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Lição 9 - Orientações bíblicas contra a violência doméstica

Davi descreve a vitória nos versículos 3 a 6, passagem que deve ser lida no passa­do: "Pois retrocederam os meus inimigos, tropeçaram e sumiram-se". Observe o uso repetido da segunda pessoa do singular nos versículos 4 e 5 para indicar a ação de Deus: "[tu] sustentas [...]; te assentas e julgas [...]. Repreendes as nações, destróis o ímpio (...) lhes apagas o nome". Deus fez os inimigos recuarem e, quando estavam batendo em retirada, tropeçaram e pereceram diante do Senhor. Por que o Senhor fez isso? Para guar­dar o direito de Davi ser rei sobre Israel e realizar os propósitos de Deus neste mun­do. A repreensão de Deus é uma expressão de sua ira (2:5; 76:6). "Apagar" um nome significava destruir de todo a pessoa, lugar ou nação (83:4; Êx 17:14; Dt 25:19; 1 Sm 15; e ver Dt 9:14; 25:19; 29:20). Ao contrá­rio da obliteração das nações, o Senhor e seu grande nome permanecem para sem­pre. Seu trono é inabalável. Na verdade, na vitória que recebeu de Deus, Davi vê um retrato do julgamento e vitória finais, quan­do Deus julgará o mundo. Paulo faz refe­rência ao versículo 8 em seu discurso em Atenas (At 17:31).
O refúgio - Deus não os abandonará (9, 10). O primeiro "refúgio" refere-se a "um lugar alto e seguro", e o segundo, a "uma fortaleza". Durante os anos do exílio, Davi descobriu que as fortalezas do deserto eram lugares de segurança, mas sabia que o Senhor era seu refúgio mais seguro (46:1). A expressão "horas de tribulação" significa, literalmente, "momentos de extremidade, afli­ção" (ver 10:1; 27:5; 37:39; 41:1; 73:5; 107:6, 13, 19, 26, 28). "Conhecer o nome de Deus" ou "amar o nome de Deus" Davi descreve a vitória nos versículos 3 a 6, passagem que deve ser lida no passa­do: "Pois retrocederam os meus inimigos, tropeçaram e sumiram-se". Observe o uso repetido da segunda pessoa do singular nos versículos 4 e 5 para indicar a ação de Deus: "[tu] sustentas [...]; te assentas e julgas [...]. Repreendes as nações, destróis o ímpio (...) lhes apagas o nome". Deus fez os inimigos recuarem e, quando estavam batendo em retirada, tropeçaram e pereceram diante do Senhor. Por que o Senhor fez isso? Para guar­dar o direito de Davi ser rei sobre Israel e realizar os propósitos de Deus neste mun­do. A repreensão de Deus é uma expressão de sua ira (2:5; 76:6). "Apagar" um nome significava destruir de todo a pessoa, lugar ou nação (83:4; Êx 17:14; Dt 25:19; 1 Sm 15; e ver Dt 9:14; 25:19; 29:20). Ao contrá­rio da obliteração das nações, o Senhor e seu grande nome permanecem para sem­pre. Seu trono é inabalável. Na verdade, na vitória que recebeu de Deus, Davi vê um retrato do julgamento e vitória finais, quan­do Deus julgará o mundo. Paulo faz refe­rência ao versículo 8 em seu discurso em Atenas (At 17:31).
O refúgio - Deus não os abandonará (9, 10). O primeiro "refúgio" refere-se a "um lugar alto e seguro", e o segundo, a "uma fortaleza". Durante os anos do exílio, Davi descobriu que as fortalezas do deserto eram lugares de segurança, mas sabia que o Senhor era seu refúgio mais seguro (46:1). A expressão "horas de tribulação" significa, literalmente, "momentos de extremidade, afli­ção" (ver 10:1; 27:5; 37:39; 41:1; 73:5; 107:6, 13, 19, 26, 28). "Conhecer o nome de Deus" ou "amar o nome de Deus" signifi­ca crer nele e ser salvo (5:11; 69:36; 91:14; 119:132; 1 Sm 2:12). Deus abandonou seu próprio Filho (Mt 27:46) para que jamais abandonasse seu povo.
1. A igreja pode ajudar ouvindo o clamor do oprimido
À semelhança de Jesus Cristo, é preciso iniciar ajuda por escutar o grito do oprimido. Muitos irmãos não dão a mínima importância para situações de violência nos lares. Alguns pedem para que o oprimido continue orando e entregue tudo nas mãos de Deus, que na hora certa Ele agira. Essa, na verdade, é uma atitude errada que a igreja tem tomado diante de uma situação tão grave. Inicialmente, o mínimo que se pode fazer é ouvir o clamor do oprimido. A vítima tem de ser ouvida. Mas em uma situação dessas é especialmente importante que sua forma de escutar seja mais do que apenas colher informações, é necessário prover ajuda.
1.1. A necessidade de as pessoas serem ouvidas
E preciso ouvir as vítimas, porque, na maioria das vezes, elas não querem dialogar abertamente, por vários motivos: temem o opressor, sentem-se envergonhadas, subjugadas, etc. Em outros casos, podem considerar sua horrenda situação indigna de atenção da sociedade, consideram o seu grave problema, apenas particular, não sabem que toda a sociedade é responsável para que essa intimidação física seja inibida. Julgam-se indigna de atenção pastoral ou até mesmo de um amigo. Há aquelas que se calam, porque sentem uma vergonha tão grande pelo fato de o marido demonstrar tanto desamor, a ponto de utilizar a violência.
1.2. Atitudes contra a violência doméstica
Após ouvir o oprimido, chegou a hora de prestar ajuda ao necessitado, pois o escutar bíblico está ligado à ação. Afinal, a vítima está em perigo. Então é preciso agir em favor da libertação daquela que está cativa da violência. Como bem disse o salmista: “Tu Senhor ouves a súplica dos necessitados: tu os reanimas e atendes ao seu clamor” (Sl 10.17 NVI). Paul David Tripp, pregador e mestre na área de família, orienta com as seguintes atitudes: “conduzir a vítima para um exame médico, chamar a polícia ou providenciar local seguro para que a pessoa violentada fique provisoriamente”. Ainda diz: “Se o lar for potencialmente perigoso, é sábio informar ao agressor que sua esposa revelou a violência e está em lugar seguro e secreto. Talvez seja apropriado encorajar a mulher que sofreu a violência a tomar atitudes legais, para que a autoridade civil, que Deus constituiu, possa ser acionada para ajudar a trazer um fim para esse mal” (Rm 13.1-5).

