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A contenda produz a desunião - Lição 12 – 23 de Junho de 2013


LIÇÃO 12 – 23 de Junho de 2013

A contenda produz a desunião

TEXTO AUREO

“E rejeita as questões insensatas e absurdas, sabendo que produzem contendas”. 2Tm 2.23

VERDADE APLICADA

As questões polêmicas nunca ajudaram o cristão ser convicto; pelo contrário, geram contendas no meio da igreja.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Ressaltar que é papel da igreja admoestar os insensatos que vivam procurando assuntos polêmicos;
Deixar claro que a correção precisa ser com mansidão para não perder os transgressores;
Conscientizar de que o amor deve superar todas as nossas diferenças teológicas, administrativas e eclesiásticas.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

2Tm 2.24 - E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim ser brando para com todos, apto para ensinar, paciente.
2Tm 2.25 - Corrigindo com mansidão os que resistem, na expectativa de que Deus lhes conceda o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade.
Tt 1.10 - Pois há muitos insubordinados, faladores vãos, e enganadores, especialmente os da circuncisão.
Tt 1.11 - É preciso tapar-lhes a boca, porque transformam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância.
Tt 1.14 - Não dando ouvidos a fábulas judaicas, nem a mandamentos de homens que se desviam da verdade.
Tt 3.9 - Mas evita questões tolas, genealogias e contendas, e debates acerca da lei, porque são coisas inúteis e vãs.

Descrevem-se os falsos mestres. Os ministros fiéis devem opor-se a eles no momento oportuno para que a loucura deles seja manifesta, para que não sigam adiante. Tinham uma baixa finalidade no que faziam; servindo um interesse mundano sob pretexto da religião: porque o amor pelo dinheiro é a raiz de todo mal. Os tais devem ser resistidos e envergonhados, pela sã doutrina das Escrituras. As ações vergonhosas, a repreensão dos pagãos, devem estar longe dos cristãos; a falsidade e a mentira, a astúcia invejosa e a crueldade, os costumes brutais e sensuais, a ociosidade e a preguiça, são pecados condenados até pela luz da natureza. Mas a mansidão cristã dista tanto do dissimulo cobarde do pecado e do erro como da ira e da impaciência. Embora haja diferenças nacionais de caráter, contudo, o coração do homem de toda época e lugar é enganoso e perverso. Porém, as repreensões mais agudas devem apontar para o bem do repreendido; a fé sadia é muito desejável e necessária. Nada é puro para os que são corrompidos e incrédulos; eles abusam e fazem pecado das coisas boas e lícitas. Muitos professam conhecer a Deus, mas em suas vidas o negam e rejeitam. Note-se o miserável estado dos hipócritas, como os que têm uma forma de piedade, mas estão sem seu poder; de todos modos, não estejamos tão dispostos a acusar disto os outros, como cuidadosos de que não se aplique a nós.

Introdução
A ocorrência de conflitos em uma igreja local é muito comum. O que não deve ser considerado comum é a aceitação de uma comunidade cristã com essas características, norteando a sua rotina religiosa. As divergências entre os irmãos, ou até mesmo entre as lideranças acontecerão. Cumpre a cada um procurar a melhor forma para a conciliação amigável. O conselho pastoral de irmãos mais experientes, ou até em um grupo de irmãos mais maduros, podem ajudar, mas nunca substituir a orientação das Escrituras. Não podemos deixar de seguir o padrão da Palavra de Deus, pois nEla estão as orientações básicas para uma igreja vitoriosa.

1. As questões tolas devem ser evitadas
Para que ficar debatendo assuntos de difícil interpretação (2Pe 3.16) que, às vezes, têm vários significados ou sentidos que não foram revelados a nós? (Dt 29.29). Procuremos nos deter no que é explicável. Muitas igrejas nascem como resultado de visões e interpretações de homens carnais que sempre levantam polêmicas sobre questões bíblicas dizendo que os outros estão errados.

