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O que guarda sua boca, conserva sua alma - Lição 7 – 19 de Maio de 2013


LIÇÃO 7 – 19 de Maio de 2013

O que guarda sua boca, conserva sua alma

TEXTO AUREO

“Não saia da vossa boca nenhum a palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem”.  Ef 4.29

VERDADE APLICADA

O descontrole emocional leva a pessoa a falar coisas impensadas, fora de hora e para pessoas erradas.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Mostrar o perigo da língua solta;
Ressaltar que não se deve divulgar tudo que se sabe;
Conscientizar de que antes de falar é preciso pensar.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Jó 2.9 - Então, sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua sinceridade? Amaldiçoa a Deus e morre.
Jó 2.10 - Mas ele lhe disse: Como fala qualquer doida, assim falas tu; receberemos o bem de Deus e não receberíamos o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios.
Sl 141.3 - Põe, ó Senhor, uma guarda à minha boca; guarda a porta dos meus lábios.
Pv 13.3 - O que guarda a sua boca conserva a sua alma, mas o que muito abre os lábios tem perturbação.
Tg 1.26 - Se alguém entre vós cuida ser religioso e não refreia a sua língua, antes, engana o seu coração, a religião desse é vã.

Se houve um homem temente a Deus nos dias do An­tigo Testamento, alguém que participou do sofrimento de Cristo, esse homem foi Jó. Humanamente falando, tudo o que lhe resta­va era sua esposa e seus três amigos - e até estes se voltaram contra ele. Não é de se admirar que Jó sentisse que Deus o havia abandonado!
"Amaldiçoa a Deus e morre!" era exatamente o que Satanás queria que Jó fizesse, e a esposa de Jó colocou essa tentação dian­te do marido. Satanás pode trabalhar por intermédio de pessoas que nos são queri­das (Mt 16:22, 23; At 21:10-14), uma ten­tação ainda mais forte por amarmos tanto essas pessoas. Adão deu ouvidos a Eva (Gn 3:6, 12) e Abraão deu ouvidos a Sara (Gn 16); mas Jó recusou-se a ouvir o conselho da esposa.
Claro que ela estava errada, mas seja­mos justos e consideremos sua situação. Havia perdido dez filhos em um dia, o que seria suficiente para deixar qualquer mãe arrasada. A riqueza da família havia desapa­recido, e ela não era mais a "primeira-dama" de sua terra. Seu marido, outrora o homem mais importante do Oriente (Jó 1:3), estava assentado no monturo da cidade sofrendo de uma doença terrível. O que lhe restava?
Em lugar de ver o marido definhar em dor e vergonha, preferia que Deus o matasse e aca­basse de vez com seu sofrimento. Talvez isso acontecesse caso Jó amaldiçoasse a Deus.
Em tempos de grandes provações, nossa primeira pergunta não deve ser: "Como pos­so sair dessa situação?" mas sim: "O que posso aprender com essa situação?" A espo­sa de Jó pensou ter encontrado uma solução para o problema; porém, se Jó tivesse segui­do o conselho dela, teria piorado a situação. Crer é viver sem tramar, é obedecer a Deus apesar dos sentimentos, circunstâncias ou consequências, sabendo que ele está rea­lizando seu plano perfeito a seu modo e a seu tempo.
As duas coisas das quais Jó se recusava a abrir mão eram sua fé em Deus e sua integri­dade, justamente o que sua esposa desejava que ele abandonasse. Mesmo que Deus per­mitisse que o mal lhe sobreviesse, Jó não se rebelaria contra o Senhor procurando resol­ver os problemas por sua própria conta. Jó não havia lido The Letters of Sam Rutherford, mas estava seguindo o conselho desse pas­tor escocês que passou por grande sofrimen­to: "É obra da fé reivindicar e se apropriar da bondade nos golpes mais severos de Deus". Jó estava decidido a confiar em Deus - e até mesmo a discutir com Deus! - e a não desperdiçar seu sofrimento nem sua oportunidade de receber o que o Senhor ti­nha para ele.
Quando a vida se complica, é fácil desis­tir; mas essa é a pior coisa que podemos fazer. Como disse um professor de história: "Ninguém poderia culpar Colombo se ele tivesse voltado - mas também ninguém se lembraria dele". Quem deseja ser memorá­vel às vezes precisa sentir-se miserável.
No final, a esposa de Jó reconciliou-se com o seu marido e com o Senhor, e Deus lhe deu outra família (42:13). Não sabemos quanto ela aprendeu com seu sofrimento, mas podemos supor que foram experiências que promoveram seu crescimento.

