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95 Os sinais do futuro próximo e longínquo, Mt 24.4-14

Os sinais do futuro próximo e longínquo, Mt 24.4-14

4-14 E ele lhes respondeu: Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo (que está retornando), e enganarão a muitos. E certamente ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares; porém, tudo isto é o princípio das dores. Então sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome. Neste tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros. Levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo. E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então virá o fim.
A resposta de Jesus começa alertando contra seduções dos discípulos por meio de acontecimentos
que parecem indicar a proximidade do fim. Contudo, o verdadeiro fim ainda não terá chegado. Todos
esses sinais serão apenas precursores do juízo vindouro. A história de fato conhece uma série de
acontecimentos terríveis ocorridos antes da ruína de Israel, porque os levantes, os abalos, as carestias
e epidemias, que Jesus aponta aqui, de modo algum foram tão insignificantes antes da destruição de
Jerusalém. Podemos pensar nos banhos de sangue em Cesaréia, entre sírios e judeus, quando
morreram 20.000 judeus, enquanto na Síria quase cada cidade estava dividida em dois exércitos que
se antagonizavam como inimigos de morte. Pensemos também na rápida sucessão de cinco
imperadores em Roma, Nero, Galba, Otto, Vitélio Vespasiano, e nos distúrbios relacionados com ela
nos círculos mais próximos quanto nos mais distantes. Lembremos a fome sob Cláudio (At 11.30) no
ano 46, bem como os terremotos do tempo de Nero, na Campanha e na Ásia Menor, quando cidades
inteiras submergiram, especificamente Laodicéia e Hierápolis.
No ano 63 Pompéia foi destruída por um terremoto. No ano 64 a metade de Roma, cidade de um
milhão de habitantes, foi reduzida a cinzas. Para aquela época é característica a frase de Tácito:
“Começo a obra de escrever sobre uma época que é rica em tragédias, sangrenta por causa de
batalhas, dilacerada por revoltas”.
Portanto, as afirmações de Jesus se cumpriram – e se realizarão sempre de novo, quando novas
condenações assolarão a terra. Sempre se levantarão falsos profetas e falsos messias para iludir as
pessoas com uma série de palavras e promessas grandiosas, para projetar “paraísos” por meio de
programas e atos magníficos de poder. As massas serão arrastadas de um sucesso a outro. O ódio
contra a comunidade de Jesus será reacendido, a incredulidade se intensificará e o amor esfriará
em muitos. O egoísmo celebrará triunfos, um após o outro! Nessa situação vale para a comunidade a
instrução de “perseverar e esperar”. Fé que persevera é fé máxima. Em Ap 13.10 lemos: “É hora de
perseverança (permanecer por baixo, suportar) e fé dos santos”. Quem, porém, perseverar até o
fim, será salvo. Não é a largada, mas a chegada que coroa a corrida do cristão. Até a chegada cabe-lhe perseverar, permanecer firme. Não até o fim do mundo, mas até o fim em que o Senhor buscará
os seus para junto de si, talvez por ocasião do martírio, no sacrifício da vida, ou talvez quando ele
voltar.
Estes acontecimentos, que ocorreram pela primeira vez antes da ruína de Jerusalém, hão de se
repetir sem cessar na história. É verdade que a história não registra expressamente nos tempos depois
de Jesus que tenham surgido falsos messias, que se apresentaram em nome próprio como o Messias
ou o Jesus retornado do céu. Contudo, nas tentativas de aliciamento, de pessoas como Jônatas,
Teudas, Dositéu, Simão, Menandro e outros, já se encontrava embrionariamente aquele engano que
mais tarde se apresentou de modo mais decidido na forma de um messianismo falso.
Quanto mais próximo chegar o fim da história, porém, a arte de iludir e confundir dos falsos
profetas aumentará de forma assustadora. O poder da mentira, a crueldade, a incredulidade, isso tudo
se alastrará cada vez mais com seu horror diabólico e assumirá o controle até chegar ao último
clímax, um pouco antes do julgamento do mundo. Todavia, como Mc 13.10 acentua especialmente,
primeiro será anunciado o evangelho do reino no mundo inteiro, como testemunho a todos os
povos. Será um testemunho em que se crê ou que se contradiz. – Somente depois virá o fim.

Fonte: Mateus - Comentário Esperança

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