A graça do evangelho nos ensina submissão e silêncio quando o orgulho e a mente carnal somente vêm motivos para murmurar e estar descontentes. Sejam quem for as pessoas que exercem autoridade sobre nós, devemos submeter-nos e obedecer ao justo poder que tem. No transcurso geral dos assuntos humanos, os reis não são terror para os súbditos honestos, tranqüilos e bons, senão para os malfeitores. Tal é o poder do pecado e da corrupção que muitos são refreados de delinqüir somente pelo medo ao castigo. Você tem o benefício do governo, portanto, faça o que possa por conservá-lo, e nada para perturbá-lo. esta é uma ordem para que os indivíduos se comportem com tranquilidade e paz aonde Deus os tenha colocado (1 Tm 2.1-2). Os cristãos não devem usar de meios fraudulentos para tentar enganar. Maltratar a esposa e os filhos é uma forma de fraudar a si mesmo, a diferença que quem sente a dor é a outra parte, no caso a esposa e filhos. Como diz alguem “na igreja um presentão, em casa um leão”. Tá errado, além de ser um grande covarde, também estará sujeito as penalidades legais.
Convém que todos os cristãos aprendam e pratiques a lição que aqui se ensina, para que os santos da terra sejam sempre achados como os tranquilos e pacíficos da terra, não importa como sejam os outros.
1.3. A liderança e a igreja devem se posicionar
A família que está sofrendo a violência e a sociedade que assiste a ela precisam saber da posição da igreja em relação à violência doméstica, porque a opinião da igreja deve refletir a opinião de Deus. A igreja de Cristo pensa com a mente de Jesus. O marido precisa saber que a igreja considera muito seriamente a questão da violência familiar, e, por ter tal pensamento, age para proteger a esposa, e, ao mesmo tempo, a auxílio espiritualmente, além de responsabilizá-lo pelo seu crime.
“Infelizmente, algumas mulheres também relutam em falar por causa da rapidez com que os pastores e amigos lançam mão do refrão: “perdoe e esqueça”. Algumas delas recebem a orientação de que, assim que o opressor lhe pedir desculpas, é responsabilidade da vítima perdoar - e jamais trazer o assunto à tona novamente. Não apenas a ideia de perdoar imediatamente o pecado é um ensinamento questionável, como também, em situações assim, fazei que a ênfase bíblica recaia essencialmente no “perdoa e esqueça” leva tais mulheres oprimidas a se sentir como se elas agora fossem as culpadas, já que não conseguem esquecer o assunto”. David Powlison.
2. O valor da esperança para os que sofrem violência
É primordial que a vítima ouça uma mensagem de esperança. O salmista entendia o valor da esperança quando disse: “Pois tu és a minha esperança. Senhor Deus, a minha confiança desde a minha mocidade" (Sl 71.5). A pessoa violentada não pode achar que o Senhor a desprezou, e a igreja precisa identificar a oportunidade de discipular não somente a vítima, mas toda a congregação. Deus não é indiferente ou distante à situação, e nem o evangelho ensina que o opressor não pode ser combatido. É hora de anunciar que é bem aventurado o que tem fome e sede de justiça (Mt 5.6).

