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A bênção da boa e soberana vontade de Deus - Lição 11 – 16 de Junho de 2013


LIÇÃO 11 – 16 de Junho de 2013

A bênção da boa e soberana vontade de Deus

TEXTO AUREO

“E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. Rm 12.2

VERDADE APLICADA

Fazer a vontade de Deus é a mais sábia decisão que podemos tomar.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Aceitar que Deus tem um plano para os seus filhos;
Discernir a vontade de Deus em cada área específica da vida;
Sujeitar-se à vontade de Deus como a melhor opção.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

SI 143.7 - Ouve-me depressa, ó Senhor! O meu espírito desfalece; não escondas de mim a tua face, para que eu não seja semelhante aos que descem à cova.
SI 143.8 - Faze-me ouvir a tua benignidade pela manhã, pois em ti confio; faze-me saber o caminho que devo seguir, porque a ti levanto a minha alma.
SI 143.9 - Livra-me, ó Senhor, dos meus inimigos; porque em ti é que eu me refugio.
Sl 143.10 - Ensina-me a fazer a tua vontade, pois és o meu Deus; guie-me o teu bom Espírito por terra plana.
SI 143.11 - Vivifica-me, ó Senhor, por amor do teu nome; por amor da tua justiça, tira a minha alma da angústia.
SI 143.12 - E, por tua misericórdia, desarraiga os meus inimigos e destrói a todos os que angustiam a minha alma, pois sou teu servo.

"RESPONDE-ME" - AGUARDAR A RESPOSTA COM ESPERANÇA (St 143t7-12)
Quais eram as respostas que Davi aguarda­va com tanta ansiedade? Eram as mesmas que desejamos receber nos dias de hoje. Em primeiro lugar, desejamos ver a face de Deus (v. 7). Davi ouviu, em várias ocasiões, a bên­ção sacerdotal declarar que o rosto de Deus resplandeceria sobre seu povo e o abençoa­ria em sua graça (Nm 6:22-27), mas se Deus estivesse descontente, esconderia o rosto do povo (10:1; 13:1; 69:17; 102:2). Conhecer o esplendor de sua face significa andar na sua luz e desfrutar o sorriso de Deus em nos­sa vida, mas a ausência dessa bênção é como a morte em vida (28:1).
Também desejamos ouvir a Palavra de Deus (v. 8). Ao ver seu sorriso e ouvir sua voz, recebemos as forças de que precisamos para vencer o inimigo. Davi desloca-se das trevas (v. 3) para o amanhecer de um novo dia (5:3; 30:5; 59:16; 88:13; 130:6; 90:14). A Palavra o faz lembrar do amor inabalável de Deus, fortalece sua fé (Rm 10:17) e lhe dá direção no caminho perigoso que deve per­correr da caverna até a coroa.
Desejamos, ainda, experimentar a prote­ção de Deus (v. 9). Jeová era a "Rocha" de Davi (18:2, 31, 46; 19:14) e ele se escondeu "numa fenda da penha" (Êx 33:22). Ali ficou protegido dos inimigos. Também quere­mos conhecer a vontade de Deus (v. 10). O "bom Espírito" (Ne 9:20) de Deus nos ensina pela Palavra e nos mostra o caminho que devemos tomar (119:105). O conhecimen­to de Deus nos dá segurança em meio às dificuldades da vida e nos ajuda a prosse­guir quando as coisas ficam difíceis. Por fim, Deus responde à nossa oração nos ajudando a glorificar seu grande nome (w. 11,12). "Por amor do teu nome" foi a motivação central da vida e do ministério de Davi (ver 1 Sm 17:26, 36, 45-47). "Santificado seja o teu nome" é o primeiro pedido da oração do Pai Nosso e deve ser a motivação de todas as nossas orações. Davi sabia que tinha um tra­balho importante a realizar para o Senhor e que dependia do Senhor para ajudá-lo a le­var a cabo essa incumbência e honrar o nome de Deus.

