Pessoas que gostam deste blog

A Bíblia revela a soberana vontade de Deus - Lição 10 – 10 de Março de 2013


LIÇÃO 10 – 10 de Março de 2013

A Bíblia revela a soberana vontade de Deus

TEXTO AUREO

“Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração”. Hb 4.12

VERDADE APLICADA

A Bíblia é a Palavra de Deus, por isso nela não há erros. Ela é fonte inesgotável de sabedoria e tem poder pra salvar a todos os que creem em suas palavras.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Definir o que é inerrância;
Provar que a Bíblia não contém erros;
Mostrar o porquê, que a Palavra de Deus tem de ser conhecida por todos.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Sl 119.7 - Louvar-te-ei com retidão de coração, quando tiver aprendido os teus justos juízos.
Sl 119.8 - Observarei os teus estatutos; não me desampares totalmente.
Sl 119.9 - Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra.
Sl 119.10 - De todo o meu coração te busquei; não me deixes desviar dos teus mandamentos.
Sl 119.11 - Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti.

O louvor é uma boa forma de nos pre­pararmos para aprender de Deus e de sua Palavra. Trata-se de uma verdade tão importante que é repetida nos versículos 12 e 171. É possível que nossos caminhos (v. 5) ainda não sejam os caminhos de Deus (v. 3), mas ao persistirmos, pela fé, ele nos ajudará e não nos abandonará (v. 8; Hb 13:5). Quan­do Jacó fugiu de casa, ainda faltava muito para ele ser um homem espiritual, mas o Se­nhor prometeu não abandoná-lo, e Jacó creu nessa promessa e se tornou um homem pie­doso (Gn 28:10-22) a ponto de Deus permi­tir ser chamado "o Deus de Jacó".
O salmista encerra a primeira seção decidi­do a guardar a lei do Senhor (v. 8), uma promessa repetida no versículo 145. Começa a seção como um verdadeiro mestre judeu, fazendo uma pergunta aos jovens que está instruindo: "Como podemos cumprir essa promessa?" Promete, ainda, meditar na Palavra (vv. 15, 48, 78), deleitar-se com a Palavra e não esquecê-la (vv. 16, 47, 93) e percorrer os caminhos do Senhor (v. 32). Porém, sabe que é sempre mais fácil fazer promessas do que cumpri-las, lição que Paulo aprendeu quando tentou obedecer à lei com as pró­prias forças (Rm 7:14-25). Assim como Paulo, todos nós precisamos aprender que é o Es­pírito Santo habitando em nós que nos per­mite cumprir os juízos de Deus na vida diária (Rm 8:1-11). Devemos viver de acordo com a Palavra de Deus, o que significa cultivar um coração dedicado ao Senhor. Paulo chama isso de "[buscar] as coisas lá do alto" (Cl 3:1).
Precisamos de um coração que busca ao Senhor, pois quando fazemos isso, nos­sos pés não se desviam dos caminhos do Senhor (v. 10; Pv 4:23). Um coração com essa disposição é capaz de ver Deus em to­das as circunstâncias da vida, de aprender cada vez mais sobre ele, de ter comunhão com ele e de glorificá-lo em tudo o que diz e faz. Mais uma vez, o Espírito Santo nos capa­cita a todas essas coisas quando nos entrega­mos a ele. Devemos, ainda, gastar tempo com a Palavra de Deus e guardá-la em nosso co­ração como um bem precioso (v. 11; Jó 2.3:12; Pv 2:1; 7:1). A vitória sobre o pecado não se dá por meio de nossas promessas ao Senhor, mas sim pelas promessas do Senhor a nós.

Introdução
Com o fundamento primário da fé, os cristãos têm que ter as Escrituras Sagradas como verdade inegociável, pelo fato de ser ela inspirada por Deus. A Bíblia é fundamental para que a humanidade possa conhecer não somente o evangelho, mas todo o conselho de Deus. Suas palavras são vida, e tem o poder de transformar o pior dos homens em seres humanos socializados, vivendo de forma digna e honrosa. Ela é infalível, não contém erros e é necessária para todos.

1. As diferentes formas das Escrituras
Há muitos tipos de revelação de Deus para a humanidade. Ele fala por meio da natureza (Sl 19.1-6; At 14.17), bem como por intermédio da consciência interna do certo e errado em nosso coração (Rm 2.15). Mas agora vamos tratar da revelação de Deus através de sua voz na Bíblia.