Nas igrejas que Pedro tem em mente os falsos mestres também podem ter-se apoiado expressamente em afirmações de Paulo em suas cartas, impressionando assim os membros das igrejas. Pedro, porém, tem consciência de sua plena unidade com nosso amado irmão Paulo. Obviamente, apesar de toda a concórdia no concílio dos apóstolos (At 15; Gl 2.6-10), toda a peculiaridade de Paulo deve ter sido percebida pelos grupos dos primeiros apóstolos da Palestina. Por essa razão Pedro fala aqui da sabedoria dada a ele (a Paulo), que ele reconhece e respeita como dádiva presenteada por Deus. Porém sem qualquer crítica constata objetivamente que nas cartas de Paulo há coisas difíceis de entender. Qualquer leitor atento das cartas de Paulo há de confirmar essa constatação. Logo, era possível que vários assuntos fossem arrancados do contexto e interpretados erroneamente, servindo para que hereges justificassem seu ponto de vista. Tal “distorção” de frases de Paulo poderia confundir e seduzir os ignorantes e impacientes. Entretanto isso não se deve apenas a Paulo e à dificuldade de entendê-lo. Por isso Pedro acrescenta que também se pode abusar das demais passagens da Escritura. Nós, que contemplamos um longo período de história eclesiástica, temos em vista uma série de penosos exemplos. Quantas opiniões e doutrinas erradas e perigosas foram comprovadas “a partir da Bíblia”! Ou seja, isso já acontecia naquela época, e Pedro precisa proteger a igreja contra isso. As pessoas que “distorcem” frases de Paulo ou outras passagens da Escritura fazem-no por risco próprio e para sua própria perdição. É isso que a igreja tem de considerar seriamente.

1.1. Procure não ocupar tempo com falatórios inúteis
Há muita coisa a fazer, não gaste o seu tempo discutindo ideias tolas, mas use sua energia na conservação do trabalho cristão e na consagração da vida por meio da oração, jejum, leitura bíblica e outros assuntos importantes (lTm 4.7; Tt 3.9-11). Não podemos nos ocupar e perder tempo com falatórios e questões que não levem a nada, a não ser para criar polêmicas, transtornar e confundir os ouvintes. E bom que a nossa mente esteja ocupada com coisas sadias e frutíferas.

Nesta parte de sua carta, Paulo passa para uma ilustração esportiva. Da mesma forma que um atleta grego ou romano precisava recusar certas coisas, ingerir alimentos corretos e fazer exercícios apropriados, também o cristão deve praticar "exercícios espirituais". Se um cristão dedicar tanta energia e disciplina à vida espiritual quanto um atleta dedica a seu esporte, crescerá cada vez mais rapidamente e realizará mais coisas para Deus.

1.2. Rejeita as fábulas profanas
“Nem se deem a fábulas ou a genealogias intermináveis, que mais produzem questões do que edificação de Deus, que consiste na fé” (lTm 1.3-4). “Mas rejeita as fábulas profanas e exercita-te a ti mesmo em piedade” (lTm 4.7). Procure não se ocupar com elas, pois trazem controvérsias (Tt 3.8-11). Tudo que não convenha ou que não edifique não se deve dar atenção (ICo 10.23).