Introdução
O nosso valor diante de Deus, tem maior compreensão, a partir do estudo sistematizado das Escrituras Sagradas. Percebemos o quanto somos importantes para o Senhor. E nesse sentido, é que descobrimos que Ele tem um plano especial para cada um dos seus filhos. Ao navegar pelas águas da Bíblia, encontramos o quanto a palavra “melhor” é uma das preferidas de Deus. Surge a pergunta: por que Ele insiste tanto nesta palavra? Cremos que é para nos revelar o quanto Ele deseja o melhor para o seu povo. E, se muitas vezes nos encontramos na pior, não é porque seja da responsabilidade de Deus, mas única e exclusivamente da nossa.

1. O que é preciso para saber a vontade de Deus?
Para saber a vontade de Deus, há, pelo menos, três movimentos importantes a serem dados. O primeiro é fundamental para que os outros aconteçam: é o novo nascimento, que acontece a partir de uma entrega real e irrestrita ao Senhor Jesus, reconhecendo-o como o único Senhor e Salvador de sua vida. O segundo é passar a ter compreensão espiritual, evidentemente fruto do primeiro movimento, sem novo nascimento não há percepção espiritual verdadeira. O terceiro e não menos importante, seria a obediência a Palavra de Deus.

1.1. Nascer de novo
Em primeiro lugar, para que haja uma compreensão da vontade de Deus, a pessoa precisa reconhecer sua condição de pecador e, a partir do arrependimento, se tornar uma nova criatura (2Co 5.17), pelo incomparável poder do Senhor Jesus Cristo. O homem é denominado pecador, não só porque comete atos pecaminosos, mas porque a sua natureza interior é pecaminosa. O salmista disse: "‘Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe” (SI 51.5). Então, a solução única para esse problema humano é ter a sua natureza transformada. A isso a Bíblia chama de novo nascimento (Jo 3.1-7). Sem essa transformação, não se pode viver uma vida segundo a vontade de Deus, pois só as pessoas nascidas de novo saberão de fato qual a direção que Deus tem para as suas vidas.

Nosso novo relacionamento com Cristo nos leva a desenvolver uma nova relação com o mundo e com as pessoas ao nosso redor.  Não encaramos mais a vida como antes. Conhecer a Cristo "segundo a carne" significa avaliá-lo do ponto de vista humano.  Mas os "dias da sua carne" já passaram (Hb  5:7),  pois  ele subiu  ao  céu  e  se  encontra  glorificado  à destra do  Pai.
Adão foi o cabeça da antiga criação, e Cristo (o último Adão, 1 Co 15:45) é o Cabeça da  nova  criação.  A antiga criação caiu em pecado e em condenação como resultado da desobediência de Adão.  A nova criação representa retidão e salvação por causa da obediência de Jesus Cristo (ver Rm  5:12-21 para  uma  explicação  sobre  o  primeiro  e  o último  Adão).  Uma vez que fazemos parte da nova criação, tudo é novo.
Em primeiro lugar, temos uma nova visão de Cristo. Infelizmente, a música e a arte enfatizam excessivamente Cristo "segundo a carne".  Os fatos relacionados à vida de Jesus aqui na Terra são importantes, pois a mensagem cristã é fundamentada na história.  No entanto, devemos interpretar a manjedoura à luz do trono.  Não adoramos o bebê em uma manjedoura, mas sim o Salvador glorificado no trono.
Uma vez que todas as coisas "se fizeram novas", também desenvolvemos uma nova maneira de olhar as pessoas ao nosso redor.  Passamos a vê-las como pecadoras pelas quais Cristo morreu. Não as vemos mais apenas como amigas ou inimigas, clientes ou colegas de trabalho;  antes,  as vemos com  os  olhos  de  Cristo,  como  ovelhas  perdidas  que  precisam  de  um  pastor.  Quando somos constrangidos pelo amor de Cristo, temos o desejo de compartilhar esse amor com outros.
No entanto, também devemos olhar para os demais cristãos como parte da nova criação e não os  avaliar de acordo com seu nível de instrução, raça, situação financeira ou classe  social.