1.1. A Palavra de Deus como decreto
Algumas pessoas desavisadas usam erradamente a expressão “decretar as bênçãos de Deus”. É preciso aprender que os decretos de Deus, também chamados de conselhos divinos, é uma palavra divina que faz alguma coisa acontecer. E esses decretos incluem não somente os eventos da criação original de Deus. Como quando disse: “Haja luz; e houve luz” (Gn 1.3), ou “Produza a terra seres viventes, conforme a sua espécie: animais domésticos, répteis e animais selvagens, segundo a sua espécie. E assim se fez” (Gn 1.24), como também a existência ininterrupta de todas as coisas (Hb 1.3). São deliberações incondicionais que nasceram do desígnio e do propósito de Deus (Sl 135.6; Is 46.10; Ef l.ll).
Decreto: (dicionário Aurélio)
1. Determinação escrita, emanada do chefe do Estado ou de outra autoridade superior.
2. Determinação, ordem.

Salmos 135.6 Tudo o que o Senhor desejou, ele o fez, nos céus e na terra, nos mares e em todas as suas profundezas.


1.2. A Palavra de Deus como aplicação pessoal
Em algumas vezes, Deus fala com os homens diretamente. Temos exemplos nas Escrituras bem no início da criação, o Senhor falou com Adão: “E o Senhor Deus lhe deu essa ordem: De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” LEIA A PARTE 1 (Gn 2.16-17). Também depois do pecado praticado por Adão e Eva, o Senhor foi e falou pessoalmente a eles com palavras não abençoadoras (Gn 3.16-19). Também há outros casos como dos Dez Mandamentos (Êx 20.1-3) LEIA A PARTE 2; e no Novo Testamento (Mt 3.17). Wayne Grudem, conceituado teólogo protestante, diz que alguns estudiosos entendem que a linguagem humana é sempre “imperfeita”, então limitada na sua autoridade e veracidade. No entanto, essas passagens citadas e muitas outras são a prova de que as palavras de Deus, na aplicação pessoal, não apresentam nenhum limite de aplicação na sua veracidade e autoridade.
PARTE 1
Gn 2.16-17 Uma aliança é um compromisso entre duas ou mais partes que governa o relacionamen­to entre elas.5 A palavra ordem é introduzida nesse ponto, pois é Deus quem determina os termos do acordo. Deus é o Criador, e o ho­mem é a criatura, o "inquilino real" no mundo maravilhoso de Deus, de modo que Deus tem o direito de dizer ao homem o que ele pode ou não fazer. Deus não pediu o conselho de Adão; simplesmente lhe deu sua ordem.
Deus havia concedido grande honra e pri­vilégio a Adão ao fazer dele seu vice-regente da Terra (Gn 1:28), mas o privilégio sempre traz responsabilidades. A mesma Palavra di­vina que fez surgir o Universo também ex­pressou o amor de Deus e sua vontade para Adão, Eva e seus descendentes (SI 33:11). A obediência à Palavra manteria os seres hu­manos dentro da esfera de comunhão e de aprovação de Deus. Todas as ordens de Deus são boas e trazem benefícios para aqueles que lhes obedecem (SI 119:39; Pv 6:20-23). "Ora, os seus mandamentos não são peno­sos" (1 Jo 5:3).
Deus colocou duas árvores especiais no meio do jardim: a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2:9, 17; 3:3, 22, 24). Os frutos da árvore da vida conferiam a imortalidade (v. 22). Os frutos da outra árvore conferiam um conhecimen­to experimental do bem e do mal, mas tam­bém causavam a morte (Gn 2:1 7).4 Tendo em vista que jamais haviam experimentado o mal, Adão e Eva eram inocentes como crianças (Dt 1:39; Is 7:15, 16). Quando de­sobedeceram a Deus, tornaram-se como ele no sentido de serem capazes de distinguir entre o bem e o mal. No entanto, tornaram-se diferentes dele no sentido de que perde­ram sua inocência e imortalidade.
Mas por que Deus precisou pôr Adão e Eva à prova? Pode haver uma porção de res­postas a essa pergunta, mas uma coisa é cer­ta: Deus queria que os seres humanos o amassem e lhe obedecessem livre e esponta­neamente e não que fossem programados como robôs sem qualquer outra opção a não ser obedecer. Em certo sentido, Deus "se arriscou" quando criou Adão e Eva à sua imagem e deu-lhes o privilégio do livre-arbí-trio; mas esse foi o modo que ele definiu para que aprendessem sobre a liberdade e a obediência. Uma das verdades fundamentais da vida é que a obediência traz bênçãos e a desobediência traz julgamento.
PARTE 2
Êx 20.1-3 O privilégio da liberdade traz consigo a res­ponsabilidade de usar essa liberdade com sabedoria para a glória de Deus e para o bem de outros. No entanto, os dez manda­mentos eram muito mais do que simples leis para governar a vida do povo de Israel. Eram uma parte da aliança que Deus fez com Israel quando tomou a nação para si e fez dela seu povo especial (Êx 6:1-8; 19:5-8). Na aliança com Abraão, Deus passou aos hebreus a escritura da terra prometida (Gn 12:3; 13:14-18), mas para que Israel pudesse apropriar-se dessa terra e desfrutá-la, teria de obedecer à aliança mosaica. O triste é que a nação desobedeceu à lei, pro­fanou sua terra e entristeceu o Senhor, de modo que precisou ser disciplinada.