Introdução
A Comunicação é importante para o sucesso de qualquer um. Ser comunicativo pode lhe render vários pontos positivos. Entretanto, falar demais pode resultar em fracassos, pois, em tudo na vida, é necessário o equilíbrio. Sem contar o quanto é inconveniente dialogar com alguém que não dá nem chance de outros opinarem. O grande problema de falar demais é acabar falando o que não deveria. Por isso é fundamental aprender a escutar, tanto quanto se tem a capacidade de falar. Pois assim, a pessoa se livrará da imagem de arrogante, metido e inconveniente, revelando uma espiritualidade sadia diante de todos.

1. O cuidado ao falar
Falar bastante não é necessariamente um ponto negativo. Você pode ser espontâneo e animado e acabar contagiando as pessoas ao seu redor. No entanto é preciso vigiar sobre quais assuntos abordamos. Muitas pessoas falam sem pensar, sua língua é verdadeira metralhadora sem direção. Por isso, é importante se preocupar e manter o equilíbrio, porque, em determinadas situações, teremos segredos importantes a guardar, que nossos amigos e irmãos nos confiaram.

1.1. Vigilância e prudência no falar
Nem tudo que vem a mente deve ser dito, pois é na multidão das palavras que as transgressões encontram lugar (Pv 10.19). A vigilância e a prudência no falar nunca fizeram mal a ninguém, mas falar o que vem à mente poderá destruir relacionamentos e amizades de longos anos e de grandes significados. Nalgumas vezes, nossos pensamentos podem vaguear por áreas desconhecidas e proibidas. Por isso todo o cuidado é pouco. Já pensou se falássemos tudo o que pensamos?

O autor volta aqui às suas declara­ções antitéticas. E melhor falar pouco e pensar bem antes de dizer algo. Isso se dá porquanto as pessoas falam muito, surgem transgressões nesse falar, tanto no que é dito como também no resultado desse muito falar. Falar demais não é virtude. Há muito poder nas palavras, e elas devem ser usadas parcimoniosamente. Costuma­mos dizer "Falar é barato". E, de fato, assim é, quando as palavras não têm alvo, mas essa afirmação pode ocultar uma grande verdade. Todos os tipos de causas são promovidas por palavras que tocam no coração, quer para bem, quer para mal.
Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no dia de juízo.
(Mateus 12.36)
É impossível falar muito e dizer somente a verdade. Além disso, as pessoas que falam em demasia caem na bisbilhotice e na calúnia, e também na conversa corrupta, que refletem um coração pecaminoso. Outrossim, poucas pessoas estão acima desse defeito.
Antítese. Um homem sábio e bom não vive (falando incessantemente, pois no muito falar há excessos. Pelo contrário, ele restringirá os seus lábios quando se sentir tentado a falar demais. O homem que é sábio aprende a controlar a língua. Ver Tiago. 3.2-8, que é um extenso comentário sobre o uso correto da linguagem e o controle do mecanismo da fala."... ele não permitirá que os seus lábios profiram coisa alguma precipitada e sem consideração; mostra-se um utilizador moderado das palavras e cuida daquilo que diz; pesa as suas palavras. Tal homem é sábio, prudente e cheio de compreensão. Ver Pro. 17.27,28" (John Gill, in loc.).


1.2. A tentação de ouvir um segredo
É difícil resistir à tentação de ouvir um segredo. Faz parte do dia a dia das pessoas, do sucesso do mercado e das políticas nacional e internacional. Saber de um segredo no mercado atual significa ter alguma forma de poder. Quando alguém ouve um segredo, jura por tudo que é mais sagrado a guarda dele. Os psicólogos dizem que, desde criança, “elegemos um esconderijo para nossos tesouros, que não podem ser bisbilhotados por ninguém”. Dizem mais, que, na adolescência, escondemos nossos sentimentos nos diários e, mais tarde, aprendemos a compartilhar o que consideramos importante. Ao contrário, também existem aqueles que têm a compulsão de contar a própria vida. Então, é preciso ter cuidado ao contar intimidades para alguém.