1.2. Ter compreensão espiritual
Assim como os homens entendem as leis da natureza através dos sentidos humanos (tato. visão, gustação, olfato e audição), o Senhor nos revestiu de compreensão espiritual para termos uma vida altaneira na sua presença. É uma compreensão da certeza da existência de Deus, da sua presença e atuação em cada filho. Revelando a Sua vontade em cada decisão que se toma. É na verdade uma percepção espiritual que os crentes passam a ter, como bem disse o Apóstolo Paulo: “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido” (ICo 2.14,15).

 “O ser humano psíquico, porém, não aceita as coisas do Espírito de Deus. Afinal, são loucura para ele, e ele não é capaz de reconhecê-las.” Retorna aqui o termo loucura, remetendo-nos outra vez à palavra da cruz. Ela é loucura, não porque fosse intelectualmente néscia, mas porque contradiz a inteligência egoísta do ser humano centrado em si. O “ser humano psíquico” é realmente, como traduziram Lutero, Almeida etc., o ser humano natural, que apenas possui aquilo que ele tem em si mesmo, em sua psique, e o que o espírito do mundo lhe traz. Para ele a fraqueza e a loucura de Deus em seu amor redentor são tão incompreensíveis quanto a asserção de que está perdido e é pecador causa indignação ao seu orgulho. É por isso, pois, por razões tão profundas do ser, que ele “não é capaz de reconhecer” o que o Espírito de Deus pretende mostrar-lhe na mensagem da cruz. “É à maneira espiritual que se julga.” Isso não se refere a uma arte intelectual ou teológica especialmente elevada. Pelo contrário, precisamos recordar que o amor é o verdadeiro fruto do Espírito. O julgar à maneira espiritual acontece por força do amor e é, assim como a rejeição no caso do ser humano psíquico, uma questão da pessoa toda. Portanto, não surpreende que a mensagem não seja compreendida e seja rejeitada com indignação e escárnio. É assim naturalmente. Motivo de admiração é quando apesar disso ela penetra num coração, porque o Espírito de Deus conquista espaço ali. Então é que ocorre o julgamento espiritual, que capta a verdade de Deus.
Paulo acrescenta: “Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém.” Uma grandeza tão misteriosa é cada pessoa verdadeiramente espiritual. Essa palavra pneumatikos (pessoa espiritual) expressa que aqui toda a vida interior de uma pessoa é tomada e determinada pelo Espírito de Deus. Aqui reside a diferença entre os membros da Antiga e da Nova Aliança. Aqui de fato o menor é maior no reino dos céus, maior do que o maior profeta (Mt 11.11). O Espírito de Deus visitou o profeta de quando em vez, concedendo-lhe diversas iluminações e palavras proféticas. Porém, desde o Pentecostes o Espírito de Deus habita nas pessoas, transformando-as em pessoas espirituais de forma duradoura e integral. No entanto, se o Espírito a todas as coisas perscruta [v. 10], então a pessoa plena do Espírito de fato precisa ser capaz de “julgar todas as coisas”. Novamente a locução todas as coisas não deve ser entendida em termos estatísticos: ela se refere às “coisas do Espírito de Deus” [v. 14]. A todas elas o ser humano espiritual julga, enquanto o ser humano psíquico fica perplexo diante delas. Sem dúvida pessoas espirituais também se compreendem e julgam mutuamente. Para todos os demais, porém, eles constituem um enigma que foge a qualquer julgamento.