1.3. A Palavra de Deus dita por lábios humanos e na forma escrita
Nas páginas da Bíblia, Deus também levantou homens e mulheres para falar por meio deles. Estes eram profetas que falavam da parte de Deus (Dt 18.18-20). A Homens como Jeremias, Ele disse: “Eis que ponho na tua boca as minhas palavras” (Jr 1.9); “Tudo quanto eu te mandar falarás” (Jr 1.7; cf. Ex 4.12; Nm22.38;  ISm 15.3; 2Cr 20.20; Is 30.12-14). Sendo assim, toda palavra comunicada por lábios humanos eram consideradas verdadeiras e com autoridade. Além das mensagens ditas por lábios humanos, também há nas Escrituras várias palavras de Deus colocadas em forma de escrita. O exemplo maior está no relato dos Dez Mandamentos: “E, tendo acabado de falar com ele no monte Sinai, deu a Moisés as duas tábuas do Testamento, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus” (Ex 31.18; 32.16; 34.1,28). Moisés não só recebeu de Deus escritas, mas também escreveu (Dt 31.9-13) Josué também contribuiu (Js 24.26); cf. Is 30.18; Jr 30.2; 36.2-4,27-31; 51.60;). Já no Novo Testamento, Paulo, com autoridade apostólica, diz que as palavras que escrevera aos cristãos que estavam na cidade de Coríntios eram “mandamentos do Senhor” (ICo 14.37).
Para o estudo da teologia sistemática, o ponto de convergência é a forma da palavra de Deus em escrita, isto é, a Bíblia. Sem dúvida é a forma, da Palavra de Deus para descobertas da vontade de Deus e novos conhecimentos. Seu destaque maior sempre será para Jesus Cristo, a quem não temos agora em forma corpórea aqui em nosso mundo, e cuja vida e ensino, por conseguinte, não somos capazes de observar nem de imitar de primeira mão. De outra forma não saberemos as verdadeiras palavras de Deus, senão pela Bíblia (Sl 1. -6; Js 1.8).

2. A Bíblia contém erros?
Muito se discute sobre a possibilidade de haver erros nas Escrituras. Muitas pessoas tentam acabar com a grande influência que as Escrituras têm sobre a história da humanidade, desmerecendo a sua autoridade questionando a sua inerrância. Mas para os cristãos, Ela é a Palavra de Deus preservada na história e apta para todos os tempos.

2.1. Definição de inerrância
Em termos simples, inerrância bíblica quer dizer que a Bíblia sempre diz a verdade, e que sempre diz a verdade a respeito de todas as coisas de que trata. Isso não quer dizer que as Escrituras nos comunique todos os assuntos que podem ser conhecidos de certo tema, mas confirma e afirma que tudo o que fala sobre qualquer coisa é verdade.
Os termos inspiração, infabilidade e inerrância guardam uma relação entre si. Inspiração significa “soprado por Deus", “aquilo que provém do próprio Deus (2Tm 3.16,17). Infabilidade significa “aquilo que tem autoridade divina”, o que não pode ser anulado” (Jo 10.34.35). Inerrância significa “aquilo que não contém erro", integralmente verdadeiro. O que é inspirado é infalível, pois inspirado significa ter sido soprado por Deus, e o que é soprado por Deus não pode conter erros. De forma semelhante, o que é infalível, por possuir autoridade divina, também precisa ser inerrante - um portador de autoridade divina é uma contradição terminológica (Normãn Geisler).