1.3. A tentação de falar um segredo
O que é dito em forma de segredo, precisa ser preservado por ser de caráter privado, particular, ou até comprometedor. Não podemos expor as pessoas que nos dão certas informações ou confessam alguma coisa. O crente precisa evitar “agir como papagaio” e ter o cuidado de não repetir o que não deve ser falado aos outros. Já pensou se falássemos tudo o que ouvimos?
Cuidado com as palavras, elas não voltam mais; é impossível colocá-las de volta dentro da boca. Preste atenção para não falar o que não deve nem jogar conversa fora, falar fora de hora, à pessoa errada ou de modo indevido. Cuidado, pastores, obreiros, líderes, professores, pregadores! Haverá julgamento mais rigoroso para quem prega, ensina ou lidera. A responsabilidade é maior. Uma palavra de um líder surte um efeito mais forte e as pessoas  não esquecerão facilmente. Há muitos cristãos envolvidos em problemas por falar aquilo que não deveriam ter falado que não lhes competia.

2. Consequências de não controlar a língua
Quem não tem o que falar deve ficar calado, nunca falar sem precisão. Compare Eclesiastes 3.7, onde o escritor fala que há tempo de falar e tempo de ficar calado. “Em boca fechada não entra mosquito”; “o peixe morre pela boca”; “quem fala muito dá bom dia a cavalo”; “quem fala demais erra demais”, são ditados populares. Em algumas ocasiões, o Senhor deixa de se revelar aos cristãos por causa da falta de controle de suas línguas. As consequências poderão ser desastrosas. Alguns propagam informações distorcidas, infundadas sem o mínimo de constrangimento! Isso é muito ruim!

Um tempo de rasgar e um tempo de costurar, tomados literalmente da profis­são das costureiras, mas, figurativamente, representando relações, aventuras no mundo dos negócios e todos os tipos de atividades que têm seus ciclos de rasgar e emendar de novo. Alguns veem aqui os ciclos do nascimento e da morte, a formação e o desmanche de famílias. Com essas coisas vêm o regozijo e a lamentação. Em uma oportunidade um homem grita de alegria, em outra ele sofre em silêncio. Cf. Jó 2.12,13 e o vs. 4 deste mesmo capitulo.
Tempo de estar calado e tempo de falar. Atos que estão relacionados aos anteriores e ao modo como os homens reagem a tais acontecimentos. Tempos de calamidades, pessoais ou nacionais, fazem os homens cair no silêncio. Tempos de vitórias, pessoal ou nacional, fazem os homens prorromper em gritos de regozijo. Ver Lev. 10.3. Mas a sabedoria aconselha que, em certas ocasiões, é bom fazer silêncio, ao passo que, em outras, é conveniente falar.

2.1. Causam feridas difíceis de serem curadas
Falar o que vem à mente sem refletir, também tem machucado muitas pessoas, às vezes, reabrindo feridas já cicatrizadas. Muitos não se importam com o que pode acontecer e, imprudentemente, falam deliberadamente. A palavra de estímulo, de elogio é fácil de ser esquecida, porém a palavra dita fora de ocasião pode ser lembrada por uma vida inteira. Há desaprovações e menosprezos que deixam marcas profundas! Sem contar aquelas palavras que denigrem a imagem de alguém, essas são perversas e podem custar um preço muito alto.

2.2. Matam sonhos e ideais
Muitas palavras derrubam castelos, quebram relacionamentos, dividem pessoas, influenciam negativamente tudo como resultado da imprudência no falar. Quantos casamentos estão fracassados por falta de habilidade nos diálogos entre os cônjuges, principalmente por ter falado o que não deveriam? A nossa palavra deve ser sempre agradável e temperada com sal para responder a cada um de acordo com a necessidade (Cl 4.6). Como maçãs de ouro em salvas de prata assim é a palavra dita ao seu tempo (Pv 25.11).

Como maçãs de ouro em salvas de prata. Cerca de cem provérbios falam desse tema. Uma palavra apropriada e oportuna, sem importar se for uma palavra de conselho, consolo ou instrução, ou de respos­ta a uma questão difícil, é algo precioso, redundando em grande bem em prol da comunidade e do próprio indivíduo. Tal palavra é como beijos de afeto (ver Pro. 24.26).
Sinónimo. Palavras boas e oportunas são comparadas a ornamentos de ouro e prata. O original hebraico é incerto e é difícil identificar exatamente o significado. "Maçãs de ouro postas em uma escultura ou baixo revelo em prata, ou como brincos de ouro, postos em realce pela prata" (Sid S. Buzzell, in loc.).
Salvas de prata. Podem indicar uma espécie de base, de trabalho de rede ou, talvez, de trabalho de escultura. Os orientais eram excelentes no trabalho de ornamentação rendada, e parece ser isso o que está em vista aqui. Maimônides fala em trabalho de gelosia. Para quê realmente se compreenda a figura, é preci­so ver o item sobre o qual se está falando. Mas o significado é claro: falar bem é uma mercadoria bela e preciosa.