1.3. Obediência à Palavra de Deus
Ao contrário do que os mais simples possam pensar, o Senhor não revela a Sua vontade simplesmente para satisfazer a curiosidade das pessoas. Ele faz para que as pessoas possam orientar suas vidas. Por isso, para saber da vontade de Deus, é preciso antecipadamente decidir se vai ou não ter uma vida de obediência ao que o Senhor nos revelar, não importando a que circunstância vai nos encaminhar. Isso sempre envolve uma significativa medida de fé e confiança da sabedoria de Deus. Sabendo que a sua vontade é revelada progressivamente, à medida que caminhamos com Ele no estudo da Palavra de Deus.
O nosso progresso espiritual se estabelece e se sustenta a partir de uma vida pura e santificada. Assim já disse o profeta Isaias (Is 59.2). Logo, se a vida do crente está contaminada com o pecado, a comunhão com o Senhor fica interditada e a falta de percepção espiritual se torna uma realidade. Daí a crise de muitas pessoas cristãs de não saberem a vontade de Deus para suas vidas. Consideram que Deus não lhe está revelando a Sua vontade, enquanto que na verdade é a vida sem comunhão que não permite que ele saiba o que Deus já revelou.

2. Instrumentos confiáveis para saber a vontade de Deus
Os indicadores seguros da vontade de Deus são muitos, mas alguns fundamentais não podem faltar na vida dos cristãos que desejam conhecer os conselhos de Deus.

2.1. A poderosa Palavra de Deus
Como Palavra de Deus, a Bíblia é portadora dos conselhos de Deus para os homens. Por isso, para uma vida de orientação, faz-se necessário examiná-la constantemente. Jesus disse acertadamente: “Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus” (Mt 22.29). Isso não quer dizer que, ao se abrir as Escrituras aleatoriamente, conhecer-se-á todo o conselho de Deus, e assim, concluir que o primeiro texto encontrado é a resposta de Deus para aquela situação específica. É claro, que não se quer aqui discutir a experiência particular das pessoas, mas, em geral, essa é uma atitude de muito risco. O normal é que, através de um estudo sistemático das passagens, o cristão passe a ter uma compreensão do todo, e não apenas das partes.
Há cenas respostas na Bíblia que são sem rodeios, de modo que não se precisa consultar mais nada. Elas são completas. Exemplos: “Não matarás” (Ex 20.14); “Não mintas uns aos outros” (Cl 3.9); “Não vos prendais a um julgo desigual com os incrédulos” (2Co 6.14), etc. Para respostas assim, não há mais o que perguntar. Já em outros casos, tem-se a necessidade de vários textos sobre o mesmo assunto, para uma resposta tranquila.

2.2. A vida constante de oração
O tempo dedicado à oração nunca é perdido. A oração é basicamente um aceno de conexão com Deus. Evidentemente, que quando o cristão se entrega em comunhão com o Senhor Jesus, através da oração, a sua vida além de ganhar mais sentido, este passa a ter mais facilidade de perceber a vontade de Deus para sua vida. Isto é, não existe condição de ter orientação espiritual com segurança, a não ser que a vida de oração esteja realmente em dia.

2.3. O bom senso e os sábios conselhos
O bom senso é primordial para todas as decisões. É sinônimo de prudência, circunspecção, de bom julgamento, de sentir, de apreciar, de ter entendimento. Quando o raciocínio humano está orientado pelo Espírito, o bom senso há de indicar a vontade de Deus, pois a igreja possui a mente de Cristo (ICo 2.16). A partir daí a mente estará pronta para reter os sábios conselhos, que evidentemente, serão dados por alguém mais maduro espiritualmente de sua confiança. Como bem disse o sábio Salomão: “Não havendo sábia direção, o povo cai, mas, na multidão de conselheiros, há segurança” (Pv 11.14). Os conselheiros mais adequados são aquelas pessoas salvas em Cristo, que possuem não somente maturidade espiritual, mas são merecedoras de sua confiança.