2.2. O que a Bíblia diz sobre a inerrância
Podemos afirmar que a Bíblia é a Palavra de Deus, a partir de várias partes dela mesma. Primeiro que ela é inspirada por Deus (2 Tm 3.16). A palavra “inspirada” desse texto de Paulo significa soprado por Deus LEIA A PARTE 3. Segundo ela é de natureza profética (Hb 1.1; 2 Pe 1.20,21). Esses homens do Antigo Testamento falavam aquilo que Deus lhes ordenava que falassem, pois Ele colocava as suas palavras em seus lábios LEIA A PARTE 4 (Dt 18.18; 2Sm 23.2; Is 59.21; cf Dt 4.2). Terceiro, ela tem autoridade divina, declarada pelo próprio Jesus LEIA PARTE 5 (Mt 5.17,18; 15.3-6). Portanto é inconcebível afirmar que a Palavra de Deus possua erros ou qualquer tipo de dúvida provocado por homens e mulheres que querem tornar indignas as Escrituras.

PARTE 3
2 Tm 3.16 Não se deve pensar no termo "inspira­ção" da forma que o mundo o entende hoje, quando diz: "sem dúvida, Shakespeare foi um escritor inspirado". A inspiração bíblica refere-se à influência sobrenatural do Espíri­to Santo sobre os escritores, garantindo que as palavras que escreveram seriam precisas e fidedignas. A revelação é a comunicação da verdade ao ser humano por Deus; a ins­piração é relacionada ao registro dessa co­municação de maneira confiável.
Tudo o que a Bíblia afirma a respeito de si mesma, do ser humano, de Deus, da vida, da morte, da história, da ciência e de qual­quer outro assunto é verdade. Isso não sig­nifica que todas as declarações encontradas na Bíblia sejam verdadeiras, pois ela registra as mentiras dos homens e de Satanás. Mas o registro é verdadeiro.
As Escrituras são úteis para o ensino (aquilo que é certo), para a repreensão (aquilo que é errado), para a correção (como fazer o que é certo) e para a educação na justiça (como permanecer no caminho certo). O cristão que estuda a Bíblia e que aplica o que aprende cresce em santi­dade e evita muitas ciladas deste mundo.

PARTE 4
2 Pe 1.20,21 A verdade e a realidade do evangelho são também anunciadas pelos profetas e escritores do Antigo Testamento, que falaram e escreveram sob a influência do Espírito de Deus, e conforme a sua direção. Que firme e segura deve ser nossa fé, que tem uma palavra tão firme e segura sobre a qual apoiar-se! Quando a luz da Escritura do Espírito Santo de Deus alcança como dardo a mente cega e ao entendimento entrevado, é como a aurora que irrompe, avança e se difunde por toda a alma até o dia ser perfeito. Como a Escritura é a revelação da mente e da vontade de Deus, todo homem deve esquadrinhá-la para entender seu sentido e significado. O cristão sabe que o livro é a palavra de Deus, na qual saboreia a doçura, e sente o poder, e vê a glória verdadeiramente divina. E as profecias já cumpridas na pessoa e salvação de Cristo, e nos grandes interesses da igreja e do mundo, formam uma prova inquestionável da verdade do cristianismo. O Espírito Santo inspirou a homens santos para falarem e escreverem. Ele assistiu assim e os dirigiu para entregar o que eles tinham recebido dEle, para que eles expressassem claramente o que davam a conhecer. Assim que as Escrituras são para serem contadas como sem palavras do Espírito Santo e toda a clareza e simplicidade, todo o poder e toda a propriedade das palavras e expressões, vêm de Deus. misture a fé com o que achar nas Escrituras, e estime e reverencie a Bíblia como livro escrito por homens santos ensinados pelo Espírito Santo.

