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94 A preparação, Mt 24.1-3

A preparação, Mt 24.1-3


Tendo Jesus saído do templo, ia-se retirando, quando se aproximaram dele os seus discípulos para lhe mostrar as construções do templo. Ele, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra, que não seja derrubada. No monte das Oliveiras, achava-se Jesus assentado, quando se aproximaram dele os discípulos, em particular, e lhe pediram: Dize-nos quando sucederão estas cousas, e que sinal haverá da tua vinda (ou melhor, da volta) e da consumação (= do fim) do século.

Jesus retira-se do templo e sai com os discípulos até o monte das Oliveiras. De agora em diante
não entrará mais nele. Tudo transcorre como realização de uma visão do profeta Ezequiel. Ele vê
como a glória do Senhor abandona a cidade de Jerusalém e o templo, mais precisamente em direção
do monte das Oliveiras [Ez 8.4-6]. Essa visão de Ezequiel cumpre-se agora na história. O Senhor se
afasta do templo, de Jerusalém, subindo o monte das Oliveiras de maneira exteriormente
despercebida. Não obstante, é a glória do Senhor que se retira do templo, deixando-o atrás de si
vazio e sem importância.
Após ter chegado ao monte das Oliveiras, o Senhor lançou mais um último olhar sobre a pobre
Jerusalém. Era como se não pudesse seguir adiante, como se lhe fosse impossível prosseguir além do
topo do monte. Sentou-se na encosta daquele lado, de frente para o templo. Talvez o sol esteja se
pondo, talvez já tenha desaparecido. Assim estava ele, sentado ali ao entardecer, o olhar preso à
cidade amada, ao templo tantas vezes saudado e bendito, ao local sagrado que lhe fora o mais caro do
mundo, mas que agora via encaminhar-se para o juízo. Esses sentimentos o moviam naquele
momento. Dessa maneira ele se tornou o grande vidente dos juízos futuros de Deus. Mas essa
previsão ele queria deixar, nos traços essenciais, como legado à sua comunidade.
Diante da cidade sagrada e do templo, sobre os quais caía a noite, ele queria transmitir aos seus
discípulos as linhas principais dos juízos vindouros. É nesse instante que ele pronuncia a grande
palavra: Aqui não ficará pedra sobre pedra; tudo será destruído.
Consternados e amedrontados os discípulos o perguntam: Quando isso acontecerá, e qual será o
sinal desses acontecimentos?
A resposta do Senhor dá clareza à indagação dos discípulos. Inicialmente ele descreve os
acontecimentos gerais que precedem a destruição de Jerusalém (a saber, a perseguição da
comunidade). A seguir ele relata a própria destruição de Jerusalém e, finalmente, fala do fim do
mundo.

Fonte: Mateus - Comentário Esperança

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