Mais uma vez Paulo se baseia na Escritura, em Is 40.13. Aqui o próprio Deus constatou que ninguém determina o Espírito do Senhor e que não há conselheiro que saiba instruir a Deus. Com o espírito de Deus, essa superioridade absoluta de Deus foi comunicada também ao ser humano espiritual. Por isso também ele, exatamente como o próprio Deus, não é julgado por ninguém. É de maneira tão real que Paulo entende o habitar do Espírito de Deus em nós. “Nós, porém, temos a mente de Cristo.” Essa finalização da frase revela como precisamos pensar diante da maneira misteriosa das pessoas espirituais. Elas não se furtam a todo julgamento pelo fato de que dizem ou praticam coisas curiosas ou bizarras, mas porque no amor (a mente de Cristo!) de fato pensam coisas incomuns, porque reagem contrariamente a qualquer maneira natural e realizam feitos surpreendentes e que causam sempre nova admiração apenas em pessoas psíquicas e, portanto, egocêntricas. Assim elas julgam todas as coisas, não como quem sempre quer saber tudo melhor, que critica a todo instante, mas como quem ama, como quem vê a raiz das coisas onde outros, com as melhores intenções, criticam em vão a superfície.

3. Quais os resultados da vontade de Deus?
Antes de comentar sobre os resultados da vontade de Deus, é preciso dizer que há uma distinção muito importante quando se trata de outro assunto: a vontade objetiva de Deus e a vontade permissiva de Deus. Há situações que Deus determina na vida dos cristãos, por Sua vontade objetiva. Valendo lembrar que sempre são coisas positivas e boas. No entanto há momentos na vida dos cristãos que não se constituem a vontade objetiva de Deus, mas a sua vontade permissiva, isto é, Ele não planejou que fosse desta forma, mas permite que o seja em favor de seus propósitos eternos e sábios.
Deus não planeja coisas más para a vida dos cristãos. No entanto não fez compromisso com os crentes que o mal nunca os alcançaria. É preciso dizer que todos os movimentos do planeta e fora dele, estão sobre o controle Dele. Ou seja, Deus evita o que quiser evitar e permite o que quer permitir. O seu compromisso é estar com os cristãos sempre, dar-lhes a sua graça e transformar as situações adversas em bênçãos (Jo 16.13; Mt 28.20; Sl 23.4; 2Co 12.7-10; Rm 8.28)

3.1. Uma vida de paz
A Bíblia diz assim: “E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos” (Cl 3.15). Aqui está o desejo de Deus, que em cada vida a tranquilidade dos Céus esteja no interior de cada um. No entanto, isso só é possível enquanto estamos dentro da vontade de Deus. Quando algo nos incomoda, tirando a tranquilidade, a paz interior e a alegria de continuar a jornada de fé, é por que alguma coisa está errada. E o momento em que o Espírito Santo nos incomoda, sinalizando que não estamos dentro da vontade de Deus.