PARTE 5
Mateus 5.17,18 Que ninguém ache que Cristo permite que seu povo brinque com qualquer dos mandamentos da santa lei de Deus. Nenhum pecador participa da justiça justificadora de Cristo até que se arrependa de suas más obras. A misericórdia revelada no evangelho conduz o crente a um aborrecimento de si mesmo ainda mais profundo. A lei é a regra do dever do cristão, e este se deleita nela. Se alguém que pretende ser discípulo de Cristo se permitir qualquer desobediência à lei de Deus, ou ensinar o próximo a fazê-lo, qualquer seja sua situação ou reputação entre os homens, não pode ser verdadeiro discípulo. A justiça de Cristo, que nos é imputada pela fé, é necessária para todos os que entram no reino da graça ou da glória, mas a nova criação do coração para santidade produz uma mudança radical no temperamento e na conduta do homem.

2.3. A Bíblia é a única autoridade em questão de fé e prática
No Novo Testamento, estão registradas várias afirmações sobre a inerrância das Escrituras, mencionando a fidedignidade de todas as suas partes. O Apóstolo Paulo em Atos 24.14, diz que serve a Deus, “acreditando em todas as coisas que estejam de acordo com a lei e nos escritos dos profetas”. Jesus afirma em Lucas 24.25, que os discípulos são “néscios”, porque são “tardios de coração para crer tudo o que os profetas disseram”. Na carta de Paulo aos Romanos 15.4, diz que “tudo quanto, outrora, foi escrito” no Velho Testamento, “para nosso ensino foi escrito”. Não menos importante em I Coríntios 10.11, Paulo menciona detalhes históricos secundários do Velho Testamento e diz que aquilo ocorreu para o nosso ensino.

3. A necessidade das Escrituras
A palavra de Deus é necessária para que a humanidade possa conhecer o evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Também porque somente a Bíblia pode sustentar a fé espiritual dos cristãos. Ela revela, como fonte segura e com clareza, a vontade soberana de Deus. Ainda que Ela não seja necessária para dizer que Deus existe, é fundamental para que a igreja esteja protegida de toda sorte de ensino que tente adulterar os ensinos de Jesus Cristo.

3.1. Para conhecer o evangelho
Só o evangelho pode transmitir a mensagem que salvará a humanidade (Rm 10.13-17). A fé que salva vem pelo ouvir e o ouvir a pregação de Cristo. Conclui-se, então, que se não ouvir a pregação do evangelho as pessoas não conhecerão o plano de salvação para elas LEIA A PARTE 6. O Apóstolo Pedro, no julgamento do Sinédrio, disse: “não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu, não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4.12). É evidente que essa salvação, que vem por meio de Jesus Cristo, é fruto de sua morte na cruz, pois ele foi o único que morreu pelos nossos pecados (lTm 2.5-6).
PARTE 6
Rm 10.13-17 Esta passagem é usada com frequência co­mo base para projetos missionários da Igre­ja, o que não deixa de ser apropriado, mas sua aplicação principal diz respeito à nação de Israel. A única maneira de os judeus in­crédulos serem salvos é invocando o Senhor. Antes, porém, de invocarem seu nome, é preciso que creiam. Para os judeu, isso sig­nificava crer que Jesus Cristo de Nazaré é, verdadeiramente, o Filho de Deus e o Mes­sias de Israel. Também significa crer em sua morte e ressurreição (Rm 10:9, 10). Mas, a fim de crer, deveriam ouvir a Palavra, pois é ela que produz a fé no coração do que ouve (Rm 10:17). Isso significa que um arauto da Palavra precisa ser enviado, e quem envia é o Senhor. Nesse ponto, é possível que Pau­lo estivesse se lembrando de seu próprio chamado para pregar a Palavra aos gentios (At 13:1-3).

3.2. Para sustentar a fé espiritual
A Palavra de Deus é necessária para sustento da vida espiritual e para o crescimento da vida cristã. Não há possibilidade de continuar na jornada cristã sem manuseio constante das Escrituras. Jesus disse “não só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4.4). Ou seja, somente através da porção diária das Escrituras é que haverá possibilidade de uma fé espiritual verdadeira. Negligenciar a leitura regular da Palavra é tão prejudicial à , saúde da nossa alma quanto à saúde do nosso corpo negligenciar o alimento físico.

