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97 O futuro mais distante até o julgamento final do mundo, Mt 24.23-31

O futuro mais distante até o julgamento final do mundo, Mt 24.23-31

23-31 Então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! Ou: Ei-lo ali! Não acrediteis. Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos. Vede que vo-lo tenho predito. Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto!, não saiais. Ou: Ei-lo no interior da casa!, não acrediteis. Porque assim como o relâmpago sai do Oriente e se mostra até no Ocidente, assim há de ser  a vinda do Filho do homem. Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres. Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento e os poderes dos céus serão abalados. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu com poder e muita glória. E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.
Enquanto o fim de Jerusalém constitui o primeiro plano, o retorno de Jesus no fim dos dias perfaz
o pano de fundo. Na verdade, a profecia toda aponta para a volta de Cristo no fim dos tempos.
Num sentido genuinamente apocalíptico, as palavras de Jesus possuem um duplo sentido.
Primeiro, num sentido direto e literal aplicam-se à queda de Jerusalém. Em segundo lugar, as
palavras de Jesus se referem de modo típico e figurado aos acontecimentos que sucederão um pouco
antes do fim dos tempos, na comunidade de Jesus. Também nessa época anterior à volta do Senhor se
apresentarão falsos messias e falsos profetas. Aliados com os poderes de Satanás, colocarão em
campo tudo o que puderem para confundir a comunidade de Jesus, inquietá-la, matá-la, derrotá-la ou
seduzi-la para negar a Jesus. Nesse tempo de aflição surgirá a idéia de que o Cristo está oculto,
detendo-se em algum lugar do deserto! Temos de nos mudar para o deserto. Lá ele se manifestará
num lugar qualquer.
Porém, o Senhor diz à sua comunidade que ele virá como um raio súbito, e seu clarão, com
grande poder e glória, será visível de uma extremidade do céu à outra.
Por intermédio da palavra do v. 28 a respeito dos abutres (onde estiver a carniça, ali se
reunirão os urubus) Jesus garante mais uma vez que retornará. Apesar de não se ver inicialmente os
urubus junto de uma animal caído, sabe-se com certeza que ele não lhes escapará, pois o acharão.
“Com a mesma certeza o pecado e a miséria no mundo, quando a medida estiver completa,
aproximarão a ação julgadora e salvadora do Cristo. Os discípulos não devem ficar espantados
quando, por longo tempo, não se vê nada do Senhor, nem houver indícios de sua volta próxima. Não
se vê o raio até que relampeje, e o abutre também surge de repente, sem ser chamado” (cf. Schlatter,
p. 358).
As catástrofes naturais descritas no v. 29 distinguem-se das mencionadas no v. 7 primeiramente
pela sua abrangência mundial. Povos e pessoas indistintamente serão atemorizadas por meio delas e
preenchidas da expectativa angustiante pelo que ainda poderá vir. Contrariamente ao em vários
lugares do v. 7, lê-se agora que esses acontecimentos se abaterão sobre a terra toda.
Em segundo lugar, não são acontecimentos naturais como os do v. 7 que sucedem “aqui e acolá”.
Trata-se de uma transformação de toda a constituição do mundo.
Acontecerão sinais milagrosos no sol, na lua e nas estrelas. Na terra surge um clamor dos povos
por causa de sua perplexidade. Os exércitos celestiais serão abalados. Então verão o Filho do
Homem vir sobre as nuvens do céu na plenitude do poder e da glória.
Com estes fenômenos são descritos não somente acontecimentos naturais extraordinários no céu e
na terra, já havidos e observados durante o curso do mundo, e agora amplamente superados. Pelo
contrário, denota-se uma revolução dos elementos, por meio da qual as partes mais importantes do
universo perdem o equilíbrio e seu mecanismo parece estourar. É essa a introdução direta para o
reaparecimento do Filho do Homem, retratado como uma descida das alturas do céu sobre uma
nuvem (cf. At 1.9,11; Zahn).
Como é magnífico o precioso consolo para a comunidade: “Jesus retorna!” Ele reúne a sua
comunidade no mundo inteiro. Não apenas de um povo e um lugar, mas de toda a terra ele a
congrega, dentre toda a humanidade (v. 31). Esse reunir de um extremo do céu até ao outro
extremo será executado pelos grandes emissários de Deus, os seus anjos, sob um estrondoso soar de
trombetas.

Fonte: Mateus - Comentário Esperança

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