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3. Quais os resultados da vontade de Deus?

3. Quais os resultados da vontade de Deus?
Antes de comentar sobre os resultados da vontade de Deus, é preciso dizer que há uma distinção muito importante quando se trata de outro assunto: a vontade objetiva de Deus e a vontade permissiva de Deus. Há situações que Deus determina na vida dos cristãos, por Sua vontade objetiva. Valendo lembrar que sempre são coisas positivas e boas. No entanto há momentos na vida dos cristãos que não se constituem a vontade objetiva de Deus, mas a sua vontade permissiva, isto é, Ele não planejou que fosse desta forma, mas permite que o seja em favor de seus propósitos eternos e sábios.
Deus não planeja coisas más para a vida dos cristãos. No entanto não fez compromisso com os crentes que o mal nunca os alcançaria. É preciso dizer que todos os movimentos do planeta e fora dele, estão sobre o controle Dele. Ou seja, Deus evita o que quiser evitar e permite o que quer permitir. O seu compromisso é estar com os cristãos sempre, dar-lhes a sua graça e transformar as situações adversas em bênçãos (Jo 16.13; Mt 28.20; Sl 23.4; 2Co 12.7-10; Rm 8.28) 
3.1. Uma vida de paz
A Bíblia diz assim: “E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos” (Cl 3.15). Aqui está o desejo de Deus, que em cada vida a tranquilidade dos Céus esteja no interior de cada um. No entanto, isso só é possível enquanto estamos dentro da vontade de Deus. Quando algo nos incomoda, tirando a tranquilidade, a paz interior e a alegria de continuar a jornada de fé, é por que alguma coisa está errada. E o momento em que o Espírito Santo nos incomoda, sinalizando que não estamos dentro da vontade de Deus.

Em Cl 1.24 ouvimos de “tribulações de Cristo”, em Cl 2.11 de uma “circuncisão de Cristo”. Agora ouvimos a respeito da “paz do Cristo”. Ela “seja determinante em vossos corações”. Paulo utiliza a mesma raiz semântica da qual antes derivou a expressão “negar o prêmio da vitória” (Cl 2.18). Logo se tem em mente a atividade do árbitro. Quando nosso coração indaga: “O que devo fazer agora? Que rumo devo tomar? Que palavra direi?” então a paz do Cristo deve ditar a decisão. Dessa “paz” já se falou na saudação inicial. Em seguida ouvimos que ela foi conquistada por Cristo “pelo sangue de sua cruz” (Cl 1.20), ao eliminar a nota promissória que nos tirava a paz e nos acusava.
“Paz” é um daqueles conceitos que não se pode “explicar” nem tornar compreensível por mais exaustivas que sejam as considerações. Quem, no entanto, encontrou “paz” sabe muito bem que a possui e a inefabilidade que essa palavra contém. “Paz” pode abarcar todos os bens da salvação, a paz com Deus (Rm 5.1) assim como a decorrente paz do coração e a paz para com as pessoas. “Paz” é aquilo que as pessoas separadas de Deus jamais conseguem ter (Is 57.20s). Unicamente na redenção por meio de Cristo e na comunhão de vida com ele encontramos essa paz, que justamente por isso se chama “a paz do Cristo”.
Por isso essa “paz” não tem nada a ver com transigência natural e pusilanimidade pessoal. Existe uma “pacificidade” que não passa de “carne”. Foi justamente a paz do Cristo que determinou os corações de Paulo e Timóteo quando decidiram continuar a árdua luta pela igreja em Colossos e resistir implacavelmente a todos que tentavam confundir essa igreja. A “paz do Cristo” é sempre a paz daquele que não veio para trazer paz, mas a espada (Mt 10.34). Ao mesmo tempo, porém, é realmente ela que mantém coesa a igreja “em um só corpo”. Quantas cisões dolorosas e denegridoras do nome de Jesus teriam deixado de ocorrer na igreja se, em vez da teimosia, da necessidade de afirmação e às vezes também do ardor político, a paz do Cristo tivesse sido determinante nos diálogos e negociações, em assembleias sinodais e disputas teológicas. A “coesão dos corações em amor e para a riqueza total da plena certeza do entendimento” somente tem êxito naqueles que se encontram na paz da cruz de Jesus, na paz do perdão e que permitem que essa paz seja decisiva. É dessas pessoas santificadas na paz do Cristo que a igreja precisa.
O trecho encerra com uma referência à gratidão. Evidentemente Paulo considerou que ser agradecido era uma questão muito importante, não apenas uma “bela característica”. Desde sua primeira carta a uma igreja (1Ts 5.18) ele lembra constantemente dessa tarefa, considerando o “agradecer sempre por tudo” um dos meios pelos quais uma igreja se torna “cheia do Espírito” (Ef 5.18,20). Por isso declara também aqui: “e tornai-vos agradecidos”. Pois podemos nos tornar cada vez mais agradecidos, ainda que já o sejamos. Esses são os verdadeiros “santos” que agradam a Deus e às pessoas, que sabem agradecer do fundo do coração sem cessar. 
3.2. Uma vida bem sucedida
A vontade de Deus é que seus filhos sejam bem sucedidos. Nas Escrituras, há um número grande de declarações para uma vida de sucesso (Sl 1.3; Gn 39.3,23). Deus não fica feliz por ver seus filhos viverem uma vida de derrotas constantes. Fracassos após fracassos. No entanto uma vida bem sucedida só poderá ser experimentada a partir da obediência consciente à voz do Espírito Santo.