2.3. Falam sem pensar nos resultados
Que reações minhas palavras provocarão nos meus ouvintes? Positivas ou negativas? De aceitação ou de repúdio? Para edificação ou destruição? “Quem fala o que quer ouve o que não quer”, diz o adágio. Pense no resultado da sua falta de prudência antes de falar qualquer assunto! “O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como ferrolhos de um palácio” (Pv 18.19). Mesmo às escondidas, não se deve falar aleatoriamente, pois “mato tem olhos e parede tem ouvidos”, diz a máxima popular.
O bom senso exige que, antes de falar eu identifique se é verdade o que vou dizer, se tenho prova suficiente, se é necessário dizer, se edifica as pessoas, se é um modo educado de dizer, se as pessoas entenderão o que vou dizer, se gostarão de ouvir; e, ainda, se faz necessário desenvolver a empatia, colocando-me no lugar de quem vai ouvir para saber como eu ouviria tal informação. Só depois estarei apto para falar.

3. A morte e a vida estão no poder da língua
“Do fruto da boca de cada um se fartará seu ventre; dos renovos dos seus lábios se fartará. A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto” (Pv 18.20-21). “Guarda a tua língua do mal, e os teus lábios de falarem enganosamente” (SI 34.13). “Porque quem quer amar a vida e ver os dias bons, refreie a sua língua do mal, e os seus lábios não falem engano” (lPe 3.10). Com esses versículos é possível ter uma dimensão do poder da língua no dia a dia.

3.1. A prestação de contas
Jesus garantiu, em Mateus 12.36,37, que toda palavra vil, frívola, ociosa ou infame que o homem pronunciar haverá de prestar contas delas no Dia do Juízo, pois, pelas nossas palavras, seremos justificados e por elas também seremos condenados. A boa espiritualidade não coaduna com língua sem freio.
Há alguns cujas palavras são como pontas de espadas (Pv 12.18). Podemos relacionar vários pecados da língua: blasfêmia, mentira, calúnia, falsidade, maledicência, murmuração, xingamento, palavras imorais e outros. Cuidado com a língua! Amar o próximo é também poupá-lo de nossa língua ferina.

3.2. Quem não refreia sua língua a sua religião é vã
Tiago garante que “se alguém entre vós cuida ser religioso e não refreia a sua língua, antes, engana o seu coração, a religião desse é vã”, vazia, oca (Tg 1.26,27). É uma insensatez o cristão permitir que sua boca gere bênçãos e maldições; abençoe os “queridinhos” e amaldiçoe os que “não são do grupo” (Tg 3.10). Ora! Todos os salvos deverão ser do mesmo grupo - a Igreja! (Mt 7.12; ICo 10.24). Muitos crentes falam mal das suas convenções, das suas próprias igrejas, dos seus líderes e pastores. É uma falta de coerência velhos crentes dar mau exemplo para os novos convertidos.

O termo traduzido por "religião" significa "a prática exterior, o culto a um deus". E usado apenas cinco vezes em todo o Novo Testamento (Tg 1:26, 27; At 25:19; 26:5 e Cl 2:18, em que é traduzido por "culto").
A religião pura não tem relação alguma com cerimónias, templos ou dias especiais. Antes, significa praticar a Palavra de Deus e compartilhá-la com outros por meios de nos­so falar, serviço e separação do mundo.
O falar (v. 26). A Epístola de Tiago refere-se ao falar em várias ocasiões, dando a impressão de que a língua era um problema sério na congregação (ver Tg 1:19; 2:12; 3:1-3, 14-18; 4:11, 12). A língua revela o cora­ção (Mt 12:34, 35); se o coração estiver em ordem, o falar também estará. Uma língua controlada significa um corpo controlado (Tg 3:1ss).
O serviço (v. 27a). Depois de nos ver­mos no espelho da Palavra, devemos olhar para os outros e para suas necessidades. Isaías primeiro viu o Senhor, depois a si mesmo e, em seguida, as pessoas às quais deveria mi­nistrar (Is 6:1-8). Palavras não substituem atos de amor (Tg 2:14-18; 1 Jo 3:11-18). Deus não quer que paguemos para outros minis­trarem como substitutos de nosso serviço pessoal!
A separação do mundo (v. 27b). Ao falar sobre o "mundo", Tiago refere-se à "socie­dade sem Deus". Satanás é o príncipe deste mundo (Jo 14:30), e os perdidos são filhos deste mundo (Lc 16:8). Como filhos de Deus, estamos fisicamente no mundo, mas não somos espiritualmente do mundo (Jo 17:11-16). Somos enviados para o mundo a fim de ganhar outros para Cristo (Jo 17:18). Somen­te mantendo a separação é que se pode servir a outros.
O mundo deseja corromper o cristão e contaminá-lo. Começa com "a amizade do mundo" (Tg 4:4), que pode levar ao amor pelo mundo (1 Jo 2:15-17). Se não tivermos cuidado, nos conformaremos com o mun­do (Rm 12:1, 2) e, como resultado, sere­mos condenados com o mundo (1 Co 11:32). Isso não significa perder a salvação, mas sim abrir mão de tudo aquilo para que vi­vemos. Ló é um exemplo desse princípio. Primeiro, armou sua tenda voltada para Sodoma e, em seguida, se mudou para a cidade. Logo, Sodoma apoderou-se dele, e ele perdeu seu testemunho até mesmo den­tro da própria família. Quando Sodoma foi julgada, Ló perdeu tudo. Abraão, o servo e amigo de Deus que se manteve separado, teve um ministério de maior impacto junto ao povo do que Ló, o amigo do mundo. O cristão não precisa envolver-se com o mun­do para ministrar ao mundo. Jesus manteve-se "sem mácula" (1 Pe 1:19); no entanto, foi amigo de publicanos e pecadores. A melhor maneira de ministrar às necessida­des do mundo é manter-se puro da conta­minação do mundo.

