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98 Estejam sempre alertas!, Mt 24.32-44

Estejam sempre alertas!, Mt 24.32-44

32-44 Aprendei, pois, a parábola da figueira: Quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão. Assim também vós: Quando verdes todas estas cousas, sabei que está próximo, às portas. Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça. Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão. Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai.      Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem. Portanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem. Então dois estarão no campo, um será tomado, e deixado o outro. Duas estarão trabalhando num moinho, uma será tomada, e deixada a outra. Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor. Mas considerai isto: Se o pai de família soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria e não deixaria que fosse arrombada a sua casa. Por isso ficai também vós apercebidos; porque à hora em que não cuidais, o filho do Homem virá.
Ninguém precisa anunciar que o verão está próximo. Não carece de um comunicado oficial, nem
há necessidade de esperar pelas flores. Enquanto as árvores ainda não estão brotando, não se sabe
quanto tempo se prolongará o inverno. Mas quando os botões se formam e, na verdade, já se
rompem, sabe-se que inevitavelmente está se aproximando o verão. Uma chuva branda e o ar quente
podem acelerá-lo mais do que se espera.
Assim também vós, quando virdes tudo isso, sabei que o retorno de Jesus está próximo.
Porventura os numerosos sintomas do nosso tempo, que coincidem com as características dadas
por Jesus, não adquirem grande significado, ainda que não nos queiram parecer tão importantes?
Sim, cabe-nos observá-los, ouvi-los, captar o sentido mais profundo dos acontecimentos, dirigir
sobre eles o foco das profecias bíblicas, interpretar corretamente as grandes linhas da evolução do
mundo dos povos. – No entanto, sempre é preciso fazer essa análise acompanhada de outra. Quando
cremos que nossa redenção se aproxima, e que em breve toda essa glória que excede nossa
compreensão se tornará realidade, então a grande pergunta é se a nossa vida de fé é condizente com a
luz da volta de Cristo. Quanta luz cai a partir dela sobre nossa vida interior atual, examinando-a a
fundo! Quantas exortações e advertências os apóstolos conectaram precisamente com essa esperança!
Na nossa vida de fé, tudo está baseado na relação pessoal com o nosso Senhor. Ela será o fator
decisivo para a nossa aceitação quando Jesus retornar. Assim como ele nos ama, a cada um
pessoalmente, tendo-se rendido por nós na cruz, assim ele também quer ser amado por nós.
Em verdade vos digo: Esta geração não passará sem que tudo isso aconteça.
O sentido desse v. 34 é: Essa geração dos judeus não desaparecerá até o retorno de Cristo. – Esse
gênero dos judeus permanecerá como garantia da verdade dessas palavras de Jesus até o fim dos dias.
Cada judeu é para nós um grito: As palavras de Jesus se cumpriram e continuarão se cumprindo, até
que tudo isso aconteça.
V. 35: O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão. Depois que o Senhor
Jesus apontou mais uma vez claramente para a destruição desta organização terrena, à qual sucederá
o surgimento de um novo céu e uma nova terra (2Pe 3.8-14), ele assegura que, quando um dia estiver
instalada uma ordem totalmente diferente de coisas, suas palavras não deixarão de ser palavras de
vida para todos os seus. “Como eternas, elas serão eficazes numa comunidade eterna”.
Jesus continua: Mas este dia e esta hora, ninguém os conhece, nem os anjos do céu, nem o
Filho, ninguém senão o Pai, e só ele. Com essas palavras se expressa que Jesus preserva em seu
discurso (de retorno) escatológico a subordinação voluntária à decisão do Pai. Também neste aspecto
transparece a verdadeira humanidade de Jesus.
O desejo do Senhor é que todo o fato da sua volta se torne o centro da santificação dos discípulos
e, em conseqüência, da comunidade. É por isso que remete à história de Noé. No fim dos dias será
assim como no tempo do dilúvio. Os que estão na expectativa do Senhor e vivem de acordo com a
