Pessoas que gostam deste blog

2. Instrumentos confiáveis para saber a vontade de Deus

2. Instrumentos confiáveis para saber a vontade de Deus
Os indicadores seguros da vontade de Deus são muitos, mas alguns fundamentais não podem faltar na vida dos cristãos que desejam conhecer os conselhos de Deus. 
2.1. A poderosa Palavra de Deus
Como Palavra de Deus, a Bíblia é portadora dos conselhos de Deus para os homens. Por isso, para uma vida de orientação, faz-se necessário examiná-la constantemente. Jesus disse acertadamente: “Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus” (Mt 22.29). Isso não quer dizer que, ao se abrir as Escrituras aleatoriamente, conhecer-se-á todo o conselho de Deus, e assim, concluir que o primeiro texto encontrado é a resposta de Deus para aquela situação específica. É claro, que não se quer aqui discutir a experiência particular das pessoas, mas, em geral, essa é uma atitude de muito risco. O normal é que, através de um estudo sistemático das passagens, o cristão passe a ter uma compreensão do todo, e não apenas das partes.
Há cenas respostas na Bíblia que são sem rodeios, de modo que não se precisa consultar mais nada. Elas são completas. Exemplos: “Não matarás” (Ex 20.14); “Não mintas uns aos outros” (Cl 3.9); “Não vos prendais a um julgo desigual com os incrédulos” (2Co 6.14), etc. Para respostas assim, não há mais o que perguntar. Já em outros casos, tem-se a necessidade de vários textos sobre o mesmo assunto, para uma resposta tranquila. 
2.2. A vida constante de oração
O tempo dedicado à oração nunca é perdido. A oração é basicamente um aceno de conexão com Deus. Evidentemente, que quando o cristão se entrega em comunhão com o Senhor Jesus, através da oração, a sua vida além de ganhar mais sentido, este passa a ter mais facilidade de perceber a vontade de Deus para sua vida. Isto é, não existe condição de ter orientação espiritual com segurança, a não ser que a vida de oração esteja realmente em dia. 
2.3. O bom senso e os sábios conselhos
O bom senso é primordial para todas as decisões. É sinônimo de prudência, circunspecção, de bom julgamento, de sentir, de apreciar, de ter entendimento. Quando o raciocínio humano está orientado pelo Espírito, o bom senso há de indicar a vontade de Deus, pois a igreja possui a mente de Cristo (ICo 2.16). A partir daí a mente estará pronta para reter os sábios conselhos, que evidentemente, serão dados por alguém mais maduro espiritualmente de sua confiança. Como bem disse o sábio Salomão: “Não havendo sábia direção, o povo cai, mas, na multidão de conselheiros, há segurança” (Pv 11.14). Os conselheiros mais adequados são aquelas pessoas salvas em Cristo, que possuem não somente maturidade espiritual, mas são merecedoras de sua confiança.

Mais uma vez Paulo se baseia na Escritura, em Is 40.13. Aqui o próprio Deus constatou que ninguém determina o Espírito do Senhor e que não há conselheiro que saiba instruir a Deus. Com o espírito de Deus, essa superioridade absoluta de Deus foi comunicada também ao ser humano espiritual. Por isso também ele, exatamente como o próprio Deus, não é julgado por ninguém. É de maneira tão real que Paulo entende o habitar do Espírito de Deus em nós. “Nós, porém, temos a mente de Cristo.” Essa finalização da frase revela como precisamos pensar diante da maneira misteriosa das pessoas espirituais. Elas não se furtam a todo julgamento pelo fato de que dizem ou praticam coisas curiosas ou bizarras, mas porque no amor (a mente de Cristo!) de fato pensam coisas incomuns, porque reagem contrariamente a qualquer maneira natural e realizam feitos surpreendentes e que causam sempre nova admiração apenas em pessoas psíquicas e, portanto, egocêntricas. Assim elas julgam todas as coisas, não como quem sempre quer saber tudo melhor, que critica a todo instante, mas como quem ama, como quem vê a raiz das coisas onde outros, com as melhores intenções, criticam em vão a superfície. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Online