 3.3. Desculpas e justificativas de quem fala demais
“Quando eu vejo já falei”; “eles me provocaram”; “eu herdei este temperamento dos meus pais”; “eles precisavam ouvir isso”; “tenho sempre a resposta na ponta da língua”; “já estava com os nervos à flor da pele”, “não levo desaforo pra casa”; “falou o que quis e ouviu o que não quis”. Estas expressões revelam obras da carne, falta de domínio próprio e mansidão e causam grandes problemas e inimizades (G1 5.19-21). Precisamos contar não só até dez, mas até cem antes de responder alguma coisa para que o façamos com sabedoria e prudência.
A boca está espelhada no coração. Do que há em abundância no coração, disso fala j a boca (Mt 12.34). O coração do justo medita o que há de responder (Pv 15.28). Se alguém não consegue dominar sua língua não será capaz de refrear seu corpo (Tg 3.2). Reforçando o que já falamos, seria ideal que todos prestassem atenção na história das três peneiras: A DA VERDADE. Este fato é absolutamente verdadeiro? A DA BONDADE. Você gostaria que os outros dissessem isso a seu respeito? A DA NECESSIDADE. Você acha necessário passar esta informação para frente?

Conclusão
Cuidar da língua é um dever de todos os cristãos. Quem refreia sua língua evita constrangimentos e aborrece menos outras pessoas. Quando alguém se diz cristão e tem a língua solta, é um incoerente, está enganando seu coração e seu testemunho prejudica a si mesmo e os outros. Não compensa falar o que vem à boca. Cuide-se!

QUESTIONÁRIO

PARTE 1
3. Como é considerado biblicamente quem fala muito?
R: Tolo (Ec 5.3).

PARTE 2
4. O que pode causar uma palavra dita fora de hora?
R: Feridas difíceis de serem curadas.

PARTE 3
1. Qual o conceito do Apóstolo Tiago sobre quem não refreia a língua?
R: Sua religião é vã (Tg 1.26,27).
2. Qual a resposta de Jó a sua mulher ao falar demais?
R: “Como fala qualquer doida, assim falas tu” (Jó 2.10).
5. Quem não domina a língua não é capaz de quê?
R: De refrear o corpo (Tg 3.2).


REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Editora Betel 2º Trimestre de 2013, ano 23 nº 87 – Jovens e Adultos - “Dominical” Professor - Pontos salientes da nossa fé, doutrinas essenciais para a prática de uma vida cristã sadia e equilibrada.
Comentário Bíblico Expositivo – Warrem W. Wiersbe
O Novo Testamento Interpretado Versículo Por Versículo - Russell Norman Champlin
Comentário Esperança - Novo Testamento 
Comentário Bíblico Matthew Henry - Novo Testamento
Comentário Bíblico - F. B. Meyer
Bíblia – THOMPSON (Digital)
Bíblia de Estudo Pentecostal – BEP (Digital)
Dicionário Teológico – Edição revista e ampliada e um Suplemento Biográfico dos Grandes Teólogos e Pensadores – CPAD - Claudionor Corrêa de Andrade

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