Em Cl 1.24 ouvimos de “tribulações de Cristo”, em Cl 2.11 de uma “circuncisão de Cristo”. Agora ouvimos a respeito da “paz do Cristo”. Ela “seja determinante em vossos corações”. Paulo utiliza a mesma raiz semântica da qual antes derivou a expressão “negar o prêmio da vitória” (Cl 2.18). Logo se tem em mente a atividade do árbitro. Quando nosso coração indaga: “O que devo fazer agora? Que rumo devo tomar? Que palavra direi?” então a paz do Cristo deve ditar a decisão. Dessa “paz” já se falou na saudação inicial. Em seguida ouvimos que ela foi conquistada por Cristo “pelo sangue de sua cruz” (Cl 1.20), ao eliminar a nota promissória que nos tirava a paz e nos acusava.
“Paz” é um daqueles conceitos que não se pode “explicar” nem tornar compreensível por mais exaustivas que sejam as considerações. Quem, no entanto, encontrou “paz” sabe muito bem que a possui e a inefabilidade que essa palavra contém. “Paz” pode abarcar todos os bens da salvação, a paz com Deus (Rm 5.1) assim como a decorrente paz do coração e a paz para com as pessoas. “Paz” é aquilo que as pessoas separadas de Deus jamais conseguem ter (Is 57.20s). Unicamente na redenção por meio de Cristo e na comunhão de vida com ele encontramos essa paz, que justamente por isso se chama “a paz do Cristo”.
Por isso essa “paz” não tem nada a ver com transigência natural e pusilanimidade pessoal. Existe uma “pacificidade” que não passa de “carne”. Foi justamente a paz do Cristo que determinou os corações de Paulo e Timóteo quando decidiram continuar a árdua luta pela igreja em Colossos e resistir implacavelmente a todos que tentavam confundir essa igreja. A “paz do Cristo” é sempre a paz daquele que não veio para trazer paz, mas a espada (Mt 10.34). Ao mesmo tempo, porém, é realmente ela que mantém coesa a igreja “em um só corpo”. Quantas cisões dolorosas e denegridoras do nome de Jesus teriam deixado de ocorrer na igreja se, em vez da teimosia, da necessidade de afirmação e às vezes também do ardor político, a paz do Cristo tivesse sido determinante nos diálogos e negociações, em assembleias sinodais e disputas teológicas. A “coesão dos corações em amor e para a riqueza total da plena certeza do entendimento” somente tem êxito naqueles que se encontram na paz da cruz de Jesus, na paz do perdão e que permitem que essa paz seja decisiva. É dessas pessoas santificadas na paz do Cristo que a igreja precisa.
O trecho encerra com uma referência à gratidão. Evidentemente Paulo considerou que ser agradecido era uma questão muito importante, não apenas uma “bela característica”. Desde sua primeira carta a uma igreja (1Ts 5.18) ele lembra constantemente dessa tarefa, considerando o “agradecer sempre por tudo” um dos meios pelos quais uma igreja se torna “cheia do Espírito” (Ef 5.18,20). Por isso declara também aqui: “e tornai-vos agradecidos”. Pois podemos nos tornar cada vez mais agradecidos, ainda que já o sejamos. Esses são os verdadeiros “santos” que agradam a Deus e às pessoas, que sabem agradecer do fundo do coração sem cessar.

3.2. Uma vida bem sucedida
A vontade de Deus é que seus filhos sejam bem sucedidos. Nas Escrituras, há um número grande de declarações para uma vida de sucesso (Sl 1.3; Gn 39.3,23). Deus não fica feliz por ver seus filhos viverem uma vida de derrotas constantes. Fracassos após fracassos. No entanto uma vida bem sucedida só poderá ser experimentada a partir da obediência consciente à voz do Espírito Santo.

Ele é como árvore. Prosperidade Espiritual e Económica. O homem piedo­so que já prosperava espiritualmente, pelo decreto de Deus também deve pros­perar economicamente. Essa era a fé constante dos hebreus, que eles mantinham mesmo quando a adversidade parecia ensinar o contrário. Portanto, o homem bom é como uma árvore que conta com um suprimento de água abundante infalível, a saber, o rio da vida que passa próximo. Alguns estudiosos pensam que este versículo significa valetas da irrigação (ver Deu. 11.10,11), uma prática em­pregada pelos egípcios e babilónios, mas não muito usada na Palestina. A lei de Deus controlava o que um homem fazia (Sal. 1.2) e então dava a ele bom supri­mento, acima de suas expectações. Há o plantio, o cultivo e a colheita de bons frutos.
Correntes de águas. No hebraico temos a expressão palgey mayim, corren­tes ou divisões de águas, em alusão ao costume de preparar irrigação nos países do Oriente, onde as correntes de águas são construídas pela mão humana, com base em rios e correntes de águas naturais referidas em Deu. 11.10 como a "rega da terra". A figura é a de um lugar desértico que conta com pouca ou mesmo nenhuma água. Apesar disso, a provisão adequada contribui para a frutificação nas estações do ano apropriadas. O fruto é algo a ser esperado e produzido no tempo devido, por haver permanente provisão de água.