Fome e sede de justiça. Uma paixão profunda pela justiça pessoal. Tal desejo é evidência da insatisfação como alcance espiritual atual (contrasta com os fariseus, Lc. 18:9).
2.1. Deus se lembra do oprimido
Deus tem trabalhado na história dos oprimidos. Por isso, a mulher que está sendo violentada tem de saber da ação de Deus na vida das pessoas que um dia alcançaram libertação. Mas ela só irá experimentar essa liberdade através da ação da igreja, que é o braço de Deus para os oprimidos. A lembrança de Deus passa pela lembrança da igreja. O povo de Deus não pode se esquivar dessa realidade social, porque, por trás dessa calamidade, está a mão maléfica de Satanás (Jo 10.10).

O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir. Incessantemente o serviço na igreja é ameaçado pela distorção de que nele se busque a própria honra, a própria vantagem, e que para isso se explorem as ovelhas. A vida das ovelhas não interessa. Elas que se percam, desde que o pastor progrida. Na vinda de Jesus, porém, e em seu serviço o interesse dirige-se exclusivamente às ovelhas e à vida delas. Jesus não busca nada para si próprio. Que mais, afinal, haveria de buscar, que como Filho já não possuísse?
De antemão sua vinda já é renúncia e entrega em relação a si mesmo. Porém traz a vida aos outros. Eu vim para que tenham vida e tenham abundância. Diante de Jesus ninguém precisa temer, como se ele quisesse nos tirar e roubar algo. Sua obra é unicamente dar. O que ele dá é vida, vida real e significativa. E não a concede de forma minguada e precária. Não lhe basta que os seus tenham um pouco de vida mediana. Não, devem ter abundância. Quantas vezes cumpriu-se também essa palavra de Jesus no decurso dos séculos em incontáveis pessoas de todos os tipos e em todas as situações de vida!
2.2. O Senhor Jesus e o sofrimento humano
As pessoas sofrem; os humanos não têm somente uma dor. Em uma análise mais profunda, o sofrimento é mais do que uma dor, são várias as formas de dor identificadas por médicos. As pessoas lutam contra as suas formas de dor, quer sejam psicológica (emoções e pensamentos difíceis), quer sejam físicas (sensações desagradáveis), quer sejam mentais (memória que perturba suas necessidades), etc. As pessoas violentadas experimentam essas dores. No entanto, é preciso lembrá-las, que Jesus se identifica com elas. Ele experimentou a violência pelo seu povo, e depois foi assassinado.
E preciso ensinar a essas mulheres violentadas que o Senhor Jesus não se esqueceu delas. “No abrigo para mulheres, a vítima da violência está rodeada de pessoas que compreendem sua situação; mas na sala do trono de Deus, ela será abraçada por aquele que compreende perfeitamente. sofre profundamente e ama completamente” (Edward T. Welch).
2.3. A esperança para os que sofrem
A esperança é a segunda das três virtudes teologais, ao lado da fé e da caridade (ICo 13.13 “Agora permanecem estes três: a fé, a esperança e o amor, mas o maior destes é o amor.”) - representa-se por uma âncora, (Hb 6. 17-19 “Pelo que, querendo Deus mostrar mais abundantemente a imutabilidade do seu conselho aos herdeiros da promessa, se interpôs com juramento, para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta; a qual temos como âncora da alma segura e firme e que penetra até ao interior do véu,”). Ela é tão importante, que, até nos ambientes não religiosos, há quem comente o seu valor. Num mundo asfixiado por estresse, consumismo, novas formas de escravidão, desespero, etc.; num mundo em que a falta de esperança se tornou um fenômeno social, é preciso, mais que nunca, para continuar vivendo, redescobrir as razões da esperança. É nesse ambiente de caos que a esperança aparece como uma âncora. A vítima da violência doméstica deve, então, apegar-se a ela.