Essas pessoas ensinam um evangelho diferente. Isto não precisa significar necessariamente que ensinam contra o evangelho! Anunciam algo diferente do evangelho, e o anunciam de modo diferente. As fábulas e as genealogias não são o evangelho. A forma como essas doutrinas ensinam a lei é diferente do que o evangelho requer. Nenhuma das duas é forma de proclamação condizente com o evangelho. Essas doutrinas levam a errar o alvo, conduzem para longe. Não edificam, não promovem, mas destroem. Isso pode, durante muito tempo, passar despercebido tanto aos iniciantes como aos ouvintes e adeptos. O efeito destrutivo é secreto e sorrateiro, expandindo-se lentamente como uma infecção cancerosa. Por isso é preciso enfrentá-las abertamente e com a autoridade do Senhor.
Os hereges ainda estão no seio das igrejas, e os rudimentos das doutrinas estranhas ainda não evoluíram para o que mais tarde será abrangido pelo nome “gnosticismo” e reconhecido e combatido como uma das mais graves ameaças para o cristianismo.
Todas as heresias têm fundamentalmente em comum o fato de que provocam e multiplicam vãs discussões e discórdias em torno de palavras, assim tornando a fé insegura porque desviam do objetivo principal. Os hereges são administradores infiéis, porque não promovem a administração de Deus na fé. Por um lado a expressão significa o plano de salvação de Deus, seu agir divino na história humana; por outro lado tem-se em mente o serviço de administradores confiado a seus servos, representando com essa amplitude um pensamento central de Paulo.
Essa vontade salvadora de Deus não se concretiza em especulações inócuas, mas somente pela fé pessoal. O alvo final, porém, do mandamento (entendido como agir redentor divino, proclamação humana e procedimento decidido contra heresias) é o amor. Timóteo não deve perder de vista esse alvo para sua própria vida, para não se deixar arrastar para discórdias, e deve incutir esse alvo do amor a “certas pessoas” e a seus adeptos, bem como à igreja toda. Todo ensinar, saber e crer que não se orienta pelo amor como um alvo claro leva a descaminhos. Com isso situamo-nos bem no “centro” da mensagem de Paulo. O amor não é um sentimento difuso ou uma sensação positiva passageira, mas é uma mentalidade que leva à ação, uma orientação da natureza que leva à obediência, é a realidade da vida a partir de Deus que transforma o ser humano.

1.3. Nenhuma profecia é de particular interpretação
As profecias não foram produzidas por vontade dos homens (2Pe 1.20-21). Por mais que o homem queira dar resposta a todos os enigmas bíblicos, ele não conseguirá; não podemos interpretar a Bíblia de acordo com as nossas filosofias e conveniências. Ninguém está autorizado a mudar o sentido da Palavra de Deus para seu próprio proveito (2Co 4.2). Cuidado! Ao torcer a Palavra estarás caminhando para a sua própria perdição (2Pe 3.16-18).
Sabemos que a Palavra de Deus é nova a cada manhã, mesmo que tenha sido revelada num determinado contexto. Ao lê-la, pode-se tirar proveito e soluções dela para os momentos mais difíceis da vida e não torcê-la para confundir ou tomar sentidos obscuros. A Palavra de Deus não é camisa de força, mas refrigério para as nossas almas. Fuja daqueles que aparecem dando interpretações errôneas e conceitos distorcidos do entendimento bíblico adotado pela nossa denominação.

2. Não há lucro nas controvérsias
Alguns irmãos extremistas consideram ultrapassado, o conjunto de normas e funções que as Assembleias de Deus utilizam para promover a vida cristã sadia, e não querem mais os cultos de doutrina; Escola Bíblica Dominical tradicional; questionam as nossas literaturas e querem criar novos métodos paralelos para outros estudos, onde levantam polêmicas a respeito da administração eclesiástica, da figura do pastor, da forma de governo ministerial, dos líderes de departamentos e dos pontos bíblicos de difícil interpretação (2Tm 4.3,4). Isso nunca rendeu lucro para ninguém, mas tem causado muitos aborrecimentos à direção das igrejas.

2.1. O partidarismo dentro da igreja deve cessar
Nós temos que parar com o partidarismo dentro da igreja, dizendo: “Eu sou de Paulo, e eu, de Apoio, e eu, de Cefas, e eu, de Cristo” (ICo 1.10-13). As divisões e os grupinhos que seguem ideias e escolas diferentes devem cessar. Precisamos entender que igreja e pastor não são perfeitos. Mas é claro que buscamos o equilíbrio, a unidade e o aperfeiçoamento do Corpo de Cristo (Ef 4.12-16). Nenhuma pessoa questionadora alcançou ou parou numa posição de destaque. Evitemos os grupos murmuradores e desagregadores. Embora não devamos abrir mão do diálogo construtivo.