3.3. Uma vida de convicção
Quando se decide fazer a vontade de Deus há um alto preço a pagar. Muitas pessoas vão discordar de você, outras vão ridicularizá-lo e poderão ser chamados de loucos ou alienados. Às vezes, você poderá até ser perseguido. Os resultados positivos dessa obediência nem sempre surgirão de imediato. Para manter-se firme, será preciso uma vida plena de convicção - aquela certeza de que se está fazendo o que deve ser feito, mesmo que tudo indique ao contrário. E aí que experimentamos um crescimento pessoal progressivo, através de uma vida plena no Espírito, vivendo em fé (Hb 11.1-6), até que cheguemos à maturidade cristã. E passaremos a orar como Jesus ensinou “Seja feito a Tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt 6.10).
Uma coisa importante é que a certeza da vontade de Deus vem da observação de um, conjunto de indicadores, não de um indicador isolado. Portanto todos os indicadores consultados precisam concordar para que se tenha convicção. Por isso, o único imperativo para as decisões devem ser a vontade sábia e soberana de Deus.

Conclusão
O segredo da felicidade e da paz perfeita não são as circunstâncias que estão ao redor, mas a certeza de que se está exatamente no centro da vontade de Deus. Isto é, sem sombra de dúvidas o melhor da vida. Pode ser até que alguém lhe pergunte: “Como você sabe que esta é a vontade de Deus?”. E talvez a única resposta coerente seja: “Como eu sei, eu não sei; eu só sei que eu sei”. Pode ser estranho, porém esta é a resposta de quem tem uma convicção íntima muito definida, que não pode ser explicada humanamente, mas simplesmente ser vivida.

QUESTIONÁRIO

PARTE 1
1. Cite três requisitos para saber a vontade Deus.
R: Nascer de novo, ter compreensão espiritual e uma vida de obediência à Palavra de Deus.

PARTE 2
2. Como conhecer a vontade de Deus através da Palavra de Deus?
R: Através de um estudo sistemático das Escrituras o cristão passa a ter uma compreensão do todo, e não apenas das partes.
3. O que faz a oração como instrumento para se conhecer a vontade de Deus?
R: A oração é basicamente um aceno de conexão com Deus.

PARTE 3
4. Quais são os dois tipos de vontade de Deus ensinados na lição?
R: A vontade objetiva, e a vontade permissiva.
5. Quais os três resultados da vontade de Deus segundo a lição?
R: Uma vida de paz, uma vida bem sucedida e uma vida de convicção.

REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Editora Betel 2º Trimestre de 2013, ano 23 nº 87 – Jovens e Adultos - “Dominical” Professor - Pontos salientes da nossa fé, doutrinas essenciais para a prática de uma vida cristã sadia e equilibrada.
Comentário Bíblico Expositivo – Warrem W. Wiersbe
O Novo Testamento Interpretado Versículo Por Versículo - Russell Norman Champlin
Comentário Esperança - Novo Testamento 
Comentário Bíblico Matthew Henry - Novo Testamento
Comentário Bíblico - F. B. Meyer
Bíblia – THOMPSON (Digital)
Bíblia de Estudo Pentecostal – BEP (Digital)

Dicionário Teológico – Edição revista e ampliada e um Suplemento Biográfico dos Grandes Teólogos e Pensadores – CPAD - Claudionor Corrêa de Andrade

2 comentários:

  1. A Paz do Senhor Pb. Eudes. Sou professor da EBD e seus comentários me ajudaram muito. Que Deus continue te usando!

    Ev. Waldir - A.D de Jaupaci-GO

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  2. Pr Marioeunicio.
    Permita-me abraçar-lhe com apreço e carinho (no Senhor nosso DEUS)por esse trabalho maravilhoso que tens desenvolvido; não sei expressar quão grande valia ele nos traz. Só posso fazer uma coisa: continuar orando a DEUS por si e por todos os seus.Graça e paz de nossa parte e da do Senhor JESUS CRISTO vos sejam multiplicadas.

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