3.3. Para conhecer a vontade Deus
Todos concordam que as pessoas nascidas nesse mundo têm algum conhecimento da vontade de Deus na sua consciência. É um conhecimento instintivo, que não nos dá convicção do que de fato é verdadeiro. Por isso a Palavra Escrita de Deus é fundamental para alcançar a certeza da perfeita vontade do Senhor. Nesse mundo caído em que as impressões do pecado são cada vez mais fortes, causando distorção na percepção do que é certo ou errado, introduzindo raciocínios falhos nos nossos processos mentais e nos fazendo suprimir de tempo em tempo o testemunho de nossa consciência, é necessário as Escrituras (Rm 2.14-15; lCo 8.10; Hb 5.14; 10.22; lTm 4.2; Tt 1.15).
Sendo a Bíblia o livro texto do cristão, é importante que ele a maneje bem, para o fiel desempenho de sua missão (2 Tm 2.15) Ela alimenta nossas almas (Jr 15.16; Mt 4.4; 1 Pe 2.2). Não há dúvida de que o estudo da Palavra de Deus traz nutrição e crescimento espiritual. Ela é o instrumento que o Espírito Santo usa (Ef 6.17). Se em nós houver abundância da Palavra de Deus, o Espírito Santo terá o instrumento com que operar. É preciso, pois meditar nela (Js 1.8; SI 1.2). E preciso deixar que ela domine todas as esferas da nossa vida. Nossos pensamentos, nosso coração e, assim, molde todo o nosso viver diário (Antônio Gilberto).

Conclusão
Tendo estudado sobre o tema as Escrituras como Palavra de Deus, todos nós estamos mais preparados para seguir nossa jornada dele rumo ao alvo que é Cristo. Não podemos esquecer que, somente através do estudo sistemático da Bíblia Sagrada, é que conseguiremos ter uma fé mais forte diante das grandes dificuldades que essa vida nos proporciona. Que possamos amar a Bíblia a semelhança do salmista que disse: “Antes tem o seu prazer na Lei do Senhor e na Sua lei medita de dia e de noite” (SI 1.2).

QUESTIONÁRIO
1ª Parte
1. O que é decreto de Deus segundo lição?
R: O decreto de Deus é uma palavra divina que faz alguma coisa acontecer.
2ª Parte
2. Defina inerrância:
R: Em termos simples inerrância bíblica que dizer que a Bíblia sempre diz a verdade, e que sempre diz a verdade a respeito de todas as coisas de que trata.
3ª Parte
3. Porque se dever conhecer o evangelho?
R: Para ter salvação em Jesus Cristo
4. O que faz a Palavra de Deus na vida do crente?
R: A Palavra de Deus é necessária para sustento da vida espiritual e para o crescimento da vida cristã.
5. Através da palavra de Deus podemos alcançar a certeza perfeita de Sua vontade. Explique:
R: Livre.


REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Editora Betel 1º Trimestre de 2013, ano 23 nº 86 – Jovens e Adultos – Vida Cristã Vitoriosa.
Comentário Bíblico Expositivo – Warrem W. Wiersbe
O Novo Testamento Interpretado Versículo Por Versículo - Russell Norman Champlin
Comentário Esperança - Novo Testamento 
Comentário Bíblico Matthew Henry - Novo Testamento
Comentário Bíblico - F. B. Meyer
Bíblia – THOMPSON (Digital)
Bíblia de Estudo Pentecostal – BEP (Digital)
Dicionário Teológico – Edição revista e ampliada e um Suplemento Biográfico dos Grandes Teólogos e Pensadores – CPAD - Claudionor Corrêa de Andrade

3 comentários:

  1. Pastor, gostaria de parabenizá-lo e agradecer pelas postagens tão abençoadas sobre nossa revista da EBD. Seu material tem me ajudado bastante na elaboração das aulas. Que o Senhor continue te abençoando mais e mais!

    ResponderExcluir
  2. existe um paralelo, entre a Biblia e a Palavra de Deus, a biblia tem inicio e fim, antes de Moiseis receber as tabuas e provavelmente a revelação do Gêneses, a palavra de Deus já existia, quando dizia aja, aja..... a Biblia terá fim pois não será necessário a pós a ressureição. A Biblia é aforma mais facil de Deus se revelar a nós e de entendermos.

    ResponderExcluir
  3. Adorei estudar as lições bíblicas!DEUS o abençoe.

    ResponderExcluir

Online