Sejam unânimes nas grandes coisas da religião; onde não há unidade de sentimento, que existe pelo menos união de afeto. O acordo nas coisas grandes deveria fazer minguar as divisões sobre as menores. Haverá união perfeita no céu e, quanto mais nos aproximemos dela na terra, mais perto chegaremos da perfeição.
Paulo e Apolo eram ambos fiéis ministros de Jesus Cristo, e ajudantes de sua fé e gozo; mas os que estavam dispostos a serem beligerantes, dividiram-se em dois bandos. Tão sujeitas estão as melhores coisas a corromper-se, que o Evangelho e suas instituições são feitos motores de discórdia e contenção. Satanás sempre se propôs estimular a discórdia entre os  cristãos, como um de seus principais engenhos contra o Evangelho.
O apóstolo deixou aos outros ministros o batismo, enquanto ele pregava o Evangelho, como obra mais útil.

2.2. Pensamentos divergentes devem ser contidos
“Completai o meu gozo, para que tenhais o mesmo modo de pensar, pensando a mesma coisa” (Fp 2.2). Especulações teológicas inúteis e insensatas têm dividido o povo de Deus, levando a ter dentro da igreja a ala X e a ala Y. É preciso ficar claro que muitas coisas nós aceitamos pela fé e será em vão o esforço de certos doutrinadores tentarem outro ensino diferente da verdade bíblica. Alguns se levantam como cabeças para conseguir adeptos que se juntem a eles para implantar a dissidência. Precisamos conter essas ondas dentro das igrejas do Senhor Jesus. Admoestar no mínimo duas vezes e depois, se for preciso, evitá-los (Tt 3.8-11; Mt 18.15-17).

Paulo pede para si e para sua alegria aquilo que é, antes de tudo, um ganho bem específico dos filipenses. Mas justamente ao formular assim o pedido ele confere uma delicadeza inimitável à sua exortação, livrando-a de qualquer conotação que insinue intromissão de fora e de cima para baixo. Tudo o que foi dado à igreja coopera para a unidade dela, mas apesar disso a unidade ainda precisa ser especialmente buscada e preservada contra todas as perturbações. Com que facilidade somos divididos por aquilo em que fixamos nosso pensamento. Até mesmo o amor pode ser diferente em cada pessoa, ter intensidades diversas e uma clarividência distinta. Por isso Paulo se esforça por encarecer os componentes da unidade com múltiplas formulações.

2.3. A briga não promove a paz e nem a união
Muitos pontos de vista antagônicos acabam em discussões e acusações de parte a parte sem nenhum objetivo claro, colocando algumas pessoas contra outras e impedindo a paz entre os irmãos. Quando uma puxa para um lado e a outra para o outro, ambas não podem estar sentindo a mesma coisa (Fp 2.2), nem há união de propósitos. Não dá para ficarmos nos digladiando. Ao invés disso, seguir a paz é a recomendação bíblica (Hb 12.14). E, enquanto depender de vós, tende paz com todos (Rm 12.18). Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união! (SI 133.1).
Pensamentos e opiniões divergentes são normais, mas dentro de uma civilidade, cada um respeitando o seu próximo e o direito do outro. Precisamos compreender que somos diferentes, não administramos do mesmo jeito nem interpretamos pelo mesmo ângulo. Nem tudo sai do nosso gosto e, se não aceitarmos assim, cada um irá abrir sua própria igreja, mas terá, indiscutivelmente, muitas dificuldades. Evitemos as muitas divisões.

3. Ao servo do Senhor não convém contender
“Mas, se alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume, nem as igrejas de Deus” (ICo 11.16). No Evangelho de Jesus, não pode haver rixas, litígios e disputas entre os irmãos. "Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas” (Fp 2.14). A recomendação de Paulo a Timóteo diz que, ao servo do Senhor, não convém contender, mas exercer a mansidão (2Tm 2.24).