“Cristo é a própria substância e alicerce da esperança. Essa esperança procede da parte dele, existe por causa dele, baseia-se no cumprimento de sua missão e se acha nele, porquanto envolve a transformação segundo a sua imagem, o que indica a participação em sua própria natureza glorificada, bem como a participação em sua herança. Isso é que está envolvido na redenção humana, o que transcende imensamente ao perdão dos pecados, que é um degrau necessário, mas tão somente um degrau, na direção da glória que aguardamos receber em Cristo” (Champlim vol. 2).
3. As ferramentas para desarmar o agressor
Diante da violência dominante, não há como ficar apático. É preciso tomar atitudes que possam ajudar não somente a vítima, mas o agressor para o caminho da recuperação. A igreja deve cumprir seu papel profético de denunciar a injustiça sempre, estar do lado do oprimido, e orientar o opressor para sua transformação. Nunca deixando de ensinar as consequências do pecado da cólera, que gera a violência.
3.1. A Igreja como porta-voz dos oprimidos
Informações recentes dizem que o Brasil lidera o ranking mundial de violência contra a mulher. De acordo com uma pesquisa feita pela Sociedade de Vitimologia Internacional, 25% das mulheres brasileiras sofrem violência, e 70% das mulheres assassinadas foram vítimas dos próprios maridos. Os dados revelam também que, em média, a mulher só denuncia a violência depois da décima agressão. A igreja deve levantar-se como voz profética para denunciar a violência na sociedade, principalmente, aquelas que acontecem no meio do povo de Deus, em que maridos violentos, trajados de cristãos, com ataques de fúria e acostumados a praticar esse delito, continuam agredindo suas esposas.
3.2. A violência doméstica agora é crime
A Lei Maria da Penha, que criou mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, sancionada em agosto de 2006, a Lei n° 11.340 possibilitou avanços, mas ainda há muito a conquistar. A maior conquista da lei foi a conscientização da população de que a violência contra a mulher é um crime. “A violência deixa de ser uma coisa natural, que acontecia com nossos pais e avós, e agora passa a ser um crime. A sociedade não tolera mais essa violência contra a mulher”, afirmou a subsecretária de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres.
3.3. Não se deixar dominar pelo sentimento de revanche
Segundo Paul David Tripp, um texto-chave das Escrituras para essa questão seria Romanos 12.21: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem”. Uma mulher forte no Senhor não se levanta na própria justiça. Ela se levanta na justiça de Cristo, portanto, não precisa se deixar dominar por nenhum sentimento de vingança (Rm 12.19 “Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, pois está escrito: Minha é a vingança; eu retribuirei, diz o Senhor.”), pois o agressor pode vir a ser transformado e procurar a reconciliação. A reconciliação começa no perdão. Se a vítima quiser perdoar o agressor, é um direito que lhe cabe, mas é importante rever se aquele que praticou a violência está de fato transformado. Pelos seus frutos o conhecereis (Mt 7.20 “Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.”).

Um comentário:

  1. muito boa essa lição , o que é triste é saber que isso acontece dentro dos lares cristãos ... pazz

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