Ele é como árvore. Prosperidade Espiritual e Económica. O homem piedo­so que já prosperava espiritualmente, pelo decreto de Deus também deve pros­perar economicamente. Essa era a fé constante dos hebreus, que eles mantinham mesmo quando a adversidade parecia ensinar o contrário. Portanto, o homem bom é como uma árvore que conta com um suprimento de água abundante infalível, a saber, o rio da vida que passa próximo. Alguns estudiosos pensam que este versículo significa valetas da irrigação (ver Deu. 11.10,11), uma prática em­pregada pelos egípcios e babilónios, mas não muito usada na Palestina. A lei de Deus controlava o que um homem fazia (Sal. 1.2) e então dava a ele bom supri­mento, acima de suas expectações. Há o plantio, o cultivo e a colheita de bons frutos.
Correntes de águas. No hebraico temos expressão palgey mayim, corren­tes ou divisões de águas, em alusão ao costume de preparar irrigação nos países do Oriente, onde as correntes de águas são construídas pela mão humana, com base em rios e correntes de águas naturais referidas em Deu. 11.10 como a "rega da terra". A figura é a de um lugar desértico que conta com pouca ou mesmo nenhuma água. Apesar disso, a provisão adequada contribui para a frutificação nas estações do ano apropriadas. O fruto é algo a ser esperado e produzido no tempo devido, por haver permanente provisão de água. 
3.3. Uma vida de convicção
Quando se decide fazer a vontade de Deus há um alto preço a pagar. Muitas pessoas vão discordar de você, outras vão ridicularizá-lo e poderão ser chamados de loucos ou alienados. Às vezes, você poderá até ser perseguido. Os resultados positivos dessa obediência nem sempre surgirão de imediato. Para manter-se firme, será preciso uma vida plena de convicção - aquela certeza de que se está fazendo o que deve ser feito, mesmo que tudo indique ao contrário. E aí que experimentamos um crescimento pessoal progressivo, através de uma vida plena no Espírito, vivendo em fé (Hb 11.1-6), até que cheguemos à maturidade cristã. E passaremos a orar como Jesus ensinou “Seja feito a Tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt 6.10).
Uma coisa importante é que a certeza da vontade de Deus vem da observação de um, conjunto de indicadores, não de um indicador isolado. Portanto todos os indicadores consultados precisam concordar para que se tenha convicção. Por isso, o único imperativo para as decisões devem ser a vontade sábia e soberana de Deus. 

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