É como se Paulo notasse pessoalmente que não consegue demonstrar sua opinião objetiva e categoricamente como em outras perguntas, pois se trata de julgamentos a partir do sentimento de conveniência. Ouve em seu íntimo que, ao ser lido em voz alta esse trecho da carta, membros da igreja alegam: Isso não nos convence; continuamos com a nossa opinião, nossas mulheres podem tirar a cobertura da cabeça. Será que a discussão deve prosseguir infinitamente? Não. “E se alguém se apraz em contestar, nós não temos esse costume, como tampouco as igrejas de Deus”. Grupos isolados na igreja não podem simplesmente se arrogar esse costume, que não é observado nem por nós, ou seja, pelo apóstolo e seus colaboradores, nem pelas igrejas de Deus. Nesse ponto as opiniões divergentes têm de se enquadrar no costume vigente e consensual de todas as igrejas.

3.1. Contender não levará a nada, a não ser a desgaste público.
Nas contendas de palavras, nascem provocações, difamações e suspeitas malignas (lTm 6.3-5). O desgaste perante a igreja virá para quem é contencioso, o seu nome será questionado ao ser indicado para qualquer atividade. Aliás, ninguém quer trabalhar com quem reclama, murmura e questiona tudo, é durão, rabugento, ranzinza, briga com todos e desestabiliza a obra de Deus. Muitas contendas têm nascido ao discutir sobre tradições, usos e costumes nas igrejas. Estamos vivendo uma época que todos os conceitos estão sendo colocados em xeque, mas de uma coisa tenho certeza que tudo aquilo que for realmente de cunho bíblico ficará para sempre e ninguém poderá mudar.

Os cristãos não deviam supor que o conhecimento religioso ou os privilégios cristãos lhes davam direito de desprezar os amos pagãos ou de desobedecer as ordens lícitas ou a expor as faltas dos outros. os que desfrutavam do privilégio de viver com amos crentes, não deviam deixar o respeito e a reverência devidos porque fossem iguais nos privilégios religiosos; antes, deviam servir com dupla diligência e alegria por sua fé em Cristo e como participes de sua salvação gratuita.
Não devemos reconhecer como íntegras outras palavras senão as de nosso Senhor Jesus Cristo; a estas devemos dar consentimento sincero. Habitualmente os que menos sabem são os mais orgulhosos, porque não se conhecem a si mesmos. Daí provêm a inveja, a discórdia, os impropérios, as mas suspeitas, as disputas sobre sutilezas e coisas nada claras, entre os homens de mentes carnais corruptas, ignorantes da verdade e de seu poder santificador, e que procuram uma vantagem mundana.

3.2. Não promova disputas ou falatórios inúteis
Evite os falatórios inúteis, porque produzirão maior impiedade (2Tm 2.16). A pessoa que promove disputas e que dispersa o povo de Deus, com certeza cairá no descrédito e, consequentemente, será colocada de lado. Os insensatos levantam discussões maldosas que não levam a lugar nenhum, só causam prejuízos. A verdadeira atividade do cristão deve ser o cultivo das virtudes e não o fruto das controvérsias e discórdias que tiram a paz, dividem as igrejas e afastam os crentes, principalmente os neófitos.

Não te envolvas em falatório insano e vão, porque quem lida com isso é pessoalmente infectado pela epidemia do mero “uso do papo” (Lutero). O ponto nefasto de toda a polêmica consiste em que ela adota as armas e os métodos do adversário, o que vale também e justamente para a polêmica teológica.
Não te envolvas. A expressão retorna apenas em Tt 3.9 e também pode ser parafraseada por: vira-te, no intuito de te desviar. Enquanto os falsos mestres avançam para uma incredulidade maior se não forem detidos, Timóteo deve avançar na aprovação. Não existe o “ficar parado”. Pessoas que se desviam da rota se tornam cada vez mais extremadas em suas opiniões e manifestações. Quem corre em trajetória reta só continuará nela enquanto tiver o propósito de alcançar plena maturidade e aprovação: “Tu, porém, sê sóbrio em tudo, resiste no sofrimento, realiza a obra de um evangelista, cumpre cabalmente o teu serviço.” Novamente se torna claro o paralelo: a vida dos hereges avança para uma crescente impiedade, e sua doutrina continua a corroer em volta como uma úlcera cancerosa.

