especificamente. Trata-se de uma seleção dos doze selecionados, de modo que o ponto de partida da escolha é
mostrado claramente. Jesus fala de maneira mais direta àqueles que são representados por estes quatro
discípulos, ou seja, ao novo povo do templo. Ele falou para o futuro e para a amplidão, dando à igreja o seu
legado.
     3,4     No monte das Oliveiras, defronte do templo, achava-se Jesus assentado, quando Pedro,
Tiago, João e André lhe perguntaram em particular: Conforme o costume judaico, o professor
ficava sentado (cf. 4.1; 9.35; 12.41) e os alunos começam com uma pergunta (cf. 4.10; 7.17; 9.11,28;
10.10). Somente os quatro que foram chamados primeiro estão presentes. Os três primeiros
discípulos também são privilegiados em 5.37; 9.2; 14.33. Dize-nos quando sucederão estas coisas,
e que sinal haverá quando todas elas estiverem para cumprir-se.
Todo leitor da Bíblia conhece a predileção judaica pelo paralelismo. A segunda frase enriquece a
primeira e a explica (perguntas duplas também se encontram p ex em 6.2s; 9.18; 12.14). Portanto, o
desejo aqui é que Jesus responda a pergunta sobre o quando de “todas estas coisas”, dando algum
sinal, não o número de determinado ano. Quais “todas elas” estão em vista? Trata-se, como nos v.
29,30; Mt 5.18; 24.2,8,32,34; Lc 21.22,32,36, da soma dos acontecimentos do tempo do fim, usando
uma expressão que já aparece em Daniel (12.7; ecos de Daniel aqui também nos v. 7,14,19,26 e
outros).
Com isto os discípulos compreenderam que Jesus não anunciou no v. 2 um julgamento do templo
no transcorrer da história, mas sua eliminação pelo próprio Deus. E isto também não para
interromper a linha do templo, mas para dar-lhe outra direção e uma nova qualidade, escatológica. O
sentido da pergunta deles é parecido com a dos fariseus em Lc 17.20: “Quando vem o reino de
Deus?” Bill. I, 949 relaciona uma série de perguntas como estas do contexto judaico. Jesus corrigiu
perante os fariseus as idéias judaicas sobre o quando, e faz o mesmo nos próximos versículos com os
discípulos, para rejeitá-las radicalmente no v. 32, ao terminar.

Fonte: Marcos - Comentário Esperança

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