elevada vocação estarão abrigados no seu Senhor – à semelhança dos justos que, na época de Noé,
encontraram abrigo na arca. Enquanto os verdadeiros fiéis anseiam com ardor cada vez maior pelo
seu Senhor, apodera-se da humanidade uma segurança carnal cada vez mais completa. É um tempo
semelhante aos que antecederam todas as grandes épocas de decisão na história. Todos os afazeres da
vida terrena transcorrem normalmente. Todos pensam que tudo continuará assim. – Jesus não afirma
que comer e beber em si fossem pecado. Pelo contrário, o pensamento é, antes, que no tempo de Noé,
em meio à atividade diária, realizada toda ela sem Deus, irrompeu sem ser esperado ou anunciado, e
de modo súbito e inescapável, o juízo da ira de Deus. Isso se repetirá na volta de Cristo. As pessoas
estarão realizando seu trabalho diário sem Deus, cultivarão o campo, moerão – e Jesus os
surpreenderá nos seus afazeres. Ele não se anunciará de modo especial, nem perante o mundo, nem
perante os fiéis. Ele quer encontrá-los na sua vida cotidiana, não no espírito domingueiro, não
preparados para uma recepção solene. Os que crêem não necessitam saber que seu Senhor vem
precisamente neste dia. Não precisam abster-se do trabalho. Ele os achará dormindo, ou trabalhando,
porque seu coração estava e está junto dele. A separação que se processará naqueles instantes,
dissolverá subitamente todos os laços terrenos, mesmo os mais íntimos.
Um será aceito, outro será deixado. A palavra “deixar” nesse local não significa algo como
“perecer”, mas sim “ser deixado para trás”. A primeira palavra, “ser aceito”, significa “tomar para si”
ou, como Jesus diz em Jo 14.3, “vos receberei para mim mesmo”.
Paulo também entendeu esta palavra assim. Em 1Ts 4.17, provavelmente com referência ao
presente texto, ele diz “que os que crêem serão arrebatados vivos, entre nuvens, para o encontro com
Cristo”. Jesus tem em mente a ascensão dos discípulos como complemento da ascensão de Cristo.
A figura do v. 43 relativa ao ladrão pressupõe que a vinda de Jesus acontece de noite, a figura dos
v. 40s pressupõe que ela sucederá de dia. “A pessoa pode estar dormindo ou trabalhando, ela será
deixada para trás se não tiver se desprendido adequadamente antes de tudo, para se entregar sem
delongas ao Senhor que passa – assim como um ímã atrai em segundos as peças de ferro e deixa de
lado as peças de madeira”.
O único critério segundo o qual se processa a separação é como cada fiel se relaciona com Jesus
pessoalmente. Não interfere nenhuma consideração de relações de parentesco, de amizades, nem de
associações com base em categoria social, profissão, formação ou outra qualquer na vida. Quem no
seu interior pertence integralmente a ele, quem tem o seu Espírito, a sua vida, quem tem o próprio
Jesus, esse será aceito. Todo e qualquer outro será deixado onde está. Pode continuar dormindo,
moendo o seu cereal ou trabalhando no campo. Com ele Jesus não se preocupa nesse momento. Este
inicialmente não tem nada a ver com o retorno de Cristo. A separação acontece de repente, num triz,
sem deferência, sem equívocos, e é definitiva. É obra de um instante. Não se fazem negociações.
Nenhuma opinião humana participa dela. Nem implorar nem suplicar terão algum êxito. Sequer
haverá tempo para isso. Jesus sozinho a executa, e para cada um ela é o resultado natural de sua vida
de fé, assim como o Senhor Jesus a conhece em cada um.
Que pudéssemos reconhecer a importância tão marcante e decisiva da volta de Jesus! Sabemos
que ela, um dia, acontecerá e que decidirá também sobre a nossa sorte, contudo não sabemos quando
virá essa noite, quando virá esse dia. Que não fiquemos à espera de um sinal especial!
É com esta ênfase que Jesus expõe que não será enviada uma mensagem especial, nem mesmo
para os fiéis. Ao contrário, ele virá numa hora em que não pensais. Está dito: Como um ladrão na
noite.
O mundo, a princípio, continuará o seu caminho, mas em breve se dará conta do que essa noite e
esse dia significaram para ele. Foram-lhe tirados os que lhe serviram como “luz do mundo” e “sal da
terra”. “Felizes daqueles servos que o Senhor, ao chegar, encontrar vigilantes” (Lc 12.37).

Fonte: Mateus - Comentário Esperança

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