3.3. Se eu não posso ajudar, não devo atrapalhar
Se você não ajunta, com certeza poderá espalhar. Quem não ajuda o Reino de Deus não deve também atrapalhar seu andamento. Não dê ouvido a mandamentos de homens desviados da verdade (Mt 15.8.9; Tt 1.14). “Ó Timóteo, guarda o depósito que te foi confiado, evitando as conversas vãs e profanas e as oposições da falsamente chamada ciência” (lTm 6.20-21). Muitos têm prestado um desserviço ao Reino de Deus atrapalhando a harmonia e consequentemente a união. Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, que fechais o Reino dos Céus aos homens. Vós mesmos não entrais, nem deixais entrar os que estão entrando (Mt 23.13).
A departamentalização da igreja tem causado muitos dissabores aos pastores que, às vezes, perdem o controle dos segmentados. Esses em muitos lugares fazem coisas isoladamente criando verdadeiras igrejinhas” dentro da igreja, implantando trabalhos alheios à direção, o que tem contribuído para a disseminação de doutrinas heréticas e conceitos errôneos sem o consentimento da autoridade eclesiástica constituída. Muitos departamentos que deveriam ser como braços estendidos do pastor na condução da igreja têm tirado o seu sono e lhe provocado dores de cabeça.

Conclusão
Os conflitos pessoais, conflitos políticos e conflitos doutrinários em uma comunidade cristã infelizmente ainda acontecem. As pessoas ainda tem uma visão particular de como a igreja deve ser conduzida e vivida. Há cristãos por exemplo, que julgam que as Escrituras é de particular interpretação; outros que não precisam ser pastoreados por uma liderança instituída. A maneira como vamos enfrentar os problemas e encontrar as soluções, é que vão revelar a nossa coragem e maturidade. Como disse no início: a Palavra de Deus deve ser sempre a maior ferramenta para trazer soluções a esses problemas que vivemos em nosso tempo.

QUESTIONÁRIO

PARTE 1
5. Por que as profecias não são de particular interpretação?
R: Porque não foram produzidas por vontade de homens, mas pelo Espírito Santo (lPe 1.20-21)

PARTE 2
2. Qual o papel da igreja diante deste tema?
R: Admoestar duas vezes e depois evitá-los (Tt 3.10).

PARTE 3
1. O que devemos evitar para viver em paz?
R: Assuntos polêmicos que causam contendas.
3. O que não convém ao servo do Senhor?
R: Contender.
4. O que muitos departamentos estão criando?
R: Verdadeiras “igrejinhas” dentro da igreja.

REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Editora Betel 2º Trimestre de 2013, ano 23 nº 87 – Jovens e Adultos - “Dominical” Professor - Pontos salientes da nossa fé, doutrinas essenciais para a prática de uma vida cristã sadia e equilibrada.
Comentário Bíblico Expositivo – Warrem W. Wiersbe
O Novo Testamento Interpretado Versículo Por Versículo - Russell Norman Champlin
Comentário Esperança - Novo Testamento
Comentário Bíblico Matthew Henry - Novo Testamento
Comentário Bíblico - F. B. Meyer
Bíblia – THOMPSON (Digital)
Bíblia de Estudo Pentecostal – BEP (Digital)

Dicionário Teológico – Edição revista e ampliada e um Suplemento Biográfico dos Grandes Teólogos e Pensadores – CPAD - Claudionor Corrêa de Andrade

2 comentários:

  1. Deus continue te dando força e graça pra fazer esse trabalho!

    Estava precisando!

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  2. PARABENS PELO TRABALHO. QUE DEUS CONTINUE DANDO GRAÇA.

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